segunda-feira, 28 de outubro de 2013

Balanço do CineEco que este ano mobilizou mais de 6 mil espetadores


  
Fechou o pano da 19ª edição do CineEco e mais uma vez Seia foi o foco das atenções, numa demonstração de vitalidade, através deste festival de cinema ambiental, que é uma imagem de marca do concelho de Seia.

Da minha parte, como disse na cerimónia de encerramento, agradeço a confiança depositada em mim pelo Presidente da Câmara, Carlos Filipe Camelo, para assumir a direção do festival, um trabalho partilhado com Carlos Teófilo, José Vieira Mendes e uma vasta equipa de profissionais e voluntários.


Também como disse na sessão de entrega de prémios, o balanço é bastante positivo, sobretudo porque se deu grande expressão aos três eixos principais que tinham sido definidos – qualidade, público e notoriedade.

Como se viu, ouviu e constatou, a qualidade dos filmes a concurso, foi das melhores de sempre, do conjunto de quase 100 filmes exibidos, do leque de mais de 400 enviados para concurso e oriundos de 40 países.

Relativamente ao público, o festival registou mais de 6 mil entradas nas duas salas da Casa Municipal da Cultura, o que representa mais de 1.700 espetadores que no ano passado e mais de 2.500 que em 2011. Este fato deveu-se sobretudo ao trabalho de maior proximidade com as escolas, que também prepararam e mobilizaram alunos para sessões a concurso, mas também o chamado “público espontâneo” aderiu em maior número, quer às sessões do Panorama, quer às sessões em competição.


A notoriedade do festival ganhou igualmente maior dimensão, fruto da grande divulgação feita nos meios de comunicação e redes sociais, reforçando a imagem de marca do CineEco. Uma afirmação mais projetada a nível nacional e internacional, ancorada na plataforma Green Film Network constituída por 21 festivais internacionais de cinema ambiental e de que o CineEco é um dos membros fundadores.

Este ano também marcaram presença entre nós, os responsáveis das várias extensões do CineEco no nosso país:
- Joaquim Ramos Pinto, Presidente da Associação Portuguesa de Educação Ambiental, que promove o CineEco em Monção, Bragança, Porto, Aveiro, Leiria, Lisboa e Horta;
- Carla Dâmaso do Observatório do Mar dos Açores e Jorge Bruno, Presidente do Cineclube da Ilha Terceira, nos Açores;
- Cristina Ferreira do Departamento de Ambiente da Câmara de Lisboa;
- Fátima Batista, organizadora da Feira Alternativa de Lisboa;
- António Tavares, Vereador da Cultura da Câmara Municipal da Figueira da Foz;
- Manuela Penafria e Luís Nogueira da Universidade da Beira Interior (UBI);

Para além destas, registou-se a presença de atores e atrizes, conhecidos do grande público pela sua participação em trabalhos de cinema, teatro e televisão e que ajudam a promover o festival e locais de interesse turístico do concelho, sobretudo através de reportagens fotográficas que vão sendo publicadas em revistas nacionais.


É igualmente oportuno dizer-se que o CineEco enquanto pequeno festival de grande dimensão internacional, se realizou com um orçamento reduzido e com vários contributos de patrocinadores locais e nacionais, bem como de uma pequena parcela de fundos comunitários, aliviando os cofres do município. As parcerias com várias entidades foram alargadas, destacando-se o contributo da Escola Superior de Turismo e Hotelaria de Seia, uma das grandes alavancas para o desenvolvimento cultural do concelho de Seia e da região. Assim como o contributo da Escola Profissional da Serra da Estrela, que mobilizou alunos, promoveu debates e disponibilizou a sua orquestra de sopros para um grande concerto de encerramento do festival. Um momento que assinalou o arranque da comemoração dos 20 anos deste estabelecimento de ensino, que tem cada vez mais intervenção cultural na cidade.

Foi igualmente reforçada a característica de festival de afetos, onde se juntam realizadores, membros do júri, diretores de festivais, jovens atores, cineastas, pessoas de cá e gente de fora, numa troca saudável de pontos de vista e novos conhecimentos. No Júri da competição internacional destacou-se a presença do novo diretor da Cinemateca Brasileira, Lisandro Nogueira, a diretora do Filmambiente do Rio de Janeiro, Suzana Amado e do músico Luís Portugal (ex-Jafumega).

Todavia, merece particular relevo a participação de vários jovens locais no Júri da Juventude assim como a exibição de 7 curtas-metragens no Panorama Regional, que este ano reforçou a aposta de aproximação do festival à comunidade. Uma proximidade verificada igualmente na realização de várias atividades paralelas, como sejam a exposição de pintura de um dos mais conceituados artistas locais – Luiz Morgadinho; uma exposição de fotografia de Sérgio Viana; um concerto de olhos vendados de Luís Antero, entre outros.

Muito mais há para dizer, mas no rescaldo desta edição é o que sobressai, desta aposta do município de Seia, que faz deste festival uma “bolsa de resistência”, nos dias que correm, e não esmorece, antes rejuvenesce!


