sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

Seia Jazz & Blues, o bom sabor da música

Sente-se que sempre se pode fazer melhor, mas sabe bem saber que há pretextos suficientes para, sem grandes estravagâncias, usufruirmos de um festival de jazz e de blues de pequena dimensão, mas de grande alcance cultural.

Vê-se que é em Seia que acontece desde 2005, este “Seia Jazz & Blues”, um Festival que daí para cá, anualmente e de forma ininterrupta, marca encontro com o público daqui e dali, na Casa Municipal da Cultura. Um evento que já foi de 4 dias em dois fins-de-semana e que agora é de 3 dias seguidos, com dois grandes concertos em perspectiva e um punhado de pretextos atractivos. Uns mais pedagógicos, outros mais divertidos. Umas vezes ao encontro das escolas, para deixar marca e criar públicos, e outras vezes pela noite dentro, para prolongar o usufruto e beber mais música ao sabor dos improvisos mais harmoniosos de que há memória.

Sabe-se que é um festival de marca, que marca a agenda cultural nesta altura do ano em Seia e também se sabe que se pode ir mais além, porque a oferta é imensa e as ideias e as estratégias sobejam. Os locais, mesmo assim, têm o privilégio de ter ao pé da porta um festival assim, e os de fora são cada vez mais em maior número, embora se constate que nunca houve tantos festivais destes géneros musicais no país, como agora. Mesmo assim em Seia, há sempre a ideia de fazer mais e melhor, de inovar e atrair, para consolidar o seu festival e afirmá-lo no contexto do desenvolvimento que se quer para a terra.

Ouve-se aqui e ali o reconhecimento do esforço do município em manter um festival assim. Em trazer a Seia nomes sonantes do Jazz e do Blues, para delicía dos amantes e inebrio dos que trabalham em prol da coisa. Ano após ano, faz-se de Seia o centro das atenções, pelas boas razões, e sem complicações, porque nem tudo é mau e do pouco se faz muito.
Percebe-se que muito mais podia ser feito, mas se se tira partido o suficiente do que se oferece, já não se dá por perdido o investimento. E assim, ao sabor dos acordes, nas escalas do jazz e ao sabor da improvisação, fica sempre a sensação de grande desfrute e do aproveitamento pleno, a dar por bem empregue o tempo e a dedicação. É que em Seia, as escalas criativas não têm tendência a abrandar, antes a surpreender, mesmo em tempos dificeis e sem grandes desvarios.

Lemos, vemos e ouvimos e não podemos ignorar, é o “Seia Jazz & Blues” no seu melhor, há sete anos nesta cidade do sopé da Serra da Estrela. E pouco mais se pode dizer, a não ser, deixar o convite para quem ainda não reservou lugar, neste lugar de afectos, de cores e de bom sabor a jazz.

Mário Jorge Branquinho
www.seiajazzeblues.blogspot.com

Texto inserido no Suplemento do Semanário Terras da Beira, da Guarda,

quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

O estado psicológico da nação. Pela positiva.



Olhando assim ao longe, para ver de perto o estado em que o Estado está, parece surgir-nos -nos a ideia da fatalidade longínqua que outros traçaram e traçam aqui e além, ao perto do destino, esse fatídico e ambíguo fardo e quase nem sabemos que mais dizer, senão bem.

O mundo desaba, mas não cai. Dizem que o descalabro ocorre em larga escala, mas não colhe nem consta que colherá, na emoção que ferve e faz andar o mundo. Parece poesia, mas vale a pena ver o estado psicológico da nação pela positiva. Vale a pena desafiar a malta a animar-se, porque como ontem, hoje o que faz falta é mesmo animar a malta!

Se deixarmos correr na corrente, nessa lamúria frequente, cedo secamos às portas desse tamanho fracasso que brota e enxota até cair de morto. E se velhos não somos, nem derrotistas queremos ser, sempre é bom crer na força dos homens que se eleva na verga do marasmo que a apatia pariu.

Vamos aonde podemos ir, no longe e no perto, na eira e na beira e à beira de qualquer risco, a sentir a brisa da garra e o seu contrário, agarrados á fúria que faz furor e nos dá ânimo a continuar, porque o mundo não acaba amanhã e nem tudo vai desabar. E precisamos de acreditar e andar.

Afinal, porque pensamos que não vale a pena, se nunca houve tanto progresso? E de que vale a angústia se a ciência é que nos vale diária e paulatinamente e nos eleva a novos patamares de prazer e nos prolonga a vida? Teremos nós consciência que a consciência do dever cumprido está comprometida? Saberemos para onde vamos, se ontem a felicidade era maior com menos recursos? E de que vale dizermos que temos tudo, se no tudo não cabe tanta alegria, como a simplicidade impõe? E de que vale criticarmos se na interrogação que fazemos não coube nem cabe aquilo que cada um de nós fez ou faz, ou diz que tanto faz, para fazer andar essa roda que entretém a banalidade dos dias e nos leva a lugares melhores?

Enfim, vale a pena não pensar muito no estado em que isto está sem pensar como fazer e o que fazer, para mudar para melhor, que o mundo somos nós e o mundo nos cabe na mão, nessa mão que nos leva a passear, seja na dureza da vida ou no imaginário que nos embala.

Sim, é melhor ir assim.

Seia, 27 de Janeiro de 2011
Mário Jorge Branquinho
Texto para o jornal da EB 2,3 Tourais, Paranhos


sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

Faleceu Eduardo Osório



Faleceu esta semana, com 58 anos de idade, o arquitecto Eduardo Ósório Gonçalves, que foi Director do Parque Natural da Serra da Estrela de 1988 a 1996.



Após alguns meses de sofrimento, acabou por partir um homem bom, que deixou várias marcas nesta região da serra da Estrela e em particular no seu património natural e cultural.



Eduardo Osório Gonçalves, arquitecto pela Escola Superior de Belas Artes de Lisboa, nasceu em Gouveia em 1953, foi director do Parque Natural da Serra da Estrela, entre 1988 e 1996, participou em diversos projectos de salvaguarda e reabilitação do património, em vários pontos do país, e autor de vários estudos e artigos sobre o património histórico e cultural, ordenamento do território e desenvolvimento regional.

Em 13 de Maio de 2006 apresentou publicamente “Raízes da Beira”, com um total de 1.618 páginas, divididas em dois volumes, editado pela “DisLivro Histórica”, publicações que funcionam como uma espécia de roteiro cultural para os visitantes que se deslocam à região.

Trata-se de um estudo de Genealogia e Património das principais famílias que residiram na região entre a Serra da Estrela ao Vale do Mondego, onde se englobam os actuais concelhos de Seia, Gouveia, Manteigas e Oliveira do Hospital e franjas de outros, como Tábua, Celorico da Beira e Arganil, entre o século XVI e o século XVIII.

foto: jornal porta da estrela


O estudo divulga inquirições locais, diferentes das de hoje, mas com traços comuns, que permitem avaliar o modo de vida e os costumes desses tempos e as relações familiares e sociais e centenas de habilitações como ao Santo Ofício, às ordens militares, ao estado sacerdotal e outras.

“Raízes da Beira” é ilustrado por fotografias do senense António Correia que explicam e documentam as casas, as pedras de armas, as capelas e até as sepulturas das famílias estudadas, entre outros elementos recolhidos pelo autor.


Para além de grande Genealogista, Eduardo Osório era também um acérrimo defensor da natureza e do património arquitectónico desta região.

