quarta-feira, 25 de abril de 2012

O meu discurso na sessão da Assembleia Municipal de Seia evocativa do 25 de Abril


Passados 38 anos sobre a revolução dos cravos, eis-nos aqui nesta Assembleia Municipal a assinalar simbolicamente esse fenómeno histórico que contribuiu para uma nova fase da vida do nosso país.
Passados 38 anos continuamos a reunir-nos para comemorar uma data que significou um novo ponto de partida da sociedade portuguesa, até então mergulhada na pobreza, na miséria e nas guerras coloniais. Reunidos num ato de cariz evocativo da liberdade, sublinhamos o simbólico, retirando do esquecimento um marco importante da nossa história.
Passados 38 anos aqui estamos e perguntamo-nos, no entanto, que significado tem, continuarmos a reunir aqui e por todo o país, em cerimónias solenes e simbólicas que remontam à memória, como espaço de resistência e seiva da cidadania. Uma data histórica, que independentemente do seu significado, poderá e deverá ser repensada à luz da nova reforma da lei eleitoral autárquica. É que passados tantos anos, pode deixar de fazer sentido este tipo de sessão solene.
Mas mesmo assim e passados 38 anos, aproveitamos o momento para lhe dar significado e solenidade merecida.
E nesse contexto, olhamos então para trás, do ponto onde nos encontramos, refletimos inevitavelmente sobre o caminho andado e sobre a situação a que chegámos, para procurarmos perceber o rumo que levamos. Para, por ventura, nos embaraçarmos no raciocínio a seguir e no caminho a tomar, dada a enorme transformação operada pelo sistema democrático que ao longo deste tempo nos tem governado.
38 anos é muito tempo e por isso dá bem para constatar que estas comemorações do 25 de Abril de 2012, ocorrem num clima de grande incerteza, de receio e de muita amargura pela  situação que o país, a Europa e o mundo atravessam.
Todos os dias vemos o país a afundar-se pela difícil situação em que nos encontramos, fruto de políticas erradas, sobretudo dos últimos 25 anos, mas também pelas duríssimas e insensíveis medidas tomadas pelo atual governo que nos leva a crer que não vamos morrer do mal, mas da cura que nos impõe.
E nós não podemos consentir que se ataque fortemente nos direitos e lance impostos para tudo, fazendo com que circule cada vez menos dinheiro e que haja cada vez menos negócio.
Não podemos admitir que se privatize tudo o que interessa aos privados, nem admitir que se deixe para trás muita gente, desprovida de apoio social, de saúde e de justiça. E não se dê futuro aos nossos jovens, que se formam e qualificam e não encontram trabalho. É que ao longo da história do nosso país, somos a geração que não está a dar esperança de um futuro melhor às gerações a seguir à nossa!
Por isso, com o povo no limite da sua resistência, é preciso uma saída que, naturalmente não é fácil, mas que em matéria de política nacional, nos remete para uma reivindicação de mais investimento e menos austuridade, sobretudo com o desbloqueamento de verbas do quadro comunitário para apoio às empresas e para execução de um caudal minímo de obras públicas.
É neste quadro, pintado de bem negro, que também o nosso concelho se situa, num confronto difícil, numa caminhada árdua do município, em busca de soluções para os novos problemas de hoje e sobretudo de investimentos para estancar o fenómeno de desertificação carateristico das zonas de Interior do país.
Um concelho que procura responder aos desafios, com medidas consistentes e criativas, com projetos simples e inovadores, com programas aliciantes e de baixo custo, enfim, um concelho como tantos outros que tem cada vez mais de fazer mais por menos.
Por isso se procura e se estimula o investimento privado, numa estratégia de proximidade aos seus cidadãos e agentes económicos e numa linha de rumo coerente capaz de dar frutos.
Por isso se caminha com os pés bem assentes na terra, em direção a programas coerentes e sustentáveis, longe da ilusão dos dias e de fantasias irresponsáveis que em nada nos beneficiam.
Por isso se procura cortar no assessório e centrar naquilo que é essencial, de modo a que não faltem os apoios minimos indispensáveis para a melhoria das condições de vida dos nossos municipes, sobretudo dos mais desfavorecidos.
Por isso se elege a área social como prioritária, através de programas de apoio a vários níveis – de combate à pobreza, alcoolismo e toxicodependência, de construção habitacional, etc. Porque é preciso estar do lado de quem mais precisa.
Por isso se aposta no turismo e na cultura, ressalvando-se, no entanto a necessidade de não cair na tentação do populismo e da demagogia, retirando a estes setores o apoio merecido, como tem feito o governo, por considerar estas áreas como elos mais fracos.
Por isso se procuram respostas para melhoria de prestação de cuidados primários de saúde, como aquelas que estão em marcha, procurando colmatar o encerramento de extenções de saúde, assim como do reforço das valências hospitalares de que os nossos cidadãos necessitam.
Por isso, em Seia, com virtudes e no reconhecimento humilde das falhas e dos defeitos, há esperança no futuro, uma esperança que procura manter-se, num discurso simples e de verdade, apesar do mar de adversidades que a Câmara enfrenta, sobretudo em matéria de finanças municipais.
No entanto, é bom que o governo reconheça o esforço e a abnegação que por aqui se revela, compensando de forma real e efetiva, este concelho de grandes potencialidades, de modo a que se faça o que ainda não foi feito. Se concretize a execução de pelo menos um traçado dos Itinerários Complementares que servem esta região e se execute um conjunto de outros investimentos necessários, mesmo em tempos difíceis como este. É que, governar não é só tirar, é preciso acrescentar e o concelho precisa que se acrescente no lado do investimento. Precisa de sinais de esperança para prosseguir a caminhada.
Comomerar Abril, hoje, é analisar a realidade que nos circunda, na Europa, no país e neste caso, no nosso concelho e apontar caminhos.
Por tudo isto também e passadas quase quatro décadas, é importante beber os ensinamentos de Abril e transportá-los para a nova realidade atual, construída em paradigmas ainda incertos e frágeis, na busca de novas receitas para um futuro melhor.
Porque apesar de tudo, temos de ter esperança e procurar inverter o rumo que tem sido seguido.
Temos de nos levantar do chão e procurar responder às imensas exigências que se nos colocam e pensar se não chegou a hora de pensar efetivamente mais nos deveres do que nos direitos.
Porque o desafio é de todos, já que há cada vez mais espaço para a cidadania.
Ao ponto a que tudo isto chegou é fundamental não deixar que a sociedade em geral se resigne e baixe os braços, desistindo de lutar e de acreditar.
É preciso acreditar e lutar, num momento particularmente difícil que afeta uma maioria e resguarda uns quantos, gerando sentimentos de injustiça e de revolta profunda.
Momentos e sentimentos que nos levam a sugerir um novo 25 de Abril para Portugal ao nível de novas mentalidades, de novas atitudes e de novas políticas que nos salvem.
Atitudes e caminhos que promovam e fortaleçam uma cultura de responsabilidade, um Estado de rigor, justo, produtor e não gastador, que combata de forma real e efetiva a corrupção, que facilite o acesso à saúde e incremente um ensino que promova o caráter, o mérito e a inovação.
Por tudo o que vemos da ação governativa da coligação maioritária e do acumular de más condutas de sucessivos governos, que nos trouxeram para este estado de decadência económica e social em que nos encontramos, é que precisamos de um abanão.
Num momento em que se instala o medo - o mesmo medo característico do Estado Novo, que amarrava os cidadãos à pobreza e à repressão - sentimos que o sistema precisa desse tal abanão que estremeça toda a classe política e estimule efetivamente os vários agentes da sociedade.
Precisaremos por isso, de um novo 25 de Abril centrado, não nas armas, mas na atitude e na ação governativa, nos seus patamares económico, social e cultural, que permita uma sociedade civil mais ativa e mais livre, neste intrincado processo de sobrevivência.
Uma revolução silenciosa que permita que a política mais madura e mais assertiva, lidere efetivamente os destinos do país e das instituições, rompendo com supremacias tecnocráticas e interesses económicos instalados que nos arruínam diariamente.
É urgente um novo 25 de Abril nas ideias e nas atitudes, que restitua a confiança no futuro e que volte a criar um sonho coletivo, reabilitando o direito ao futuro por parte das próximas gerações.
Um novo 25 de Abril que leve a democracia a refazer-se e a aprofundar-se, num momento em que se desqualifica diariamente nos discursos e nas ações. Num momento em que se tomam medidas duríssimas que em vez de darem indicações de melhoria, nos afundam cada vez mais.
Criar um novo 25 de Abril de mentalidades, apostando na Educação e na cultura, combatendo a pobreza, o desperdício dos fundos públicos, o desequilíbrio na distribuição da riqueza e apostar em novas formas de criação de riqueza e de emprego.
Dizer isto assim, parece retórica, porque é aquilo que ouvimos todos os dias - de que o país vai mal, que é preciso mudar, que os políticos são todos iguais – mas é urgente fazer alguma coisa que inverta a situação de depressão e agonia social em que mergulhamos.
É preciso, é urgente, uma revolução criativa que mobilize os cidadãos para as causas e coisas da democracia, de modo a encontrar caminhos que levem a novos empregos e a novos sustentos.
Atitudes que dependem de cada um de nós, no nosso dia-a-dia, mas que em muito dependem das opções governativas dos Estados, numa altura em que precisamos de um novo Jean Monet para refundar a Europa e de um novo Keynes para nos ajudar a sair da crise, como diz o Professor Freitas do Amaral.
Como se vê e constata, vivemos um tempo em que os sonhos do passado parecem ter desaparecido, mas não podemos perder a ambição de um tempo melhor. Está nas nossas mãos realizar os sonhos, reinventar a esperança.
É possível vencermos se nos mantivermos unidos e coesos e se os sacrifícios forem repartidos de uma forma justa e se se perceber que as exigências do presente têm um sentido de futuro, têm um propósito e uma linha de rumo coerente.
Só assim teremos razões legítimas para sonhar, as mesmas razões que há 38 anos nos deram a liberdade e a democracia. Razões de heróis que não tiveram medo do futuro e acreditaram na mudança.
Por isso, não é menor o patriotismo heróico que se exige a todos nós, que teremos de ser os heróis do nosso tempo, em que unidos, não devemos recear. E começar já hoje a construir um país digno da memória de Abril e da sua esperança.


