sábado, 12 de maio de 2012

Sassetti e Fernando Lopes estiveram juntos em Seia no Cine'eco 2010


Estiveram os dois na Casa da Cultura de Seia no dia 16 de outubro de 2010, na cerimónia de entrega de prémios do Cine’Eco – o músico e compositor Bernardo Sassetti, em concerto e o Realizador Fernando Lopes, como Presidente do Júri do Festival de Cinema.
Na altura, perante casa cheia e na sequência do concerto de Jazz memorável de apresentação do albúm “Motion”, acompanhado por Carlos Barreto e Alexandre Frazão, Sassetti, mostrou o seu contentamento pela reação do público e denunciou o seu entusiasmo com a "distinta" presença do realizador Fernando Lopes, para quem fez a música do filme "98 Octanas".
O público de Seia teve nessa noite a oportunidade de assistir a um grande concerto de Bernardo Sassetti Trio, considerada a formação mais estável do jazz português em actividade até então.
Quis o destino, que os dois morressem neste mês de Maio de 2012, no espaço de 8 dias. O realizador de “Belarmino” morreu dia 2, com 76 anos e Bernardo Sassetti faleceu dia 10, com 41 anos, na sequência de uma queda no Guincho.
Duas grandes perdas para a cultura portuguesa.
Imagens AQUI


segunda-feira, 7 de maio de 2012

Praia Fluvial de Loriga candidata a uma das 7 Maravilhas

A única praia fluvial sobre um glaciar do país!
Categoria: Praias de Rios
Praia Fluvial de Loriga
Seia – Beira Interior
Para votar na Praia Fluvial de Loriga ligue 760 207 703




sábado, 5 de maio de 2012

PS - PS

PS aqui significa “Pensar Seia” e é uma iniciativa do PS local. E foi assim que aconteceu este Sábado, 5 de Maio, no Auditório da Casa da Cultura, o Fórum Pensar Seia: que futuro para o seculo XXI? Organizado pela Comissão Politica Concelhia, o debate, decorreu durante a manhã, porque era a única disponibilidade para Basílio Horta poder vir e afinal, não pode comparecer, por compromisso de última hora com o Presidente da República.
A Vice-Reitora da Universidade de Coimbra, Helena Freitas, que pertence também ao Laboratório de Ideias do PS, à última da hora também não pode comparecer, por doença familiar, mas mesmo apesar destes contratempos, a organização conseguiu para este primeiro debate, um modelo aceitável com resultados proveitosos, em termos de esclarecimentos e da procura de rumos para o desenvolvimento do nosso concelho.

Primeiro, Filipe Camelo, Presidente do PS de Seia falou dos propósitos deste Fórum, que será o primeiro de vários que se seguirão, devendo o próximo ser lá para Julho, em Loriga. A ideia é trazer pessoas de fora, mas também dar oportunidade aos agentes locais, para falarem e apresentarem ideias e sugestões. Perspetivas num concelho que tem procurado enveredar por políticas em que a economia e o ambiente tendem a rumar no mesmo sentido, conforme referiu o autarca Presidente de Câmara, especificando que está previsto um investimento em Seia na área do turismo que ascende a 150 milhões de euros, para além de ter dado outros exemplos do que está a ser feito neste e noutros setores.
Entretanto as intervenções dos dois oradores convidados, pautaram-se, um, numa perspetiva de visão macro e outra com um cariz mais micro em termos de abordagem aos temas.
Eurico Dias, do Secretariado Nacional do PS falou da evolução da economia portuguesa e as políticas públicas de internacionalização, centrando desde logo a tónica na necessidade de captação de investimentos e criação de empregos, sobretudo em territórios como os de Seia, com pouca população. É que, os cidadãos, precisam de continuar a viver nestes territórios, satisfazendo as suas expetativas, procurando ser felizes.
Eurico Dias fez uma alusão ao investimento estrangeiro que vai rodando e que coloca os territórios em competição para escolher o que melhor o serve, procurando o território que lhe permite um investimento mais eficiente. Por isso, há características desses territórios que serão determinantes para a captação desses potenciais investimentos. Seia tem o exemplo da Ara, fábrica Alemã de calçado, mas pode pensar noutros similares.
Este responsável falou ainda de exportações e do seu peso no PIB, lembrando que em 1986 as exportações eram de  40% e dependiam sobretudo dos setores têxtil e calçado. Mas este cenário foi sendo alterado e o caminho que fizemos, não foi o melhor. Mesmo assim, em 2011 ouve uma pequena evolução e os valores situaram-se perto de 35% no que se refere a exportações em geral.
As Exportações mais significativas são para Espanha (25%), França e Alemanha, seguindo-se Angola e Brasil, mas este último com muitas barreiras burocráticas. No entanto há 17.700 empresas exportadoras e dessas, quase 8 mil exportam para Angola. Temos exportações muito concentradas.
Estas questões são contrapostas pelo lado abrupto da procura interna. A balança de transações é muito deficitária e não se vislumbram melhorias. Mas esse é o desafio do país nos próximos tempos.
Por isso, temos de preparar os nossos territórios para inverter esta situação, para implementarmos um caminho de progresso, através do investimento. É que nos últimos 10 meses, a situação tem-se agravado imenso, com a política que tem sido seguida e isso não augura nada de bom para o país, quanto mais para regiões deprimidas como a nossa.
As Empresas vivem uma situação muito difícil no acesso ao crédito e a apoios financeiros, agravado com o fato de há um ano não haver incentivos para PME’s.
O Turismo está ligado aos recursos endógenos de que dispomos e que podemos valorizar, abrindo-se aqui uma porta de oportunidade.
Em matéria de Politicas públicas de internacionalização para o futuro, este responsável indicou 3 objetivos:  Alargar base exportadora; Diversificar mercados (Magreb e Norte do Mediterrâneo, África subsariana, etc.) e Mais valor acrescentado (mais produtos / serviço com recurso a conhecimento).
Por último evidenciou a importância da ligação das universidades às empresas, rematando que sem uma lógica de crescimento, não podemos continuar a manter o Estado Social.
Por sua vez Armando Carvalho, que está de saída da coordenação do ICNB, que gere também o Parque Natural da Serra da Estrela, focalizou a sua intervenção nos processos de desenvolvimento em territórios do Interior do país.
Nessa perspetiva, realçou a importância da pequenas ações  e do Marketing territorial, num país com imensas qualidades e potencialidades, mas onde há muitos constrangimentos.  Onde a forma de decidir está muito centralizada e onde as soluções que são apresentadas são pouco discutidas. Um país em si, muito desorganizado; que tem rendimento muito baixo, comparando com outros países e que precisa de maior eficácia naquilo que vai fazendo.
Este responsável referiu ainda que as politicas públicas para estes territórios de Interior têm sido incipientes e que há grandes constrangimentos de fronteiras administrativas, além da existência daquilo a que chamou decisões sobre “geometria variável”, uma vez que há sempre um ajuste para enquadrar e que joga em desfavor das zonas mais pobres. Neste sentido, rematou dizendo que há um grande divórcio da Administração com a sociedade civil / agentes económicos.
Sobre questões concretas e caminhos a seguir, Armando Carvalho apontou os trunfos que zonas como o concelho de Seia têm: o único; o genuíno; o desconhecido; o fato de tudo estar disponível; tudo facilmente acessível; territórios de oportunidades; territórios de qualidade de vida; territórios para novos lifestyle.
Por isso, sublinhou a necessidade de não esquecermos: que o país muda todos os dias; que o país vai mudar muito mais rapidamente e que o dinheiro não é o fator determinante. Neste caso, apontou o Projeto “Aldeias de Montanha” como um exemplo de que para ter um bom projeto, não são necessários milhões de euros.
Em linhas gerais, destacou ainda a importância da postura pró-ativa para o processo participativo; da gestão de expetativas; da escala (perceção interna e perceção externa) e do fator risco.
Como fatores determinantes para o caminho a seguir, indicou a necessidade de se ter ideias claras e de se definir a identidade local na perspetiva da diferenciação (a importância de ter projetos que sejam diferentes de outros territórios e que nos distingam). Sublinhou também a identidade local, na perspetiva da necessidade de Autoestima e da urgência da criação de uma “coligação poderosa”, de modo a congregar vários agentes, com um denominador comum de interesses. Nesse sentido, disse que também é necessário haver “uma cara”, para se saber quem é quem e quem responde pelo serviço ou projeto, para além da necessidade de haver uma boa articulação institucional.
Disse que é bom colocar os territórios no mapa, daí o desafio de Seia se colocar permanentemente neste desígnio, no contexto da Serra da Estrela, onde o património natural, é um elemento chave do desenvolvimento.
Na sua perspetiva, o Marketing Territorial é muito importante, uma vez que estamos numa sociedade da Comunicação. E por último reforçou a importância da competitividade inter-territorial, como fator preponderante para o desenvolvimento de concelhos como o de Seia, onde a questão da ‘marca’ é fundamental neste quadro de marketing territorial, onde 30%  é de potencial, de execução, de produtos, de disponibilidades, de capacidades e de  conhecimento e 60% de  Comunicação e 10% de sorte.
No caso da comunicação, deu o exemplo caricato que acontece frequentemente, quando é dada mais importância à notícia de um treino de uma equipa de futebol, do que ao que se passa nos nossos territórios.
A terminar, rematou com uma frase célebre - “contra o pessimismo da razão, devemos lutar com o otimismo da nossa vontade”.
Depois das intervenções, registou-se um período de debate profícuo, que andou em torno destas questões abordados pelos oradores convidados, recolhendo-se assim vários contributos para os planos futuros em matéria de desenvolvimento para o concelho de Seia e que abre as portas para outros debates.


