segunda-feira, 24 de março de 2014

Os que dizem que não se passa nada aqui


Os que dizem que não se passa nada em Seia são aqueles que não vão a nada e quando por raríssimo fenómeno vão, é para apontar defeitos. Não os vemos no cinema, num concerto, num espectáculo de teatro ou dança, numa festa, num bar, etc. , mas dizem que não se passa nada.

Esses tais, que felizmente são poucos e a gente pouco liga, mas que se alargam em considerandos e mesquinhices, são os mesmos que ao verem um evento num qualquer concelho vizinho, correm logo a alvitrar que ali é que é bom e se faz bem e que aqui é tudo um marasmo. Mas dizem que não se passa nada, admitindo mais tarde, quando confrontados, que haver até pode haver, mas não se sabe, porque não é bem divulgado. Não dão com um cartaz em montras da cidade, nem com outdoor’s ou mupis, ou notícia de jornal, nem rodapé de tv, nem sequer sabem onde fica uma agenda cultural digital do município. E quando dão por ela, num site ou num facebook bem perto deles, é quase sempre para dizer coisas do género, - de que é pobre, que é pouco – e quando há de facto um evento maior, - que é muito e se gasta dinheiro e que o melhor é não fazer.

Esses mesmos que nunca viram um filme do CineEco, um concerto de Jazz & Blues, mas que falam, por falar. Que desconhecem que há exposições permanentes em vários espaços da cidade e nunca se vêm por lá. Esses mesmos que nunca entraram no CISE, mas que o criticam, ou porque lá não se faz, ou porque o que se faz não presta. Nem uma entrada deles alguma vez foi registada, num qualquer museu de Seia. Esses mesmos que provavelmente nunca passaram de Valezim para lá, não conhecem Loriga, Teixeira ou Vide e todas aquelas belezas naturais do concelho. Esses que só foram à Cabeça, porque ouviram falar que este ano foi Aldeia Presépio e porque provavelmente viram e enalteceram o programa que a RTP transmitiu de lá em direto com muita música pimba. Porque sim, porque dá nome á terra e coisa e tal!

Esses que falam por falar, nunca pegaram num poema e o leram num qualquer espaço cultural da cidade. Nunca entraram numa biblioteca, ou se entraram foi para virem dizer que entra lá pouca gente. Esses mesmos que não contam em qualquer registo numa das mais de 30 mil entradas anuais na Casa da Cultura de Seia. Esses tais que não sabem da felicidade de disfrutar de arte em estado puro, de descodificar mensagens ou de alinhar uma conversa em torno de um qualquer objecto artístico usufruído por cá. Esses mesmos que não conhecem um palco, mas a localização de todas as lojas de marca num qualquer shopping de Viseu, Coimbra ou Lisboa. Que não gastam dinheiro num bilhete de cinema mas o derretem num qualquer comestível supérfluo, ou em farturas e foguetório em festas populares, que eles também desconhecem mas que frequentam e ninguém tem nada a ver com isso.

Não vão onde há eventos e por isso não sabem que todos os fins de semana há acontecimentos culturais, sociais e desportivos, mais ou menos relevantes no concelho. Que há muitos homens e mulheres envolvidos em projectos criativos e significativos no nosso concelho. Muito voluntariado, muito profissionalismo, pedagogia e excelência, a que muitas instituições e particularmente escolas, emprestam brilho e dedicação.

Como nós os compreendemos e como tão bem os descreveu Camões, sem os conhecer, quando os apelidou de “Velhos do Restelo” ou quando ao terminar os Lusíadas, lhe atribuiu esse terrível defeito, que é sempre dos outros - a inveja. Daí a critica, de que, se se faz é porque se faz e se não se faz, é porque não se faz.

Os que dizem o que dizem e felizmente são poucos, pensam que dizendo o que dizem, denigrem, mas julgamos estarem enganados, porque deles não haverá réstia de incómodo, nem propagação de má-onda, pela má-língua permanentemente afiada. Deles virá, antes, estimulo e entusiasmo, para todos nós, enquanto agentes da comunidade e atores do desenvolvimento local, nos envolvermos redobradamente pela positiva, para dar cada vez mais dinamismos à nossa terra e fazer das fraquezas paixão e inovação.



terça-feira, 18 de março de 2014

Partido Socialista de Seia lança debates no âmbito dos projetos para o próximo quadro comunitário de apoio até 2020



O Partido Socialista de Seia, nas suas várias reuniões recentes de Secretariado e Comissão Política, em sintonia com o Município, tem proporcionado o debate em torno das questões relativas aos projetos e ideias a lançar para o desenvolvimento de Seia no âmbito do próximo quadro comunitário de apoio 2014-2020.

No seio desses debates, que o PS quer alargar a todos os seus militantes, mas também à comunidade em geral, estão as preocupações em procurar estruturar projetos e linhas de rumo criativas, capazes de gerar riqueza e estancar o despovoamento típico das zonas do Interior do país. Apostando num crescimento inteligente, para aproveitar os quadros superiores da nossa região, o PS pretende ir de encontro às linhas estratégicas que o município tem vindo a traçar, procurando desde logo implementar “projetos âncora”, que contemplam o capital humano, no âmbito da modernização administrativa; a regeneração urbana e projetos empreendedores, de investigação e com preocupações de eficiência energética.

No centro desses projetos, estará a preocupação de valorização do CISE, através da criação de uma espécie de “Laboratório vivo“ (Living Lab), que consiste em manter a sua matriz de educação e investigação ambiental, reforçando-se a componente de investigação, formação e empreendedorismo, procurando criar-se consórcios com iniciativas empresariais. Dentro do mesmo espirito, está também o município a trabalhar a ideia da criação de um denominado Cowork, nas antigas instalações da MRG. O Cowork, é uma espécie de campus/espaço criativo de desenvolvimento e promoção do empreendedorismo, que permitirá, por um lado, facilitar a emergência do empreendedorismo e, por outro lado, incubar ideias e negócios.

O desenvolvimento de parcerias neste processo é igualmente importante. Para além das entidades locais representantes dos diferentes setores económicos, está a ser equacionado o envolvimento de uma instituição bancária, no plano de ação territorial para a promoção do empreendedorismo para a CIM.
  
Outra das premissas subjacentes ao debate, será a necessidade de se valorizar as infraestruturas existentes, quer no caso do CISE, mas de outros equipamentos culturais, sociais e desportivos, onde se incluirá inevitavelmente o Aeródromo Municipal.