Mário Jorge Branquinho






quinta-feira, 10 de outubro de 2013

UMA COMPETIÇÃO COM MELHORES FILMES AMBIENTAIS DO MUNDO


O Júri do CineEco, presidido pelo novo Diretor da Cinemateca Brasileira, Lisandro Nogueira, terá a árdua tarefa de selecionar os melhores filmes da Competição Internacional. Uma competição que contempla Planeta Oceano, de Yann Arthus-Bertrand & Michael Pitiot, (França), um filme que capta imagens extraordinárias dos oceanos, fonte de toda a vida no planeta.
CAÇADORES DE FRUTA do realizador Yung Chang (Canadá), premiado em vários festivais e conduzido pelo actor Bill Pullman, ou A QUINTINHA, do grego Nikos Dayandas, que faz a abordagem a um número cada vez maior de atenienses, que em plena crise grega se mudam para o interior, na esperança de melhorar as suas vidas.
EM TRANSIÇÃO 2.0, de Emma Goude, (Reino Unido), proporciona uma inspirada reflexão sobre as ideias do movimento de Transição e reúne histórias de todo o mundo (incluindo da Amoreira, uma pequena aldeia no Alentejo, em Portugal) contadas por pessoas comuns que fazem coisas extraordinárias, pelo meio-ambiente.
METAMORFOSE, do alemão Sebastian Mez, conta a história de uma população que vive num dos locais mais radioativos da Terra, perto das instalações nucleares ‘Mayak, a principal produtora de material para as armas nucleares da União Soviética.
NO VENTRE DE TÓQUIO, de Reinhild Dettmer-Finke, (Alemanha) relata a propagação de falsas informações sobre Fukushima, sobre relatórios de negação da contaminação de água e esgotos e como foi manipulada a cobertura mediática, de manifestações e outras ações de desobediência civil.
VAMOS SALVAR OS ALIMENTOS, de Valentin Thurn, (Alemanha), aborda a maneira como agricultores, gerentes de supermercado, cozinheiros, estudantes de design e simples donas de casa tentam diferentes maneiras de lidar com comida.
o ÚLTIMO OCEANO, de Peter Young, (Nova Zelândia), levanta o véu sobre a pesca comercial no ecossistema marinho mais primitivo do Planeta Terra: o Mar de Ross, na Antártida, seguindo o apetite insaciável da humanidade por peixe.
O NEGÓCIO DO CARVÃO, de Lorena Luciano & Filippo Piscopo, (EUA) onde os moradores de uma comunidade rural de West Virginia, nos EUA, acusam a principal companhia de carvão Massey Energy, pela contaminação da água, causadora de doença generalizada.
ABELHAS E HOMENS, de Markus Imhoof, (Alemanha/Suiça, Austria), busca resposta para a causa de morte das abelhas em todo o mundo.
VELOCIDADE, de Ivó Vinuesa, (Espanha)
Uma história sobre a relação entre uma via rápida e uma via lenta, neste ponto da fronteira, entre o processo de construção de um viaduto e a população que teve que viver com a transformação da sua paisagem.

Organizado pelo Município de Seia e dirigido por Mário Branquinho, José Vieira Mendes e Carlos Teófilo, o CINE’ECO é um dos membros fundadores da plataforma Green Film Network, que integra mais de 20 festivais de cinema de ambiente de todo o mundo - www.greenfilmnet.org

Comunicado de imprensa - 09/10/2013

terça-feira, 8 de outubro de 2013

CINE’ECO 2013: VEM AÍ A GRANDE FESTA DO CINEMA AMBIENTAL





O melhor da produção mundial de filmes de temática ambiental e preservação da natureza, vai estar novamente no 19º CineEco – Festival Internacional de Cinema Ambiental, que se realiza na Casa Municipal da Cultura de Seia, (em pleno Parque Natural da Serra da Estrela) de 19 a 26 de Outubro, próximos. Vamos festejar o bom cinema de consciência ambiental!

O CineEco é uma festa de afetos, e principalmente um festival de descoberta e intercâmbio de ideias sobre questões ambientais e sociais, prementes ao nosso tempo. Com entradas gratuitas em todas as sessões de filmes ambientais, o CineEco 2013, oferece ao público internacional, nacional e local, um programa único, constituído por longas, médias e curtas-metragens (documentários e ficções), destinadas a sensibilizar as pessoas para as grandes questões ambientais, sociais, humanitárias e as problemáticas do desenvolvimento sustentável. A Competição Internacional 2013, que arranca sábado dia 19 com ‘Planeta Oceano’ de Yann Arthus-Bertrand & Michael Pitiot (França) e encerra quase uma semana depois, com ‘Velocidade’, de Ivo Vinuesa (Espanha), integra cerca de 11 longas e 20 curtas metragens, sobre temas pertinentes ao quotidiano do cidadão comum, como: a preservação dos oceanos e das espécies animais, como as abelhas, alimentação racional, contaminação das reservas de água potável, efeitos radioativos, transformação da paisagem, regresso à agricultura de subsistência, formas de vida alternativa, equilíbrio e desenvolvimento sustentável). 

UM FESTIVAL PARA TODOS 
O CineEco apresenta assim um conjunto de filmes que abordam temas simples, que vão muito para além da pura militância ambientalista, dirigidos essencialmente aos interesses do grande público e dos espectadores infanto-juvenis, cada vez mais sensibilizados pelos temas ambientalistas e para a preservação do planeta e dos seres vivos, que nele habitam. Os países da língua portuguesa estão representados com a sua diversidade cultural, através de uma rica e variada seleção de 17 curtas, médias e longas-metragens, que constituem a importante Competição Lusófona. Cerca de 7 destes filmes, integram ainda a exclusiva secção Panorama Regional, com uma série de obras únicas e muito particulares, realizadas por cineastas da região e sobre temáticas ambientais, ligadas a Seia e Serra da Estrela. Do vasto programa do CineEco 2013, destaque ainda para 11 sessões especiais, com filmes sobre os temas como: ‘nature extreme sports’ (destaque para a inusitada projecção em plena Serra da Estrela, do filme de surf, ‘Zon North Canyon-Nazaré Calling Garrett MacNamara’); natureza & aventura (‘Xingu’), arte & natureza (‘Alumbrones’) ou figuras como o filme ‘José Bonifácio’, sobre o fundador da ecologia. E ainda um programa complementar constituído por uma sessão de 10 “curtinhas” para o público infantil, uma mostra de 7 curtas numa sessão de Cinema pela “inclusão social”, em parceria com o FESTin-Festival de Cinema Itinerante da Língua Portuguesa, 3 longas no Panorama Infantil (destaque para o famoso filme brasileiro ‘Tainá, A Origem’) e 5 na secção Panorama, que incluem filmes que estrearam nas salas comerciais e que de alguma forma se ligam com a temática ambiental (‘Jurassic Parque’ 3D, ‘Terra Prometida’, ‘Jobs’, ‘Elysium’). Ao todo são mais de 90 filmes entre curtas-médias e longas-metragens, numa autêntica festa do cinema, naquele que é o único festival de cinema ambiental que se realiza em Portugal e um dos mais antigos do mundo.


Nota de Imprensa

sábado, 5 de outubro de 2013

Notas Soltas do CineEco


Em contagem decrescente para a realização da 19ª edição do CineEco, e na sequência do diálogo que se tem mantido ao longo do ano, é altura de dar mais informação relativa ao andamento de festival.