terça-feira, 1 de maio de 2012

Forum PENSAR SEIA – QUE CONCELHO PARA O SÉCULO XXI?


A Comissão Politica de Seia do PS vai levar a efeito no próximo Sábado, dia 5 de Maio, a partir das 9:30 horas no Auditório da Casa Municipal da Cultura o Forum PENSAR SEIA – QUE CONCELHO PARA O SÉCULO XXI?
A iniciativa, embora sendo organizada por um partido político, é aberta a todos os interessados em dar contributos para o debate.

Para o primeiro painel está prevista a presença de Basilio Horta, Deputado e ex-presidente da Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal (AICEP), que falará sobre Internacionalização da Economia, quando há cada vez mais empresas no nosso concelho a exportar e outras a querer fazer o mesmo.
A oradora seguinte será Helena Freitas, Vice-Reitora da Universidade de Coimbra e membro do Laboratório de Ideias para Portugal, seguindo-se Teresa Sá Marques, Docente da Universidade do Porto, que abordará o tema relativo aos desafios dos territórios de baixa densidade.
Como se vê, estas serão intervenções direcionadas, que animarão o debate, mas é dever de todos nós participar no debate que se seguirá, dando opiniões e apresentando visões daquilo que consideramos pertinente para o futuro do nosso concelho.
Este é o primeiro de um conjunto de debates que o PS de Seia pretende realizar para os seus militantes e para os vários agentes da comunidade, de modo a dar voz aos cidadãos, num espirito de proximidade e de valorização das ideias.
Uma terra que não debate, que não tem epirito crítico, é uma sociedade amorfa, por isso se impões este tipo de foruns, que vá ao encontro dos cidadãos.
 
Fica o convite e o desafio!

segunda-feira, 30 de abril de 2012

MERCADO TROCAS & BALDROCAS, 5 DE MAIO JUNTO AO GRÉMIO DE SEIA





Organizado pelo Município, Junta de Freguesia de Seia e Associação de Arte e Imagem, vai ter lugar no próximo dia 5 de Maio em Seia, o denominado “Mercado Trocas & Baldrocas”.

A iniciativa, que no ano passado se realizou nas traseiras do edifício da Câmara Municipal, decorrerá este ano junto ao Grémio e Mercado Municipal, onde habitualmente também se realiza a Feira do Queijo, por ser uma zona mais central. É que, no ano passado, os expositores queixaram-se de que as pessoas não se apercebiam de que a feira estava a decorrer, dada a pouca visibilidade daquela zona, atrás da Câmara e pediram a mudança de local


A Feira, cuja inscrição é gratuita, destina-se a todos os interessados em comercializar objectos que acumularam em casa ou do seu artesanato, bem como a pessoas das artes visuais, do espectáculo e da música que queiram actuar ou comercializar os seus trabalhos livremente. Não é permitida a presença de comerciantes profissionais.

As inscrições são gratuitas e estão abertas na Casa Municipal da Cultura de Seia (238 310 293), embora no dia também se aceitem inscrições.

sábado, 28 de abril de 2012

Abertas inscrições para Cine'Eco - Festival Internacional de Cinema Ambiental de Seia




O Cine’Eco 2012 – Festival Internacional de Cinema Ambiental da Serra da Estrela, Seia tem neste momento a decorrer o processo de inscrições para os filmes a concurso.
 
Segundo o Regulamento publicado no site oficial do Festival, www.cineecoseia.org as inscrições estão abertas até 6 de Agosto.
 
O Festival está aberto à inscrição de filmes de ficção, documentários em longa ou curta-metragem para as suas várias secções competitivas e não-competitivas, de acordo com os temas, ambiente, natureza, cultura, viagens e turismo, aos quais estão ligados Seia e à região da Serra da Estrela.

O Cine’Eco, que vai na sua 18ª edição, decorrerá de 6 a 13 de Outubro nos complexos da Casa Municipal da Cultura de Seia e do Centro de Interpretação da Serra da Estrela (CISE) e à semelhança de anos anteriores, contará com vários ciclos de cinema e diversas atividades paralelas, das quais se destacam conferências, concertos, exposições, masterclasses de documentário, etc.



Lançamento de Guia Interpretativo da Serra da Estrela



No próximo dia 30 de abril, pelas 17 horas, irá decorrer, no CISE, o lançamento do Guia Interpretativo “Rotas e Percursos na Serra da Estrela – Planalto Superior”.

O Guia é o primeiro título de uma coleção, denominada “CISE – Guias Interpretativos da Serra da Estrela”. Editado pelo Município de Seia, através do CISE, o número que se apresenta constitui um guia prático para a descoberta da área que abrange os planaltos mais elevados da serra e os vales que deles irradiam. Este Guia pretende afirmar-se como uma referência para quem desejar conhecer, em pormenor, o património ambiental da serra.

Classificada como Parque Natural em 1976, a serra da Estrela é uma das áreas protegidas mais extensas no país, com 88 840 ha. Esta cadeia montanhosa alberga um conjunto de valores naturais e culturais únicos no país e representa um dos mais emblemáticos destinos turísticos de natureza, em Portugal, apelando à descoberta dos seus valores ambientais, para além da observação e fruição da neve.

Em matéria de promoção do conhecimento e divulgação do património ambiental da serra da Estrela, o CISE representa a porta de entrada. Criado em 2000, pelo Município de Seia, o CISE apresenta um conjunto de espaços e equipamentos multivalentes que o convertem num local modelar para o desenvolvimento de atividades de educação e divulgação ambiental, promoção turística e investigação e um ponto privilegiado para partir à descoberta da serra da Estrela.