No quadro económico, há uma realidade que pode ser valorizada a partir de um cluster do sector dos lacticínios, já que Seia tem a maior concentração de fábricas de queijo de ovelha, que pode e deve ser valorizado, bem como o incremento das atividades agro-silvo-pastoris.

Muitas destas ideias e projetos entroncarão inevitavelmente na valorização da vertente turística do nosso concelho, no contexto da marca Serra da Estrela, bem como na valorização e reconversão de setores económicos, nomeadamente no setor das lãs e tecidos, agroalimentares e outras.

Estas e outras ideias estão a ser consolidadas, umas para integrarem o pacote de projetos supramunicipais, no âmbito da Comunidade Intermunicipal das Beiras e Serra da Estrela (CIM-BSE); outras no âmbito do município; outras no quadro das chamadas ITI’s – Iniciativas Territoriais Integradas; outras no Plano Operacional Regional e outras no quadro das chamadas DLBC – Desenvolvimento Local de Base Comunitária, onde se inclui a ADRUSE, ADRESE e outras associações de desenvolvimento local.

Tendo em conta que a estratégia 2020, deve ser assumida por todos os agentes locais, o PS de Seia, em articulação com o Município, está a lançar desafios às pessoas e instituições do concelho para darem os seus contributos, no sentido de valorizar as propostas a apresentar. Propostas para aproveitar os fundos disponíveis e com eles procurar desenvolver as melhores ideias para o progresso do nosso concelho.


Seia, 14 de março de 2014
Nota de Imprensa



segunda-feira, 17 de março de 2014

Eu na política e no movimento de cidadania


Contaram-me que o vereador do PSD e candidato derrotado à Presidência da Câmara de Seia nas últimas autárquicas me terá criticado, em “tom contundente”, pelo facto de eu ser “líder da bancada do PS às segundas, quartas e sextas” e dirigente de “Movimento não sectário nem partidário, às terças, quintas e sábados”. Vejam só, com tanta coisa importante para tratar, sou alvo de atenções destas!

Perante isto, cabe-me apenas dizer a Albano Figueiredo (AF) que qualquer pessoa com responsabilidades políticas, não está impedida de exercer ações de cidadania. E se há pessoas que não dão nenhum contributo para a comunidade de forma graciosa e voluntária, há outras que não param. Por mim, desde o tempo em que fui Presidente da Associação de Estudantes, que não tenho parado de dar o meu contributo como cidadão em várias coletividades. Neste caso, do Movimento MAIS, em defesa dos Itinerários da Serra da Estrela, é uma estrutura que ajudei a fundar em Julho de 2010, no tempo do governo Sócrates. E a energia e determinação que usava na altura, é a mesma que uso hoje.

Fico é espantado que neste caso dos IC’s, o assunto para o PSD seja o meu empenhamento redobrado nesta causa, - no quadro partidário e na esfera da cidadania. Pensei que para AF a questão central fosse a união de esforços para ver se ainda é desta que se consegue que o governo inclua a execução destes troços no mapa de prioridades, no pacote financeiro da comunidade que aí vem.

A mim toda a gente me conhece, sou o que pareço e se eventualmente não pareço o que realmente sou, sou aquele que se dispõe por causas, que não se acomoda, nem bate a porta e vai para casa quando não interessa. Não sou dos que desistem com facilidade! E nem me zango com facilidade quando me criticam, como neste caso. No entanto, por aqui apenas vou concluindo por estas e por outras coisas menores que ocupam o Presidente do PSD, que afinal o eleitorado de Seia lhe deu a resposta merecida. É preciso estar à altura e saber quando há causas que vão para além dos partidos e dirigir um partido ou ter pretensões a governar um município é ir além do romantismo das palavras. É bater o pé quando tem de se bater. E é preciso ter sentido de responsabilidade, porque há alturas em que é necessário estarmos unidos, numa espécie de “pacto de regime” e nesta matéria dos acessos à nossa região, devia ser um dos casos, independentemente da cor de quem governa. Mesmo criando incómodos e eu tive alguns no governo anterior, não deixei de vestir a camisola política ou de cidadão deste concelho. Com ou sem protagonismo, já que muita da acção se joga nos meios de comunicação, para fazer prevalecer o “empowerment”.

Temos de saber onde empenhar as nossas principais energias e não em fogo lateral e em “não assuntos”.

Cordiais cumprimentos no diálogo politico, para que não arrefeça a estima que deve sempre prevalecer, independentemente de divergências de ideias e pontos de vista.

Mário Jorge Branquinho, cidadão do mundo, com o seu currículo próprio


Nota: depois de escrever este texto, aconteceram as eleições para a Assembleia da Comunidade Intermunicipal das Beiras e Serra da Estrela. Apesar de o PS tem maioria naquela assembleia, pedi o voto do deputado do PSD de Seia e quero registar publicamente o gesto de adesão. Este é um exemplo, a par de outros em que devemos mostrar estar à altura nos momentos certos, sabermos optar pelo interesse do concelho e só depois no partidário.

quinta-feira, 13 de março de 2014

novos caminhos e desafios para Seia


Crónica de Seia *


Está a começar uma nova era do desenvolvimento, no que se refere à aplicação dos Fundos Europeus estruturais e de investimento no quadro da estratégia da União Europeia para um crescimento inteligente, sustentável e inclusivo e da promoção da coesão económica, social e territorial.

Saibamos nós agora organizar-nos no nosso concelho, na nossa região, no quadro intermunicipal, no quadro das associações de desenvolvimento, para fomentar novas frentes de criação de riqueza e dinamização do território.
Agora sim, temos de ser cada vez mais exigentes, inovadores e com influência e conhecimento suficiente para apresentar os melhores projetos, para fazer pela nossa região.

Já o temos feito e temos sido pioneiros nalgumas matérias, mas o concelho de Seia vai continuar a ir na frente, na exigência de programas de investimento. Tirar partido das nossas potencialidades, envolvendo as comunidades, para rentabilizar boas ideias e fazer progredir o concelho.

Os objetivos para a Europa até 2020 definidos pela estratégia “Europa 2020” acentuam a importância do crescimento da economia para debelar recessão económica e social que afeta este continente de que Portugal faz parte.