 
Seia, 25 de abril de 2012
Mário Jorge Branquinho - PS

sábado, 21 de abril de 2012

Quarta-feira comemoramos abril


Estamos a poucos dias de comemorar 38 anos da revolução do 25 de abril, altura propícia para pensarmos no rumo que seguimos e nos caminhos que é preciso desbravar.
Em Seia, a sessão solene evocativa do Dia da Liberdade é quarta-feira, pelas 10 Horas no Auditório da Casa Municipal da Cultura de Seia, onde todos são chamados a assistir, como forma simbólica de valorizar a revolução dos cravos.
Uma altura propícia para repensarmos este tipo de comemorações, quando se começa a debater a nova reforma administrativa local e que anuncia muitas mudanças, como dá conta hoje o Jornal Expresso.
É que reforma administrativa não é só a extinção e agregação de freguesias! É muito mais do que isso. Mas primeiro vamos comemorar abril, em tempos duros e difíceis, para a seguir vermos o que nos reserva o futuro.
Até lá!

Abertas inscrições para Residência Artística de Dança, na Casa Municipal da Cultura de Seia


O Município de Seia, no âmbito do projecto Cultrede vai levar a efeito de 6 a 9 de Junho uma residência Artística de Dança na Casa Municipal da Cultura, numa co-produção com a Jangada de Pedra, para a conceção do espetáculo O BAILE, encontrando-se abertas as inscrições para participantes locais.

O projeto envolve 15 pessoas de Seia selecionadas através da Casa Municipal da Cultura. Os participantes são de idades variadas, entre os 7 e os 70 anos, que em conjunto com os bailarinos, atores e coreografa, colaboram na interpretação do espetáculo. Será também integrada no espetáculo uma banda local de acordeões ou concertinas que em conjunto com o músico e com a equipa darão som ao espetáculo.



O Baile, que será depois apresentado no dia 9 de Junho à noite, é um espetáculo de dança inspirado no filme “O Baile” de Ettore Scola, e na memória dos bailes de bairro, de aldeias e vilas de Portugal. A partir de uma recolha de vários tipos de bailes procura-se recriar um baile contemporâneo, pertinente e atual, de um lugar único e idealizado pelas ideias dos participantes e da equipa artística deste projeto.

A conceção, direção e coreografia é de Aldara Bizarro e a criação musical de Artur Fernandes (Danças Ocultas).

As inscrições podem ser feitas na Casa Municipal da Cultura até ao dia 22 de Maio, dia em que decorrerá, pelas 18 horas uma reunião com todos os inscritos para seleção de interessados, apresentação do projeto e definição de horários.

sábado, 14 de abril de 2012

Um país a afundar-se

Tudo isto seria cómico, se não fosse trágico. Eu que sempre fui positivo, acho que vamos chegar ao fim deste ano e ver um país completamente devastado, em ruínas, pior que no final de uma guerra civil.

O anterior governo não foi perfeito, por isso perdeu as eleições, mas este governo está a levar-nos ao fundo de uma forma assustadora. A classe média, que era quem animava a pequena economia, está a ser atacada ferozmente. Os pobres são selvaticamente espoliados e espremidos, enquanto que os grandes e poderosos continuam como se nada fosse. Um governo que ataca tudo, que lança impostos para tudo, incluindo o último que anunciou sobre aquilo que se come. Um governo que corta direitos a torto e a direito, fazendo com que circule cada vez menos dinheiro e que haja cada vez menos negócio, como é que pode merecer a nossa aprovação?

Só não vê quem não quer ver, porque está tudo a fechar. As empresas asfixiam, estão a morrer diariamente, lançando tudo no desemprego e as poucas que vão aguentando, têm o destino traçado, porque dificilmente se aguentarão até ao final do ano. Vai tudo ao charco!

Atacam-se os pobres mas os poderosos continuam a rir-se de nós. Quem se atreve a mexer nas chamadas PPP’s? Quem se atreve a mexer nas grandes fortunas? Mas há gente a morrer, porque não tem dinheiro para a consulta, quanto mais para o taxi ou para os exames ou para remédios.
E pedem-nos para sermos empreendedores. Pedem-nos para ensinarmos os nossos jovens a ser criativos e a lançarem o seu proprio emprego. Como? Que mercado, se está tudo a ficar mais pobre? Quem se atreve a investir, se não há crédito? Se para se criar alguma coisa neste país é tudo uma grande burocracia e custa tudo uma pipa de massa! Ainda por cima não há confiança, nem nas pessoas nem nos mercados!
Ao longo da história do nosso país, somos a geração que não dá esperança de um futuro melhor às gerações a seguir à nossa!
Não basta sermos positivos, se as pessoas vão perder dois meses de salário, de um salário que já lhe reduziram! Se lhe aumentaram tudo brutalmente, como sejam a eletricidade, os combustiveis ou outros bens essenciais!

Não é preciso perceber muito de politica ou de economia, para saber que vamos chegar a 31 de dezembro e não vamos ver “pedra sobre pedra”! Até o FMI já reconheceu que a contenção em demasia está a levar o país à asfixia e que pode levar a tumultos sociais.
Os assaltos multiplicam-se diariamente e não espanta se dissermos que poderemos começar o próximo ano com o povo na rua, como na Grécia a reclamar por pão, por justiça e por sobrevivência.
De fato isto estava mal e tem de endireitar-se, mas com as medidas que estão a ser tomadas, tudo vai de mal a pior.

Cada vez mais acredito que não vamos morrer do mal, mas vamos morrer da cura.

E nesta fase do campeonato nem é bom entrar na ideia politiqueira de que a culpa é do PS, PSD ou CDS, porque como se constata, em matéria de governação, é tudo igual – dizem uma coisa na oposição e outra no governo. E se o Socrates era acusado por ter o “nariz como o Pinóquio”, este Primeiro Ministro, este Ministro dos Negócios Estrangeiros e até o das Finanças, já mostaram que são mentirosos descarados. E nem me dou ao trabalho de lembrar em que é que mentiram, porque a comunicação social tem dado nota disso mesmo.

Assim, repito, tudo isto seria cómico se não fosse trágico, porque estamos a ir ao fundo diariamente, empobrecendo alegremente, descendo, degrau a degrau até à estocada final.

terça-feira, 3 de abril de 2012

Exposição MEMÓRIAS DO CINEMA, na Casa da Cultura de Seia

Sinais históricos e arqueológicos comprovam que é antiga a preocupação do homem com o registo do movimento. O desenho e a pintura foram as primeiras formas de representar os aspetos dinâmicos da vida humana e da natureza, produzindo narrativas através de figuras. O jogo de sombras do teatro de marionetes oriental é considerado um dos mais remotos precursores do cinema. Experiências posteriores, como a câmara escura e a lanterna mágica, constituem os fundamentos da ciência ótica, que torna possível a realidade cinematográfica.


Pequenos documentários e ficções são os primeiros géneros do cinema. A linguagem cinematográfica desenvolve-se, criando estruturas narrativas. Na França, na primeira década do século XX, são filmadas peças de teatro com grandes nomes do palco, como Sarah Bernhardt. Em 1913 surgem, com Max Linder – que mais tarde inspiraria Chaplin –, o primeiro tipo cómico e, com o Fantômas, de Louis Feuillade, o primeiro seriado policial.


O início do cinema português tem lugar com a exibição das primeiras curtas-metragens de um empresário da cidade do Porto, Aurélio Paz dos Reis. A Saída do Pessoal Operário da Fábrica Confiança, de 1896, é uma réplica sua do filme dos irmãos Lumiére (1894/1895), Sortie de L'usine Lumiére à Lyon, que é considerado, depois das descobertas do chamado “pré-cinema”, o primeiro filme da história do cinema e, ao mesmo tempo, o primeiro documentário.


A ficção cinematográfica portuguesa nasce em 1907. E Seia, sendo uma terra audaz e culturalmente inovadora, cedo se preocupou com as artes do cinema e do teatro. De acordo com as referências existentes no Arquivo Municipal, o cinema em Seia é anterior à Implantação da Republica. O jornal Correio de Ceia, de 3 de junho de 1910, noticia a “Inauguração do Salão Cenimatographico "Cenense” e nos números a seguir refere a grande adesão por parte da “população Cenense” às sessões das quinta-feiras e de domingos. Este “salão Cenimatographico” situava-se na Rua da Caínha.




O Ceia Fraternal, de 01 de setembro de 1917, noticia o início da construção de “uma casa própria para o Teatro e Cinema”. Este será o Cinema Avenida, sito na Avenida Dr. Afonso Costa que a 19 de dezembro de 1925, exibiu o filme Max, Rei do Circo, uma produção “original e hilariante” de Max Linder.


A Associação de Socorros Mútuos de Seia criou na Rua 1º de Dezembro um edifício para sala de cinema e espetáculos, devidamente autorizada e “orientada” pela Inspecção-geral de espetáculos do Ministério do Interior do governo de Salazar.


Importa referir que Seia deu sempre um passo à frente na divulgação cinematográfica, permitindo que todos tivessem acesso a esta, que é hoje, a 7ª Arte. Como exemplo relevante regista-se a atividade da empresa Pátria Filmes, pertencente ao Sr. Manuel Toscano Pessoa, que através das suas emblemáticas carrinhas passava filmes não só no concelho mas por todo o País.


Em 1979 o edifício da Associação de Socorros Mútuos foi demolido.




Surgem alguns projetos, até se chegar ao atual Cineteatro, que a 19 de maio de 1984 com o filme Annie, de John Huston, faz a sua sessão experimental. Daí para cá, o “Cinema de Seia” foi sempre dos que registava maior bilheteira ao longo dos anos, nos chamados “cinemas do Interior”. Nos últimos 3 anos registou uma quebra acentuada, a que não é alheio o fenómeno da internet e o fato dos filmes agora chegarem a Seia com 2 ou 3 meses de atraso. No entanto e porque vão desaparecendo os filmes de 35 mm, o Município deverá dotar ainda este ano o “Cinema” com equipamento digital.