(Fonte: Gabinete de Comunicação e Informação, CM de Seia)

sexta-feira, 27 de abril de 2012

Banda de Seia apresenta-se este domingo à tarde


Este Domingo à tarde, a Banda de Seia vai apresentar-se no Cineteatro da Casa da Cultura de Seia, no âmbito do programa cultural do município, denominado FILARMONIAS.

Com início previsto para as 15:30 Horas, o concerto tem entrada livre.

A Banda de Seia é uma coletividade nascida em 1857. A história da Banda é riquíssima e orgulha todos os que nela, devotadamente, dela fizeram parte. Há alguns anos atrás, dificuldades várias levaram a que a Banda atravessasse um mau momento. Graças à colaboração de alguns amigos foi possível manter a Banda em atividade.

Mérito do jovem maestro Nuno Pinheiro que, abnegadamente e desinteressadamente, prepara um novo conjunto de jovens que, hoje, são o embrião de uma nova fase da vida da Banda de Seia. Com duas apresentações públicas este é o caminho.

E a Banda de Seia já fazia falta no panorama cultural da cidade.






quarta-feira, 25 de abril de 2012

Centenário do Turismo revive expedição científica à Serra da Estrela

A Comissão Nacional do Centenário do Turismo em Portugal organiza no próximo fim-de-semana, de 28 de Abril a 1 de Maio, a recriação da Expedição Científica à Serra da Estrela, realizada em 1881.

Segundo Jorge Mangorrinha, presidente da Comissão Nacional, “esta é uma das mais singulares iniciativas das comemorações, agora que estamos perto do fecho do ciclo comemorativo, já que ela revive um acontecimento verdadeiramente extraordinário ocorrido ainda antes da institucionalização do turismo em Portugal, mas determinante para o conhecimento da Serra da Estrela, como território com recursos turísticos.

A acrescentar a este facto, sublinhe-se que, a propósito desta recriação, podemos hoje relevar o papel do Turismo Científico no nosso país. Os próximos tempos das comemorações são dedicados aos novos segmentos turísticos e a uma visão de futuro”. No primeiro dia da recriação da expedição, abrirá em Manteigas a exposição “A Expedição Científica à Serra da Estrela: da Aventura ao Turismo Científico (1881-2012)”, organizada em três momentos: os antecedentes, a expedição e as consequências.

  Todas as actividades são gratuitas, sendo no entanto necessária inscrição para almoço-piquenique e recriação de percursos pedestres no planalto superior da serra. Nas restantes actividades, basta comparecer no local indicado e à hora da actividade. Estão também disponíveis transportes gratuitos de ida e volta para o local da actividade, organizados a partir de Seia e Manteigas.

A inscrição pode ser feita junto da Câmara Municipal de Manteigas (tel: 275980000, email: expedicao@cm-manteigas.pt) ou Centro de Interpretação da Serra da Estrela (tel: 238320300, email: cise@cise-seia.org.pt).

O meu discurso na sessão da Assembleia Municipal de Seia evocativa do 25 de Abril