Para concretizar estes objetivos a UE definiu o quadro financeiro 2014-2020 de fundos estruturais a disponibilizar aos Estados Membros para que estes possam dinamizar projetos de desenvolvimento que permitam alcançar melhores níveis de emprego, inovação, educação, sustentabilidade ambiental e inclusão social.

No caso do nosso território, esperemos conseguir dinamizar os melhores projetos, contando com o apoio do Quadro Comunitário para viabilizar uma estratégia local que nos permita combater os nossos problemas estruturais.

Cabe-nos assim fazer o nosso caminho e exigir que ao governo que faça o seu…

É importante e estamos determinados a isso, a apresentar projetos inovadores no âmbito das chamadas ITI’s - Intervenções Territoriais Integradas, assim como nos chamados Grupos de Ação Local, continuando a juntar vários parceiros agentes de desenvolvimento. Inovação a partir do nosso elevado potencial diferenciador – a paisagem, a silvo-pastorícia, as indústrias criativas, a reconversão do têxtil, a aposta no turismo cultural e em muitos pequenos negócios, numa esfera de efeito multiplicador.

Para além da coesão competitiva, temos de continuar a evidenciar a importância da coesão territorial, para que não aconteça sempre o mesmo, tudo para os mesmos e nada para os mais distantes.

Temos de constituir também o nosso grupo de influência, criando e cimentando uma rede de amigos do nosso concelho, muitos deles espalhados por vários organismos da administração.

No Ranking “City Brand” recentemente divulgado, entre os 308 municípios, o concelho de Seia surge no lugar 79, dos que têm melhores condições para viver e investir. O estudo terá avaliado as categorias de Negócios na vertente de investimentos, visitas na vertente turística e vivências na vertente Talento.

Quer isto dizer que, segundo este estudo, Seia está inserido num quarto dos municípios com melhores condições para viver e investir. Este facto deve animar-nos a todos e estimular-nos para reforçar o desenvolvimento do concelho, porque como costumo dizer, Seia tem futuro.


Texto publicado no Jornal Terras da Beira, Guarda, 13 Março de 2014

quarta-feira, 12 de março de 2014

Gerir, conservar, reivindicar e abrir novos caminhos



O Poder Local tem sido ao longo das últimas quase 4 décadas uma grande mola impulsionadora do desenvolvimento das regiões do nosso país. Com o passar dos anos, as vicissitudes vão-se alterando. Hoje, por exemplo, governar uma Câmara Municipal, como é o caso de Seia, é em minha opinião, assentar a ação política em 4 vetores fundamentais: gerir, conservar, reivindicar e abrir novos caminhos.

Apesar do município ter um orçamento da ordem dos 20 milhões de euros, face à situação financeira, com pagamento da divida e de outros encargos fixos, como sejam ordenados, águas, resíduos, eletricidade e outros, sobra pouco mais de um milhão de euros. Neste sentido, quase que se pode dizer que o Presidente será um gestor de pouco mais de 1 milhão de euros em Opções do Plano. Ou seja, é preciso procurar fazer muito, com pouco dinheiro e muita imaginação, como se tem visto até aqui.

Outro vetor importante é o da conservação dos equipamentos existentes, bem como a sua dinamização. Essa é uma tarefa complexa, face à escassez de recursos, mas mesmo assim, importa continuar a desenvolver mecanismos de dinamização e de incremento de atividades, para dar vitalidade ao concelho. Falamos de equipamentos importantes no quadro de dinamização cultural e desportiva como sejam museus, CISE, Biblioteca, Casa da Cultura, Pavilhões, etc.

Em simultâneo, julgamos de elementar importância o peso politico na reivindicação junto do Governo para manter serviços da Administração Central, como sejam o Hospital, o Centro de Emprego, o Tribunal, a Escola de Turismo e Hotelaria e outros serviços, com a qualidade que os cidadãos deste concelho merecem. Ou reivindicando vias de comunicação em falta, como os Itinerários da Serra da Estrela ou novos serviços da administração central.

Por aqui o Município de Seia liderado por Carlos Filipe Camelo também tem feito o seu caminho, embora esbarre muitas vezes no muro do silêncio dos vários Ministérios. O que na atual conjuntura se verifica é que os Ministros ou não recebem os Presidentes de Câmara ou nem sequer lhes dão respostas a solicitações, tal tem sido a estratégia de afunilamento de governação do país e em particular do Interior. Não bastava o forte ataque que este governo tem feito ao Poder Local, para se constatar esta falta de abertura ao que é reivindicado, independentemente das cores partidárias de cada município.

Mesmo assim, a luta tem de continuar e as reivindicações devem acentuar-se, em defesa das populações destas regiões deprimidas, pelo seu isolamento.

Por último, cabe às autarquia abrir novos caminhos para captar investimentos e gerar riqueza, face a desafios surgidos num quadro de mudança de paradigmas. As receitas de ontem não são mais as mesmas para os problemas de hoje e os erros do passado devem servir para corrigir estratégias. É preciso captar investimentos e embora a indústria têxtil e calçado deem sinais de solidez no mercado atual, há outros caminhos que devem continuar a ser seguidos, no quadro estratégico rumo ao ano 20. E um dos caminhos será certamente pela via da valorização do setor primário, com incremento de produtos agroalimentares e de pastorícia, associados ao setor turístico, a precisar de novo empurrão. Iniciativas incrementadas numa lógica de partenariado e viradas para o resultado, assentando sobretudo nos efeitos diferenciadores, em lógicas de competitividade saudável e coesão territorial indispensável.

É certo que vamos ter nos próximos 4 anos algum dinamismo na economia local com a construção da barragem de Girabolhos, mas em simultâneo teremos de continuar a procurar novos investimentos, que é quem nos pode salvar, travando a saída de pessoas, fixando-as pelo emprego. Porque hoje, já não é só o Interior do país que sofre o flagelo da saída de pessoas para o estrangeiro, mas o país todo, com a debandada de mais de 120 mil pessoas por ano e uma grande parte com cursos de formação superior.

Neste contexto, de várias frentes de combate, há ainda que ter coragem e resistir, resistindo, para continuar a viver no Interior, para continuar no país!