Em 1995, tive o previlégio de ver o seu empenhamento na criação do Cine'eco, aceitando nessa altura, que o Parque Natural fosse parceiro efectivo do Festival Internacional de Cinema de Ambiente da serra da estrela, lançado com pompa e circunstância no Hotel da Lapa em lisboa.

Até sempre Eduardo Osório.

Nota:

alguns dados deste texto, recolhi-os no Jornal Porta da Estrela online (Maio 2006).


quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

Feira Regional do Queijo Serra da Estrela em Seia





Organizada pelos Municípios de Seia, Gouveia e Fornos de Algodres

Os Municípios de Fornos de Algodres, Gouveia e Seia, vão realizar este ano a primeira edição da Feira Regional do Queijo da Serra da Estrela. A iniciativa vai decorrer em Seia no próximo dia 05 de Março, Sábado de Carnaval.


Realizada no âmbito da Comunidade Intermunicipal da Serra da Estrela, a Feira Regional, representa um novo patamar de articulação supra-municipal com ganhos de escala e sinergias para promover o Queijo Serra da Estrela e um certame que é uma imagem de marca da região.

A Feira Regional do Queijo Serra da Estrela pretende fomentar a notoriedade do Queijo Serra da Estrela, salvaguardar a sua preservação enquanto produto endógeno regional e valorizar e dinamizar a cadeira de valor do Queijo da Serra da Estrela e seus agentes directos. Os municípios pretendem igualmente reforçar o incentivo e a valorização da certificação do Queijo Serra da Estrela e criar através das parcerias intermunicipais formas objectivas de promoção da região e da Serra da Estrela.

Os três municípios pretendem através desta união de esforços promover o potencial dos territórios aproveitando todos os seus recursos endógenos para promover um grande certame regional que ganhe afirmação nacional e internacional.

A Feira Regional do Queijo Serra da Estrela visa ainda promover a cultura e as tradições locais numa perspectiva de afirmação regional e de valorização da atractividade da turística numa época em que a Serra da Estrela é bastante procurada.

Durante o mês de Fevereiro, os três municípios irão desenvolver todos os trabalhos de organização do evento e incentivo à participação junto dos agentes do sector e irão decorrer iniciativas promocionais da Feira Regional do Queijo Serra da Estrela.

A Feira Regional do Queijo Serra da Estrela é uma parceria dos Municípios de Fornos de Algodres, Gouveia e Seia, no âmbito da Comunidade Intermunicipal da Serra da Estrela. A iniciativa surge do entendimento estratégico dos três municípios para a criação de um grande certame promotor do Queijo Serra da Estrela com edições anuais que reúna toda a cadeia de valor do Queijo Serra da Estrela. A calendarização do certame ditou que Seia receba o evento em 2011, Gouveia em 2012 e Fornos de Algodres em 2013.




quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

Saúde de Seia, preocupa

Estou preocupado com o centro de saúde de Seia que já quase não tem médicos. o Hospital perde para a Guarda e o Centro de Saúde perde para o Hospital, e no fim quem perde é o doente. E em vez de se atacar na prevenção, nos cuidados primários, a prioridade é quase só para os doentes crónicos e 3ª idade, onde as IPSS já fazem meritório trabalho.
É preciso fazer alguma coisa. E amanhã pode ser tarde.
Da Guarda não estão a vir bons ventos, nesta matéria.

quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

Mexidas na imprensa local, Seia

.
O Jornal Porta da Estrela vai passar a publicar-se quinzenalmente, segundo revela aquele jornal na sua ultima edição. Outra novidade é que interinamente, o Director vai passar a ser o actual chefe de Redacção, José Manel Brito.

Outra novidade ainda, será a entrada de, pelo menos uma pessoa para a Administração. E essa pessoa é nada mais do que o anterior Presidente da Câmara!
Vamos aguardar pelas mexidas no jornal, sobretudo do conteúdo e da linha redactorial a seguir.

O Jornal de Santa Marinha também passou recentemente para mensal, embora tenha feito uma aposta maior na net, quer através do site quer no facebook, com um trabalho mais apurado da jornalista Salomé Silva.

Seia precisa de uma imprensa forte. Precisa de estimular o debate, com elevação, quer para aumentar a exigência, quer para nos fazer sentir mais estimulados a participar na coisa pública.

A rádio de Seia, aos poucos, também se vai mostrando.

Esperamos que haja boas noticias, nesta matéria, do papel que cabe à imprensa local.

domingo, 30 de janeiro de 2011

Seia de milhões



Soube ontem pelo Presidente do Agrupamento da Escola Secundária de Seia, que aquele complexo escolar vai ser remodelado no próximo ano, num investimento total de 15 milhões de euros.

João Brás foi chamado no Sábado a Braga, onde o 1º Ministro anunciou um conjunto de investimentos desta natureza para várias escolas do país, entre elas a secundária de Seia.

Ou seja, vamos ter uma escola completamente nova e com todas as condições para toda a comunidade educativa. Por isso, a cidade de Seia vai também beneficiar muito com estas obras (3 milhões de contos), que poderão beneficiar sub-empreiteiros, cafés, restaurantes e outras lojas, com a consequente mobilização de mão-de-obra.

Se atendermos a que no próximo ano também se iniciarão as obras da barragem de Girabolhos, estamos em crer que irá haver muito dinamismo económico no concelho. A par disso, poderá também ter impacto o Hotel que está a ser começado junto ao Centro Escolar de Seia e a eventualidade do empreendimento turístico com campos de golfe na zona de Arrifana também avançar, porque o processo não está parado. Em simultâneo, pode acontecer o desafogo financeiro da autarquia, com a concretização do empréstimo de perto de 45 milhões de euros à Câmara, com o qual, além de pagar dívidas, efectuará também algum investimento directo em obras municipais e nas freguesias.

Para completar o cenário de investimentos locais, só falta mesmo que avance pelo menos um troço de um dos Itinerários Complementares da Serra da Estrela, onde tenho estado bastante empenhado.
Sem grandes euorias, sempre podemos dizer que parece uma Seia de Milhões!

Tudo isto não invalida algum clima conturbado por alguma inércia política e inabilidade de alguns actores da coisa pública, mas isso é outra história.

quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

30 ANOS DE “MANHÃ SUBMERSA” EM SEIA


Foi precisamente em Seia, numa esplanada de um primeiro andar do largo central da então vila, ao fim de um dia de Outono de 1974, que Lauro António conheceu pessoalmente Vergílio Ferreira.

Nessa esplanada, Lauro António sugeriu a Vergílio Ferreira e a Manuel Guimarães, rodar um documentário sobre o escritor, “Prefácio a Vergílio Ferreira”. Uma introdução rápida, de quinze minutos, à sua vida e obra, tentando recuperar um universo e restituí-lo em imagens”.

Mais tarde viria então “Manhã Submersa”, a primeira e mais importante longa-metragem de Lauro António, que resulta da adaptação do romance de Vergílio Ferreira, de 1954.

O filme colheu excelente aceitação, e chegou a ser considerado o reencontro do cinema Português com o público.

Manhã Submersa”, através da fluidez de narrativa e graças a actuações cénicas exemplares, ainda hoje é recordado pela crítica internacional. Nomeado para vários prémios (inclusive o de Óscar para melhor filme estrangeiro), guardou no palmarés o Grande Momento do Festival de Cannes como momento mais alto.