Passados 38 anos sobre a revolução dos cravos, eis-nos aqui nesta Assembleia Municipal a assinalar simbolicamente esse fenómeno histórico que contribuiu para uma nova fase da vida do nosso país.
Passados 38 anos continuamos a reunir-nos para comemorar uma data que significou um novo ponto de partida da sociedade portuguesa, até então mergulhada na pobreza, na miséria e nas guerras coloniais. Reunidos num ato de cariz evocativo da liberdade, sublinhamos o simbólico, retirando do esquecimento um marco importante da nossa história.
Passados 38 anos aqui estamos e perguntamo-nos, no entanto, que significado tem, continuarmos a reunir aqui e por todo o país, em cerimónias solenes e simbólicas que remontam à memória, como espaço de resistência e seiva da cidadania. Uma data histórica, que independentemente do seu significado, poderá e deverá ser repensada à luz da nova reforma da lei eleitoral autárquica. É que passados tantos anos, pode deixar de fazer sentido este tipo de sessão solene.
Mas mesmo assim e passados 38 anos, aproveitamos o momento para lhe dar significado e solenidade merecida.
E nesse contexto, olhamos então para trás, do ponto onde nos encontramos, refletimos inevitavelmente sobre o caminho andado e sobre a situação a que chegámos, para procurarmos perceber o rumo que levamos. Para, por ventura, nos embaraçarmos no raciocínio a seguir e no caminho a tomar, dada a enorme transformação operada pelo sistema democrático que ao longo deste tempo nos tem governado.
38 anos é muito tempo e por isso dá bem para constatar que estas comemorações do 25 de Abril de 2012, ocorrem num clima de grande incerteza, de receio e de muita amargura pela  situação que o país, a Europa e o mundo atravessam.
Todos os dias vemos o país a afundar-se pela difícil situação em que nos encontramos, fruto de políticas erradas, sobretudo dos últimos 25 anos, mas também pelas duríssimas e insensíveis medidas tomadas pelo atual governo que nos leva a crer que não vamos morrer do mal, mas da cura que nos impõe.
E nós não podemos consentir que se ataque fortemente nos direitos e lance impostos para tudo, fazendo com que circule cada vez menos dinheiro e que haja cada vez menos negócio.
Não podemos admitir que se privatize tudo o que interessa aos privados, nem admitir que se deixe para trás muita gente, desprovida de apoio social, de saúde e de justiça. E não se dê futuro aos nossos jovens, que se formam e qualificam e não encontram trabalho. É que ao longo da história do nosso país, somos a geração que não está a dar esperança de um futuro melhor às gerações a seguir à nossa!
Por isso, com o povo no limite da sua resistência, é preciso uma saída que, naturalmente não é fácil, mas que em matéria de política nacional, nos remete para uma reivindicação de mais investimento e menos austuridade, sobretudo com o desbloqueamento de verbas do quadro comunitário para apoio às empresas e para execução de um caudal minímo de obras públicas.
É neste quadro, pintado de bem negro, que também o nosso concelho se situa, num confronto difícil, numa caminhada árdua do município, em busca de soluções para os novos problemas de hoje e sobretudo de investimentos para estancar o fenómeno de desertificação carateristico das zonas de Interior do país.
Um concelho que procura responder aos desafios, com medidas consistentes e criativas, com projetos simples e inovadores, com programas aliciantes e de baixo custo, enfim, um concelho como tantos outros que tem cada vez mais de fazer mais por menos.
Por isso se procura e se estimula o investimento privado, numa estratégia de proximidade aos seus cidadãos e agentes económicos e numa linha de rumo coerente capaz de dar frutos.
Por isso se caminha com os pés bem assentes na terra, em direção a programas coerentes e sustentáveis, longe da ilusão dos dias e de fantasias irresponsáveis que em nada nos beneficiam.
Por isso se procura cortar no assessório e centrar naquilo que é essencial, de modo a que não faltem os apoios minimos indispensáveis para a melhoria das condições de vida dos nossos municipes, sobretudo dos mais desfavorecidos.
Por isso se elege a área social como prioritária, através de programas de apoio a vários níveis – de combate à pobreza, alcoolismo e toxicodependência, de construção habitacional, etc. Porque é preciso estar do lado de quem mais precisa.
Por isso se aposta no turismo e na cultura, ressalvando-se, no entanto a necessidade de não cair na tentação do populismo e da demagogia, retirando a estes setores o apoio merecido, como tem feito o governo, por considerar estas áreas como elos mais fracos.
Por isso se procuram respostas para melhoria de prestação de cuidados primários de saúde, como aquelas que estão em marcha, procurando colmatar o encerramento de extenções de saúde, assim como do reforço das valências hospitalares de que os nossos cidadãos necessitam.
Por isso, em Seia, com virtudes e no reconhecimento humilde das falhas e dos defeitos, há esperança no futuro, uma esperança que procura manter-se, num discurso simples e de verdade, apesar do mar de adversidades que a Câmara enfrenta, sobretudo em matéria de finanças municipais.
No entanto, é bom que o governo reconheça o esforço e a abnegação que por aqui se revela, compensando de forma real e efetiva, este concelho de grandes potencialidades, de modo a que se faça o que ainda não foi feito. Se concretize a execução de pelo menos um traçado dos Itinerários Complementares que servem esta região e se execute um conjunto de outros investimentos necessários, mesmo em tempos difíceis como este. É que, governar não é só tirar, é preciso acrescentar e o concelho precisa que se acrescente no lado do investimento. Precisa de sinais de esperança para prosseguir a caminhada.
Comomerar Abril, hoje, é analisar a realidade que nos circunda, na Europa, no país e neste caso, no nosso concelho e apontar caminhos.
Por tudo isto também e passadas quase quatro décadas, é importante beber os ensinamentos de Abril e transportá-los para a nova realidade atual, construída em paradigmas ainda incertos e frágeis, na busca de novas receitas para um futuro melhor.
Porque apesar de tudo, temos de ter esperança e procurar inverter o rumo que tem sido seguido.
Temos de nos levantar do chão e procurar responder às imensas exigências que se nos colocam e pensar se não chegou a hora de pensar efetivamente mais nos deveres do que nos direitos.
Porque o desafio é de todos, já que há cada vez mais espaço para a cidadania.
Ao ponto a que tudo isto chegou é fundamental não deixar que a sociedade em geral se resigne e baixe os braços, desistindo de lutar e de acreditar.
É preciso acreditar e lutar, num momento particularmente difícil que afeta uma maioria e resguarda uns quantos, gerando sentimentos de injustiça e de revolta profunda.
Momentos e sentimentos que nos levam a sugerir um novo 25 de Abril para Portugal ao nível de novas mentalidades, de novas atitudes e de novas políticas que nos salvem.
Atitudes e caminhos que promovam e fortaleçam uma cultura de responsabilidade, um Estado de rigor, justo, produtor e não gastador, que combata de forma real e efetiva a corrupção, que facilite o acesso à saúde e incremente um ensino que promova o caráter, o mérito e a inovação.
Por tudo o que vemos da ação governativa da coligação maioritária e do acumular de más condutas de sucessivos governos, que nos trouxeram para este estado de decadência económica e social em que nos encontramos, é que precisamos de um abanão.
Num momento em que se instala o medo - o mesmo medo característico do Estado Novo, que amarrava os cidadãos à pobreza e à repressão - sentimos que o sistema precisa desse tal abanão que estremeça toda a classe política e estimule efetivamente os vários agentes da sociedade.
Precisaremos por isso, de um novo 25 de Abril centrado, não nas armas, mas na atitude e na ação governativa, nos seus patamares económico, social e cultural, que permita uma sociedade civil mais ativa e mais livre, neste intrincado processo de sobrevivência.
Uma revolução silenciosa que permita que a política mais madura e mais assertiva, lidere efetivamente os destinos do país e das instituições, rompendo com supremacias tecnocráticas e interesses económicos instalados que nos arruínam diariamente.
É urgente um novo 25 de Abril nas ideias e nas atitudes, que restitua a confiança no futuro e que volte a criar um sonho coletivo, reabilitando o direito ao futuro por parte das próximas gerações.
Um novo 25 de Abril que leve a democracia a refazer-se e a aprofundar-se, num momento em que se desqualifica diariamente nos discursos e nas ações. Num momento em que se tomam medidas duríssimas que em vez de darem indicações de melhoria, nos afundam cada vez mais.
Criar um novo 25 de Abril de mentalidades, apostando na Educação e na cultura, combatendo a pobreza, o desperdício dos fundos públicos, o desequilíbrio na distribuição da riqueza e apostar em novas formas de criação de riqueza e de emprego.
Dizer isto assim, parece retórica, porque é aquilo que ouvimos todos os dias - de que o país vai mal, que é preciso mudar, que os políticos são todos iguais – mas é urgente fazer alguma coisa que inverta a situação de depressão e agonia social em que mergulhamos.
É preciso, é urgente, uma revolução criativa que mobilize os cidadãos para as causas e coisas da democracia, de modo a encontrar caminhos que levem a novos empregos e a novos sustentos.
Atitudes que dependem de cada um de nós, no nosso dia-a-dia, mas que em muito dependem das opções governativas dos Estados, numa altura em que precisamos de um novo Jean Monet para refundar a Europa e de um novo Keynes para nos ajudar a sair da crise, como diz o Professor Freitas do Amaral.
Como se vê e constata, vivemos um tempo em que os sonhos do passado parecem ter desaparecido, mas não podemos perder a ambição de um tempo melhor. Está nas nossas mãos realizar os sonhos, reinventar a esperança.
É possível vencermos se nos mantivermos unidos e coesos e se os sacrifícios forem repartidos de uma forma justa e se se perceber que as exigências do presente têm um sentido de futuro, têm um propósito e uma linha de rumo coerente.
Só assim teremos razões legítimas para sonhar, as mesmas razões que há 38 anos nos deram a liberdade e a democracia. Razões de heróis que não tiveram medo do futuro e acreditaram na mudança.
Por isso, não é menor o patriotismo heróico que se exige a todos nós, que teremos de ser os heróis do nosso tempo, em que unidos, não devemos recear. E começar já hoje a construir um país digno da memória de Abril e da sua esperança.


 
Seia, 25 de abril de 2012
Mário Jorge Branquinho - PS

sábado, 21 de abril de 2012

Quarta-feira comemoramos abril


Estamos a poucos dias de comemorar 38 anos da revolução do 25 de abril, altura propícia para pensarmos no rumo que seguimos e nos caminhos que é preciso desbravar.
Em Seia, a sessão solene evocativa do Dia da Liberdade é quarta-feira, pelas 10 Horas no Auditório da Casa Municipal da Cultura de Seia, onde todos são chamados a assistir, como forma simbólica de valorizar a revolução dos cravos.
Uma altura propícia para repensarmos este tipo de comemorações, quando se começa a debater a nova reforma administrativa local e que anuncia muitas mudanças, como dá conta hoje o Jornal Expresso.
É que reforma administrativa não é só a extinção e agregação de freguesias! É muito mais do que isso. Mas primeiro vamos comemorar abril, em tempos duros e difíceis, para a seguir vermos o que nos reserva o futuro.
Até lá!

Abertas inscrições para Residência Artística de Dança, na Casa Municipal da Cultura de Seia


O Município de Seia, no âmbito do projecto Cultrede vai levar a efeito de 6 a 9 de Junho uma residência Artística de Dança na Casa Municipal da Cultura, numa co-produção com a Jangada de Pedra, para a conceção do espetáculo O BAILE, encontrando-se abertas as inscrições para participantes locais.

O projeto envolve 15 pessoas de Seia selecionadas através da Casa Municipal da Cultura. Os participantes são de idades variadas, entre os 7 e os 70 anos, que em conjunto com os bailarinos, atores e coreografa, colaboram na interpretação do espetáculo. Será também integrada no espetáculo uma banda local de acordeões ou concertinas que em conjunto com o músico e com a equipa darão som ao espetáculo.



O Baile, que será depois apresentado no dia 9 de Junho à noite, é um espetáculo de dança inspirado no filme “O Baile” de Ettore Scola, e na memória dos bailes de bairro, de aldeias e vilas de Portugal. A partir de uma recolha de vários tipos de bailes procura-se recriar um baile contemporâneo, pertinente e atual, de um lugar único e idealizado pelas ideias dos participantes e da equipa artística deste projeto.