A Exposição é organizada pelo Município de Seia, conta com coleções de Rui Veloso e ainda a colaboração do Município de Leiria, através do Museu da Imagem e Multimédia e Município de Melgaço, através do Museu de Cinema

Galerias da Casa Municipal da Cultura de Seia
Abril 2012

Horário: De segunda a sexta-feira: das 10 H às 18 Horas e Domingos das 15 H às 17 Horas



domingo, 1 de abril de 2012

500 pessoas de Seia juntaram-se às 200 mil em Lisboa, contra a extinção de Freguesias


No Sábado passado, a Avenida da Liberdade, em Lisboa, encheu-se de manifestantes como há muito não se via: milhares de pessoas de todo o País - e todos os partidos, começando pelo PSD - foram à capital protestar contra a proposta do Governo liderado por Passos Coelho que prevê a extinção de mais de um milhar de juntas de freguesias.



A organização (ANAFRE - Associação Macional de Fregueisas) falou em 200 mil pessoas. Eu estive lá e aquilo era um mar de gente. Do concelho de Seia foram 10 autocarros, com aproximadamente 500 pessoas, ou seja, representativo da força do concelho. Só de São Romão foram 3, incluindo um com a Banda da Academia de Santa Cecilia. O Grupo de Cantares “Balancé da Cabeça” também lá esteve com a Junta e o povo, assim como as concertinas da Teixeira, as concertinas de São Martinho, e pessoas e autarcas de Folhadosa, Sazes da Beira, Várzea, Santa Comba, Eulália, Travancinha, Tourais, Paranhos, Santiago, para além da representação da Câmara, os Vereadores Cristina Sousa e Paulo Caetano, de mim próprio da bancada do PS na Assembleia Municipal e dos também deputados na A. M. Manuel Leitão e Joel Ramires da CDU.


Ficou demonstrado que esta matéria não é para desvalorizar, uma vez que o Portugal profundo não concorda com esta reforma absurda e desconforme.



Como se viu e ouviu, se o governo insistir neste tipo de reforma terá o povo em pé de guerra contra si. Tudo isto era escusado, uma vez que a despesa das freguesias é irrelevante. E no Interior do país, o peso de uma Junta de Freguesia ainda é fundamental para o desenvolvimento.


No nosso concelho, os poucos que embandeiraram nesta aventura, estão também eles a recuar, incluindo responsáveis partidários, com responsabilidades acrescidas.


Para resumir, pode o governo avançar com esta reforma, mas dê às Assembleias Municipais o poder de decidir se extingue ou não alguma freguesia, fixando apenas um limite mínimo de habitantes, que não vá além de 150 habitantes, por exemplo.


O resto é conversa e perda de tempo, porque para milhares de portugueses, a Junta de freguesia é o único meio de proximidade ao Estado.

Nota: As Freguesias são livres de fazer o que entendem, mas não deixo de fazer um reparo à Junta de Freguesia de Seia que não se mobilizou para esta causa de Lisboa.


sexta-feira, 23 de março de 2012

Comunidade Intermunicipal da Serra da Estrela precisa de ganhar escala



O ministro-adjunto e dos Assuntos Parlamentares, Miguel Relvas, acompanhado pelo Secretário de Estado da Administração Local e Reforma Administrativa, de seu nome Paulo Simões Júlio, reuniram recentemente com a Comunidade Intermunicipal da Serra da Estrela composta pelas Câmaras de Seia, Gouveia e Fornos.

Do pouco que se sabe, por alguns jornais, porque parece que a reunião parece ter sido “meia clandestina”, a ocasião serviu para abordar a temática em torno desta unidade territorial, criada em grande medida para a gestão supra-municipal dos fundos comunitários.

Ainda do pouco que se sabe, parece que poderá estar em causa a pequena dimensão desta comunidade Intermunicipal (CIM) da Serra da Estrela, já que só tem 3 concelhos (NUT III), quando a maioria das CIM’s são compostas por mais de 10 municípios.

Numa altura em que o governo prepara a proposta de reforma para este sector, à semelhança do que fez com as freguesias e do que se prepara para fazer com o Sector Empresarial Local (SEL), relativamente a Empresas Municipais e sistema eleitoral autárquico, poderá haver aqui a preocupação em dar maior escala a esta CIM. Por isso, nos próximos tempos iremos ouvir falar desta situação e de sugestões para o caso concreto da CIM Serra da Estrela.

Daquilo que se pode deduzir, e todos nós temos o direito a deduzir, é que a manter-se esta CIM, a alternativa será convidar alguns municípios vizinhos a juntarem-se a nós. Alguns desses poderão ser Oliveira do Hospital que está na CIM do Pinhal Interior Norte, com mais 13 Câmaras que vão desde a Lousã a Alvaiazere, Pampilhosa, Poiares, etc. Outros municípios vizinhos que podem ser convidados para a CIM Serra da Estrela poderão ser Celorico da Beira e Manteigas, que atualmente integram com mais 10 municípios a CIM Beira Interior Norte /Cova da Beira. E por fim, ainda poderá, em meu entender, ser convidado o Município de Nelas, que atualmente compõe com mais 13 municípios a CIM Dão Lafões.

É obvio que se todos estes municípios aceitarem pertencer à CIM Serra da Estrela, teremos uma CIM com 8 municípios, todos eles próximos e com muitas afinidades entre eles, a começar pelo espaço geográfico da Serra da Estrela, o queijo da serra, a região vinícola, e muitos mais interesses em comum.

Entretanto, também importa saber com que “linhas é que estas Comunidades se vão cozer”, que atribuições, que financiamentos, etc.

Mas vamos aguardar pelo desenrolar dos acontecimentos!

crónica de Seia publicada no Jornal Terras da Beira - Guarda



quarta-feira, 21 de março de 2012

O teatro em Seia



Terça-feira há teatro na Casa Municipal da Cultura de Seia. No Dia Mundial do Teatro, claro, a 27 de Março. Desta vez com a Barraca, que apresenta “Peça para Dois”, um texto de Tennessee Williams, para M/ de 16 anos, com os atores Rita Lello e Pedro Giestas. Uma excelente oportunidade para o público de Seia amante do teatro poder usufruir.

Teatro que é uma presença constante na programação da Casa Municipal da Cultura de Seia.
Em Janeiro subiu ao palco o Teatro do Montemuro, com a peça “Remendos”. No Sábado passado foi a vez do Senna em Palco, com encenação de José Batista, apresentar “O Coro dos Maus Alunos” numa interpretação soberba de 5 alunos da escola Secundária, que durante quatro meses foram preparando e encarnando as personagens criadas por Tiago Rodrigues.

Paralelamente decorre a 6ª edição do curso de iniciação teatral, com mais de 20 participantes, com orientação do encenador Alexandre Sampaio, e cuja apresentação de exercício final acontecerá no final de Junho.
Entretanto, em Maio e Junho decorrerão mais 5 espetáculos do MOTIN – Mostra de Teatro Infanto-Juvenil do concelho de Seia, que envolve as escolas e a Ludoteca Municipal. Ludoteca que também tem presenteado o público da Casa da Cultura com algumas peças Infantis, como aconteceu na Feira do Livro e como acontecerá no Natal. Sempre com trabalhos notáveis do Batista, do Tozé, da Alice e do Carlos Oliveira.
Já no ano passado o teatro marcou presença significativa na programação da Casa da Cultura. Embora a perspetiva dos números seja importante mas não o mais fundamental, verificou-se que o teatro profissional e amador registou 2.453 entradas, sendo de destacar nesse ano os espetáculos com as companhias Urze, Baal 17 e Trigo Limpo / Acert, tendo-se realizado com esta última uma residência artística de 5 dias com a envolvência de atores locais. A realização do MOTIN, que é uma mostra de teatro das escolas de Seia em colaboração com o município, revelou-se igualmente importante.
Por isso, o teatro marca cada vez mais encontro com o público de Seia e envolve cada vez mais atores locais.
E nós vamos continuar a ir ao teatro. Venha daí connosco!

terça-feira, 20 de março de 2012

O Idoso no século XXI – Como o tempo passa!


* para ler e refletir, com tempo!


E pronto, quase sem dar por isso, a pessoa passa pela vida, por vários ciclos da vida e chega a pontos de pensar que já tem pouco tempo à frente para gozar essa mesma vida, ou olhar o futuro com confiança. É o tempo que vai faltando, esse tempo que tinha de sobra, quando espreitava a rotina da vida, nesse ritmo que não abrandava e que apenas ia dando sinais das etapas de um calendário em delírio.

O tempo, sempre o tempo, esse mesmo que antes sobrava e que agora tanta falta faz, na dor lida que o sustem, quando a agonia se afunda à medida que se mira ao longe o fim.

Tantas vezes acompanhado, como outras desamparado ou incompreendido, mas sempre meio angustiado, não por ser trapo, mas se julgar fardo, sendo ou não inválido, gasto ou empedernido e nem sempre perdido.

Quantos laços desfeitos, quantas famílias enfim, ao largo, desamarradas de gerações e de obrigações, que os estilos de vida tecem e as correrias da sobrevivência financeira obrigam.

Em pleno século XXI, no emaranhado de obrigações e de rótulos, que leva tantas vezes à incerteza do caminho, seja velho, idoso ou sénior, nota-se que vive e vai vivendo, esse que tem anos a mais de experiência e lhe sobra em paciência. O mesmo que prefere a solidão à confusão, ou que não se importa de trocar um sorriso espontâneo por um abraço forçado de ocasião. Ou que trauteia nessa imensa e permanente novidade a que chamam esperança de vida, que de tão curtas, uma e outra – a esperança e a vida - mais parecem invisíveis ou inexistentes. Mas mesmo assim, trauteiam e seguem e não se importam do caminho, ou do canto aonde os arrumam, como que atirados ao fundo de um baú ou a um sótão cimeiro, à espera do dia da partida. E que aconteça de vez, no célere desejo de partilhas, já que pode não haver tempo para tratar de quem precisa, mas sobrar para a faina de açambarcar daquilo que vai deixar.

Assim vai, quem já passou por tudo, ou quase tudo. E assim se sente – parto não parto, mais um dia, mais uma vitória – e segue o caminho e cada dia uma conquista.