Artigo publicado na última edição do Jornal porta da Estrela.

terça-feira, 25 de fevereiro de 2014

FEIRA DO QUEIJO DE SEIA 2014


1 e 2 de Março 2014


PROGRAMA

Dia 1 - Sábado 
09:00h – Abertura da Feira
09:45h – Sessão com entidades oficiais, com a presença do Secretário de Estado da Alimentação e da Investigação Agroalimentar
10:00h - Concurso “Doces Sabores” – categoria profissional
Org.: Escola Profissional da Serra da Estrela
10:30h – Provas de Queijo
12:00h – Cozinha ao Vivo 
Org.: Escola Superior de Turismo e Hotelaria de Seia - IPG
15:00h – Desfile de Carnaval “Tradições da Serra da Estrela” 
Org.: Escolas, IPSS e grupos da comunidade
16:00h – Provas de Queijo
16:30h – Apresentação da Exposição temporária “Mobile Backyard“
Local: Museu do Brinquedo
16:45h – Cozinha ao Vivo 
Org.: Escola Superior de Turismo e Hotelaria de Seia - IPG
18:00h – Encerramento da Feira
22:30h – Queima do Entrudo numa Aldeia de Montanha - Sabugueiro

Dia 2 - Domingo
09:00h – Abertura da Feira
10:00h - Concurso “Doces Sabores” – categoria não profissional
Org.: Escola Profissional da Serra da Estrela
10:30h – Provas de Queijo
12:00h – Cozinha ao Vivo 
Org.: Escola Superior de Turismo e Hotelaria de Seia - IPG
14:30h – Passeio Motard
Org.: Grupo Motard “Amigos Serranos”
15:00h – Apresentação do livro “O Queijo da Serra da Estrela e a Transumância”, de Alberto Martinho
16:00h – Provas de Queijo
16:45h – Cozinha ao Vivo 
Org.: Escola Superior de Turismo e Hotelaria de Seia - IPG
18:00h – Encerramento da Feira

Organização: Município de Seia

Parcerias: Associação de Artesãos da Serra da Estrela, Associação de Apicultores do Parque Natural da Serra da Estrela, LICRASE, Confraria do Cão Serra da Estrela, ANCOSE; Escola Superior de Turismo e Hotelaria – IPG; Escola Profissional da Serra da Estrela.


segunda-feira, 24 de fevereiro de 2014

5 DIAS, 3 FILMES NA CASA DA CULTURA DE SEIA




O Cinema está em destaque na programação da Casa Municipal da Cultura de Seia para os dias do Carnaval, com a exibição de 3 filmes em cinco dias.

Para além das várias atividades desenvolvidas pelo município no âmbito da Feira do Queijo, à noite o público local e visitantes poderão assistir a filmes da atualidade.

No fim-de-semana, sexta, sábado e domingo, às 21:30 horas será exibido o filme Golpada Americana, do realizador David O. Russel. Na segunda-feira de Carnaval será Blue Jamine, de Woody Allen e na terça-feira de Carnaval Ao Encontro de Mr. Banks, de John Lee Hancock.

Três bons filmes, sugeridos para estes dias, no “Cinema de Seia” um dos poucos da região com programação regular e com sistema digital de qualidade, incluindo o 3D.

Por estes dias e até ao final do ano, está prevista a promoção do Cinema de Seia nos jornais locais, através da publicação de cupões de oferta de bilhetes para os assinantes dos jornais. Em simultâneo estão a ser dinamizados os vários canais de divulgação em suporte de papel e digital.



segunda-feira, 17 de fevereiro de 2014

Rotundas de Seia transformadas em pasto para ovelhas




Quem visitar Seia nos fins de semana de 22 e 23 de fevereiro e 1 e 2 de março (das 10h às 14:30h), para além de ter oportunidade de comer bom queijo, verá as rotundas na entrada da cidade transformadas em verdadeiros pastos, com ovelhas bordaleiras, pastores e cães serra da Estrela.

A iniciativa é promovida pela Câmara Municipal de Seia e procura sensibilizar os consumidores e as entidades sobre a verdadeira essência do queijo, e que está, na proveniência do leite da ovelha bordaleira, espécie  autóctone da serra da Estrela, de onde se produz o Queijo Serra da Estrela. 

Esta ação enquadra-se na comunicação da Feira do Queijo, enquanto estratégia para apoiar todos os que querem fazer da pastorícia uma profissão, aproveitando a Festa do Queijo para homenagear aqueles que contribuem para que daqui saia um dos melhores queijos, os pastores.


A Feira do Queijo de Seia vai ter lugar no fim de semana do Carnaval, dias 1 e 2 de março, no Mercado Municipal de Seia e espaço envolvente. Integrada num conjunto de objetivos cuja implementação se considera estratégica para o desenvolvimento do concelho, a Feira do Queijo constitui um acontecimento determinante na criação de uma base de sustentabilidade para a economia local, assente num dos pilares económicos do concelho: as produções tradicionais. 

A Feira do Queijo congrega, assim, todo este setor numa grande mostra, detentora de forte expressividade no concelho, convidando todos os produtores de queijo (pastores, queijarias tradicionais, queijo DOP e fábricas) a comparecer na festa dedicada à ampla promoção do Queijo. A este produto endógeno aliam-se outros produtos regionais de reconhecido valor, como o pão, o vinho do Dão, os enchidos e o mel, bem como o artesanato, produtos da terra, lã Serra da Estrela, ovinos e o cão Serra da Estrela.


Num ambiente de festa popular protagonizada pelo folclore e bandas filarmónicas concelhias, aos quais se juntará a animação dos grupos convidados, o programa contempla ainda recriações etnográficas, concurso de doces, desfile de carnaval, workshops, cozinha ao vivo, tasquinhas, entre outros. 

(Comunicado de imprensa)

terça-feira, 11 de fevereiro de 2014

JAZZ & BLUES, 10º Festival na Casa da Cultura de Seia


  
O Seia Jazz & Blues está de regresso ao palco da Casa da Cultura de Seia. Organizado pelo Município de Seia, o festival assinala a sua 10ª edição, com um programa de qualidade, marcado por uma linha de contenção financeira, como refere o comunicado de imprensa.
10 anos depois de ter participado no 1º Seia Jazz & Blues, Maria Viana volta a Seia em Quinteto, para subir ao palco da Casa da Cultura, dia 21 de Março. Esta é uma das atrações do X Seia Jazz & Blues que decorre de 19 a 22 de Março.


No dia 19 a Big Band da Escola Profissional da Serra da Estrela (EPSE) participa no “Jazz vai à escola”, uma iniciativa de serviço educativo, que deverá contemplar mais de 400 crianças do concelho de Seia. No dia a seguir a Big Band EPSE de Seia sobe ao palco da Casa da Cultura para um concerto que promete muitas novidades. No dia 21, sexta-feira, será a vez de Maria Viana Quinteto e no dia 22, sábado, a primeira parte será dos Manu Jazz (Oliveira do Hospital) e a encerrar os So What? Com Nana Sousa Dias.