O filme retrata a infância de um jovem e o seu crescimento, na frieza do seminário, onde se vai apercebe do mundo, da repressão, das obrigações silenciosas, da pobreza e da desigualdade, do desejo e do amor.

Lauro António permite-nos uma visão capital sobre a luta entre o corpo e o espírito, com vitória do espírito por mutilação do corpo.

Agora e desde que dirige em Seia o Cine’eco – Festival de Cinema de Ambiente (1995-2011), Lauro António viaja até à serra, e invariavelmente, percorre com amigos os caminhos dessa rodagem, em Linhares da Beira, onde no inverno impiedoso de 1979 a equipa técnica e os actores se acoitavam da tempestade, do vento, da chuva e da neve que carregavam de lado.



Cineteatro da Casa da Cultura de Seia Quinta-Feira 27 de Janeiro, 21:30 Horas

“Manhã Submersa”

Realizador: Lauro António; Intérpretes: Eunice Muñoz, Vergílio Ferreira; Canto e Castro; Jacinto Ramos; Carlos Wallenstein; Adelaide João; Alexandra Prado Coelho; José Camacho Costa; Manuel Cavaco; Género: ficção / drama; Classificação: M/ 12 anos; Duração: 131 minutos


Videograma Entrada Livre

domingo, 23 de janeiro de 2011

Cavaco Silva vence em Seia


Cavaco Silva foi o cidadão mais votado nas eleições presidenciais no concelho de Seia.

O actual Presidente da República obteve 6.243 votos (52,77%), seguindo-se Manuel Alegre com 2.369 votos (20,02%) e Fernando Nobre com 1.422 votos (12,02%). Francisco Lopes conquistou 556 votos (4,70%), José Manuel Coelho 390 votos (3,30%) e Defensor Moura 91 votos (0,77%).
Em Seia a abstenção foi de 53,77%, ou seja, dos 25.589 eleitores inscritos apenas exerceram o seu dever cívico 11.831 eleitores. No concelho foram ainda registados 487 votos em branco e 273 nulos.
Noticia do Jornal Porta da estrela

Pintura de Alfredo Barros na Casa da Cultura

.


Está patente até 13 de Março nas Galerias da Casa Municipal da Cultura de Seia, uma exposição de pintura de Alfredo Barros. A referida exposição pode ser visitada, de segunda a sexta-feira, das 10 às 18 horas e aos Domingos, das 14:30h às 17:30 horas.

Mais informações da exposição, da obra e do artista, no blogue Artes Vivas de Sérgio Reis,

AQUI

quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

reportagem TVI sobre pobreza na região

Dizem que os concelhos de Fornos de Algodres, Gouveia e Seia são os concelhos que menos criação de riqueza apresentam por habitante. Vai daí a Alcina Gomes fez uma reportagem para a TVI, que pode ser vista AQUI

terça-feira, 18 de janeiro de 2011

Alteração de espectáculo de teatro na Casa da Cultura de Seia


Em virtude de um motivo de força maior ao qual o Município de Seia é alheio, o espectáculo “Chovem Amores na Rua do Matador”, do Trigo Limpo teatro ACERT, que estava previsto para este Sábado, dia 22 de Janeiro na Casa Municipal da Cultura já não se realizará. Em sua substituição terá lugar o espectáculo “A Caixa Preta” da mesma companhia e que resulta também de textos de José Eduardo Agualusa e Mia Couto.

Pelo sucedido a autarquia pede desculpas.



A CAIXA PRETA
22 de Janeiro, Sábado, 21:45 Horas
Casa Municipal da Cultura de Seia - Cineteatro


José Eduardo Agualusa e Mia Couto repetem a experiência de escrever em parceria para o TRIGO LIMPO teatro ACERT, numa criação elaborada a partir do conto “Eles não são como nós”, do primeiro autor.
O desafio de levar à cena uma peça de dois dos maiores escritores da Língua Portuguesa é para nós uma grande responsabilidade, mas também a continuação de uma viagem recheada de grandes cumplicidades. Recorde-se que já com “Chovem Amores na Rua do Matador” tínhamos estreitado os laços da imaginação partilhada e inventado juntos um espectáculo que, desde a sua estreia no FINTA de 2007, tem conhecido uma grande circulação.


Em 2010, o trio de actrizes do TRIGO LIMPO (Ilda Teixeira, Raquel Costa e Sandra Santos) dá vida às três personagens de “A Caixa Preta”. Maria da Luz, Mariamar e Vitória são as heroínas desta história. Uma história de guerra? Uma história das pequenas guerras entre as pessoas? Uma história de todos nós... Das máscaras que usamos para não nos reconhecermos ao espelho, para não nos mostrarmos, para não mostrarmos quem somos.
Uma história de medos, dos medos que temos do que nos rodeia, do medo de trair, do medo de atrair, de ser atraído, das obsessões, da loucura, da solidão, da morte...
Esta caixa preta resulta de um processo de criação que roubou um pedacinho de cada um de nós para colocar lá dentro. É o registo último que fica após os desastres, o espaço negro onde inventamos a vida, a caixa do palco, o registo das memórias... mas também a avozinha, a neta e o lobo mau, o essencial da existência em momentos terminais. No fundo, esses momentos em que o tempo pára e espelha com crueza a dor da despedida.
Esta caixa preta é um grito sem som que parece revisitar a personagem da Mãe Carrar, de Brecht. É a prova viva de que é possível continuar a sonhar em conjunto e a concretizar esses sonhos. A prova viva de que é possível continuar...

Pompeu José


Ficha Técnica

A CAIXA PRETA
88ª Produção do Trigo Limpo teatro Acert
Texto José Eduardo Agualusa e Mia Couto
Dramaturgia e Encenação Pompeu José
Interpretação Ilda Teixeira, Raquel Costa e Sandra Santos

Cenografia Zétavares
Desenho de Luz e Sonoplastia Luís Viegas
Figurinos Colectivo
Adereços João Nascimento
Carpintaria Carmosserra
Fotografia Carlos Fernandes e Zetavares
Produção Marta Costa

Classif Maiores de 12 Anos
Duração 50 Min.
Estreia 30 de Novembo de 2010
Espectáculo de Abertura do 16º Finta,
Auditório 1, Novo Ciclo Acert


Constituída Rede de Economias da Criatividade na qual Seia está inserida


A Rede de Economias da Criatividade foi constituída oficialmente em Óbidos e reúne seis autarquias (Óbidos, Guimarães, Montemor-o-Velho, Tondela, Montemor-o-Novo, Seia) e a Fundação Bissaya Barreto.

Trata-se de uma rede com projectos semelhantes e complementares na área das economias criativas que vai gerir nove milhões de euros e, entre outros objectivos, pretende-se “atrair talentos, criando-lhes condições de trabalho, gerindo uma rede comum de residências, de modo a que as pessoas da rede possam circular entre os vários territórios”, explicou Miguel Silvestre, coordenador da constituição da rede.

A “Rede de Economias da Criatividade” vai ter projectos de “apoio ao empreendedorismo e cultura, bem como uma rede de televisão nas escolas, em comum”, adianta Miguel Silvestre.

Dos 9 milhões de euros para gerir, “dois milhões e meio de euros são para projectos comuns”, sublinhou o responsável.

“Dar exemplos de sucesso na área da criatividade e apoiar publicações científicas, nesta área”, é outro ponto em destaque para dinamizar a Rede.