No fim de tudo, é entre esse efémero tempo passado e o curto que ainda sobra, que parece jorrar a inaudita vontade de andar, de ouvir, de ser e ainda amar, ao mesmo tempo sonhar, forçado ou não, e sorrir para não atrapalhar. Mas seja como for, há planos e projetos, programas e arquétipos, em nome de uma vida melhor e promessas de conforto e de qualidade de vida. E tanto uns como outros, os novos que dão ou querem dar e fazem por acreditar e os tais velhos, vão indo, espreitando, empurrando ou levados na doce ternura de quem não tem tempo para mais. Porque há uma certeza - agora há mais conforto e beleza, não há é tempo para nada, que o tempo passa a correr e a vida também!

Mário Jorge Branquinho
Seia, 14 de Fevereiro de 2012

Escrito a pedido, para o jornal do Agrupamento de Escolas de Seia

domingo, 18 de março de 2012

Olhar langue

Uma espécia de criativa

Porque espreitam no horizonte nuvens negras que não anunciam nada de bom na natureza humana, não nos espanta nada que suba em nós, por nós adentro, essa nódoa de angústia que nada de bom anota. Anuímos assim, quase que exangues, a uma partida para parte incerta, sem que ao certo nos seja dada garantia de volta, pelo menos ao gosto de partilhar e olhar a simplicidade daquilo a que chamávamos ingenuamente “o fulgor dos dias felizes”.

Trocámos assim, sem querer e sem querermos admitir, esse olhar de festa e de fanfarronice dos dias, por um olhar langue e assaz perdido, para depois, desauridos e confusos, seguirmos em debilitadas conversas, em extenuadas formulas e em cânticos moles e frouxos, rumando em debandadas incertas por certos passos perdidos.

De olhar langue, perscrutamos sentimentos que já não sentimos, vontades que também não sentimos e impulsos que igualmente já nem ousamos forçar, na vã esperança de que algo aconteça. Na putativa ideia de que volte depressa e bem, uma nova ordem que ponha ordem nos nossos sentidos e nos dê novo rumo, em direção ao que outrora, de tão pouco, nos fazia feliz.

Passam os anos, passam os amigos, passam os conceitos, passa a vida, passa tudo e por muito que nos custe, até o tempo passa a ferro as nossas emoções, sem que nos perguntem nada. E tudo passa, e tudo muda e nada é como era dantes. Nos livros que lemos, nos textos que escrevemos, em tudo que nos referenciava, há agora novas formulas que a contemporaneidade teima em tragar, atirando-nos à monstruosidade desse paradoxo de ilusões em que vivemos.

De olhar langue, seguimos o filme que vivemos, onde figurámos e onde desempenhámos um papel de vida fácil e de horizontes largos. De olhar assim, extenuado e abatido, ainda esboçamos o desejo de recuar aos novos tempos, de bar aberto, onde tudo era uma festa e nos servíamos, do melhor que excessivamente havia, entre sentimentos e trejeitos de grande volúpia. Dessa permanente embriaguez, ancorada na abundância de um presente irresponsável que não cuidava de olhar mais longe. Que não esperava que isto chegasse ao que chegou.

De olhar assim, frouxo e mole, ainda acreditamos que é possível voltar atrás e fazer o que não foi feito, voando nas asas do real e fazer tudo com pés e cabeça, para não chegarmos aonde chegámos. Tentamos, não é? Nesta altura, é o que invariavelmente se pode fazer, tentar, como que a forçar a fé e a fúria que brotam nesta bruma de vitupérios. Mas mesmo assim, de olhar langue, seguindo nos passos meio perdidos, desse caminho que não sabemos seguir, ainda assumamos uma réstia de esperança capaz de nos fazer voltar a ser mais alegres.

Pode ser que sim, porque isto já não é o que era! As notícias são sempre más notícias e a dimensão das tragédias é invariavelmente colossal. Como colossal, enigmática e estranha é a situação a que chegamos, quando agora poupamos tanto, quando até achamos que a cultura fica cara, quando não avaliamos o custo da ignorância e quando até já a ciência concluiu que a fofoquice faz bem à saúde!

No meio de tudo isto, nem sabemos se rimos, se choramos e assim vamos, assim esboçamos um olhar langue, elevado aos céus perdido, à espera que chova!
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Mário Jorge Branquinho
Seia, 17 de Março de 2012

sexta-feira, 16 de março de 2012

Município de Seia renova Festival Cine’Eco e prolonga-o por todo o ano



O Município de Seia vai avançar com um novo modelo de organização do Cine’Eco – Festival Internacional de Cinema Ambiental, que este ano se realiza de 6 a 13 de Outubro, no CISE e na Casa Municipal da Cultura.

Na sequência do desafio lançado pelo Presidente da autarquia foi elaborada uma proposta de organização, a partir dos serviços do município, aproveitando a experiência adquirida ao longo dos anos e os recursos disponíveis.

Desta forma, a Câmara mantém o seu festival mais emblemático na agenda cultural do concelho, reduzindo, substancialmente, os custos de organização.

A Direção do Cine’Eco será assumida por Mário Branquinho, responsável da Casa Municipal da Cultura, que está ligado ao festival desde o seu início, em 1995. A programação será da responsabilidade do José Vieira Mendes, jornalista, crítico de cinema e programador, que pertenceu ao júri do Cine’Eco, no festival do ano passado. O advogado e professor Carlos Teófilo, que também está correlacionado com o festival desde a sua génese, é o outro elemento da Direção do Festival.

O Festival continuará a assentar a sua base na vertente de filmes de ambiente, no seu sentido mais lato, embora este ano se procure acentuar uma tónica nas temáticas natureza, cultura, viagens e turismo, as quais estão intímamente ligadas à cidade de Seia e à região da Serra da Estrela.

O Cine’Eco, para além dos filmes a concurso, cujas inscrições estarão abertas dentro de poucos dias, contará com várias seções direcionadas a diversos públicos e sensibilidades, além de um conjunto de atividades paralelas, onde se incluem concertos, exposições, Workshops, entre outras.

Tendo em vista aproximar cada vez mais o evento da comunidade, sem descurar a componente de promoção nacional e internacional, a organização prepara-se para, ainda este mês, dar o arranque ao festival, sob o lema “Cine’Eco todo o ano”.

Das várias iniciativas previstas, destaca-se a realização de sessões nas escolas, nas freguesias e na Casa da Cultura, ao longo do ano, assim como a realização de masterclasses, com o cineasta e professor Pedro Sena Nunes, direcionadas para a temática do documentário, numa vertente prática. Está ainda prevista a implementação de um programa designado “todas as carrinhas vão dar ao Cine’Eco”, que assentará na colaboração de várias instituições do concelho que possuem viaturas de transporte, para mobilização de públicos para as sessões de cinema.

Outra das novidades, será a abertura de inscrições para a participação de voluntários na organização do festival, uma semana antes e durante todo Cine’Eco. Será, também, lançado o desafio às pessoas da região para que apresentem trabalhos candidatos ao Prémio da Região e o desafio a “críticos de cinema por um dia”.

Reestruturar a ligação às entidades que recebem Extensões do festival, por todo o país, e estreitar parcerias com festivais internacionais de temática ambiental, são também apostas que fazem parte do projeto do “novo Cine’Eco”.


(Nota de Imprensa do município de Seia)

quinta-feira, 8 de março de 2012

Terrível flagelo



Os números do desemprego sobem e alastram por todo o lado. Na Europa, no país e no concelho de Seia deixam-nos a todos muito preocupados e apreensivos quanto ao futuro. E não há sinais de que isto melhore.


No concelho de Seia, segundo os últimos dados revelados, há 1. 658 desempregados, dos quais 910 são mulheres e 748 são homens.


Outro dado curioso, tem a ver com o fato de haver 35,4% de desemprego nos jovens até aos 24 anos.


Em todo o Distrito da Guarda, pior só mesmo na capital de Distrito, que regista 2.575 desempregados, dos quais 1.566 há menos de um ano.


Gouveia vem logo a seguir com 911 desempregados, dos quais 523 mulheres e 388 homens.



Este é o panorama. O desafio é inverter esta terrível tendência. Este grande flagelo!



quarta-feira, 7 de março de 2012

Cada vez mais contra agregação e extinção de freguesias


Fernando Ruas e António Capucho (PSD) consideram reforma administrativa autárquica, uma "Palhaçada"!

O antigo conselheiro de Estado António Capucho admite que ficou satisfeito por ver Fernando Ruas, Presidente da Associação Nacional de Municipios Portugueses e Presidente da Câmara de Viseu (e mandatário de Passos Coelho na reeleição deste para Presidente do PSD) a criticar “a verdadeira palhaçada” que é a proposta do Governo de reorganização administrativa territorial autárquica.

Em entrevista à editora de Política da Antena1 Maria Flor Pedroso, António Capucho afirma que é raro ver um dirigente político do PSD a afrontar o Executivo.

Como se vê, aumenta por todo o país a contestação à agregação de freguesias à força.

Em Seia a contestação também é grande, com as freguesias a refutarem esta imposição. Sexta-feira, ao fim do dia vai reunir a Comissão Permanente da Assembleia Municipal, para definir formas de contestação, já que na primeira fase todas as freguesias se mostraram contra qualquer processo de agregação.

Para a reunião foi também convidado o Presidente da Câmara e os Presidentes de Junta.

domingo, 4 de março de 2012

Praia de Loriga candidata às 7 maravilhas de Portugal


A Praia Fluvial de Loriga é uma das 70 pré-finalistas das 7 Maravilhas – Praias de Portugal, como se pode ver AQUI Loriga concorre na categoria das praias de Rio, num total de 10 e onde constam as praias de Avô e Coja, do concelho vizinho de Oliveira do Hospital.

Na categoria de praias de Albufeiras e Lagoas, o concurso contempla o Vale do Rossim, do concelho de Gouveia, Piódão e Valhelhas.

Depois há as praias urbanas, as praias de arribas, praias de dunas, praias selvagens e praias de uso desportivo.

Agora e até Setembro, decorrerá todo o processo de votação, para a eleição das 7 maravilhas de cada categoria.