Promoção
Depois de terminada a ExpoSocial, evento importante do calendário do município, eis que arrancou este sábado uma etapa de divulgação do CineEco, com a colocação de mupis e outros painéis na cidade, seguindo-se durante a semana a distribuição de cartazes, mais mupis e catálogos do festival por cá e por concelhos vizinhos.
Até aqui a RTP era media partner do festival, juntamente com o grupo de rádios da RDP, no entanto e fruto das transformações da empresa pública, este ano não foi dada continuidade a esta parceria. Está a fechar-se outra, que será anunciada no início da semana, já que o spot está pronto e publicado no site do festival.
Parcerias
Têm decorrido várias reuniões nos Agrupamentos das Escolas de Seia, para que os alunos vão ver filmes a concurso, e devidamente preparados para retirar dos seus conteúdos aproveitamento pedagógico. Estão também a ser convidadas escolas de concelhos vizinhos dos 2º e 3ºs ciclos, enquanto que os Jardins de Infância e escolas do 1º ciclo estão a organizar-se para as sessões do Panorama Infantil.
Para além destas parcerias com Agrupamentos de Seia e da região, regista-se a parceria com a Escola Superior de Turismo e Hotelaria, com a mobilização de voluntários, com serviço de restauração e catering, com divulgação do festival junto dos alunos e indicação de professor e alunos para os júris. Outra parceria estabelecida é com a Escola Profissional da Serra da Estrela, no envolvimento dos alunos nas temáticas dos filmes a concurso e também na participação da sua Orquestra na sessão de encerramento do festival, entre outros contributos.
Outra parceria relevante tem a ver com o envolvimento da Universidade da Beira Interior (UBI), que este ano colaborou com o festival, e que está já a lançar desafios aos seus alunos de Licenciatura e Mestrado de Cinema para concepção de trabalhos para a 20ª edição do CineEco – documentários, best off 20 anos CineEco, spot’s, etc. O próprio júri da juventude tem alunos de Mestrado da UBI e estão a mobilizar-se voluntários desta escola superior para o festival. E em Maio do próximo ano haverá uma Extensão do CineEco na UBI.
Atividades paralelas
Este ano há dois artistas locais a expor no CineEco. Luiz Morgadinho, com uma exposição de pintura nas Galerias da Casa da Cultura, com o tema “Liberdade às imagens e às palavras” e Sérgio Viana, com uma Exposição de fotografia na entrada do Cinema, designada “CineContrastes na estrela”. O programa contempla ainda um concerto de olhos vendados, uma mesa-redonda sobre festivais de cinema e claro, um concerto com a Orquestra da EPSE. O Novo Mercado de Seia, que ocorre no dia 19, terá desta vez um cunho do CineEco, pela sua componente de “reciclagem criativa”.
Mas este é um festival de cinema e por isso, para não dispersar, as atenções vão para a “festa do cinema”, com a realização de várias secções, com o que de melhor se produziu no último ano em matéria de filmes de ambiente de todo o mundo.
Júris
Para além do júri da Competição Internacional, o Festival tem o Júri da Lusofonia e o Júri da Juventude. Nos dois primeiros estão integrados directores de festivais e outras personalidades convidadas, entre eles professores de escolas de Seia.
O Júri da Juventude é este ano composto por quase 20 jovens na sua maioria do concelho de Seia e região, e que é uma aposta do município para dar oportunidade aos seus jovens de participarem por dentro do festival. Desta forma, os jovens, para além de visionarem filmes, têm acesso a uma experiência altamente enriquecedora.  
Cartaz
No intuito de abrir cada vez mais o festival à comunidade, à semelhança de tantas iniciativas de todos conhecidas, foi aberto concurso para a concepção do cartaz. Três artistas locais apresentaram propostas, no entanto, entendeu a organização que os mesmos não satisfaziam as pretensões. Uma decisão sempre arriscada, tendo em conta que no campo artístico a subjectividade é profunda, atendendo à conceitualidade emergente, à harmonia estética, mensagem, percepção e outros valores - sempre discutíveis.
Por isso, e ultrapassado um bom lapso de tempo, recorreu-se ao Gabinete de Design do Município que a partir de uma fotografia de um trabalho de reciclagem criativa na Ludoteca Municipal elaborou a proposta do cartaz que viria a ser aceite unanimemente. Aos artistas concorrentes o município agradeceu e isso não deve esmorecer, já que a autarquia tem dado o seu apoio incondicional aos criadores locais e muito mais vai continuar a dar, certamente.
Outras notas
Como habitualmente acontece, os Bares da cidade e da região estão a ser convidados para fazerem “Festas CineEco” e os comerciantes desafiados a decorar montras com motivos de cinema e ambiente.
Por último, está a ser implementada a ideia do cartão “Amigos do CineEco”, uma iniciativa simples e informal que tem em vista alargar a rede de amigos do festival, para que estes façam cada vez mais do CineEco uma imagem de marca de Seia, que projecte e nos faça bem ao Ego de senenses! Porque um amigo é aquele que ajuda, independentemente de ter ou não ter cartão!
Agora, o que é preciso é mobilizar pessoas ás salas da Casa da Cultura, onde decorrerá o festival, e para isso estamos também a desafiar colectividades e empresas, além das escolas.
Mário Jorge Branquinho



sexta-feira, 4 de outubro de 2013

O setor social no concelho de Seia


Participei hoje num debate sobre os novos desafios que se colocam ao setor social no concelho de Seia, e que se inseriu no âmbito da programação da ExpoSocial, organizada pelo Município de Seia, na Casa da Cultura.

Dos vários temas em debate sobressaiu desde logo, o peso e a importância que este setor representa no tecido económico e social do concelho, que emprega hoje cerca de 600 pessoas, no apoio a segmentos fragilizados da nossa sociedade. Nesse contexto, foi reforçada a necessidade de incremento de parcerias entre as instituições, tendo como pólo central o município, através da Comissão Local de Acompanhamento – CLAS. Ou seja, o município tem tido um papel preponderante na articulação de mecanismos de intervenção, sendo um dos de referência no Distrito e deve continuar a reforçar essa articulação. E o desafio, neste domínio de cooperação institucional, será o de envolver cada vez mais as instituições, pela via do CLAS, onde têm assento 60 instituições do concelho. Todavia, este órgão tem tido nos últimos tempos pouco mais de uma dezena de pessoas. Uma questão pertinente, quando por vezes, ouvimos algumas vozes a reclamar mais intervenção da comunidade, sem que depois não tenha expressividade prática na ação, pecando por ausência.