A conceção, direção e coreografia é de Aldara Bizarro e a criação musical de Artur Fernandes (Danças Ocultas).

As inscrições podem ser feitas na Casa Municipal da Cultura até ao dia 22 de Maio, dia em que decorrerá, pelas 18 horas uma reunião com todos os inscritos para seleção de interessados, apresentação do projeto e definição de horários.

sábado, 14 de abril de 2012

Um país a afundar-se

Tudo isto seria cómico, se não fosse trágico. Eu que sempre fui positivo, acho que vamos chegar ao fim deste ano e ver um país completamente devastado, em ruínas, pior que no final de uma guerra civil.

O anterior governo não foi perfeito, por isso perdeu as eleições, mas este governo está a levar-nos ao fundo de uma forma assustadora. A classe média, que era quem animava a pequena economia, está a ser atacada ferozmente. Os pobres são selvaticamente espoliados e espremidos, enquanto que os grandes e poderosos continuam como se nada fosse. Um governo que ataca tudo, que lança impostos para tudo, incluindo o último que anunciou sobre aquilo que se come. Um governo que corta direitos a torto e a direito, fazendo com que circule cada vez menos dinheiro e que haja cada vez menos negócio, como é que pode merecer a nossa aprovação?

Só não vê quem não quer ver, porque está tudo a fechar. As empresas asfixiam, estão a morrer diariamente, lançando tudo no desemprego e as poucas que vão aguentando, têm o destino traçado, porque dificilmente se aguentarão até ao final do ano. Vai tudo ao charco!

Atacam-se os pobres mas os poderosos continuam a rir-se de nós. Quem se atreve a mexer nas chamadas PPP’s? Quem se atreve a mexer nas grandes fortunas? Mas há gente a morrer, porque não tem dinheiro para a consulta, quanto mais para o taxi ou para os exames ou para remédios.
E pedem-nos para sermos empreendedores. Pedem-nos para ensinarmos os nossos jovens a ser criativos e a lançarem o seu proprio emprego. Como? Que mercado, se está tudo a ficar mais pobre? Quem se atreve a investir, se não há crédito? Se para se criar alguma coisa neste país é tudo uma grande burocracia e custa tudo uma pipa de massa! Ainda por cima não há confiança, nem nas pessoas nem nos mercados!
Ao longo da história do nosso país, somos a geração que não dá esperança de um futuro melhor às gerações a seguir à nossa!
Não basta sermos positivos, se as pessoas vão perder dois meses de salário, de um salário que já lhe reduziram! Se lhe aumentaram tudo brutalmente, como sejam a eletricidade, os combustiveis ou outros bens essenciais!

Não é preciso perceber muito de politica ou de economia, para saber que vamos chegar a 31 de dezembro e não vamos ver “pedra sobre pedra”! Até o FMI já reconheceu que a contenção em demasia está a levar o país à asfixia e que pode levar a tumultos sociais.
Os assaltos multiplicam-se diariamente e não espanta se dissermos que poderemos começar o próximo ano com o povo na rua, como na Grécia a reclamar por pão, por justiça e por sobrevivência.
De fato isto estava mal e tem de endireitar-se, mas com as medidas que estão a ser tomadas, tudo vai de mal a pior.

Cada vez mais acredito que não vamos morrer do mal, mas vamos morrer da cura.

E nesta fase do campeonato nem é bom entrar na ideia politiqueira de que a culpa é do PS, PSD ou CDS, porque como se constata, em matéria de governação, é tudo igual – dizem uma coisa na oposição e outra no governo. E se o Socrates era acusado por ter o “nariz como o Pinóquio”, este Primeiro Ministro, este Ministro dos Negócios Estrangeiros e até o das Finanças, já mostaram que são mentirosos descarados. E nem me dou ao trabalho de lembrar em que é que mentiram, porque a comunicação social tem dado nota disso mesmo.

Assim, repito, tudo isto seria cómico se não fosse trágico, porque estamos a ir ao fundo diariamente, empobrecendo alegremente, descendo, degrau a degrau até à estocada final.

terça-feira, 3 de abril de 2012

Exposição MEMÓRIAS DO CINEMA, na Casa da Cultura de Seia

Sinais históricos e arqueológicos comprovam que é antiga a preocupação do homem com o registo do movimento. O desenho e a pintura foram as primeiras formas de representar os aspetos dinâmicos da vida humana e da natureza, produzindo narrativas através de figuras. O jogo de sombras do teatro de marionetes oriental é considerado um dos mais remotos precursores do cinema. Experiências posteriores, como a câmara escura e a lanterna mágica, constituem os fundamentos da ciência ótica, que torna possível a realidade cinematográfica.


Pequenos documentários e ficções são os primeiros géneros do cinema. A linguagem cinematográfica desenvolve-se, criando estruturas narrativas. Na França, na primeira década do século XX, são filmadas peças de teatro com grandes nomes do palco, como Sarah Bernhardt. Em 1913 surgem, com Max Linder – que mais tarde inspiraria Chaplin –, o primeiro tipo cómico e, com o Fantômas, de Louis Feuillade, o primeiro seriado policial.


O início do cinema português tem lugar com a exibição das primeiras curtas-metragens de um empresário da cidade do Porto, Aurélio Paz dos Reis. A Saída do Pessoal Operário da Fábrica Confiança, de 1896, é uma réplica sua do filme dos irmãos Lumiére (1894/1895), Sortie de L'usine Lumiére à Lyon, que é considerado, depois das descobertas do chamado “pré-cinema”, o primeiro filme da história do cinema e, ao mesmo tempo, o primeiro documentário.


A ficção cinematográfica portuguesa nasce em 1907. E Seia, sendo uma terra audaz e culturalmente inovadora, cedo se preocupou com as artes do cinema e do teatro. De acordo com as referências existentes no Arquivo Municipal, o cinema em Seia é anterior à Implantação da Republica. O jornal Correio de Ceia, de 3 de junho de 1910, noticia a “Inauguração do Salão Cenimatographico "Cenense” e nos números a seguir refere a grande adesão por parte da “população Cenense” às sessões das quinta-feiras e de domingos. Este “salão Cenimatographico” situava-se na Rua da Caínha.




O Ceia Fraternal, de 01 de setembro de 1917, noticia o início da construção de “uma casa própria para o Teatro e Cinema”. Este será o Cinema Avenida, sito na Avenida Dr. Afonso Costa que a 19 de dezembro de 1925, exibiu o filme Max, Rei do Circo, uma produção “original e hilariante” de Max Linder.


A Associação de Socorros Mútuos de Seia criou na Rua 1º de Dezembro um edifício para sala de cinema e espetáculos, devidamente autorizada e “orientada” pela Inspecção-geral de espetáculos do Ministério do Interior do governo de Salazar.


Importa referir que Seia deu sempre um passo à frente na divulgação cinematográfica, permitindo que todos tivessem acesso a esta, que é hoje, a 7ª Arte. Como exemplo relevante regista-se a atividade da empresa Pátria Filmes, pertencente ao Sr. Manuel Toscano Pessoa, que através das suas emblemáticas carrinhas passava filmes não só no concelho mas por todo o País.


Em 1979 o edifício da Associação de Socorros Mútuos foi demolido.




Surgem alguns projetos, até se chegar ao atual Cineteatro, que a 19 de maio de 1984 com o filme Annie, de John Huston, faz a sua sessão experimental. Daí para cá, o “Cinema de Seia” foi sempre dos que registava maior bilheteira ao longo dos anos, nos chamados “cinemas do Interior”. Nos últimos 3 anos registou uma quebra acentuada, a que não é alheio o fenómeno da internet e o fato dos filmes agora chegarem a Seia com 2 ou 3 meses de atraso. No entanto e porque vão desaparecendo os filmes de 35 mm, o Município deverá dotar ainda este ano o “Cinema” com equipamento digital.