Entre defeitos e virtudes, esta é mais uma oportunidade de valorizar estas potencialidades do nosso país, numa vertente turística e ambiental.

Por cá, vamos fazer lóbi para que ganhe Loriga, claro!

sexta-feira, 2 de março de 2012

Opinião Livre, aos Sábados na Rádio Cultura de Seia


Prossegue na Rádio Cultura de Seia o programa Opinião Livre que é emitido aos Sábados às 11 horas, com repetição às 18 horas. Moderado por Ricardo Alvo, o programa serve para durante 50 minutos eu, o João Amaral, o Manel Leitão e o Pedro Marques dizermos umas coisas sobre o concelho de Seia.
Este Sábado, os assuntos que abordamos são os seguintes:

Visita de António José Seguro a Seia, no dia 25 de Janeiro a Seia, onde o Secretário-geral do PS alertou para o perigo de "o interior vir a morrer" se não existir um novo olhar para este território. No programa pronunciamo-nos sobre esta declaração. Serão necessárias políticas diferenciadoras? Mais incentivos fiscais para as empresas que aqui desenvolvam a sua atividade? Ou os partidos só se lembram do Interior quando estão na oposição e depois quando chegam ao poder esquecem-se de nós?


O Governo anunciou 50 milhões de euros para colocar em funcionamento imediato 950 cantinas sociais em todo o país. O programa foi anunciado pelo ministro da Solidariedade Social. A ideia é fornecer refeições gratuitas, ou a preços simbólicos, a todas as famílias carenciadas. No mínimo será uma por Concelho. Sabe-se que no Concelho de Seia poderão ser criadas 3, em parceria com igual número de IPSS´s. Sinais dos tempos e da pobreza?


Está em fase de concurso a requalificação/reabilitação de três praias fluviais no Concelho: Loriga, Sandomil e Vila Cova. Que importância se atribui a estes equipamentos no combate à sazonalidade, numa região cujo produto mais vendável ainda continua a ser a neve. Seia tem condições para se assumir como um Concelho para quatro estações?


Deslocalização da Feira Semanal para a periferia da cidade. Ainda faz sentido?
Por mim, acho que não faz sentido deslocar a Feira, mas fará mais sentido “arrasar” com o edifício dos correios e criar uma grande praça naquela zona do Mercado, numa espécie de sala de visitas de Seia. Uma grande praça como em Espanha, onde as pessoas se encontram. Porque a cidade precisa de pessoas no centro e não de as deslocar para a periferia. Ainda se estivéssemos a crescer em termos populacionais!


Bom, mas o melhor é ouvir o programa “Opinião Livre”.

sábado, 25 de fevereiro de 2012

Secretário-Geral do PS em Seia, na defesa do Interior


António José Seguro esteve hoje em Seia, no âmbito do Roteiro em defesa do Interior do país, que está a promover.
O Secretário Geral do PS, que foi recebido na parte superior da Casa da Cultura, ouviu o Presidente do PS de Seia, Carlos Filipe Camelo, que lhe apontou as principais dificuldades sentidas neste concelho, nomeadamente no que diz respeito às acessibilidades, serviços de saúde e dinamismo económico.

Filipe Camelo, apontou também várias potencialidades e elencou vários projetos desenvolvidos pela autarquia a que preside, sobretudo em matéria social e turística – ambiental.

Seguro iniciou este roteiro fora de campanhas eleitorais, o que só por si revela o interesse em defender novas politicas para o interior, em cujos 8 distritos moram pouco mais de 1 milhão e meio de pessoas, enquanto que de Braga a Setúbal moram mais de 7 milhões!

sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

Frontalmente contra encerramento de qualquer freguesia do concelho de Seia


O meu discurso na Assembleia Municipal desta manhã, sobre a proposta do governo de reorganização administrativa territorial autárquica:


No âmbito da organização do Território - como todos se lembram - o governo apresentou-nos um modelo delineado a régua e esquadro, assente em critérios, que de tão desadequados e estapafúrdios se viu obrigado a meter na gaveta, recuando perante a contestação que gerou em todo o país.

Entretanto, surge agora uma nova proposta de reorganização administrativa que mais não é do que uma manobra para baralhar e voltar a jogar deixando praticamente tudo na mesma, no caso do concelho de Seia, já que nos situa nos municípios de nível 3, em que nos obriga a reduzir 25% das freguesias rurais, o que quer dizer que 7 freguesias do nosso concelho terão de ser extintas, além de nos obrigar a reduzir em 50% as freguesias urbanas, o que quer dizer que, à luz desta ideia, ou Seia ou São Romão deixarão de ser freguesias.

Como se não bastasse, sacode para cima das Assembleias Municipais o ónus desta questão, ameaçando que, se assim não for, será uma Unidade Técnica, uma espécie de Troika, que virá a Seia para impor um projeto de reorganização administrativa do território das freguesias, que depois entregará na Assembleia da República.
E com isto, não contemplará nos orçamentos de todo o mandato seguinte, as freguesias agregadas à força, com um reforço de 15% do Fundo de Financiamento das Freguesias.
Ou seja, para além do uso da força, o governo apresenta-se aqui com uma proposta chantagista, do género, -“ou é como nós queremos, ou não têm direito a um bolo maior”.

Se mal estávamos, pior ficamos!

Por isso, e porque continuamos a estar perante uma proposta e não um documento em definitivo, importa fazermos, como fizemos da outra vez e como vai acontecer um pouco por todo o país, pressão para que tal não aconteça. Para que não sejam agregadas freguesias à força.

É que mais, uma vez, estamos perante questões pontuais, históricas e culturais que não podem ser decididas unilateralmente, agora à luz de um critério numérico, de 25% para um lado e 50 % para o outro. Porque há especificidades. Porque cada caso é um caso. As Assembleias Municipais podem decidir sim, mas não amarradas com estes autênticos coletes de força - Porque assim não é decidir, é obedecer.

Além do mais, Seia tem as suas especificidades próprias e São Romão as suas.

São duas freguesias urbanas que dificilmente se fundirão, cujas populações jamais se entenderão numa matéria tão sensível como esta, em que estão latentes especificidades próprias e realidades distintas.

Por isso, o meu desafio é este – mostrar mais uma vez o nosso desacordo e o mais veemente protesto pela forma “encapotadamente democrática” como este processo é conduzido. E neste contexto, em que se dá as Assembleias Municipais o poder de Deliberação, que essa deliberação seja feita à luz das especificidades de cada concelho e não por imposição descabida e descontextualizada.

Além do mais, nós sempre dissemos que éramos contra a extinção das atuais Juntas de Freguesia,
Porque, apesar das dificuldades, ainda nenhuma delas está em condições de encerrar.
Porque qualquer uma delas é ainda um motor de desenvolvimento que ajuda a contrariar e a estancar a desertificação.
Porque sem elas, o concelho de Seia fica mais pobre.
Porque enquanto há vida há esperança, e nós teremos de fazer tudo para resistir.
Porque qualquer encerramento representa mais perda financeira e social do que ganho.

Nestas circunstâncias, Seia não aceita nem pode aceitar esta manobra impositiva que vai mais uma vez ao arrepio dos interesses das populações e nada resolve. Apenas complica a vida às pessoas e torna difícil o que é fácil.

Sugiro por isso, a marcação de uma reunião da Comissão Permanente, com a Câmara Municipal de Seia e Juntas de Freguesia para se estudar bem esta situação.

segunda-feira, 20 de fevereiro de 2012

Serra da Estrela prejudicada pelo tempo e pelo governo



Já não bastava o facto de não cair neve na serra, ainda temos a decisão errada do governo em anular a tolerância de ponto no dia de Carnaval, para termos meio país a trabalhar e outro meio a ficar em casa.


No caso da Serra da Estrela, a falta de neve e a suspensão do “feriado” de carnaval está fazer baixar drasticamente o volume de negócio dos hoteleiros da região.

Segundo o jornal público, a Serra da Estrela e o Algarve são as regiões do país mais penalizadas com esta decisão do governo.

Mais informação sobre este assunto, pode ler-se no jornal PUBLICO
AQUI
e na revista Lusomotores
AQUI

sábado, 18 de fevereiro de 2012

Luisa Sobral ontem em Seia.



Luisa Sobral, ontem à noite no Seia Jazz & Blues, num concerto de grande nível, com casa cheia.



Foto: João Carlos Soares, Estúdios Visor


www.seiajazzeblues.blogspot.com



Dia de festa popular em Seia

Abriu hoje oficialmente a Mostra de Gastronomia “Aromas e Sabores da Montanha”, uma iniciativa do município de Seia, com a participação de mais de 20 restaurantes do concelho.
Esta é uma das várias iniciativas que decorrem em Seia neste Sábado de Carnaval, que habitualmente tem a sua Feira do Queijo. Mas como todos sabemos, esta feira agora é de âmbito regional, tendo-se realizado no ano passado em Seia, este ano é amanhã em Gouveia e para o ano será em Fornos de Algodres.
No entanto e para que não houvesse vazio em Seia neste dia, a Câmara organiza várias atividades para a população, onde se inclui o chamado Mercado da Vila, que decorre no Largo da Câmara.

Por lá há tasquinhas, muita animação e surpresas. Vale a pena passar por lá, neste Sábado solarengo.

Atuação do Rancho Folclórico "Estrela D'Alva" de Vila Cova, junto à parte superio de Casa da Cultura, um espaço que ainda não abriu oficialmente ao público, mas que abriu hoje para acolher uma Mostra de Sabores da Montanha".

sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012

Começou o Jazz & Blues







Começou ontem o Seia Jazz & Blues e prolonga-se até amanhã.
Toda a informação do festival AQUI




Independentemente dos grupos chamados “cabeças de cartaz”, importa realçar o trabalho feito pela Escola Profissional da Serra da Estrela e Conservatório de Música no ensino artístico.
No Seia Jazz & Blues, como noutros festivais que decorrem em Seia, já se notam marcas de um trabalho profundo que estas instituições de ensino promovem, particularmente o Conservatório no incremento do ensino da música.
Estes são, por assim dizes, os desafios, e a missão, quer destas escolas, quer da Casa Municipal da Cultura de Seia.


terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

Pedro Passos Coelho vem à Feira do Queijo



Li agora no Porta da Estrela que o Primeiro-ministro Pedro Passos Coelho vai estar neste domingo, dia 19, pelas 11 horas, em Gouveia, para presidir à cerimónia de abertura da 2ª edição da Feira Regional do Queijo Serra da Estrela, que é promovido pela Comunidade Intermunicipal da Serra da Estrela - Seia, Gouveia e Fornos de Algodres.