A autarquia de Óbidos consegue assim “reunir territórios nacionais semelhantes em património e actividades culturais, à semelhança da rede em que já participa a nível europeu”, adianta Miguel Silvestre.

A Rede de Economias da Criatividade é apoiada pela Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional da Região Centro.

domingo, 16 de janeiro de 2011

um mau exemplo de serviço publico

Um destes dias dirigi-me a um serviço público para colocar uma questão particular. Qual não foi o meu espanto quando fui recebido pelo funcionário de forma mal-criada, ao ponto de eu ter dito ao referido servidor do estado que estava a ser mal-educado comigo e ele me ter respondido aos gritos assim: “Estou a ser mal-educado estou, mas faça favor de sair do meu gabinete”.

Óbviamente que não revelo mais pormenores aqui, apenas que comuniquei o assunto ao superior hierarquico e que desde aí estou á espera de uma explicação.

Um municipe não pode ser assim tratado e eu como cidadão aguardo uma explicação, sob pena de poder agir em conformidade, particularmente ou no quadro da assembleia municipal, onde sou deputado.

Ás vezes fazem-se criticas aos politicos por tudo e por nada, mas tantas vezes deixamos passar em claro comportamentos menos dignos de funcionários que têm o dever de zelo e de serviço público de forma correcta e educada. E quando dizemos que todos temos que ajudar a construir uma terra melhor, pode começar por aqui, - não deixando passar casos como estes, que segundo se consta, por vezes serão recorrentes.

Na campanha de Alegre em nome da serra da Estrela




Na semana passada, depois de ter falado com Cavaco Silva, na quarta-feira, sobre a necessidade do seu empenhamento para a execução dos Itinerários da Serra da Estrela, na sexta-feira, foi a vez de falar com o candidato a presidente da república, Manuel Alegre, sensibilizando-o para a mesma reivindicação.

Em nome do Movimento MAIS, eu e o Pedro Conde, voltámos a cruzar-nos com mais um candidato, para que o assunto não caia no esquecimento.

Hoje alguém me dizia que se mais não valeu, pelo menos tivemos a oportunidade de nos ter sido concedida uma audiência pelo Presidente da República em pessoa, o que seria bem dificil de acontecer no Palácio de Belém. Além do mais, na conversa que tive com Cavaco, tive oportunidade de o esclarecer que nenhum destes Itinerários, contempla o famoso tunel da serra da Estrela, porque ele perguntou-me se “este não é o projecto dos tuneis?”

Enfim, depois das Presidenciais temos de voltar á estrada. Quem sabe com uns autocarros carregados de pessoas para rumarmos a Lisboa e mediatizarmos o assunto.

Também contamos fazer milhares de postais e dá-los ás pesoas para enviarem para Lisboa. Aceitam-se contributos.

quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

“NOITES DO MUNDO” E “BOLSA DE TALENTOS LOCAIS” SÃO ALGUMAS DAS NOVIDADES DA PROGRAMAÇÃO DE SEIA

.



O Município de Seia decidiu que em 2011 não se realizará a tradicional FIAGRIS, na sequência das medidas de contenção que se impõem. No entanto a programação da Casa da Cultura mantém um bom nível de oferta, reduzindo também nos respectivos custos.

Em termos de novidades, surge a iniciativa “Noites do Mundo”, que consiste na animação de vários espaços da cidade com grupos de outros países radicados em Portugal – Brasil, Cuba, India, Cabo Verde, etc., a custos reduzidos e com índices de animação elevados.
Outra das novidades apresentadas pelo Município no quadro da Casa da Cultura, tem a ver com a criação da chamada “BTL – Bolsa de Talentos Locais”. A referida iniciativa consiste na criação de uma lista de grupos e músicos locais, a quem será dada oportunidade de apresentação pública no Cineteatro, Auditório ou Espaço Internet da Casa da Cultura. As áreas a contemplar serão preferencialmente de música (vários géneros musicais), teatro e outros projectos performativos antecipadamente aprovados.
Deste modo, pretende-se dar seguimento a uma estratégia de aproximação do complexo da Casa Municipal da Cultura à comunidade, reforçando ainda mais o desenvolvimento de acções de valorização e incentivo aos criadores locais.
Ainda no domínio da animação local, será incrementada a iniciativa “FILARMONIAS”, para proporcionar às bandas filarmónicas do concelho, a oportunidade de actuarem em contexto de auditório e eventualmente convidarem uma outra banda de outro concelho.
Quanto ao resto, Janeiro continuará a ser mês do “Festival de Folclore de Inverno” e outras acções pontuais; Fevereiro é altura do “Seia Jazz & Blues”, que este ano traz ao palco André Sarbib e Chris Jagger; Março é agora a altura escolhida para a Feira do Livro que em termos de actividades paralelas contará com um recital de João Lagarto e Victor Norte, um Concerto “Improvisos Deflagrados” de Vitorino da Almeida e Luís Avellar e espectáculos infantis. A Feira do Queijo também decorre no inicio deste mês, por alturas do Carnaval. Abril terá este ano um espectáculo de dança – “A Menina de Pedra”, do Quorum Ballet; Maio e Junho continuarão a ser os meses do Festival ARTIS, que em termos de figurino irá mudar, aumentando a qualidade na exigência das obras aceites, além de contemplar uma programação paralela que incluirá “Caravan Cabaret do Grupo BAAL 17/AL-MaSRAH Teatro, “O Mundo que Dança” da Companhia de Dança de Sintra, Grupos de música locais e quatro dias de residência artística da companhia Trigo Limpo – Teatro Acert com actores locais.
Em Julho voltará o Festival Publi… Cidade de Seia e surgirá “Noites do Mundo” que se prolonga até Agosto.
Em Setembro está previsto um concerto musical de grande dimensão, em Outubro o Cine’Eco, que deverá contar nas actividades paralelas com concertos de Cristina Branco e António Zambujo; em Novembro as Jornadas Históricas e os festivais da comunidade – Festival de Orquestras de Musica Ligeira da OJSE e de Coros promovido pelo Orfeão de Seia e em Dezembro o Festival da Canção da CJAN, de São Romão.
Pelo meio haverá ainda outros concertos e espectáculos pontuais, exposições, iniciativas dos serviços educativos, que inclui acções nas escolas e espectáculos para a infância, curso de iniciação teatral, além de conversas informais sobre temáticas da actualidade, workshop’s, etc.
Financeiramente, vários espectáculos e acções da programação beneficiam da candidatura feita no âmbito da chamada Cultrede, onde estão mais 17 municípios, e que permite um financiamento de 80%.
Por tudo isto, Seia continua a ter uma oferta de programação diversificada e de qualidade, interligando-se com outros organismos e entidades culturais do concelho, como sejam o Conservatório de Música de Seia, a Escola Superior de Turismo e Hotelaria, a Escola Profissional, outras escolas e museus.

quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

Cavaco sensibilizado para os Itinerários da Serra da Estrela

.





Hoje cumpri mais um dever de cidadania. Em nome do MAIS – Movimento de Apoio à construção dos Itinerários da Serra da Estrela fui, com o Pedro Conde entregar ao candidato Cavaco Silva uma carta a pedir o seu empenhamento para a concretização destes traçados considerados fundamentais para o desenvolvimento desta região.


Cavaco ouviu-me, elogiou o papel dos cidadãos nas causas do desenvolvimento e disponibilizou-se para ter em causa esta questão pertinente.