A Exposição é organizada pelo Município de Seia, conta com coleções de Rui Veloso e ainda a colaboração do Município de Leiria, através do Museu da Imagem e Multimédia e Município de Melgaço, através do Museu de Cinema

Galerias da Casa Municipal da Cultura de Seia
Abril 2012

Horário: De segunda a sexta-feira: das 10 H às 18 Horas e Domingos das 15 H às 17 Horas



domingo, 1 de abril de 2012

500 pessoas de Seia juntaram-se às 200 mil em Lisboa, contra a extinção de Freguesias


No Sábado passado, a Avenida da Liberdade, em Lisboa, encheu-se de manifestantes como há muito não se via: milhares de pessoas de todo o País - e todos os partidos, começando pelo PSD - foram à capital protestar contra a proposta do Governo liderado por Passos Coelho que prevê a extinção de mais de um milhar de juntas de freguesias.



A organização (ANAFRE - Associação Macional de Fregueisas) falou em 200 mil pessoas. Eu estive lá e aquilo era um mar de gente. Do concelho de Seia foram 10 autocarros, com aproximadamente 500 pessoas, ou seja, representativo da força do concelho. Só de São Romão foram 3, incluindo um com a Banda da Academia de Santa Cecilia. O Grupo de Cantares “Balancé da Cabeça” também lá esteve com a Junta e o povo, assim como as concertinas da Teixeira, as concertinas de São Martinho, e pessoas e autarcas de Folhadosa, Sazes da Beira, Várzea, Santa Comba, Eulália, Travancinha, Tourais, Paranhos, Santiago, para além da representação da Câmara, os Vereadores Cristina Sousa e Paulo Caetano, de mim próprio da bancada do PS na Assembleia Municipal e dos também deputados na A. M. Manuel Leitão e Joel Ramires da CDU.


Ficou demonstrado que esta matéria não é para desvalorizar, uma vez que o Portugal profundo não concorda com esta reforma absurda e desconforme.



Como se viu e ouviu, se o governo insistir neste tipo de reforma terá o povo em pé de guerra contra si. Tudo isto era escusado, uma vez que a despesa das freguesias é irrelevante. E no Interior do país, o peso de uma Junta de Freguesia ainda é fundamental para o desenvolvimento.


No nosso concelho, os poucos que embandeiraram nesta aventura, estão também eles a recuar, incluindo responsáveis partidários, com responsabilidades acrescidas.


Para resumir, pode o governo avançar com esta reforma, mas dê às Assembleias Municipais o poder de decidir se extingue ou não alguma freguesia, fixando apenas um limite mínimo de habitantes, que não vá além de 150 habitantes, por exemplo.


O resto é conversa e perda de tempo, porque para milhares de portugueses, a Junta de freguesia é o único meio de proximidade ao Estado.

Nota: As Freguesias são livres de fazer o que entendem, mas não deixo de fazer um reparo à Junta de Freguesia de Seia que não se mobilizou para esta causa de Lisboa.


sexta-feira, 23 de março de 2012

Comunidade Intermunicipal da Serra da Estrela precisa de ganhar escala



O ministro-adjunto e dos Assuntos Parlamentares, Miguel Relvas, acompanhado pelo Secretário de Estado da Administração Local e Reforma Administrativa, de seu nome Paulo Simões Júlio, reuniram recentemente com a Comunidade Intermunicipal da Serra da Estrela composta pelas Câmaras de Seia, Gouveia e Fornos.

Do pouco que se sabe, por alguns jornais, porque parece que a reunião parece ter sido “meia clandestina”, a ocasião serviu para abordar a temática em torno desta unidade territorial, criada em grande medida para a gestão supra-municipal dos fundos comunitários.

Ainda do pouco que se sabe, parece que poderá estar em causa a pequena dimensão desta comunidade Intermunicipal (CIM) da Serra da Estrela, já que só tem 3 concelhos (NUT III), quando a maioria das CIM’s são compostas por mais de 10 municípios.

Numa altura em que o governo prepara a proposta de reforma para este sector, à semelhança do que fez com as freguesias e do que se prepara para fazer com o Sector Empresarial Local (SEL), relativamente a Empresas Municipais e sistema eleitoral autárquico, poderá haver aqui a preocupação em dar maior escala a esta CIM. Por isso, nos próximos tempos iremos ouvir falar desta situação e de sugestões para o caso concreto da CIM Serra da Estrela.

Daquilo que se pode deduzir, e todos nós temos o direito a deduzir, é que a manter-se esta CIM, a alternativa será convidar alguns municípios vizinhos a juntarem-se a nós. Alguns desses poderão ser Oliveira do Hospital que está na CIM do Pinhal Interior Norte, com mais 13 Câmaras que vão desde a Lousã a Alvaiazere, Pampilhosa, Poiares, etc. Outros municípios vizinhos que podem ser convidados para a CIM Serra da Estrela poderão ser Celorico da Beira e Manteigas, que atualmente integram com mais 10 municípios a CIM Beira Interior Norte /Cova da Beira. E por fim, ainda poderá, em meu entender, ser convidado o Município de Nelas, que atualmente compõe com mais 13 municípios a CIM Dão Lafões.

É obvio que se todos estes municípios aceitarem pertencer à CIM Serra da Estrela, teremos uma CIM com 8 municípios, todos eles próximos e com muitas afinidades entre eles, a começar pelo espaço geográfico da Serra da Estrela, o queijo da serra, a região vinícola, e muitos mais interesses em comum.

Entretanto, também importa saber com que “linhas é que estas Comunidades se vão cozer”, que atribuições, que financiamentos, etc.

Mas vamos aguardar pelo desenrolar dos acontecimentos!

crónica de Seia publicada no Jornal Terras da Beira - Guarda



quarta-feira, 21 de março de 2012

O teatro em Seia



Terça-feira há teatro na Casa Municipal da Cultura de Seia. No Dia Mundial do Teatro, claro, a 27 de Março. Desta vez com a Barraca, que apresenta “Peça para Dois”, um texto de Tennessee Williams, para M/ de 16 anos, com os atores Rita Lello e Pedro Giestas. Uma excelente oportunidade para o público de Seia amante do teatro poder usufruir.

Teatro que é uma presença constante na programação da Casa Municipal da Cultura de Seia.
Em Janeiro subiu ao palco o Teatro do Montemuro, com a peça “Remendos”. No Sábado passado foi a vez do Senna em Palco, com encenação de José Batista, apresentar “O Coro dos Maus Alunos” numa interpretação soberba de 5 alunos da escola Secundária, que durante quatro meses foram preparando e encarnando as personagens criadas por Tiago Rodrigues.

Paralelamente decorre a 6ª edição do curso de iniciação teatral, com mais de 20 participantes, com orientação do encenador Alexandre Sampaio, e cuja apresentação de exercício final acontecerá no final de Junho.
Entretanto, em Maio e Junho decorrerão mais 5 espetáculos do MOTIN – Mostra de Teatro Infanto-Juvenil do concelho de Seia, que envolve as escolas e a Ludoteca Municipal. Ludoteca que também tem presenteado o público da Casa da Cultura com algumas peças Infantis, como aconteceu na Feira do Livro e como acontecerá no Natal. Sempre com trabalhos notáveis do Batista, do Tozé, da Alice e do Carlos Oliveira.
Já no ano passado o teatro marcou presença significativa na programação da Casa da Cultura. Embora a perspetiva dos números seja importante mas não o mais fundamental, verificou-se que o teatro profissional e amador registou 2.453 entradas, sendo de destacar nesse ano os espetáculos com as companhias Urze, Baal 17 e Trigo Limpo / Acert, tendo-se realizado com esta última uma residência artística de 5 dias com a envolvência de atores locais. A realização do MOTIN, que é uma mostra de teatro das escolas de Seia em colaboração com o município, revelou-se igualmente importante.
Por isso, o teatro marca cada vez mais encontro com o público de Seia e envolve cada vez mais atores locais.
E nós vamos continuar a ir ao teatro. Venha daí connosco!

terça-feira, 20 de março de 2012

O Idoso no século XXI – Como o tempo passa!