Prevê-se por isso, que seja um momento alto, com a presença do chefe do governo. No entanto, quando vem alguém do governo ao interior do país, às nossas terras, costumamos perguntar – que boas novidades nos trazem?

Por isso, é legitimo que se pergunte o que é que Passos Coelho nos vai trazer? Que novidades? Que medidas para o Interior esquecido e cada vez mais ostracizado?

Será que vai anunciar o arranque de algum dos troços do Itinerários da Serra da Estrela?

Será que anunciará novos investimentos ou incentivos a quem tem cada vez menos esperança numa época de fortes restrições e ambiente altamente recessivo, que convidam cada vez mais as pessoas a ir embora?

Que seja bem-vindo o senhor Primeiro Ministro, mas que não seja só fogo-fátuo!

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

Mostra de Gastronomia de Seia, Aromas e Sabores da montanha


Eis a lista dos 24 restaurantes aderentes à Mostra de Gastronomia "Aromas e Sabores da Montanha" que decorre em Seia de 18 a 26 de fevereiro e demais informação que obtive e que partilho com as pessoas. Todos somos poucos para divulgar e valorizar o que é nosso!



RESTAURANTE MARGARIDA I *
Morada: Senhora do Desterro 6270-277 SÃO ROMÃO
Tel.: 238 321 136
URL: www.facebook.com/restaurante.margaridaI
E-mail: restaurante_margarida@hotmail.com
Horário: 12:00H às 14:30H e das 19:00H às 21:30H

Chef: Adelina de Jesus Álvaro

“Sugestão de Sabores da Montanha”**

Entrada: Enchidos e Queijo Serra da Estrela
Prato principal: Chanfana à Sr.ª do Desterro
Doces: Arroz Doce, Leite Creme, Papas de Milho (Carolos)


RESTAURANTE BORGES
Morada: Travessa do Funchal, nº 7 6270-517 SEIA
Tel.: 238 313 010
URL: www.oborges.com
E-mail: ruiborges56@hotmail.com
Horário: 12:00H às 15:00H e das 19:00H às 22:00H
Encerra à quarta-feira ao jantar e quinta-feira todo dia

Chef: Rui Borges

“Sugestão de Sabores da Montanha”**

Entrada: Mista de Enchidos
Prato principal: Joelhinhos de Porco com arroz de feijão e legumes
Doces: Delícia da Serra


CASAS DAS PENHAS DOURADAS *
Morada: Penhas Douradas, Apartado 9 6270-200 MANTEIGAS
Tel.: 275 981 045
URL: www.casadaspenhasdouradas.pt
E-mail: mail@casadaspenhasdouradas.pt
Horário: Disponível apenas à hora de almoço, mediante marcação

Chef: Bruno Vieira

“Sugestão de Sabores da Montanha”**
Mediante marcação prévia

Entrada: Sopa de Abóbora Assada
Prato principal: Costeleta de Borrego com Puré de Queijo de Ovelha
Doces: Crepe de Leite de Creme com Gelado de Zimbro


RESTAURANTE FIM DO MUNDO
Morada: Av.ª Bombeiros Voluntários, 60/64 6270-425 SEIA
Tel.: 238 089 358
Email: zeantonio_figueiredo@sapo.pt
Horário: 08:00H às 00:00H
Encerra à segunda-feira

“Sugestão de Sabores da Montanha”**

Entrada: Queijo de ovelha com presunto
Prato principal: Bacalhau com Broa
Doces: Arroz Doce e Leite Creme


RESTAURANTE GATO PRETO
Morada: Praceta 18 de Dezembro, nº 1 6270-351 – SÃO ROMÃO
Tel.: 238 399 147
Horário: 11:30H às 15:30H e das 18:30H às 22:00H

Chef: Irene Ribeiro

“Sugestão de Sabores da Montanha”**

Entrada: Entremeada grelhada com chouriça assada
Prato principal: Chanfana à Moda de São Romão
Doces: Arroz doce com ovo


RESTAURANTE GUARDA – RIOS
Morada: Barriosa 6285-059 VIDE
Tel.: 238 661 115
E-mail: joão.espinho@hotmail.com
Horário: 12:30H às 22:30H
Encerra à quarta - feira

Chef: António Felisberto

“Sugestão de Sabores da Montanha”**

Entrada: Escabeche de Galinha
Prato principal: Peixe: Truta de Pescador
Carne: Galinha Pedrez Guisada
Doces: Arroz Doce, Tigelada, Pêra Bêbada


HOTEL EUROSOL SEIA CAMELO*
Morada: Av. 1º de Maio, nº 16 6270-479 SEIA
Tel.: 238 310 100
URL: www.eurosol.pt/seiacamelo
E-mail: camelo@eurosol.pt

Horário: 12:00H às 14:30H e das 19:30H às 21:30H

Sugestão de Aromas e Sabores de Montanha disponíveis todos os dias da semana


RESTAURANTE IMPÉRIO (Loriga)
Morada: Av. Augusto Luís Mendes R/C dir. 6270-075 LORIGA
Tel.: 238 953 175
Horário: 07:30H às 02:30H
Encerra à segunda-feira

Chef: Sérgio Neves

“Sugestão de Sabores da Montanha”**

Entrada: Misto de enchidos regionais
Prato principal: Ensopado de cabrito na broa com migas da mesma
Doces: Arroz doce cremoso de cabra


RESTAURANTE JARDIM*
Morada: Av. Luís Vaz de Camões, Ed. Jardim I, cv. 6270-474 SEIA
Tel.: 238 315 942

Horário: 08:30H às 22:00H

Chef: Slavka Zlatkova

“Sugestão de Sabores da Montanha”**

Entrada: Queijo Serra da Estrela
Prato principal: Arroz de Pato
Doces: Bolo de Cenoura com cobertura de chocolate


RESTAURANTE MELMEQUER
Morada: Avenida da República, nº 1 VALEZIM
Tel.: 238 954 167
Email: samuel_rebelo@iol.pt

Horário: 08:00H às 23:00H
Encerra à segunda-feira

“Sugestão de Sabores da Montanha”**

Entrada: Sopa de Cogumelos do Bosque
Prato principal: Torresmada na Caçoila
Doces: Folhado de requeijão com doce de abóbora


RESTAURANTE MIRALVA*
Morada: Rua do Comércio, nº 27 Cave SABUGUEIRO
Tel.: 238 311 646

Horário: 12:00H às 16:00H e das 19:00H às 21:30H

“Sugestão de Sabores da Montanha”**

Entrada: Tábua de Sabores do Sabugueiro
Prato principal: Feijocas à Moda do Sabugueiro
Doces: Tarte de Requeijão com doce de abóbora



RESTAURANTE O ABRIGO DA FLORESTA
Morada: EN 231 6270-586 TOURAIS
Tel.: 238 976 094
E-mail: abrigodafloresta@gmail.com

Horário: 09:00H às 00:00H
Encerra à segunda-feira

Chef: Maria Ascensão

“Sugestão de Sabores da Montanha”**

Entrada: Migas de feijão frade com morcela
Prato principal: Arroz de vinha de alho com grelos
Doces: Bolinhos de requeijão com doce de abóbora


RESTAURANTE O ABRIGO DA MONTANHA*
Morada: Rua do Comércio, nº 46 6270- 151 SABUGUEIRO
Tel.: 238 315 329
URL: www.abrigodamontanha.pt
E-mail: abr_sabugueiro1@sapo.pt
Horário: 11:30H às 22:00H

Chef: Nuno Cabral

“Sugestão de Sabores da Montanha”**

Entrada: Mista de enchidos Serranos
Prato principal: Javali grelhado com castanhas
Doces: Queijo com marmelada, Requeijão com doce de abóbora


RESTAURANTE O FAROL
Morada: Largo da Câmara SEIA
Tel.: 238 312 123

Horário: 12:15H às 22:00H
Encerra no dia 26 (domingo)

Chef: Maria da Conceição

“Sugestão de Sabores da Montanha”**

Entrada: Enchidos Regionais
Prato principal: Arroz de Coelho em vinha de alho e carqueja
Doces: Arroz doce, Leite creme e requeijão com doce de abóbora


RESTAURANTE O FAVO
Morada: Av. dos Combatentes da Grande Guerra, nº 10 6270-489 SEIA
Tel.: 238 082 196
URL: www.facebook.com/restaurantefavo.com
E-mail: bleu_sds@hotmail.com

Horário: 07:00H às 23:00H
Encerra ao domingo segunda-feira ao jantar

Chef: Maria Aline Amaral

“Sugestão de Sabores da Montanha”**

Entrada: Enchidos
Prato principal: Chanfana de Ovelha com Migas
Doces: Papas de Carolo


RESTAURANTE O MANJAR DA SERRA DA ESTRELA
Morada: Av. Dos Emigrantes, nº 69 6270-141 PINHANÇOS
Tel.: 238 481 004
Email: manjar.se@gmail.com

Horário: 08:30H às 22:00H
Encerra à segunda-feira

Chef: Helena Pinto

“Sugestão de Sabores da Montanha”**

Entrada: Enchidos Regionais
Prato principal: Cabrito Grelhado com batata assada e esparregado
Doces: Arroz doce e Queijo da Serra


RESTAURANTE O REGIONAL DA SERRA*
Morada: Av. Combatentes da Grande Guerra SEIA
Tel.: 238 312 717

Horário: 11:30H às 15:30H e das 18:30H às 21:30H

Chef: Maria Isabel Mendes

Sugestão de Aromas e Sabores de Montanha disponíveis todos os dias da semana


RESTAURANTE O TACHINHO DO FRANCISCO
Morada: Av. Cândido dos Reis, nº 2 6270-473 SEIA
Tel.: 238 312 601
E-mail: tachinho@hotmail.com