Fotos de José Manuel Brito

A Escola Evaristo Nogueira também se manifestou e fez chegar ao candidato as suas preocupações.


Na próxima sexta-feira iremos entregar igual missiva ao candidato Manuel Alegre, aquando da sua visita a Seia.


http://itinerarioserradaestrela.blogspot.com

domingo, 9 de janeiro de 2011

Dias de Música Barroca em Seia

12-15 Janeiro 2011
Conservatório de Música de Seia

Na sequência de outras actividades com a designação “Dias de...”, o Conservatório de Música de Seia promove 4 dias repletos de actividades alusivas à Música Barroca de 12 a 15 de Janeiro de 2011. Pretende-se promover a divulgação do repertório deste período numa perspectiva didáctica, através de concertos comentados, exposições, jogos e conferências.
Direcção Artística / Direcção Executiva: Nuno Gonçalo Pinheiro


12 de Janeiro
16h30-18h30, Conservatório de Música de Seia
Jogo da Arte Barroca - Jaime Reis
Entre outras actividades, os jogadores deverão reflectir e criar a sua apreciação estética sobre exemplos apresentados, identificar a dos restantes participantes, identificar o autor de exem- plos musicais e relacionar música com artes visuais. Uma aprendizagem divertida com possi- bilidade de receber prémios fantásticos!
Equipas: 3 a 8 equipas; 2 jogadores por equipa.
Enviar o nome e idade dos participantes para <> até ao dia 11 de Janeiro. Será enviada resposta a confirmar a possibilidade de participação. Serão privilegiados os primeiros inscritos.


21h - Recital - Auditório do Conservatório de Música de Seia


13 de Janeiro
14h30-17h00, Conservatório de Música de Seia
Exposição Aberta ao Público em geral sobre o Período Barroco.
Exposição de cartazes, informação e música Barroca. Apresentação de trabalhos dos alunos da EPSE e Conservatório de Seia, seguida de um curto recital.


21h - Recital - Auditório do Conservatório de Música de Seia


14 de Janeiro
21h00 - Concerto Grupo de Metais do Conservatório de Música de Seia
Casa da Cultura de Seia


15 de Janeiro
Grupo de Metais de Seia - 12h00-12h30 - Museu do Pão
- Grupo de Metais de Seia - 15h00-15h30 - Cise Recital de Piano: 15h00-15h30 - Museu do Pão
Conferência - João Paulo Janeiro - 16:00-17:00 - Auditório do Conservatório de Música de Seia
21h - Concerto Comentado pelo Professor João Paulo Janeiro - Orquestra de Cordas da ESART
Igreja Velha de Valezim


http://diasdemusicaelectroacustica.blogspot.com/2011/01/dias-de-musica-barroca.html

terça-feira, 4 de janeiro de 2011

Curso de iniciação teatral na Casa da Cultura de Seia


A Casa Municipal da Cultura de Seia, á semelhança de anos anteriores, vai levar a efeito um curso de iniciação teatral que decorrerá de Fevereiro a Junho, e que se destina a todo o público interessado.

Orientado pelo encenador Alexandre Sampaio, o curso funcionará em horário a definir no seio do grupo de participantes, prevendo-se uma sessão semanal de 2 horas e meia.


As inscrições são gratuitas e estão abertas na Casa Municipal da Cultura, mas também podem ser efectuadas pelo telefone 238 310 293, ou por e-mail casacultura@cm-seia.pt , até ao fim do mês de Janeiro.

Recorde-se que este é o 6º curso que o Município promove no âmbito da programação da Casa da Cultura de Seia, de onde tem resultado vários trabalhos de apresentação ao público dando corpo ao Grupo “Sena em Palco”, entretanto criado.

www.casadaculturadeseia.com

quarta-feira, 29 de dezembro de 2010

“No país dos Lambe Botas” de Luiz Morgadinho vence AGIRARTE 2010




.



O artista plástico senense Luiz Morgadinho foi o grande vencedor do AGIRARTE 2010 – 13º Festival de Artes Plásticas de Oliveira do Hospital, que decorreu naquela cidade de 11 a 31 de Dezembro.

“No país dos lambe botas” (óleo s/ tela, 70x80) é a obra vencedora do prémio Município de Oliveira do Hospital, no valor de 750 euros, galardão máximo atribuído á melhor obra participante no Festival.



A cerimónia de entrega do prémio decorreu no passado dia 28 de Dezembro na Casa da Cultura de Oliveira do Hospital e contou com a presença da Vereadora da Cultura, Graça Silva; do Vice-Presidente da Câmara, Francisco Rolo; do Presidente da OHs 21, Luís Antero e do Curador Manuel Machado. Na ocasião Luiz Morgadinho, que tem um vasto currículo artístico e foi homenageado em 2009, no festival de Artes de Seia – ARTIS, teceu algumas considerações sobre o tema retratado e os sentimentos de luta e revolta que transporta várias vezes para as suas obras.

Entretanto, apraz registar o facto de outro artista senense ter estado em destaque na Agirarte. Trata-se de Ricardo Cardoso, com o seu trabalho “Confronto I” (tinta da china e vieux-de-chene s/ papel 137x157), que mereceu uma Menção Honrosa, quando não é hábito sequer, este tipo de Menção ser atribuída.

Já no ano passado, o senense Sérgio Reis havia ganho o grande prémio Agirarte, verificando-se por isso o reconhecimento do trabalho feito pelos artistas de Seia e das acções que por aqui têm sido realizadas.


Festa de Fim de ano em São Romão








terça-feira, 28 de dezembro de 2010

Vai e Vem é um sucesso em Seia

O Vai e Vem, sistema de transportes urbanos de Seia parece ter vindo para ficar. A circular desde Abril deste ano, o Vai e Vem já transportou, até dia 23 de Dezembro, 35 mil 660 pessoas. Os dados foram adiantadas pelo Presidente da Câmara na última Assembleia Municipal de Seia. Carlos Filipe Camelo adiantou ainda que o transporte desses passageiros gerou uma receita de 24 mil euros.
Nada mau!

segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

Eco2Seia

O Municipio de Seia vai desenvolver um conjunto de iniciativas inovadoras que visam envolver de imediato a comunidade na redução dos consumos de energia e colocar o concelho na linha da frente da luta contra as alterações climáticas, tornando-se líder e exemplo a seguir por outros municípios e comunidades.

Há uma noticia sobre este assunto que vale a pena ler,

http://www.jornaldenegocios.pt/home.php?template=SHOWNEWS_V2&id=460301

Assembleia Municipal de Seia com mais de 20 pontos em agenda

.
A Assembleia Municipal de Seia aprovou hoje o orçamento e as grandes opções do plano para 2011, com 41 votos a favor, da bancada do PS, uma abstenção (PS) e 10 votos contra do PCP e PSD.

O Orçamento é de 69 milhões de euros, onde estão incluidos os tais 45 milhões do contrato de equilibrio financeiro e mais 6 milhões de emprestimo autárquico o que dá um orçamento mais ou menos real – do deve e haver – na ordem dos 20 milhões.

O PSD, como partido responsável do arco da governação, votou contra porque não concorda que se esteja a contar com o dinheiro do empréstimo sem se saber ao certo como vai ser. E daqui não adiantou mais nada, o que diga-se é pouco, para uma discussão desta importância.