Sob o lema, Intervenção Social na atualidade - desafios, soluções e integração, o debate conduzido pela Vereadora Cristina Sousa e Carmo Ambrósio da ADRUSE, levou ainda os participantes a refletir sobre a necessidade de procurar novas formas de sustentabilidade para as instituições, tendo em conta as novas realidades que o setor atravessa. Por um lado, pela existência de uma vasta rede de Lares de Idosos no Concelho e por outro, pelo crescente aumento de despesas sem o consequente aumento de receitas. Novos caminhos, novas valências, numa perspetiva de inovação e qualidade dos serviços prestados, são igualmente fatores a ter cada vez mais em conta. E sobretudo, quando está cada vez mais em voga o chamado empreendedorismo social, um “chavão” tantas vezes repetido, mas que terá inevitavelmente de estar sempre presente nos processos de crescimento e de sustentabilidade das nossas instituições.

 A articulação de projetos de intervenção, evitando sobreposições de técnicos e ações e a delimitação de intervenção territorial, para que as IPSS não se “atropelem” nos serviços à comunidade, foram igualmente aflorados no debate que contou com cerca de 20 participantes.

O excesso de burocracia no setor, imposto pela tutela, foi também trazido à conversa, impondo-se novas formas simplificadas de atuação.

Como se vê, a economia social encara novos desafios no concelho de Seia, os seus agentes estão atentos e fazem por trazer à praça pública os assuntos que se entendem cada vez mais como pertinentes. Ou não fosse o setor social um dos mais importantes no processo de desenvolvimento económico e social do concelho, com o município a criar condições para o seu fortalecimento, envolvendo os demais agentes da comunidade. O município que tem apostado no combate à pobreza, numa perspetiva de inclusão social, bem como na cooperação institucional, sobretudo com Instituições Particulares de Solidariedade Social.



segunda-feira, 30 de setembro de 2013

Notas sobre a vitória esmagadora do PS em Seia



O partido Socialista de Seia liderado por Filipe Camelo é o grande vencedor das eleições autárquicas neste concelho, obtendo 7.783 votos (56%), contra 4.042 de votos da coligação PSD / CDS (28,9%), alcançado um resultado na Vereação de 5 X 2. A CDU obteve 1.014 votos.

Para a Assembleia Municipal o PS teve 7.323 votos (52,5%) e o PSD / CDS 4.079 (29%) e a CDU 1.294 votos (9,25%). Assim, neste órgão, o Partido Socialista terá 13 deputados municipais, a juntar a 14 Presidentes de juntas de freguesia, mais 3 independentes afetas ao PS. O PSD / CDS terá 7 deputados municipais e 4 Presidentes de Junta (Sandomil, Girabolhos, Sabugueiro e santiago).

Recorde-se que agora o concelho de Seia fica com 21 Freguesias  e 22 membros eleitos na Assembleia Municipal, num total de 43, quando antes eram 29 freguesias e 30 eleitos, num total de 59.

O grande derrotado da noite eleitoral é Albano Figueiredo, que assumiu o partido e a candidatura à Câmara, obtendo um dos piores resultados autárquicos para aquele partido, que concorreu coligado com o CDS de João Amaral, outro dos derrotados da noite.

Em minha opinião a vitória de Filipe Camelo, deve-se em grande medida ao facto de ter falado verdade às pessoas, de ter exercido um mandado de muita proximidade às pessoas, ou seja, não foi só agora ao encontro dos eleitores, foi um contato permanente ao longo de 4 anos. Não prometeu o que sabia que não podia cumprir, ao contrário de outros de verbo fácil. Em tempos muito difíceis, soube resistir a adversidade, tantas vezes dentro e fora, tantas vezes contra um governo insensível que teimou e teima em esvaziar os serviços públicos, como é o caso do Hospital e do Tribunal e de não investir no que é preciso, como é o caso das vias de comunicação.

Os tempos mudaram e Filipe Camelo soube perceber isso. Foi demonstrando que agora os resultados de uma governação não são tão visíveis como em tempos de vacas gordas. Uma Câmara em situação financeira apertada, não pode aventurar-se em obras de “encher o olho”. A Câmara de Seia recebe todos os meses uma fatura de 250 mil euros das Águas do Zêzere e Côa, o que dá 3 milhões ao ano. Uma fatura em que o munícipe só paga metade e a outra tem de ser dos cofres da autarquia. Com esta pesada fatura, quem pode resistir? E não é só a Câmara de Seia, que foi beneficiada com a construção de 20 Estações de Tratamento. Todas as Câmaras passam por isto, porque foram obrigadas a alinhar neste negócio ambiental. Umas mais que outras, é certo. Só com a implementação de uma medida nacional, pode este sufoco ser evitado, senão é mesmo complicado. Porque de resto, as contas estão equilibradas, dentro do contrato de reequilíbrio assinado. As outras faturas a fornecedores são liquidadas até 60 dias.

Agora vai começar uma nova era autárquica e dentro de semanas a autarquia tem de desafiar as populações a sair à rua em defesa do interesse público. A autarquia tem legitimidade para fazer e procurar mobilizar a sociedade para os fortes desafios que aí vêm.

Resultados por Freguesias:

União de SEIA, SÃO ROMÃO E LAPA DOS DINHEIROS:
JUNTA: PS – 2.386, PSD /CDS – 1.042244; PCP - 560
CÂMARA: PS – 2.437; PSD /CDS – 1.144; PCP - 439
AM: PS – 2.327; PSD /CDS – 1.095; PCP - 562

ALVOCO DA SERRA
JUNTA: Ind. 165
CÂMARA: PS – 133; PSD /CDS – 80; PCP - 41
AM: PS – ; 122PSD /CDS – 80; PCP – 51

União Freguesias VIDE / CABEÇA
JUNTA: PS – 219; Ind. - 139; Ind. V - 150
CÂMARA: PS – 284; PSD /CDS – 124; PCP - 62
AM: PS – 272; PSD /CDS – 116; PCP – 78

União TOURAIS e LAGES
JUNTA: IND – 585; PSD /CDS – 231;
CÂMARA: PS – 483; PSD /CDS – 292; PCP - 28
AM: PS – 440; PSD /CDS – 316; PCP - 34

SANTIAGO
JUNTA: PS – 269; PSD /CDS – 374;
CÂMARA: PS – 325; PSD /CDS – 274; PCP - 42
AM: PS – 266; PSD /CDS – 310; PCP – 53