Horário: 12:00H às 14:30H e das 19:30H às 21:30H
Encerra à terça-feira

Chef: Francisco Nunes

“Sugestão de Sabores da Montanha”**

Entrada: Enchidos
Prato principal: Torresmos à moda da Feira
Doces: Tarte de requeijão, requeijão com doce de abóbora e arroz doce


RESTAURANTE O VARANDIM DA SERRA*
Morada: Estrada Nacional, ALDEIA DA SERRA 6270-371 SEIA
Tel.: 238 394 929
E-mail: dina_lopes@live.com.pt

Horário: 09:00H às 00:00H

Chef: Helena Albernaz

“Sugestão de Sabores da Montanha”**

Entrada: Farinheira com ovo mexido
Prato principal: Folhado de Cabrito com migas de feijão frade
Doces: Delícia de ananás com molho de caramelo e hortelã

RESTAURANTE O VICENTE*
Morada: EN 231 Av. Pedro Vaz Leal, nº 10 LORIGA
Tel.: 238 953 127
URL: www.ovicente.com
Email: geral@ovicente.com

Horário: 12:00H às 15:00H e das 19:00H às 22:00H

Chef: Maria da Conceição

“Sugestão de Sabores da Montanha”**

Entrada: Queijo da Serra c/ Broa de Milho de Loriga
Prato principal: Bacalhau com Broa de Loriga
Doces: Leite-creme com arroz doce e Bolo Negro


RESTAURANTE PEDRAS LAVRADAS*
Morada: Estrada Nacional 230 PEDRAS LAVRADAS
Tel.: 238 661 150 Tlm.: 962 160 035
E-mail: pedraslavradas@hotmail.com

Horário: 08:00H às 23:00H

Chef: Isabel Dias

“Sugestão de Sabores da Montanha”**

Entrada: Queijo da Serra
Prato principal: Pataniscas de Bacalhau com Arroz de Feijão
Doces: Tigelada


RESTAURANTE SÃO MARTINHO - QUINTA DO CRESTELO*
Morada: Estrada de Seia SÃO ROMÃO
Tel.: 238 320 050
URL: www.quindadocrestelo.pt
E-mail: eventos@quintadocrestelo.pt

Horário: 12:30H às 15:00H e das 19:30H às 21:30H

Chef: António Abreu

“Sugestão de Sabores da Montanha”**

Entrada: Trilogia de enchidos com legumes da época
Prato principal: Cordeiro Serrano de ovelha bordaleira, salteado com cogumelos, castanhas, mel e aguardente de zimbro
Doces: Pudim de mel e carqueja, Tarte de requeijão com noz e maça bravo de esmolfe caramelizada


RESTAURANTE SERRANA*
Morada: Largo de S. Ginês 6270-079 LORIGA
Tel.: 238 954 295
E-mail: churrasqueira.serrana@gmail.com

Horário: 10:00H às 23:00H

Chef: Paula Ambrósio

“Sugestão de Sabores da Montanha”**

Entrada: Enchidos Regionais
Prato principal: Cabrito à Moda de Loriga
Doces: Bolo negro com requeijão e doce de abóbora


RESTAURANTE VARANDA DO ESPINHEIRO*
Morada: Estrada Nacional 339, 6270-371 ALDEIA DA SERRA
Tel.: 238 312 073
URL: www.ftphotels.com
E-mail: alsraespinheiro@ftphotels.com

Horário: 11:00H às 15:00H e das 19:00H às 22:00H

Chef: Maria Natália Loureiro Pinheiro

“Sugestão de Sabores da Montanha”**

Entrada: Enchidos Regionais
Prato principal: Bacalhau Recheado com Queijos da Serra
Doces: Folhado de requeijão com doce de abóbora e frutos silvestres

*Aberto todos os dias, de 18 a 26 de fevereiro
** Durante toda a semana estão disponíveis outras sugestões de Aromas e Sabores da Montanha

Luisa Sobral e Mr. Blues, no Seia Jazz & Blues


Começa em Seia na próxima quinta-feira, dia 16 de Fevereiro, a 8ª edição do Seia Jazz & Blues, que este ano tem como cabeça de cartaz Luísa Sobral, dia 17 e Mr. Blues, dia 18.

Luísa Sobral, a mais recente revelação da música em Portugal, editou o seu álbum de estreia, "The Cherry On My Cake", a 14 de Março de 2011, e logo na primeira semana atinge o nº 3 da tabela de vendas em Portugal. 'Not There Yet' é o primeiro single a sair do disco.

Mr Blues é uma das bandas mais proeminentes de Portugal, em actividade desde 2005. A linguagem musical que os Blues proporcionam e a vasta experiência dos músicos envolvidos já lhe permitiu tocar em vários Festivais Internacionais de Jazz & Blues.

Na quinta Feira, dia 16, será a vez da Big Band da EPSE - Seia e do Jazz Quartet subirem ao palco do Auditório da Casa da Cultura de Seia.

A Big Band da EPSE de Seia é um projecto que nasce no âmbito da disciplina de “Projectos Colectivos de Improvisação” do Curso Profissional de Instrumentistas de Sopro e Percussão da Escola Profissional da Serra da Estrela. Com o objectivo de iniciar os seus alunos na área da improvisação, desenvolve um repertório baseado em standarts do Jazz e do Blues, incentivando-os ainda ao desenvolvimento da criação artística. Para este concerto a Big Band da EPSE conta com a participação do grupo Jazz Quartet, composto por dois antigos alunos da escola.

O Festival, organizado pelo Município de Seia, conta ainda com a rúbrica “O Jazz Vai à Escola”, em parceria com o Conservatório de Música de Seia e Escola Profissional, envolvendo cerca de 400 crianças dos Centros Escolares de Seia e São Romão.

A esta hora o Festival está a ser promovido em Salamanca, na Loja de Turismo da Serra da Estrela, situada na grande praça de Salamanca.



www.seiajazzeblues.blogspot.com

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012

Câmara Municipal evidencia solidez e dinamismo da Ara Portuguesa, instalada em Seia há 20 anos


O Presidente da Câmara Municipal de Seia visitou, esta terça-feira, a fábrica de calçado Ara, em Seia, no âmbito de um ciclo de visitas dedicado à economia e emprego, através do qual a autarquia pretende evidenciar boas práticas e exemplos existentes no tecido económico do concelho.
Carlos Filipe Camelo, acompanhado dos vereadores Jorge Brito, Paulo Caetano e Cristina Sousa, visitou a empresa de origem alemã, que se encontra instalada em Seia, na zona industrial, desde 1991.
Antecedendo a visita às instalações e o contato com o processo produtivo, a administração deu a conhecer a realidade atual da empresa e aproveitou a oportunidade para manifestar algumas preocupações, associadas ao isolamento, agora agravadas com a introdução de portagens dos principais eixos rodoviários que servem o interior (A23, A24 e A25), que se refletem no aumento de algumas matérias-primas, explicaram o Administrador da Ara Shoes Portuguesa, Volker Kolossa e o assistente da administração, José Reina.
A visita serviu ainda, por um lado, para o executivo autárquico tomar conhecimento dos últimos investimentos efetuados naquela empresa, uma das maiores empregadoras do concelho, e, por outro, constituiu um sinal de reconhecimento pelo seu dinamismo empresarial.
“O fato de este grupo internacional ter escolhido Seia foi, como todos sabemos, de enorme importância para a cidade, para o concelho e para a região, numa altura particularmente difícil, porventura o período mais negro da nossa história, marcado pelo encerramento de várias empresas do setor têxtil, que atirou para o desemprego centenas e centenas de trabalhadores”, recordou o autarca.
O autarca enalteceu a capacidade de resistência da empresa, atribuindo-a à boa gestão, num ambiente de grande adversidade e incerteza, motivados pela conjunta económica desfavorável em que mergulhou o País e o Mundo.
Quisemos hoje, assinalar esse percurso da Ara”, adiantou o edil, sublinhando, para além da sua capacidade exportadora, o crescimento verificado, a modernização operada, ou a aposta na formação, que permitiram a sua adaptação a um mercado exigente e em permanente mutação, permitindo manter, hoje, 320 postos de trabalho, longe do número inicial (600), mas com excelentes indicadores de produção.
Carlos Filipe Camelo deixou, no final, uma palavra de apreço à administração da Ara e aos seus trabalhadores, “que com o seu esforço, trabalho e dedicação, continuam a contribuir, diariamente, para o desenvolvimento do concelho de Seia”, no que considerou tratar-se de “um momento para renovarmos a confiança em nós e no futuro da nossa terra, enquanto território atrativo para residir, visitar ou investir”.
“Seia continua a dar sinais positivos para toda a região e País”, concluiu, garantindo que “a Câmara Municipal não se demitirá de distinguir os bons (e felizmente, muitos) exemplos existentes no tecido económico concelhio, mas também estimular novas intenções de investimento, que paulatinamente vão começando a surgir”.

(Comunicado de imprensa CMS)



quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012

A falta que faz a força coletiva


Quando se fala de desenvolvimento das nossas terras, todos nós somos, ou devemos ser chamados a participar e ainda para mais em tempos difíceis como os que vivemos. Mais do que apontar defeitos, destruir ou ser pessimista, devemos interrogar-nos sobre aquilo que realmente podemos fazer. Que contributo dar!

Quem governa deve dar ouvidos às pessoas e as pessoas devem sentir que contam para alguma coisa, senão há um afastamento da coisa pública e aí, ainda é pior.
Em Seia, noto que há as duas coisas. Que há pessoas que querem dar o seu contributo mas esbarram nalgumas barreiras, umas directas outras invisíveis e por vezes involuntárias. E também há as pessoas que para elas, quanto pior melhor, esquecendo-se que o pior é sempre mau para todos.

Por isso, há momentos da história, e o que vivemos, por ser tão dramático, é um daqueles em que a nossa participação coletiva é por demais importante.

Vem isto a propósito dos vários desafios que estão a ser lançados pelo município e que importa perceber se as pessoas se revêm neles, sob pena de se estar a remar contra a maré.

Seia se quer singrar, tem que gozar do tal efeito diferenciador, ou seja, tem de ter aquilo que mais ninguém tem, se quer atrair pessoas e investimentos. Por isso, devemos encarar muitos dos projetos que estão no terreno, como merecedores do empenhamento de todos, para que tenhamos êxito e assim vermos esta tendência de apagamento invertida.