O Seia Jazz & Blues, é um dos eventos “ancora” do autarquia local e apresenta-se este ano com uma programação de grande qualidade nestes dois géneros musicais e dentro de uma linha de forte contenção orçamental. 
  


sábado, 8 de fevereiro de 2014

E tudo mudou


Uma espécie de criativa 


E tudo mudou. Parece redundante, mas por muito que se tente, tudo aquilo que sabíamos já quase não vale nada e olhamos de alma cansada. Atropelados nos paradigmas emergentes, quais agentes atolados, frequentemente desolados, giramos meio desnorteados a procurar saídas. Rodopiamos à procura de norte, em busca de sorte para saídas airosas, de situações embaraçosas. Parece redundante, mas em cada instante muda a forma e o conteúdo e já não se nasce, não se educa, não se ama, não se trabalha nem se faz política, nem se envelhece suavemente como antigamente.

Tudo mudou e parece que a culpa é da globalização, da tecnologia e da correria empreendida e desmedida. Emergências do mundo contemporâneo, abalado por entre sismos e cismas desenfreadas da raiz até ao tutano. E não há fulano que escape a tanto dislate, nem sicrano que atente a tanta mudança e a tanto gosto imposto. Resvala-se de conceito em preconceito, em grande dança, em nome da esperança, por embalos tais, até sobrar ciência e paciência no palco da nossa inquieta conveniência. Quase nem damos conta, mas quase tudo se impõem, muito se esvai e na crista da onda, sem dizer “ai”, lamentamos e enfrentamos aquilo a que chamamos “crise contemporânea”.

Tudo mudou e tudo o vento leva na leveza de novas emergências, arrastando falências, deslocando-nos na corrente que a gente sente e nos efeitos produzidos. E vamos e vão as vãs esperanças de políticas acertadas e fundadas em pergaminhos de incerteza. Sobram miudezas, sobramos nós e sobra a selva da violência que de nós se apodera, sem espera, produzida nas galhas da euforia que um dia termina e nas vanguardas subliminares da comunicação e de muitos canais em desconstrução.

Parece banal dizer que tudo muda, se o mundo não para, se na inquietude do momento, sobressaem o assento do vagar e as velhas teorias de melhores dias. E na indefinida impreparação que assiste, cada um que desiste, salta fora por não se moldar à fúria e á força. Parece banal, mas o confronto no equilíbrio do que sabemos com o que vemos, resvala no desconforto da fragilidade das nossas perceções e convicções. Em milésimos de segundo saltamos de heróis a vitimas, de bestiais a bestas, de crédulos a incrédulos, de eufóricos a cabisbaixos, de fracos a fortes, de bons a maus, de recomendáveis a insuportáveis, de ricos a pobres e de pobres a ricos e assim por diante, em margem constante, na incerteza das viragens e na estranheza das aragens.

Tudo muda e nós aplaudimos, porque só não muda quem não acompanha nem quer sair do lugar. Tudo muda e assistindo à rapidez e ligeireza, estranhamos à vez, na nossa firme certeza, por desconfortavelmente nos confrontarmos a miúde com a vertigem da inadaptação. Se é certo que evoluímos e avançamos, construímos e modernizamos, também é certo que nunca fomos tão infelizes com tanto, nem tão frágeis por tão pouco. E isso é que é grave, na grandeza desajustada, entre o ter e o ser, entre conversa afiada e posse material efetiva, na riqueza e na certeza de ter de ser de qualquer jeito.

Tudo isto porque se fala do declínio do homem e da coisa pública, na aceleração dos processos e na perda de parâmetros e valores, nas variáveis das novas vidas e novos mundos. Tudo isto porque o nosso estado de alma se interroga e o estado dos Estados se enfraquece e se desajusta, sem radares para compreender novos arranjos e novos modos de vida pós-moderna, saltando à vista, cada vez mais individualista.  

Mas tendo esperança, quando tudo muda, a gente sempre alcança.


terça-feira, 4 de fevereiro de 2014

CineEco - Festival de Cinema Ambiental de Seia abre inscrições criando prémio para trabalhos televisivos



O CineEco 2014 – Festival Internacional de Cinema Ambiental da Serra da Estrela, que este ano assinala a sua 20 ª edição, já abriu no seu site oficial as inscrições para a competição deste ano, que decorre na Casa Municipal da Cultura de Seia de 11 a 18 de outubro.

Uma das principais novidades no regulamento deste ano é a criação de um prémio específico para curta-metragem e outro para documentários, séries e reportagens, produzidas por canais de televisão, dentro da temática ambiental. Este último Prémio Internacional surge devido a um crescente interesse dos canais de televisão por este tema, que assim integrarão uma seção específica.

As inscrições estão abertas até dia 15 de Junho e a seleção oficial será anunciada até pelo menos dois meses antes do Festival e está aberto a filmes de ficção, documentários em longa ou curta-metragem para as suas várias secções competitivas e não-competitivas.

O Município de Seia, entidade organizadora está neste momento a preparar a edição número 20 do festival, com um conjunto de atividades, de modo a aproximar cada vez mais o festival à comunidade e dar-lhe em simultâneo ainda mais notoriedade no contexto nacional e internacional.


O CineEco, que na última edição mobilizou mais de 6 mil espetadores e mais de 4 mil em todas as suas extensões por todo o país, é dos festivais de cinema de ambiente mais antigos do mundo e um dos membros fundadores da plataforma internacional www.greenfilmnet.org que integra atualmente 21 festivais de cinema de ambiente de todo o mundo.

(Nota de imprensa)

segunda-feira, 27 de janeiro de 2014

Perguntando porquê


 Uma espécie de criativa


Uma flor ávida de orvalho, um pássaro solto em céu azul, homens sedentos de tranquilidade interna e nós serenos a contemplar o lado feliz da fugaz vida, a arrancar porquês na rotina. Porque afinal nem tudo é complexo, nem tudo se resume a dimensões imensas, a perguntas arrojadas e a velhas teorias do certo e do errado.