Para além deste assunto, a Ordem de Trabalhos contava ainda com mais 20 pontos, numa reunião que começou por volta das 9 e meia da manhã e terminou pelas 17 horas.

Para além da apreciação da informação escrita do Presidente da Câmara, que deu conta do que é que o executivo tem andado a fazer, a Assembleia discutiu ainda o Orçamento de Empresa Municipal, que este ano não contempla pelo menos 200 mil euros para a Fiagris, já que não vai haver, e mantém uma boa e diversificada programação, com custos diminutos, já que conta com alguma programação financiada em 80 % por via de uma candidatura a fundos comunitários, a Cultrede, que engloba mais 17 municipios.

Outro assunto importante tratado foi a votação da Tabela de Taxas do Município, que foi aprovada, embora eu não tenha participado, por me ter ausentado por instantes para ir ao Conservatório, onde começaram umas jornadas sobre programação, com o Director Regional da Cultura do Centro.

O Mapa de Pessoal ta Câmara também foi aprovado, com 39 votos a favor e 10 abstenções e onde se desmistificou essa noticia sensasionalista do PE de que o Municipio ia meter 130 funcionários. Segundo o Presidente explicou tem a ver com mais de 40 professores que todos os anos a autarquia contrata para as chamadas AEC’s – Actividades Extracurriculares, Auxiliares de acção educativa, vigilantes de natureza, etc., que praticamente renovam de ano para ano.

Outros assuntos votados favoravelmente foram:

- Contrato – Programa de transferência de verbas do Municipio para a Empresa Municipal;
- Protocolo de Delegação de competências da Câmara para as Juntas de Freguesia;
- Pedido de empréstimo de curto prazo;
- Participação na Associação Rede de Economias Criativas;
- Regulamento de incentivo à Reabilitação Urbana de Imóveis para todos;
- Regulamento do Mercado Trocas e Baldrocas;
- Regulamento da Ludoteca Municipal de Seia;
- Alterações ao Regulamento dos Cemitérios Municipais de Seia;
- Alteração do Regulamento Municipal de Residuos Sólidos, Higiene e Limpeza Publica;
- Alteração do Regulamento do Horário de Funcionamento dos Estabelecimentos de Venda ao Público e Prestação de Serviços do Municipio;
- Isenção de IMT a duas empresas do Concelho;
- Constituição da Comissão de Economia e Acessibilidades;

Por último, e por proposta do PS foram introduzidas três Moções que foram aprovadas quase todas por unanimidade.

Uma Moção de apoio à manutenção da Escola Evaristo Nogueira, num dia em que o Presidente da República promolgou a Lei, mas em que ainda não há garantias suficientes da solidez do apoio ao ensino privado e cooperativo.

Uma Moção para corrigir alguns aspectos no Programa Regional de Ordenamento do Território na Região Centro – (PROT C) e uma Moção de Repúdio pela decisão da Ministra do Ambiente em fazer aumentar as taxas de água e saneamento básico.

E pronto!

Discurso que proferi hoje na Assembleia Municipal de Seia

A Assembleia Municipal é um local onde podemos e devemos reflectir sobre as várias questões da governação local e nacional. E nessa perspectiva, importa determo-nos sobre os tempos difíceis que atravessamos e que exigem de nós empenho redobrado. Que exigem mais acção politica e menos tecnocracia. Mais maturidade política, porque a política também alimenta expectativas. E no confronto politico devemos ser fortes, mas com elevação. Cara-a-cara, com coerência.

Este é um tempo de retórica, mas também de acção concreta, porque há mais vida para além dos números.

Temos de introduzir na política, cada vez mais o espírito de missão, de sacrifício.
O concelho, nunca precisou, como agora, de todos, e de esforços sobrehumanos.
A coisa está preta.

Parece que vai tudo ruir, porque a conjuntura nacional e internacional não ajudam.
É a ditadura dos números!

Temos de resistir e dar a volta.

Muito está a ser feito, mas muito mais há para fazer e temos consciência de que falamos de trabalho duro e difícil.

Lá fora, as pessoas pedem-nos soluções.

Temos de reagir, quando vemos que há turbilhão na educação, com fecho de escolas; na saúde com centros médicos a falhar e um hospital a perder serviços e qualidade; nas vias de comunicação que não avançam.

Os partidos em Seia, a assembleia, a Câmara, as juntas e as demais entidades têm de remar para o mesmo lado. Pelo menos por agora, que os tempos estão dificeis e nas questões essenciais. Posteriormente haverá tempo para campanha eleitoral e o povo depois saberá compensar os que foram responsáveis.

O tempo é de compromissos de regime!

É tempo de todos colaborarmos e pedirmos envolvência de todos.

No interior do país, com mais facilidade a população diminui, mais facilmente o desemprego aumenta, mais rápida é a pobreza a alastrar, e nós não podemos baixar os braços. Temos de inventar formulas de nos ajudarmos uns aos outros, para estancarmos esta sangria.

Nunca fez tanto sentido reivindicar descriminações positivas. Nunca fez tanto sentido sermos exigentes e duros para com quem nos governa, seja do nosso ou de outro parido, porque nunca como a gora a coisa ficou tão preta.

Agora já não basta sermos bons no que fazemos, temos de ver se o que fazemos é suficiente para dar um novo impulso á nossa terra.

Nada nos pode fazer pensar que o que fizemos é suficiente. Nunca tudo está feito. Muito menos agora.

Há um ano ou dois, as prioridades e problemas seriam uns e agora são outros. Isto muda a uma velocidade vertiginosa!

Agora há apertos de cabeça que eram impensáveis há uns meses, e o que aí vem não augura nada de bom.

E as câmaras municipais terão de ser sempre o primeiro reduto do combate incansável e o ultimo lugar para lamúrias e desistências.

Nas câmaras municipais a matriz social tem de acentuar-se cada vez mais e o superfluo tem de dar cada vez mais espaço ao essencial.

Vários passos têm sido dados. Vários sinais têm acontecido, mas muitos mais têm de ser dados.

A política não pode ser mais um lugar de vaidades deslumbrantes ou de humildades em excesso.

E as próprias oposições não podem nem devem ser focos de irresponsabilidade, jogando apenas no interesse mesquinho politiqueiro.

Para grandes males, grandes remédios e quem está no palco político das responsabilidades percebe que tudo está mais dificil e que é preciso grandes abanões e grandes energias. Que é preciso ir além do que é razoável.

E quantas vezes é preciso ser desagradável e inconveniente, em nome do interesse público?!
E de tudo o que digo não estou a ser pessimista.

Etou a ser prático e realista. E porque sou optimista por natureza, acredito que, se todos dermos o tal safanão, se houver influência e persistência politica, dia-a-dia, hora-a-hora, teremos mais probabilidades de não sucumbirmos.

Porque o que acontecer agora marcará inevitavelmente as próximas gerações. O que perdermos agora, depois será irreversível. O que fechar agora, dificilmente abrirá!

Por isso, todos temos o dever de fazer alguma coisa, e quando digo TODOS é mesmo todos. De todos os quadrantes e sem medo.

Mas se viermos para aqui dourar a pílula, dizer que está tudo bem, só nos estamos a enganar uns aos outros.

Temos de ser responsáveis e conscientes.

E não precisamos de ficar a mal uns com os outros.