GIRABOLHOS
JUNTA: PS – 84; PSD /CDS – 131
CÂMARA: PS – 91; PSD /CDS – 119; PCP - 1
AM: PS – 85; PSD /CDS – 128; PCP – 2

SANDOMIL
JUNTA: PS – 252; PSD /CDS – 289; PCP - 15
CÂMARA: PS – 273; PSD /CDS – 264; PCP - 18
AM: PS – 258; PSD /CDS – 274; PCP – 20

PINHANÇOS
JUNTA: PS – 208; PSD /CDS – 188
CÂMARA: PS – 212; PSD /CDS – 177; PCP - 12
AM: PS – 200; PSD /CDS – 180; PCP – 16

União de SANTA MARINHA e SÃO MARTINHO
JUNTA: PS – 480; PSD /CDS – 204; PCP - 175
CÂMARA: PS – 509; PSD /CDS – 274; PCP - 96
AM: PS – 482; PSD /CDS – 252; PCP - 117

União de FOLHADOSA  e TORROSELO:
JUNTA: PS – 234; PSD /CDS –181; PCP - 34
CÂMARA: PS – 364; PSD /CDS – 153; PCP - 33
AM: PS – 336; PSD /CDS – 162; PCP – 45

VILA COVA:
JUNTA: PS – 187; PSD /CDS – 84
CÂMARA: PS – 154; PSD /CDS – 77; PCP - 48
AM: PS – 146; PSD /CDS – 73; PCP – 58

TEIXEIRA:
JUNTA: PS – 124; PSD /CDS – 45
CÂMARA: PS – 117; PSD /CDS – 42 PCP - 7
AM: PS – 112; PSD /CDS – 41; PCP - 17

SANTA COMBA:
JUNTA - PS 345; PSD/CDS - 131;
CÂMARA - PS 333; PSD/CDS 127; PCP - 18;
AM - PS 306; PSD/CDS - 138; PCP - 26

SABUGUEIRO:
JUNTA - PSD / CDS - 127; PS 116;
CÂMARA: PS - 152; PSD/CDS - 83; PCP - 19;
AM: PS - 137; PSD/CDS - 84; PCP – 32

PARANHOS:
JUNTA: PS - 583; PSD/CDS - 188;
CÂMARA: PS - 499; PSD/CDS - 231; PCP - 20;
AM: PS - 487; PSD/CDS - 487; PCP 26

LORIGA:
JUNTA: PS - 394; PSD/CDS - 186;
CÂMARA: PS - 422; PSD/CDS - 109; PCP - 48;
AM: PS - 387; PSD/CDS - 120; PCP - 62

União CARRAGOSELA e VÁRZEA
JUNTA: Ind. - 266; PCP - 70;
CÂMARA: PS - 233; PSD/CDS - 91; PCP - 35;
AM: PS - 225; PSD/CDS - 89; PCP - 41

SAZES DA BEIRA:
JUNTA: PS - 95;
CÂMARA: PS - 74; PSD/CDS - 35; PCP - 8;
AM: PS - 71; PSD/CDS - 35; PCP - 12

TRAVANCINHA:
JUNTA: PS - 199; PSD/CDS - 75;
CÂMARA: PS - 191; PSD/CDS - 79; PCP - 6;
AM: PS - 182; PSD/CDS - 83; PCP – 6

VALEZIM:
JUNTA: PS - 123; PSD/CDS - 95;
CÂMARA: PS - 133; PSD/CDS - 67; PCP - 13;
AM: PS - 131; PSD/CDS - 70; PCP – 16

União SAMEICE e SANTA EULÁLIA:
JUNTA: PS - 263; PSD/CDS - 160;
CÂMARA: PS - 264; PSD/CDS - 142; PCP - 18;
AM: PS - 252; PSD/CDS - 146; PCP - 18

quinta-feira, 26 de setembro de 2013

Filipe Camelo na Câmara


O meu artigo de opinião no Jornal de Santa Marinha de hoje:

Filipe Camelo actual Presidente da Câmara Municipal, é a pessoa que neste quadro autárquico reúne as melhores condições para governar o concelho de Seia nos próximos 4 anos. Digo-o eu e reafirmam-no todos aqueles que se vão cruzando no dia-a-dia, pessoal ou profissionalmente, num universo surpreendentemente cada vez mais alargado. E digo que é, porque é daqueles que não vende ilusões, não promete, sabendo que não cumpre, mesmo que isso lhe custe votos. E pode parecer elogio fácil, mas é pura constatação, sobre a forma de ser de um homem que está na política. No meio da dinâmica que o caracteriza, sabe à sua maneira, implementar ideias e mobilizar energias, sem exuberâncias, porque é homem simples.
Filipe Camelo tem experiência, conhece os dossiers e não chegou agora. Tem com ele muita gente e muitas instituições, para procurar fazer o melhor pelo concelho de Seia.
Apesar das adversidades criadas pelo governo, que não tem facilitado a vida às populações, reduzindo serviços públicos, aumentando impostos e arrastando estas regiões para um maior isolamento e interioridade.
Um governo da coligação PSD / CDS que agregou freguesias de todo o país à força e que agora vem a essas freguesias pedir votos, como se não se tivesse passado nada.
Atento a todas estas adversidades, Filipe Camelo parte para estas eleições autárquicas tranquilo, mas de mangas arregaçadas, para continuar a colocar o concelho de Seia no eixo da centralidade nesta região de montanha cheia de potencialidades e com futuro. Sem promessas demagógicas, distinguindo-se daqueles políticos que prometem uma coisa para ganhar eleições e fazem o contrário quando ganham. Distinguindo-se dos políticos de verbo fácil. Imbuído num espirito de missão, o actual Presidente da Câmara tem feito uma corrida, sereno e determinado, por Seia e pela positiva!
Por isso, Filipe Camelo vai fazer mais e melhor na Câmara, porque é capaz e porque nós vamos ajudar. As pessoas e instituições continuarão a saber responder na hora da chamada, numa onda de vontades colectivas, em prol das nossas terras. Porque Seia tem futuro e porque todos vamos remar para o lado do progresso que se impõe, ora reivindicando, ora fazendo.
Será um Camelo na Câmara para continuar a fazer o que falta!
O resto é conversa!