Uma gaivota e um navio não são a mesma coisa, como não é um pescador confundível com o seu próprio peixe. Contudo, não deixamos de afundar relações e analogias, de partilhar emoções e simpatias, com quem vai e com quem volta, aos supetões, na doce partilha de interrogações. Na lonjura da espera, esperando pelos que partem e não respondem. E espreitando, vemos partir, partilhando, olhando e sonhando, nas imensas paisagens do que ao de leve soa a nossos quereres, a nossas vontades. E no imenso mar de emoções, arrancamos perguntas pertinentes, de quem tudo quer saber, de quem de tudo espera, de quem vai além de perguntas, a ver para lá dos porquês.

Querendo saber, soçobramos na faina interrogativa de quem se não contenta com ditosas definições, de um nacional porreirismo, assente no “porque-sim”, sem mais, porque não sabe demais. Porque afinal é bom demais ir além do azul das nuvens, com pássaros coloridos, a ver partidas de navios, em manhãs de orvalho, com homens a sair para o trabalho, sem ter de se contentar com o que dizem.

Se perguntamos, interrogamos mas não vamos além da aragem de rotulagem que nos inferem, pelo que somos, do que rimos, pelo que fazemos e do que pensamos, concentrados que andamos na suave engrenagem que engatamos. Assim sem querer, enfrentamos interrogações nossas, descomprometidas, sem saber sequer respostas e sem ter de dá-las, no impetuoso frente-a-frente que se quer, entre nós e quem vier.

Perguntamos esperando e em suaves anonimatos, tantas vezes calamos, nem ouvindo nem andando, a instantes por conveniências reinantes, a calar fundo, a não dizer mais do que sim, sem perceber e por fim, procurar saber.

Entre o desejo de orvalho da flor silvestre e o céu azul do pássaro preto nas manhãs de ar cinzento, sussurra a ideia de que afinal não vamos além da carreira, ou por medo de enfrentamento, ou por receio de não estar à altura. Tantas vezes não aceitando o que não se entende por receio de parecer descabido, por não fazer sentido, embrulhando de qualquer maneira e feitio.


Na corrente de interrogações, acrescentamos definições de mar profundo, para tudo e para salvar o mundo e não descortinamos uma nesga de aragem para satisfazer os nossos porquês. Porque não sabemos o que queremos, porque há perguntas a mais, perguntas tolas que ninguém recomenda, ninguém faz nem responde. Porque porquês são angústias a três, de mim, de ti e do outro, sem sabermos se no cruzamento ditado, os interesses se cruzam, se o amor se interceta, se a perfídia espreita, se a resposta dada se aceita, ou se afinal a verdade, essa crua imagem da pressa, sempre cabe na razão e se interessa ou não.



terça-feira, 21 de janeiro de 2014

Impulso e estímulo

Uma espécie de criativa
 
No emaranhado da perfeição, sobre a intenção de bem e melhor fazer, resulta clara a ideia da importância do estimulo e do impulso, duas espécies que animam e dão vida ao que somos e ao que fazemos. Como a vida que vai e vem em ondas da cor do mar, assim vão os nossos impulsos, a andar, animados de estímulos da força forte que fazemos de vez e tantas vezes em vão. De grandeza variável, à proporção da vontade, ao sábado ou ao domingo, aos feriados ou dias santos, vamos e vimos, carregados, a sós ou em bandos, andando, a fazer depender da força e da circunstância.
No impulso impelimos e emergimos na perspetiva de obter o melhor resultado, no melhor estado, em função de perenes ou efémeras perfeições. Uma força centrípeta de arrebatamento e paixão a fazer fusão, fazendo a amiúde sublinhar virtudes do ímpeto paralelo que vai da vontade ao ato, seja forte ou fraco.
Impelimos como emergimos, incitados a suster a força, assente na base dupla do impulso que a estimulação produz. Munidos de estímulo e impulso, expulsamos laivos de coragem e ousadia, de noite e de dia, entrecortando a momentos, entre vaipes e discernimentos. Que a vida é assim, a contas com o que fazemos, com quem e como, independentemente dos porquês. E se ousamos, seja qual for a causa, há o meio e o canal, a forma e o caminho, a condicionar o conteúdo. Muitas vezes esperando, outras nem tanto, subestimando e levando a atos irreflectidos, mudando o que somos, na causa das coisas que supomos. No ímpeto que provocamos, tantas vezes desanimamos e ansiando seguimos, seguros da fragilidade dos factos.
Estímulo e impulso, impulso e estímulo. Ora um, ora outro, desobedecendo a vontades ou desejos, seguem em nós desejosos da transformação da “coisa”. E através do impulso, estimulado pelo lado do outro, pode sempre seguir o séquito das sobranceiras inquietudes, das profundezas em fraquezas até ao alto das virtudes. Se o impulso tende ao lado nervoso, activando neurónios, já o estímulo apela mais ao físico, interno e externo, acabando por disparar impulsos. E um vai do outro, como o outro vai ao encontro do mesmo e no final de contas, seguem de braço dado a cantar vitórias.

sábado, 28 de dezembro de 2013

Presidentes de 5 Câmaras da região reivindicam execução dos Itinerários da Serra da Estrela



Os Presidentes das Câmaras Municipais de Seia, Gouveia, Nelas, Oliveira do Hospital e Fornos de Algodres acabam de enviar ao Secretário de Estado das Infra-estruturas, Transportes e Comunicações uma carta, assinada a cinco, reivindicando a necessidade urgente de execução e conclusão dos eixos rodoviários IC6, IC7 e IC37. Na missiva, os autarcas referem que este é um momento oportuno, uma vez que o governo “constituiu um grupo de trabalho no sentido de hierarquizar os investimentos públicos para o país, passíveis de integrarem o próximo Quadro Comunitário de Apoio”, daí reiterarem o pedido de execução destes Itinerários da Serra da Estrela.

Os autarcas recordam ao Secretário de Estado Sérgio Monteiro, as declarações públicas que este proferiu em Seia, de que iria ser “dada prioridade aos acessos principais à Serra da Estrela, ainda que de forma faseada”, pelo que este assunto não pode ser esquecido.

Por sua vez, o MAIS -  Movimento de Apoio à Construção dos Itinerários da Serra da estrela também enviou recentemente um pedido de reunião com carácter de urgência ao Presidente da Comissão de Coordenação da Região Centro para tratar desta reivindicação.