Cada um de nós sabe distinguir amizades de pontos de vista diferentes. Cada um de nós sabe como é ingrato trabalhar na política. Pelo muito que fazemos e pelo pouco reconhecimento que é feito. Mas mesmo assim andamos cá e temos de continuar. Tantas vezes a combater desnecessariamente uns contra os outros, quando os grandes problemas estão lá fora.

Mas enfim, a vida é dura e dura é também a razão que a sustém.

Por agora fico-me por aqui, porque, no interior do meu partido e noutras organizações procuro cada vez mais dar o meu modesto contributo, procurando concretizar muito daquilo que aqui disse. Porque tenho esperança num amanhã melhor!

domingo, 26 de dezembro de 2010

Festival Dias de Música Electroacústica na Casa das Artes, em Seia

.
Decorre esta segunda, terça e quarta-feira, na Casa das Artes - Conservatório de Música de Seia o Festival Dias de Música Electroacústica #6; I Encontro de Programadores Culturais: Programação da Música Erudita Contemporânea na Região Centro.
.
Entre outros convidados, estará o acordeonista Eva Zöllner, uma artista nómada que toca por todo o mundo, sem sequer ter casa, por estar praticamente sempre a viajar; o Erik Drescher, flautista especialista em repertório erudito contemporâneo e que tem tocado a solo em agrupamentos como o Bayrische Kammerphilharmonie, Klangform Wien, Ensemble Modern e muitos outros; e o GMCL - Grupo de Música Contemporânea de Lisboa - um grupo com 40 anos, fundado pelo falecido compositor Jorge Peixinho, um dos grupos mais antigos da Europa dedicados a este tipo de repertório.
.
Haverá ainda conferências com o clarinetista Luís Gomes (GMCL), pianista Francisco Monteiro, António Pedro Pita (Professor de Estética na Universidade de Coimbra, cuja comunicação promete ser muito interessante) e muitos outros.
.
Mais informação em:

sexta-feira, 24 de dezembro de 2010

Fechou a Casa das Tilias

o Blogue feito pelos leitores
De Luis Figueiredo Lopes recebi o mail que a seguir publico:
Caro Amigos, Clientes e Fornecedores,

Vimos por este meio desejar Boas Festas e um novo ano bem melhor que o que termina, mesmo que as perspectivas não sejam as melhores. Compete-nos a todos, já que o Governo pouco faz ou faz mal ou tardiamente, pôr este país nos eixos ! ainda que sem TGVs absurdos e sem as estradas prometidas para este lado oeste da Serra.

Vimos também informar todos, para acabar com especulações e boatos, que a Casa das Tílias irá suspender a sua actividade de 20 anos em prol do turismo na região, já no final deste ano. Embora a crise também nos afecte, são razões de ordem familiar, por muitos conhecidas, que nos levam a encerrar este ciclo da família Figueiredo Lopes, e a procurar uma nova família ou empresa, que aproveite este património recuperado da ruína e restaurado para melhor servir quem visite a Serra da Estrela.

O meu pai, por todos conhecido como o Capitão Figueiredo Lopes, deixou aqui uma obra que São Romão se pode orgulhar.

Aproveito para negar e repudiar boatos que o dão como falecido, mas apenas se mudou para Lisboa, para ficar mais junto da maioria da sua família e poder ter melhores condições médicas, que como sabemos por cá, significam para quem padece de algo, muitos kms despachados entre hospitais como se fossem mercadorias e um serviço bem deficiente. Hospitais, Centros de Saúde, Escolas, Tribunais, … não são só instalações, por mais modernas que sejam, são principalmente pessoas ! Um dia os políticos perceberão isto e privilegiarão estas, em detrimento da “obra feita” para cortar fitas.

Obrigado a todos por estes 20 anos,
Luis Figueiredo Lopes
www.casadastilias.com

terça-feira, 21 de dezembro de 2010

CISE, Seia, realidade virtual

.
Acabei de colocar no youtube um pequeno filme do sistema de realidade virtual instalado no CISE – Centro de Interpretação da Serra da Estrela (CISE), destinado à sua promoção com propósitos de carácter pedagógico e turístico.
Trata-se de um sistema para navegação e visualização de conteúdos 3D instalado em quiosques multimédia do CISE que merece ser visitado.
.
http://www.youtube.com/watch?v=YxjAfXkqrU4

sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

Faz favor, as frases, no frio que faz

Espécie de Criativa
Do frio nasce o frio, que faz do frio que se vê através da janela, parecer ainda mais frio do que é. Mas porque o frio que faz lá fora, nestes tempos de festa, nos faz lembrar mais frio, como frias as relações dos homens, fingimos ou fazemos que vemos no coração das pessoas o calor que nos faz falta a todos, pelo menos nestes dias de frio e de festa.

E querendo fazer do frio, o frete que faz frente á fúria que fura o sentimento das pessoas nesta altura do ano, largamos frondosas frases, feitas de propósito, a formular votos de boas festas, em tempos de fracos recursos e de fracos farnéis.

E fundados no frio que faz, afundados em dívidas fecundas e soberanas, frequentamos faustosos lugares, acima das posses, periclitantes, frontais e faltosos e duplamente contraditórios entre o ter e o poder. Que ainda para mais, o frio aperta, como tudo o que demais aperta. E tudo em apertos, como no frio que aperta.

E fecundados iremos, como vamos em fugazes fúrias, facilitando o querer, como que a fazer frente á frente fria, que em desatino se abate sobre nós e nos faz passar maus bocados.

E nós rogados, frequentamos na fraqueza os dislates das fortes correntes que impelem as modas, e nas molas que nos forçam os feitios, deitamos a perder a fina flor que fingíamos ser, sem fornecer dados confidenciais. De fígados fracos e fortes suspiros, espirramos no défice que sobe mais do que desce, na fila financeira que não engana. E de filigrana vetusta, é a fatiota vestida no desfile de infiéis que passam a fugir, sem cuidar de ver do frio que faz nos mercados do ser e do parecer, fazendo-se amiúde forte, mas falsamente rico.
E fraco rei faz fraca a forte gente, daí que a famosa frase se esbata no frio que faz e tanto fez como tanto faz. E assim se faz fogo no frio das ideias á espera que o tempo passe.

E pronto, faz frio e faz tempo que adivinhávamos o vendável que vemos, em todas as frentes, em todos os mercados e a falta que faz não termos feito trabalho de casa e seguido recomendações da farta fartura que não tínhamos. Mas pronto! Fazemos agora das tripas coração e vamos em frente, ao frio e com frio, fazendo votos que isto mude. E assim ficam as frases e a conversa fiada e assim vamos, sem fadas, neste fado falado, que cantado ninguém acredita!

Fosca-se!

quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

Mercado de Eco Talentos em Seia



O novo mercado de Seia é acima de tudo uma iniciativa local que pretende entregar a cidade aos cidadãos, literalmente.
Cedido pela autarquia e localizado no centro da cidade, antigo aurtel dos Bombeiros de Seia, ao lado do Conservatório, o novo mercado de Seia vai ser um espaço físico com bancas e espaços para expor, mostrar, trocar ou vender eco-talentos, os seus eco-talentos.
O seu objectivo, é o de proporcionar um espaço físico, real, com oportunidades reais, para que todos os cidadãos, de qualquer idade, de forma individual ou colectiva, possam participar na dinamização da cidade, com o seus projectos, iniciativas, e acções, por mais simples que estas possam ser.
Esta iniciativa é promovida pela Câmara Municipal de Seia, no âmbito do processo de Agenda 21 Local (A21L) que está a ser implementado desde Outubro de 2010.