Mário Jorge Branquinho

segunda-feira, 16 de setembro de 2013

CineEco, um festival de Seia com prestígio no mundo




Estamos em contagem decrescente para a realização da 19ª edição do CineEco, que este ano decorre de 19 a 26 de outubro, na Casa Municipal da Cultura de Seia. No seguimento do desafio que me foi feito pelo Presidente da Câmara, Carlos Filipe Camelo, na edição do ano passado, para que assegurasse a direcção do Festival, tenho procurado, juntamente com Carlos Teófilo e o programador José Vieira Mendes, imprimir uma dinâmica que coloque o festival de Seia no lugar a que ele tem direito.

À semelhança do ano passado, o orçamento voltará a ser reduzidíssimo, contando com vários patrocínios, sobrando para o município pouco mais do que 10 mil euros, o que comparado com orçamentos de outros festivais é insignificante. Basta dizer que o montante do primeiro prémio do FICA, de Goiás, dava para pagar todo o festival de Seia.

No entanto o CineEco fundou uma plataforma internacional de festivais, o Green Film Network, e está por isso, entre 20 festivais de todo o mundo, como um dos mais antigos e prestigiados, sendo o único em Portugal, dedicado a esta temática. É um pequeno festival entre os grandes do mundo, onde também eles não têm impacto de grande expansão nacional por se tratar de cinema de ambiente, que não é necessariamente uma área de multidões, como é o cinema comercial, fantástico ou indie.

Para este ano, pretendemos reforçar o nosso empenhamento em três eixos fundamentais: qualidade, notoriedade e público. Ou seja, apresentar um programa de grande qualidade, o que acontecerá mais uma vez, fruto da fama que o festival tem no mundo, o que é explicado pelo fato de terem concorrido cerca de 400 filmes de 40 países. Por isso, em Seia vão estar os melhores filmes de ambiente da actualidade, para o público local e para o público das extensões que realizamos ao longo do ano um pouco por todo o país.

Procurar-se-á também reforçar a componente da notoriedade, através de um amplo programa de divulgação, apesar dos parcos recursos financeiros disponíveis. Para além das estratégias de comunicação que estão a ser negociadas com um canal de televisão nacional e rádio, estamos a pedir ajuda ao grande número de “amigos do CineEco” espalhados pelo país e pelo mundo, para que nos ajudem a criar redes de comunicação e assim dar a maior visibilidade ao CineEco, um festival que, às vezes, parece ter mais fama externa que interna. E muito gostaríamos que as pessoas de Seia partilhassem o festival nas redes sociais e falassem com pessoas amigas ligadas a órgãos de comunicação, para ajudarem a divulgar a existência do festival. Reforçando a notoriedade, estamos certos que estamos a promover Seia e toda a região da Serra da Estrela, que é vista lá fora como uma zona turística de montanha que tem um importante festival com preocupações ambientais.

Embora esta não seja uma área que suscite a adesão de multidões, a organização está também empenhada numa nova estratégia de mobilização de público, que passa por um maior envolvimento das escolas, onde teremos interlocutores privilegiados, assim como em várias instituições culturais e sociais. Para tal, contamos igualmente com parcerias de Universidades, entre elas a Universidade da Beira Interior, que tem cursos de Cinema, e que está a mobilizar alunos em várias frentes, quer na elaboração de trabalhos, quer no voluntariado para a organização e concepção de acções pontuais. À semelhança de anos anteriores, teremos também a prestimosa colaboração da Escola Superior de Turismo e Hotelaria de Seia (IPG), com a mobilização de alunos voluntários, apoio a confecção de refeições, participação nos júris do festival e outras iniciativas pontuais, numa aproximação da escola à comunidade.

Em poucas linhas é o que apraz dizer, neste momento, sobre o CineEco, que é cada vez mais uma imagem de marca de Seia, que o município não tem deixado cair e que tem de contar cada vez mais com o contributo de todos. Porque este é um festival de Seia, com o qual nos devemos orgulhar e onde cabem os contributos das pessoas – com a presença nas sessões, quase todas livres, com sugestões, patrocínios ou acções de voluntariado. Porque o Festival é do povo, o município conta com o contributo das pessoas.

Mário Jorge Branquinho

Jornal Porta da Estrela, 13 setembro 2013

quarta-feira, 11 de setembro de 2013

Moção em defesa do Hospital Nossa Senhora da Assunção, Seia


A Assembleia Municipal de Seia na sua reunião do passado dia 9 de setembro aprovou por unanimidade uma proposta apresentada pela Bancada do PS, para lutar contra o esvaziamento de especialidades do Hospital de Seia.

No dia seguinte a candidatura de Carlos Filipe Camelo promoveu um debate sobre a saúde no concelho, com a presença do Secretário Nacional do PS, Álvaro Beleza.

Estas e muitas outras iniciativas demonstram o empenhamento do PS em defesa da saúde pública. Agora cabe-nos a todos lutar.

A Moção:

Em face da resposta da ULS da Guarda enviada à Mesa da Assembleia Municipal de Seia, na sequência da Moção aprovada neste órgão em 21 de junho de 2013, sobre o esvaziamento de consultas do Hospital Nossa Senhora da Assunção – Seia, a bancada do Partido Socialista pretende:

1.   Manifestar publicamente a sua grande preocupação pelo facto do governo não ter agido com ações imediatas e concretas, tendo em vista contrariar a deterioração das condições de funcionamento do Hospital Nossa Senhora da Assunção, em Seia, particularmente no que diz respeito à redução ou mesmo cessação de alguns dos serviços prestados nesta importante unidade de saúde;

2.       Continuar a repudiar o tratamento que tem sido dado pela Administração da ULS - Guarda ao nosso Hospital e exigir a tomadas de medidas concretas por parte do Ministério da Saúde para que o Hospital de Nossa Senhora da Assunção, em Seia, mantenha e reforce os serviços de Saúde que sempre prestou às populações;

3.       Solicitar, com carácter de urgência, a marcação de uma reunião do Presidente da Câmara Municipal de Seia com o Ministro da Saúde, tendo em vista alcançar as garantias e propósitos de reforço da Missão do Hospital Nossa Senhora da Assunção.

Nestas circunstâncias, o PS garante que tudo fará para continuar a lutar pelo nosso Hospital, num quadro de ações insistentes e mobilizadoras das comunidades locais, tendo em vista o reforço e a melhoria das condições de saúde desta unidade.