Estas movimentações surgem num momento em que o Governo desenvolve um estudo sobre as infraestruturas prioritárias para o próximo quadro comunitário, e o Presidente da CCDR – C, ter-se-á comprometido em incluir a execução destes traçados, aquando da adesão de Seia à Comunidade das Beiras / serra da Estrela.



quarta-feira, 18 de dezembro de 2013

Filipe Camelo reeleito Presidente da Concelhia de Seia do PS



Comunicado de imprensa sobre a reeleição de Filipe Camelo para Presidente do PS de Seia, uma lista que continuo a integrar, para procurar dar o meu contributo às causas do desenvolvimento do concelho, através do Partido Socialista.

Filipe Camelo voltou a ganhar, no dia 6 de Dezembro, as eleições para a Comissão Política Concelhia de Seia do Partido Socialista, comandando os destinos do Partido até 2017, num mandato que, pela primeira vez, no âmbito dos novos estatutos, terá a duração de quatro anos, acompanhando os ciclos eleitorais para as autarquias. Apesar de haver uma só lista, o atual Presidente da Câmara Municipal, conquistou 81,3% dos votos dos militantes com capacidade eleitoral, registando-se, pela primeira vez, uma votação sem votos brancos ou nulos, o que revela o consenso da sua eleição. 

Assim, a nova equipa, constituída por 17 elementos, tem a seguinte composição: Filipe Camelo, Mário Jorge Branquinho, Maria Madalena Cunhal, Eduardo Brito, Rui Martins, Teresa Fernando, José Carlos Ribeiro, Manuel Abreu, Cristina Sousa, António Correia, Paulo Caetano, Sandra Galguinho, Rui Dias, Carlos João Tomás, Aurea Costa, Eduardo Gaspar e António Luciano Ribeiro.

A tomada de posse da nova Comissão Politica do Partido Socialista de Seia deverá ocorrer nos próximos dias, anunciou o líder socialista, após serem conhecidos os resultados da votação. Na ocasião, o líder socialista referiu que há objetivos muito importantes para concretizar neste mandato, com destaque para a vitória nas eleições que ocorrerão nos próximos quatro anos: Europeias, Legislativas, Presidenciais e Autárquicas. O dirigente referiu que é preciso obrigar o Governo a olhar para a região da Serra da Estrela de uma forma mais empenhada, que permita fazer face ao desemprego e à desertificação.

Filipe Camelo evidenciou que o PS vai continuar a ser um Partido forte, dinâmico e com grande capacidade mobilizadora.

A elevada participação dos militantes, mesmo havendo uma só lista, veio reforçar a estratégia até aqui seguida, assente na exigência e na determinação, fundamentais para quem deseja vencer, frisou.

O também Presidente da Câmara Municipal destaca que “o PS é hoje em Seia, um Partido credível e responsável, com ligações sólidas à Comunidade e conhecedor profundo dos problemas que a afetam e preocupam. Dispõe de militantes qualificados e por isso, como nenhum outro partido, está em condições de responder a esses problemas e continuar a levar por diante, com sucesso, um projeto de desenvolvimento, de modernidade e afirmação do Concelho de Seia, no contexto regional”.




terça-feira, 17 de dezembro de 2013

Informação do Presidente da Câmara, sobre o que se faz e o que se propõe fazer para 2014

Realiza-se na próxima segunda-feira, dia 23 de dezembro, a partir das 14:30 horas no Auditório da Casa Municipal da Cultura, a sessão ordinária da Assembleia Municipal de Seia, onde entre outros pontos será discutido e votado o Plano e Orçamento do Município para 2014.

A este propósito e porque entendo que a comunicação é um fator importante na "coisa pública", publico aqui a informação escrita do Presidente da Câmara que nos foi remetida a membros eleitos e Presidentes de Junta. Uma comunicação que reflete, de forma sucinta o que se faz e o que se propõe fazer.
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É num enquadramento muito difícil, com o País mergulhado na maior crise económica e social da sua história democrática, que definimos as linhas fundamentais de orientação da Câmara Municipal de Seia para o próximo ano.

Com a apresentação das Opções do Plano e Orçamento para o ano de 2014 damos início a uma nova etapa de quatro anos na vida do nosso Concelho, em diversos planos: económico, social, cultural e político.

A clareza manifestada pelos munícipes, através da sua pronúncia no último ato eleitoral autárquico, é reveladora que o caminho que temos vindo a trilhar está certo.

Contudo, temos a perfeita consciência que os resultados eleitorais expressam, igualmente, um desejo de ver fazer mais e melhor, através do lançamento de ações e de políticas que respondam aos desafios e anseios da nossa comunidade.

Os presentes documentos continuam a expressar o esforço que a Câmara Municipal tem feito, ao longo dos últimos anos, para dotar o nosso concelho das infraestruturas necessárias a fim de garantir aos seus concidadãos um nível elevado de qualidade de vida.

Não tenhamos ilusões. As operações da divida autárquica continuam a consumir parte substancial dos nossos recursos, resultado de um ciclo de desenvolvimento sem paralelo, desde a construção de equipamentos culturais
e desportivos, às infraestruturas básicas (saneamento e abastecimento de água), requalificação do parque escolar e rede viária municipal, entre outros.

Ninguém nos perdoaria se esse caminho não tivesse sido feito.

Que não haja qualquer dúvida sobre a utilidade do endividamento municipal. Ele foi contraído em benefício das nossas gentes e é o resultado de opções políticas (obras) que extravasaram, muitas vezes, as maiorias que, em diferentes momentos, governaram a Câmara Municipal.

Vamos continuar a canalizar todos os nossos recursos para a promoção de mais e melhor emprego, apostando na capacidade empresarial e na inovação dos jovens, como fatores importantes de modernização e de consolidação do nosso tecido empresarial.

As Grandes Opções do Plano evidenciam uma forte aposta na prevenção e no combate a todas as formas de exclusão social, com mais apoio para os idosos, crianças e famílias em situação vulnerável.

A cultura, a educação, o desporto e o lazer continuam a ser encarados como fatores decisivos para o desenvolvimento e afirmação da nossa comunidade, pelo que continuaremos a apoiar as Associações Culturais e Recreativas, estabelecendo novas formas de cooperação, sobretudo na organização de eventos culturais e no domínio do ensino das várias expressões artísticas.

Continuar a apostar num ensino de qualidade desde o pré-escolar – adaptar os horários às necessidades das famílias, continuar a consolidar o ensino profissional e superior, são absolutamente fundamentais.