* para ler e refletir, com tempo!


E pronto, quase sem dar por isso, a pessoa passa pela vida, por vários ciclos da vida e chega a pontos de pensar que já tem pouco tempo à frente para gozar essa mesma vida, ou olhar o futuro com confiança. É o tempo que vai faltando, esse tempo que tinha de sobra, quando espreitava a rotina da vida, nesse ritmo que não abrandava e que apenas ia dando sinais das etapas de um calendário em delírio.

O tempo, sempre o tempo, esse mesmo que antes sobrava e que agora tanta falta faz, na dor lida que o sustem, quando a agonia se afunda à medida que se mira ao longe o fim.

Tantas vezes acompanhado, como outras desamparado ou incompreendido, mas sempre meio angustiado, não por ser trapo, mas se julgar fardo, sendo ou não inválido, gasto ou empedernido e nem sempre perdido.

Quantos laços desfeitos, quantas famílias enfim, ao largo, desamarradas de gerações e de obrigações, que os estilos de vida tecem e as correrias da sobrevivência financeira obrigam.

Em pleno século XXI, no emaranhado de obrigações e de rótulos, que leva tantas vezes à incerteza do caminho, seja velho, idoso ou sénior, nota-se que vive e vai vivendo, esse que tem anos a mais de experiência e lhe sobra em paciência. O mesmo que prefere a solidão à confusão, ou que não se importa de trocar um sorriso espontâneo por um abraço forçado de ocasião. Ou que trauteia nessa imensa e permanente novidade a que chamam esperança de vida, que de tão curtas, uma e outra – a esperança e a vida - mais parecem invisíveis ou inexistentes. Mas mesmo assim, trauteiam e seguem e não se importam do caminho, ou do canto aonde os arrumam, como que atirados ao fundo de um baú ou a um sótão cimeiro, à espera do dia da partida. E que aconteça de vez, no célere desejo de partilhas, já que pode não haver tempo para tratar de quem precisa, mas sobrar para a faina de açambarcar daquilo que vai deixar.

Assim vai, quem já passou por tudo, ou quase tudo. E assim se sente – parto não parto, mais um dia, mais uma vitória – e segue o caminho e cada dia uma conquista.

No fim de tudo, é entre esse efémero tempo passado e o curto que ainda sobra, que parece jorrar a inaudita vontade de andar, de ouvir, de ser e ainda amar, ao mesmo tempo sonhar, forçado ou não, e sorrir para não atrapalhar. Mas seja como for, há planos e projetos, programas e arquétipos, em nome de uma vida melhor e promessas de conforto e de qualidade de vida. E tanto uns como outros, os novos que dão ou querem dar e fazem por acreditar e os tais velhos, vão indo, espreitando, empurrando ou levados na doce ternura de quem não tem tempo para mais. Porque há uma certeza - agora há mais conforto e beleza, não há é tempo para nada, que o tempo passa a correr e a vida também!

Mário Jorge Branquinho
Seia, 14 de Fevereiro de 2012

Escrito a pedido, para o jornal do Agrupamento de Escolas de Seia

domingo, 18 de março de 2012

Olhar langue

Uma espécia de criativa

Porque espreitam no horizonte nuvens negras que não anunciam nada de bom na natureza humana, não nos espanta nada que suba em nós, por nós adentro, essa nódoa de angústia que nada de bom anota. Anuímos assim, quase que exangues, a uma partida para parte incerta, sem que ao certo nos seja dada garantia de volta, pelo menos ao gosto de partilhar e olhar a simplicidade daquilo a que chamávamos ingenuamente “o fulgor dos dias felizes”.

Trocámos assim, sem querer e sem querermos admitir, esse olhar de festa e de fanfarronice dos dias, por um olhar langue e assaz perdido, para depois, desauridos e confusos, seguirmos em debilitadas conversas, em extenuadas formulas e em cânticos moles e frouxos, rumando em debandadas incertas por certos passos perdidos.

De olhar langue, perscrutamos sentimentos que já não sentimos, vontades que também não sentimos e impulsos que igualmente já nem ousamos forçar, na vã esperança de que algo aconteça. Na putativa ideia de que volte depressa e bem, uma nova ordem que ponha ordem nos nossos sentidos e nos dê novo rumo, em direção ao que outrora, de tão pouco, nos fazia feliz.

Passam os anos, passam os amigos, passam os conceitos, passa a vida, passa tudo e por muito que nos custe, até o tempo passa a ferro as nossas emoções, sem que nos perguntem nada. E tudo passa, e tudo muda e nada é como era dantes. Nos livros que lemos, nos textos que escrevemos, em tudo que nos referenciava, há agora novas formulas que a contemporaneidade teima em tragar, atirando-nos à monstruosidade desse paradoxo de ilusões em que vivemos.

De olhar langue, seguimos o filme que vivemos, onde figurámos e onde desempenhámos um papel de vida fácil e de horizontes largos. De olhar assim, extenuado e abatido, ainda esboçamos o desejo de recuar aos novos tempos, de bar aberto, onde tudo era uma festa e nos servíamos, do melhor que excessivamente havia, entre sentimentos e trejeitos de grande volúpia. Dessa permanente embriaguez, ancorada na abundância de um presente irresponsável que não cuidava de olhar mais longe. Que não esperava que isto chegasse ao que chegou.

De olhar assim, frouxo e mole, ainda acreditamos que é possível voltar atrás e fazer o que não foi feito, voando nas asas do real e fazer tudo com pés e cabeça, para não chegarmos aonde chegámos. Tentamos, não é? Nesta altura, é o que invariavelmente se pode fazer, tentar, como que a forçar a fé e a fúria que brotam nesta bruma de vitupérios. Mas mesmo assim, de olhar langue, seguindo nos passos meio perdidos, desse caminho que não sabemos seguir, ainda assumamos uma réstia de esperança capaz de nos fazer voltar a ser mais alegres.

Pode ser que sim, porque isto já não é o que era! As notícias são sempre más notícias e a dimensão das tragédias é invariavelmente colossal. Como colossal, enigmática e estranha é a situação a que chegamos, quando agora poupamos tanto, quando até achamos que a cultura fica cara, quando não avaliamos o custo da ignorância e quando até já a ciência concluiu que a fofoquice faz bem à saúde!

No meio de tudo isto, nem sabemos se rimos, se choramos e assim vamos, assim esboçamos um olhar langue, elevado aos céus perdido, à espera que chova!
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Mário Jorge Branquinho
Seia, 17 de Março de 2012

sexta-feira, 16 de março de 2012

Município de Seia renova Festival Cine’Eco e prolonga-o por todo o ano



O Município de Seia vai avançar com um novo modelo de organização do Cine’Eco – Festival Internacional de Cinema Ambiental, que este ano se realiza de 6 a 13 de Outubro, no CISE e na Casa Municipal da Cultura.

Na sequência do desafio lançado pelo Presidente da autarquia foi elaborada uma proposta de organização, a partir dos serviços do município, aproveitando a experiência adquirida ao longo dos anos e os recursos disponíveis.

Desta forma, a Câmara mantém o seu festival mais emblemático na agenda cultural do concelho, reduzindo, substancialmente, os custos de organização.