Esta Moção, depois de aprovada, deverá ser enviada para: Presidente da República, Presidente da Assembleia da República, Primeiro-Ministro, Ministro da Saúde, Ministro dos Assuntos Parlamentares, Comissão de Saúde da Assembleia da República, ARS do Centro, Grupos parlamentares com assento na Assembleia da Republica, ULS - Guarda e comunicação social.
Seia, 9 de Setembro de 2013
Os proponentes

quinta-feira, 29 de agosto de 2013

CineEco anuncia seleção oficial dos filmes para este ano


A organização do CineEco acaba de anunciar a seleção oficial dos filmes para competição e sessões especiais referentes à 19ª edição do Festival Internacional de Cinema Ambiental.

Para a Competição Internacional foram selecionadas 11 longas-metragens e 19 curtas-metragens. Na competição Lusófona, registaram-se 2 Longas-metragens, 12 Curtas-metragens e 7 para o Panorama Regional. Para as sessões especiais foram selecionados 10 filmes, 10 curtinhas de ambiente, 3 do Panorama Infantil e 5 do Panorama Comercial.

Dos mais de 400 filmes de 40 países enviados para concurso, foram agora selecionados 79, entre curtas, médias e longas-metragens que vão ser exibidas nos auditórios da Casa da Cultura de Seia, na 19ª edição do CineEco, que decorre de 19 a 26 de outubro, nesta cidade da Serra da Estrela.

Para além das várias sessões a concurso e sessões especiais, o Festival, organizado pelo município de Seia conta ainda com um conjunto de atividades paralelas, que constarão do programa a anunciar brevemente.

O CineEco é o único festival de cinema no país e o segundo mais antigo no mundo, dedicado à temática ambiental e afirma-se como uma marca de prestígio no quadro de festivais internacionais de cinema, sendo um dos membros fundadores da plataforma internacional Green Film Network AQUI

Lista de filmes pode ser consultada AQUI


(Comunicado de imprensa)

sexta-feira, 9 de agosto de 2013

Nos dias que correm


Espécie de criativa

Sabe a mar, a conversa que corre, nos dias que passam, entre férias e trabalho, entre trabalho e sorrisos, assim, a modos que a avaliar o que fizemos, onde estamos e onde a onda que passa nos leva.
Sabe a mar, como pode saber a serra, nesta ou noutra terra qualquer, porque somos de onde estamos e estamos onde podemos, até querermos e podermos. Os trilhos são estreitos, e tanto levam a metas de luz e felicidade como a lugares lúgubres. Os trilhos, esses caminhos vãos, por onde vamos e vimos, são cada vez mais para ir, a menos que resistamos, neste lugar onde moramos.
Nunca se viu nada assim, ou não nos lembramos, ou não queremos pensar que este é o tempo da pouca esperança que os novos tempos nos trazem. Dobrar cabos bojadores de aventura ou contornar esquinas de tédio, não é nem deve ser o mesmo, mas no tanto faz como tanto fez, até parece normal.
Nos dias que correm, sabe a indiferença o crédito e a generosidade e no meio de tanta moral, não há conceito que valha, de tanto sabermos como somos feitos de massa frágil, de tanto aquiescermos à vã sina que nos envolve, na praça de valores vãos.
Nos dias que correm, por entre sorrisos e um estar que não está bem, por entre incertezas e vai que não vai, entre angústias e meias palavras e assim por diante - neste mar da leveza das coisas – quase sucumbimos à vulgaridade que vemos.
Nos dias que correm, espreitamos e não vemos e só não vê quem não quer. Há mar a mais, mas não mergulhamos, há recursos a menos, mas compramos. Depois logo se vê. É sempre assim, é só uma vez, da próxima é diferente, como se da próxima nos lembrássemos de um décimo do que decidimos atabalhoadamente, por conveniência. Como se o mundo acabasse amanhã. Toca a embrulhar, porque nos dias que passam, tanto faz como tanto fez e nós acreditamos que, mesmo não indo ao fundo, não empenhando tudo, haveremos de conseguir e de chegar lá. Não importa aonde, porque também convém parecer e a mim parece-me que andando à volta, no regateio de valores e princípios, hei-de aportar, pousando na pausa e na ponta, sem me importar do que dizem.

Nos dias que correm, só de julgar que consigo, consigo. Depois logo se vê, não precisamos sofrer por antecipação, que a vida é curta e o que é preciso é curtir o momento. Ir ou não ir, pegar ou largar, é sempre a questão central, mas vamos indo, nos dias que correm.

MJB, Seia, agosto 2013

Município de Seia promove oportunidades para músicos das filarmónicas do concelho




A Casa Municipal da Cultura de Seia vai acolher o projeto "A OCP t[r]oca música com miúdos e graúdos", uma iniciativa do município, integrada no programa de ação da CULTREDE e que integra também os municípios de Castelo Branco, Gouveia, Pombal e Ponte de Lima e a Orquestra de Câmara Portuguesa.

A iniciativa conta com 3 momentos. Numa primeira fase conta com a realização de uma master class que decorrerá de 20 a 22 de setembro, com a OCP – Orquestra de Câmara Portuguesa e 3 músicos de cada uma das bandas 7 filarmónicas do concelho de Seia, do Conservatório e da Escola Profissional da Serra da Estrela. Esta master class culminará com um concerto final à população no dia 22 de setembro no Cineteatro da Casa da Cultura.

Posteriormente, os músicos selecionados durante as master classes de Seia e dos outros concelhos aderentes, serão convidados a ensaiar em Lisboa ou Almada com a Orquestra de Câmara Portuguesa por um período de três dias e assim trabalhar o programa que será interpretado nos concertos finais.

Em novembro, o agrupamento temporário resultante da integração dos músicos selecionados na OCP, fará uma digressão pelos cinco municípios coprodutores, e eventualmente por outros municípios ou teatros que se mostrem interessados. Em Seia, este concerto final será no dia 9 de novembro.

Com esta coprodução, a OCP, município de Seia e restantes municípios, pretendem proporcionar às comunidades musicais locais [bandas filarmónicas, conservatórios de música e outros) a possibilidade de experienciar o envolvimento num processo de trabalho de um agrupamento orquestral profissional de música de câmara e participar, colaborando, na realização de um conjunto de pelo menos cinco concertos que culminarão o projeto.




sábado, 3 de agosto de 2013

CineEco Festival de cinema ambiental de Seia com 400 filmes inscritos


Notícia da agência Lusa

A organização do CineEco - Festival Internacional de Cinema Ambiental da Serra da Estrela anunciou hoje que recebeu a inscrição de 400 filmes para o evento, a realizar em Seia de 19 a 26 de outubro.