Com o nosso Concelho servido com redes de água e esgotos e respetivas Estações de Tratamento, continuamos a centrar a nossa ação na recuperação dos Centros Históricos e na valorização das Aldeias de Montanha, que começam a ter um impacto muito positivo no âmbito da atratividade turística do Concelho.

Equilíbrio financeiro, rigor e credibilidade, são as notas dominantes da gestão da autarquia, reconhecidas no mais recente relatório de acompanhamento da Direção Geral das Autarquias Locais, no âmbito do Programa de Apoio à Economia Local (PAEL) e Plano de Reequilíbrio Financeiro.

Continuamos a ser ambiciosos e a ter a capacidade de utilizar todos os recursos financeiros para executar as obras e aproveitar, até ao limite, os apoios nacionais e comunitários, assim que os mesmos sejam colocados à nossa disposição.

O presente mandato vai desenvolver-se em torno de uma nova realidade territorial: a Comunidade Intermunicipal das Beiras e Serra da Estrela (CIBSE).

Apesar do Município de Seia possuir ligações primordiais com outros territórios, que não a Beira Interior, entendemos que, face à oportunidade e ao contexto que visa a possibilidade de execução dos Itinerários da Serra da Estrela, o município aceitou a proposta/desafio da CCDRC em integrar esta nova realidade, com base na premissa desta nova sub-região colocar no topo da sua agenda a necessidade da construção da concessão rodoviária da Serra da Estrela (IC 6, 7, 37).

Este tema fará parte, assim, das linhas gerais de negociação do próximo quadro comunitário de apoio, 2014-2020, no qual as áreas de montanha terão, no futuro enquadramento, um tratamento diferenciado.

Ressalvámos, no entanto, a necessidade de manutenção da identidade do território da Serra da Estrela, defendendo a criação de Intervenções Territoriais Integradas concordantes com as estratégias municipais já em curso.

Decorrido o período referente ao processo de eleição, o Presidente da Câmara Municipal da Covilhã, foi eleito para presidir à CIBSE, conduzindo os seus destinos nos próximos dois anos, cabendo os restantes dois anos do mandato à Câmara Municipal do Fundão.

A lógica de rotatividade foi igualmente aplicada à vice-presidência, que será repartida entre Seia e o Sabugal, no primeiro período, e Gouveia e Celorico da Beira, na segunda metade do mandato. A sede da nova comunidade intermunicipal vai ficar na Guarda.

O que Importa destacar, mais do que a liderança, é a estratégia da nova Comunidade Intermunicipal, composta por 15 municípios: Almeida, Belmonte, Celorico da Beira, Covilhã, Figueira de Castelo Rodrigo, Fornos de Algodres, Fundão, Gouveia, Guarda, Manteigas, Meda, Pinhel, Sabugal, Seia e Trancoso.

Seia assume, neste quadro, um papel preponderante. Trata-se do quarto concelho mais populoso da CIBSE, a seguir à Covilhã, Guarda e Fundão, indissociável da marca Serra da Estrela.

Os sinais são muito positivos. Após muito trabalho e determinação da Câmara Municipal, estão reunidas as condições para começar a Barragem de Girabolhos, que terá um impacto muito favorável na nossa economia, quer pelo número de postos de trabalho (diretos e indiretos) que irá criar durante a sua construção, quer no futuro, pelas perspetivas de desenvolvimento que o equipamento irá propiciar, sobretudo na área do Turismo e do Lazer.

Para além do Programa das Aldeias de Montanha, que continua a decorrer com assinalável êxito e uma adesão nunca antes vista dos operadores privados, estamos a trabalhar na adesão do Concelho à Rede de Judiarias, atendendo ao vasto património (vestígios) que possuímos, que podem constituir mais um fator de atração.

Santa Marinha reúne igualmente condições para a sua inclusão na Rede de Aldeias Históricas, na sequência da inventariação e documentação de todo o seu património histórico, de elevado valor.

Não podemos deixar de relevar a grande operação de promoção do nosso Concelho, realizada pelo projeto Cabeça Aldeia Natal, vencedor do Concurso de Ideias, promovido pelo Município no âmbito da Agenda 21 Local.

O Emprego continua a ser nossa principal prioridade, de modo a procurarmos criar riqueza, fixar e atrair populações. Muito temos feito, mas mais iremos fazer neste domínio, captando investimento e projetos diferenciadores e inovadores, capazes de criar riqueza e emprego.

Fruto da experiência e da proximidade com atuais e potenciais investidores, caminharemos no sentido de fortalecer o tecido económico da região, em setores diversificados.

Esta é uma administração municipal simples, eficaz e transparente, feita com e para as pessoas, com as quais vamos continuar a manter uma postura de lealdade e cooperação.

Uma palavra para as Juntas de Freguesia, com quem vamos aprofundar a nossa cooperação, através da revisão das suas competências, conferindo maior eficácia ao serviço público.

Vamos ter de estar muito atentos relativamente à reorganização dos serviços do Estado, com particular destaque para o nosso Hospital, Tribunal e para a Escola Superior de Turismo e Hotelaria, entre outros.

A existência de serviços públicos (saúde, educação, justiça, segurança, finanças, etc.) fazem parte de um conjunto de condições indispensáveis para garantir a fixação e atração de população e o desenvolvimento sustentável de todo o território nacional. Reorganizar e racionalizar não podem depender, apenas de “tempos de distância” ou de “custos per capita”. Devem ter em conta, entre outros, níveis de desemprego local e disponibilidade de emprego por setor de atividade, índices de desenvolvimento socioeconómico, de poder de compra ou indicadores de desenvolvimento da população.

Não é possível o Estado querer atrair mais investimento, empresas e fixar pessoas no interior, quando é o próprio Estado o primeiro a abandonar estes territórios.

A reorganização de serviços do Estado não pode ser apenas uma questão de escala, de número mínimo de utentes. Qualquer reorganização alicerçada em agregações e encerramentos tem efeitos muito negativos sobre a vida das pessoas e consequências nefastas sobre as economias locais que dependem, em muitos casos, por falta de alternativas, do emprego público.

Vamos, pois, todos juntos, dar o nosso melhor, pois essa união é absolutamente decisiva para enfrentarmos e resolvermos os problemas com que nos defrontamos e encarar o futuro com maior confiança.

É, também, este desafio que a todos, sem exceção, hoje aqui vos deixo.


O Presidente da Câmara de Seia, Carlos Filipe Camelo Miranda de Figueiredo