A Direção do Cine’Eco será assumida por Mário Branquinho, responsável da Casa Municipal da Cultura, que está ligado ao festival desde o seu início, em 1995. A programação será da responsabilidade do José Vieira Mendes, jornalista, crítico de cinema e programador, que pertenceu ao júri do Cine’Eco, no festival do ano passado. O advogado e professor Carlos Teófilo, que também está correlacionado com o festival desde a sua génese, é o outro elemento da Direção do Festival.

O Festival continuará a assentar a sua base na vertente de filmes de ambiente, no seu sentido mais lato, embora este ano se procure acentuar uma tónica nas temáticas natureza, cultura, viagens e turismo, as quais estão intímamente ligadas à cidade de Seia e à região da Serra da Estrela.

O Cine’Eco, para além dos filmes a concurso, cujas inscrições estarão abertas dentro de poucos dias, contará com várias seções direcionadas a diversos públicos e sensibilidades, além de um conjunto de atividades paralelas, onde se incluem concertos, exposições, Workshops, entre outras.

Tendo em vista aproximar cada vez mais o evento da comunidade, sem descurar a componente de promoção nacional e internacional, a organização prepara-se para, ainda este mês, dar o arranque ao festival, sob o lema “Cine’Eco todo o ano”.

Das várias iniciativas previstas, destaca-se a realização de sessões nas escolas, nas freguesias e na Casa da Cultura, ao longo do ano, assim como a realização de masterclasses, com o cineasta e professor Pedro Sena Nunes, direcionadas para a temática do documentário, numa vertente prática. Está ainda prevista a implementação de um programa designado “todas as carrinhas vão dar ao Cine’Eco”, que assentará na colaboração de várias instituições do concelho que possuem viaturas de transporte, para mobilização de públicos para as sessões de cinema.

Outra das novidades, será a abertura de inscrições para a participação de voluntários na organização do festival, uma semana antes e durante todo Cine’Eco. Será, também, lançado o desafio às pessoas da região para que apresentem trabalhos candidatos ao Prémio da Região e o desafio a “críticos de cinema por um dia”.

Reestruturar a ligação às entidades que recebem Extensões do festival, por todo o país, e estreitar parcerias com festivais internacionais de temática ambiental, são também apostas que fazem parte do projeto do “novo Cine’Eco”.


(Nota de Imprensa do município de Seia)

quinta-feira, 8 de março de 2012

Terrível flagelo



Os números do desemprego sobem e alastram por todo o lado. Na Europa, no país e no concelho de Seia deixam-nos a todos muito preocupados e apreensivos quanto ao futuro. E não há sinais de que isto melhore.


No concelho de Seia, segundo os últimos dados revelados, há 1. 658 desempregados, dos quais 910 são mulheres e 748 são homens.


Outro dado curioso, tem a ver com o fato de haver 35,4% de desemprego nos jovens até aos 24 anos.


Em todo o Distrito da Guarda, pior só mesmo na capital de Distrito, que regista 2.575 desempregados, dos quais 1.566 há menos de um ano.


Gouveia vem logo a seguir com 911 desempregados, dos quais 523 mulheres e 388 homens.



Este é o panorama. O desafio é inverter esta terrível tendência. Este grande flagelo!



quarta-feira, 7 de março de 2012

Cada vez mais contra agregação e extinção de freguesias


Fernando Ruas e António Capucho (PSD) consideram reforma administrativa autárquica, uma "Palhaçada"!

O antigo conselheiro de Estado António Capucho admite que ficou satisfeito por ver Fernando Ruas, Presidente da Associação Nacional de Municipios Portugueses e Presidente da Câmara de Viseu (e mandatário de Passos Coelho na reeleição deste para Presidente do PSD) a criticar “a verdadeira palhaçada” que é a proposta do Governo de reorganização administrativa territorial autárquica.

Em entrevista à editora de Política da Antena1 Maria Flor Pedroso, António Capucho afirma que é raro ver um dirigente político do PSD a afrontar o Executivo.

Como se vê, aumenta por todo o país a contestação à agregação de freguesias à força.

Em Seia a contestação também é grande, com as freguesias a refutarem esta imposição. Sexta-feira, ao fim do dia vai reunir a Comissão Permanente da Assembleia Municipal, para definir formas de contestação, já que na primeira fase todas as freguesias se mostraram contra qualquer processo de agregação.

Para a reunião foi também convidado o Presidente da Câmara e os Presidentes de Junta.

domingo, 4 de março de 2012

Praia de Loriga candidata às 7 maravilhas de Portugal


A Praia Fluvial de Loriga é uma das 70 pré-finalistas das 7 Maravilhas – Praias de Portugal, como se pode ver AQUI Loriga concorre na categoria das praias de Rio, num total de 10 e onde constam as praias de Avô e Coja, do concelho vizinho de Oliveira do Hospital.

Na categoria de praias de Albufeiras e Lagoas, o concurso contempla o Vale do Rossim, do concelho de Gouveia, Piódão e Valhelhas.

Depois há as praias urbanas, as praias de arribas, praias de dunas, praias selvagens e praias de uso desportivo.

Agora e até Setembro, decorrerá todo o processo de votação, para a eleição das 7 maravilhas de cada categoria.

Entre defeitos e virtudes, esta é mais uma oportunidade de valorizar estas potencialidades do nosso país, numa vertente turística e ambiental.

Por cá, vamos fazer lóbi para que ganhe Loriga, claro!

sexta-feira, 2 de março de 2012

Opinião Livre, aos Sábados na Rádio Cultura de Seia


Prossegue na Rádio Cultura de Seia o programa Opinião Livre que é emitido aos Sábados às 11 horas, com repetição às 18 horas. Moderado por Ricardo Alvo, o programa serve para durante 50 minutos eu, o João Amaral, o Manel Leitão e o Pedro Marques dizermos umas coisas sobre o concelho de Seia.
Este Sábado, os assuntos que abordamos são os seguintes:

Visita de António José Seguro a Seia, no dia 25 de Janeiro a Seia, onde o Secretário-geral do PS alertou para o perigo de "o interior vir a morrer" se não existir um novo olhar para este território. No programa pronunciamo-nos sobre esta declaração. Serão necessárias políticas diferenciadoras? Mais incentivos fiscais para as empresas que aqui desenvolvam a sua atividade? Ou os partidos só se lembram do Interior quando estão na oposição e depois quando chegam ao poder esquecem-se de nós?


O Governo anunciou 50 milhões de euros para colocar em funcionamento imediato 950 cantinas sociais em todo o país. O programa foi anunciado pelo ministro da Solidariedade Social. A ideia é fornecer refeições gratuitas, ou a preços simbólicos, a todas as famílias carenciadas. No mínimo será uma por Concelho. Sabe-se que no Concelho de Seia poderão ser criadas 3, em parceria com igual número de IPSS´s. Sinais dos tempos e da pobreza?


Está em fase de concurso a requalificação/reabilitação de três praias fluviais no Concelho: Loriga, Sandomil e Vila Cova. Que importância se atribui a estes equipamentos no combate à sazonalidade, numa região cujo produto mais vendável ainda continua a ser a neve. Seia tem condições para se assumir como um Concelho para quatro estações?


Deslocalização da Feira Semanal para a periferia da cidade. Ainda faz sentido?
Por mim, acho que não faz sentido deslocar a Feira, mas fará mais sentido “arrasar” com o edifício dos correios e criar uma grande praça naquela zona do Mercado, numa espécie de sala de visitas de Seia. Uma grande praça como em Espanha, onde as pessoas se encontram. Porque a cidade precisa de pessoas no centro e não de as deslocar para a periferia. Ainda se estivéssemos a crescer em termos populacionais!


Bom, mas o melhor é ouvir o programa “Opinião Livre”.