De uma forma simples a A21L Seia mais não é do que um projecto que visa a obtenção do equilíbrio, da sustentabilidade das regiões e da vida humana. É um compromisso internacional, assumido pela autarquia, onde esta se compromete a assegurar que o nosso actual modo de vida, em Seia, não compromete o futuro das próximas gerações do nosso concelho, quer em termos de recursos naturais, quer em termos de qualidade de vida, quer em termos económicos, culturais ou sociais.

domingo, 12 de dezembro de 2010

Seia Cultural

Seia, teve este Sábado á noite no Palco do Cineteatro da Casa da Cultura o melhor que há em Portugal na Dança Contemporânea. Pena que mais pessoas não tenham aproveitado. Tratou-se de um espectáculo da Companhia de Dança de Almada, oferecido pela Cultideias, na linha daquilo que tem sido a programação da Casa Municipal da Cultura.
Seia tem o privilégio de seguir uma programação regular e diversificada. O município tem percebido a importância de manter uma dinâmica artística e cultural naquele complexo, que lhe dá prestígio, notoriedade, ao mesmo tempo que promove hábitos culturais saudáveis. Paulatinamente, ao longo dos anos, tem-se consolidado vários públicos, mercê de uma programação regular e consistente. Á medida da cidade e do concelho. Em tempos de crise a tentação será em cortar na cultura, mas felizmente que o município percebe a importância do trabalho feito e da urgência em continuar. E percebe também que é melhor apostar em arrecadar apoios para eventos do que acabar com eles. Neste ano que agora termina, houve uma grande percentagem de programação que foi feita a 20% do custo, graças á candidatura feita a fundos comunitários, com mais 16 Câmaras, através da Cultrede. Para o ano vai continuar a ser assim.
E já houve outra candidatura, liderada por Seia, que também foi aprovada e que chegará até 2013.
Na cultura Seia segue na frente e sem grandes despesas. Á sua medida. E segue também de boa saúde porque não há grande interferência da política na criação artística. Porque essas interferências nunca deram grande resultado, em lado nenhum. Felizmente que em Seia, desde que me lembre, ouve sempre liberdade criativa. E os políticos sempre deram margem de manobra aos programadores e agentes culturais. E falo por mim!
Seia tem também outra vantagem. Tem vários intervenientes na causa social e cultural. Tem uma sociedade dinâmica e criativa. Desde logo um Conservatório de Música, que dá um contributo importantíssimo na formação na área musical. Uma instituição que já se consolidou na comunidade, onde é um aliado importante no processo de desenvolvimento. Ainda agora, no final do mês promove mais um Festival Dias da Música Electroacústica (de 27 a 29 de Dezembro).
Depois há as colectividades, as bandas, os ranchos, várias empresas do chamado sector criativo, como seja o museu do pão, os gabinetes de design, de registo de domínios, estúdios fotográficos, etc.
Agora, é preciso continuar a trabalhar, a trabalhar muito para que Seia continue a andar na frente. Para as pessoas e com as pessoas, uma questão importante no processo de desenvolvimento comunitário.
O próximo ano promete. Que ninguém fique (tanto) em casa! É que na Casa da Cultura, há sempre espectáculos a acontecer. Todos os fins-de-semana!

sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

Dança Contemporânea em Seia


Este Sábado à noite, há dança contemporânea na Casa Municipal da Cultura de Seia. A partir das 21:45 horas, sobe ao palco a Companhia de Dança de Almada com o espectáculo “Revisitar o passado, Antever o futuro”, de Ana Macara, Clara Andermatt e Benvindo Fonseca.


Trata-se de um espectáculo onde se comemoram 20 anos de existência da Companhia de Dança de Almada, com a reposição de alguns dos trabalhos mais marcantes - neste percurso voltado para o futuro, para a mudança e para a adaptação às novas realidades - e mantendo o prazer de dançar, de criar, de partilhar momentos e emoções vividas, explorações do corpo em movimento como metáforas de vida e questionamentos pessoais e sociais.

A não perder.

quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

luz ao fundo do tunel

Estamos a chegar ao natal e o turismo volta a mexer na serra da estrela. As unidades hoteleiras começam a esgotar para esta quadra e fim de ano, as lojas animam-se e acende-se uma luz de esperança para os comerciantes que lutam para sobreviver.

Na cidade, este ano não há iluminação. Em tempo de crise é assim, tem de poupar-se. Mas há música, para animar.

Pode ser que para o ano a associação dos comerciantes faça uma candidatura a fundos comunitários e faça luz na cidade.

Seia é uma cidade animada e tem de ter dinamização para incrementar o seu comércio, mas os comerciantes também têm responsabilidade. A Câmara não pode fazer tudo.

Os tempos estão difíceis para todos, mas é nestas alturas que todos temos de dar um pouco para dar a volta. E quando damos em inteligência e visão estratégica é sempre melhor. Sem estar sempre á espera que o outro faça.

Mas temos de ter esperança em melhores dias e pensar que há luz ao fundo do tunel. Eu espero e ainda acredito.

quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

No melhor do mundo


.
Ás vezes faz-nos bem sair daqui. Ir ver mundo. Conhecer novas realidades, refrescar ideias e retornar, com mais energia para o trabalho, para as rotinas, para os amigos e até para os crónicos derrotistas.

Por estes dias foi o que fiz. Juntei o útil ao agradável e no âmbito do Mestrado (Animação Artística) fui a Londres. A altura foi complicada, com a vaga de frio que se abateu na Europa, com um voo cancelado e um dia de atraso, por causa da neve. Contudo, a capital londrina é um “mundo á parte”.

Tive por isso o privilégio de ver em 3 dias, do melhor que há em matéria cultural e turística.
Desde logo na Tate Modern, Museu de Arte Moderna, que desde a sua abertura, em 12 de maio de 2000, promove importantes mostras temporárias de arte moderna e contemporânea, e se tornou na terceira maior atracção londrina. Na colecção da Tate Modern figuram algumas importantes obras de Pablo Picasso, Matisse, Braque, Natalya Goncharova, de Chirico, Francis Bacon, Alexander Calder, Chagall, entre muitos outros artistas do século XX.

Outro lugar visitado foi o Museu Britânico que é um marco fundamental no estabelecimento do método museológico, além de representar diversos aspectos característicos tanto da sociedade inglesa vitoriana quanto do pensamento político e científico do século XIX. Aberto em 15 de janeiro de 1759, foi o primeiro grande museu público, gratuito, secular e nacional em todo o mundo.

Outros museus, outras galerias e, claro, o Museu Madame Tussauds, que é um famoso museu de figuras de cera. Possui a maior colecção de figuras de celebridades. A sede principal do museu está em Londres, mas também mais 8 filiais pelo mundo.

Momento único foi o musical Oliver Twist no Theatre Royal Drury Lane. Simplesmente grandioso.

Londres. Cidade grandiosa. Cidade organizada e segura. Uma grande indústria cultural e de conhecimento.

E nós, daqui deste canto da Europa, devemos, sempre que podermos, ver o mundo lá fora. E sempre se pode fazer sem se gastar muito. Com viagens da Ryanair baratas, dormidas em albergues de juventude, refeições ligeiras, etc.

E nós aqui em Seia ou noutra parte deste país interior, temos muito a ganhar sempre que conhecermos novas realidades, mesmo no melhor do mundo, ás vezes aqui tão perto.