Seia, como tantas outras terras tem de reagir e não tem muita margem de manobra. Não há milagres. O tempo dos milagres, em que havia dinheiro para tudo já passou. Agora, há que dar espaço à imaginação, e sempre, mas sempre à persistência, e ao trabalho de formiguinha, fazendo pelo melhor e puxar pelas pessoas, para que o desenvolvimento se faça com as pessoas, para as pessoas. E longe, mas longe das políticas de terra queimada, outrora típicas no nosso país.
Agora vê-se bem, a falta que faz a força coletiva.
Digo Eu!

Poesia e pintura na Casa da Cultura de Seia


No próximo domingo, dia 12 de Fevereiro, pelas 15 horas, tem lugar no Foyer do Cineteatro da Casa Municipal da Cultura de Seia a vernissage da exposição de pintura “Sentidos Coletivos”.

Trata-se de uma exposição que mistura as artes de pintura e poesia, formando um processo criativo coletivo. Vários artistas exprimem o que sentem no dia-a-dia, nas angústias e alegrias vividas nas ruas da grande metrópole.


A poesia tenta criar despertar os sentidos através de imagens que se formam no nosso cérebro, através de palavras e frases, que despertam algo esquecido e trancado dentro de nós.

A pintura procura transmitir mensagens através da cor, forma e volume. Juntos, este grupo procura criar uma dinâmica que fazem repensar o quotidiano bem como a forma como lidamos com os nossos sentidos.

Estão envolvidos neste “Sentidos Coletivos” Nuno Ricardo - artista plástico; Cristina Isabel – poetisa; André Constantino – poeta; Dina Teresa – poetisa; Mariya Kydon - artista plástica

terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

Carnaval em Seia, Música, Gastronomia e desfile compõem programação carnavalesca

Autarquia senense associa Festival de Jazz e Blues e Mostra de Gastronomia à programação de Carnaval, que à semelhança dos anos anteriores contará com o Mercado da Vila e o desfile de Carnaval.


Na procura de marcar a diferença, naquele que é um dos fins-de-semana com maior ocupação turística na serra da Estrela, o Município de Seia oferece programação para vários gostos, num associar de iniciativas que têm início no dia 16 de fevereiro, com o 8º Festival de Jazz e Blues de Seia. Neste primeiro dia sobem ao palco do auditório da Casa Municipal da Cultura as bandas locais Big Band, da Escola Profissional da Serra da Estrela e o Jazz Quartet.


Luísa Sobral é a artista convidada para a sexta-feira (dia 17) e Mr. Blues encerrará o festival na noite do dia 18, espetáculos que decorrerão no Cineteatro da Casa Municipal da Cultura.


Para o sábado de carnaval também constam do cartaz iniciativas de cariz gastronómico, iniciando-se pelas 10h o Mercado da Vila (largo da Câmara) e o NMS - Novo Mercado de Seia (Praça da República – antigo quartel dos bombeiros voluntários). O primeiro espaço de venda e partilha de saberes acolherá produtos alimentares biológicos e o NMS acolherá outro tipo de produtos, também estes produzidos de forma sustentável, através de materiais reciclados, de acordo com o preconizado na Agenda 21 Local de Seia. Sob este mote, durante o dia decorrerá um concurso de bolo de laranja.


O momento de grande folia e animação está agendado para as 15h, altura em que 15 instituições e escolas do concelho saem à rua, no desfile de Carnaval alusivo ao tema “serra da Estrela”.


De todas as ações programadas, destaca-se uma vez mais a gastronomia, desta vez associada à restauração. Refere-se neste caso à 1ª edição da Mostra de Gastronomia – Aromas e Sabores da Montanha, uma iniciativa impulsionada pela Câmara, de 18 a 26 de Fevereiro, e que abrangerá cerca de duas dezenas de restaurantes da região.

O evento vai ser apresentado no dia 18 de fevereiro, na Casa Municipal da Cultura de Seia, onde irá ter lugar uma mostra dos produtos de montanha, promovida em parceria com a Escola Superior de Turismo e Hotelaria, no sentido de despertar nos visitantes o interesse para a inovação gastronómica associada aos produtos tradicionais, convidando-os desta feita a uma descoberta gastronómica pelos restaurantes aderentes.


Através da Mostra de Gastronomia “Aromas e Sabores da Montanha“, a autarquia pretende: preservar, valorizar e divulgar o acervo gastronómico do concelho de Seia; incentivar a utilização de produtos regionais, bem como proporcionar a sua utilização em novas propostas gastronómicas; melhorar a oferta turística regional, sensibilizando os empresários do setor para a necessidade de reposicionar os seus estabelecimentos, tanto a nível das instalações e equipamentos, como na qualidade do serviço; desenvolver na globalidade o conceito de Qualidade; e apostar na decoração, apresentação e inovação dos Restaurantes.


(Comunicado de imprensa da CMS)

sábado, 4 de fevereiro de 2012

Câmara de Seia acredita produtos energeticamente eficientes



A Câmara Municipal de Seia está a impulsionar um Sistema de Acreditação Produto eco2SEIA, que tem como objetivo distinguir e acreditar os produtos do concelho de Seia produzidos num sistema que visa o aumento contínuo da eficiência energética e a redução da pegada de carbono, o que inclui a redução dos consumos de energia por unidade produzida, a redução do consumo de energia proveniente de combustíveis fósseis (como o gás e o gasóleo) e o aproveitamento de fontes renováveis de energia.

O sistema de acreditação inclui a utilização de uma etiqueta representativa do compromisso assinado pelos produtores, para gerir criteriosamente o consumo de energia e de aproveitar todas as oportunidades de utilização de fontes de energia renováveis.

Os produtores comprometem-se ainda a submeter todos os anos à CMS um formulário com informação sobre os níveis de produção, o consumo de energia, as emissões de gases com efeito de estufa e o aproveitamento das energias renováveis.

A acreditação “Produto eco2SEIA, conferida pela CMS, permite que estes produtos se distingam dos seus concorrentes através de características específicas, cada vez mais valorizadas pelos consumidores. Estes produtos serão embaixadores em todos os locais onde sejam comercializados, do Programa eco2SEIA – cidade de baixo carbono.

No passado dia 28, seis produtores locais, Loripão (Padaria), Queijos Tavares (Queijaria), Fumeiro Serra da Estrela (Enchidos e Presuntos), Grande Forno/ Pão do Sabugueiro (Padaria) Quinta do Espinho (Licores) e Vale d'Alvoco (Produtos Alimentares) assinaram o Compromisso de Acreditação Produtos eco2SEIA.

Mais informações

Onda reformista penaliza Interior do país


A onda reformista que este governo tem levado a cabo, e que leva o Interior do país a ficar cada vez mais pobre e isolado, preocupa cada vez mais os agentes de desenvolvimento destes territórios.

Seia não escapa a essas preocupações e há vários indícios de que não vêm aí coisas boas!
Para já, não fomos atingidos no mapa de reformas dos tribunais, numa altura em que foi anunciado o fecho de 47 tribunais em todo o país e 4 no distrito da Guarda - Figueira de Castelo Rodrigo, Fornos de Algodres, Meda e Sabugal.

Quanto à reforma da rede hospitalar ainda não se sabe nada, embora esta semana a Presidente da ULS da Guarda, Ana Manso tenha garantido ao Presidente da Câmara que o Hospital de Seia continuará com a sua autonomia própria dentro da Unidade Local de Saúde da Guarda.

Relativamente a escolas, sabemos que terão de fechar mais algumas no próximo ano lectivo, dado que em várias localidades há diminuição de alunos, que inviabiliza a continuidade de escolas do 1º CEB.

Quanto ao resto, precisamos de continuar muito atentos, para ver se não perdemos mais.

Ao que se sabe, o Presidente da Câmara continua em périplos por Lisboa, na defesa dos interesses do concelho e sobretudo para manutenção e reforço de estruturas públicas consideradas importantes para o desenvolvimento do concelho.

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

Luisa Sobral em Seia, no Teatro Circo de Braga, Casa da Musica, CCB e outros palcos

Luísa Sobral vai abrir a 8ª edição do Seia Jazz & Blues, no próximo dia 17 de Fevereiro no palco do Anfiteatro da Casa Municipal da Cultura, às 22 horas.
Logo a seguir, no dia 18 actuará no Teatro Circo em Braga; no dia 8 de Março no Teatro José Lúcio da Silva, em Leiria, no dia 13 de Abril na Casa da Música, no Porto e dia 14 de Abril no CCB, em Lisboa.
Como se vê, Seia está na alta roda dos grandes palcos portugueses, por via desta digressão desta jovem cantora de Jazz, a somar a tantas outras, que ainda assim vão colocando “Seia no mapa”, como se costuma dizer. Sobre Luísa Sobral, uma jovem de 24 anos, o que se pode dizer é que saiu do anonimato em 2003 no programa Ídolos, da SIC. Tinha 16 anos, não venceu, mas ficou em 3.º lugar. Pouco tempo depois rumou para os Estados Unidos para estudar na Berklee Colleg of Music, onde terminou a licenciatura em 2009.
Durante a estadia nos Estados Unidos, foi nomeada nas categorias "Best Jazz Song", no Malibu Music Awards em 2008; "Best Jazz Artist" no Hollywood Music Awards; "International Songwirting Competition" em 2007 e "The John Lennon Songwriting Competition" também em 2008.Entretanto edita o seu álbum de estreia, The Cherry On My Cake, a 14 de Março de 2011, onde atinge na primeira semana o nº 3 da tabelas em Portugal.
Entre as suas influências, destacam-se nomes como Billie Holiday, Ella Fitzgerald, Chet Baker, Björk, Regina Spektor, Rui Veloso, Jorge Palma, Bernardo Sassetti, Sara Tavares, Maria João e Mário Laginha, tendo estes últimos 6 já passado por Seia.Agora o palco da casa de espectáculos de Seia será todo da Luísa, num festival, que apesar de média dimensão, dá que falar!Mais informações do SEIA JAZZ & BLUES AQUI