Segundo Mário Jorge Branquinho, diretor do festival, os filmes inscritos são provenientes de 40 países e concorrem às várias secções competitivas. "As obras selecionadas serão anunciadas até um mês antes do festival, de acordo com o regulamento", refere o mesmo responsável, numa nota hoje enviada à agência Lusa. Portugal é o país mais representativo com mais de 70 filmes, entre curtas e longas-metragens, seguindo-se o Brasil com mais de 50, "o que reforça a aposta na lusofonia, uma componente importante do festival", é assinalado. 

Segundo a organização, para além da secção da lusofonia, o CineEco conta ainda com uma competição internacional, que integra longas, médias e curtas-metragens de ficção, animação e documentário. "O CineEco, que cumpre este ano a sua 19.ª edição, é o único festival em Portugal e o segundo mais antigo no mundo dedicado à temática ambiental e afirma-se como uma marca de prestígio no quadro de festivais internacionais de cinema, sendo um dos membros fundadores da plataforma internacional Green Film Network - www.greenfilmnet.com", refere Mário Jorge Branquinho. 

O festival, organizado pela Câmara Municipal de Seia, tem como principal objetivo a divulgação de valores naturais e ecológicos, através do cinema e de atividades culturais, que abordam temas da atualidade como a biodiversidade, sustentabilidade, energias renováveis, requalificação urbana, alimentação biológica e compromissos ambientais de uma forma abrangente e pedagógica.


sábado, 20 de julho de 2013

BTSeia ou a grande festa popular de Seia


Independentemente de tudo o resto, a festa popular vai sair mais uma vez à rua em Seia, com grandes figuras de cartaz. No primeiro dia, com os Expansive Soul, no segundo com o Festival Internacional de Folclore de Seia e no terceiro dia, no domingo, com Carminho.

Pretextos mais do que suficientes para ultrapassar divergências e outras questões, para sair à rua nas noites quentes ou mornas de Seia.


domingo, 14 de julho de 2013

Ao redor da Cabeça, aldeia fantástica


foto: blogue Cabeça Web

Numa manhã de sábado, a pretexto de um Encontro de Blogues e de leitores dos mesmos, participei numa pequena viagem maravilhosa e fantástica, pelas ruas da Freguesia da Cabeça, no concelho de Seia.
O anfitrião foi José Pinto, autor dos blogues CabeçaWeb e Balancé da Cabeça , para promover a aldeia e o grupo de cantares da localidade. Pinto, que tem uma dedicação profunda à sua terra, qual guardião da aldeia, escolheu para tema da visita, as Alminhas da Cabeça. Ou melhor, o Nicho das Alminhas, que são pequenos templos talhados em pedra, normalmente em granito, com uma cruz de pontas em trevo e que “constituem um património arquitectónico português, único no mundo”, como refere na brochura que distribuiu aos participantes. E na Cabeça, os três nichos - do Corte-Muro, da Malhada e do Largo de Santo António - estão bastante preservados, e os seus painéis de azulejos remetem para o Purgatório, um dogma criado pelo papa Gregório I em 593, confirmado mais tarde pelo concilio de Florença em 1439 e ratificado no Concilio de Trento (1545-1563).


Como se percebe, à luz desta inspiração cristã, foram sendo construídos em Portugal milhares de nichos de alminhas, incitando as pessoas a rezar. E na Cabeça, como o lema é preservar o património cultural, com enfoque no religioso, também se remete à atenção dos visitantes para estas pequenas marcas assinaladas na pedra e nos azulejos que adornam.

Além das Alminhas, a Cabeça tem muito mais para mostrar, onde se incluem as suas igrejas e capelas, um pequeno museu particular e a casa dos teares, os cantos e recantos, as ruas estreitas, os socalcos e a simpatia e o acolhimento do povo, que sabe saudar e acolher os visitantes. Tudo isto, ao redor de um espaço urbano reconstruído e arejado, onde o município de Seia muito investiu e que agora urge aproveitar em proveito do desenvolvimento deste território.

Cabeça, que não chega a ter 200 habitantes, é uma aldeia típica de montanha, nas abas do maciço central da Serra da Estrela, com uma notável zona histórica, onde sobressai, precisamente, um casco urbano lindíssimo, num labirinto de calçadas e casas de xisto tradicionais. Esta Freguesia que não quer deixar de o ser, e muito bem, é detentora desde 2011, da classificação de Primeira Aldeia led de Portugal, por ter sido a primeira no país a substituir a iluminação pública de toda a zona histórica por luminárias com tecnologia LED. Uma forma de mostrar que é amiga do ambiente, já que reduz os consumos energéticos na ordem dos 80%, produzindo menos materiais recicláveis e não libertando CO2 para a atmosfera.
Mas, Cabeça, que foi elevada a Freguesia por Alvará de D. João VI em 13-01-1800, também pode ser a futura aldeia presépio da Serra da Estrela, já que ganhou recentemente o concurso de ideias lançado pelo município de Seia. Este projeto “Cabeça Aldeia Natal” vai permitir instalar iluminação pública, iluminar fachadas das casas particulares, promover o fogueirão de Natal, organizar um mercado, recriar ambiente sonoro nas ruas, promover concertos de Natal, presépio humano e sessões fotográficas.

Por isso, como se vê, a aldeia da Cabeça pode ter poucas pessoas, mas tem alma e tem encanto e atrativos suficientes para a visitarmos. Os seus habitantes, quer através da Junta de Freguesia, do Centro de Apoio à Terceira Idade, do Grupo de Cantares e outros, no âmbito do projeto das Aldeias de Montanha, impulsionado pelo município, têm aproveitado ao máximo reportagens televisivas e outros trabalhos jornalísticos com difusão nacional e internacional, para valorizar e divulgar estas potencialidades. E é isso que - e muito bem - pretende continuar a fazer, podendo agora dar o salto para trabalhar ainda mais com agências de viagens e mais ainda com unidades hoteleiras da região, para incluírem todos estes atrativos no roteiro das suas viagens.

E assim, haverá cada vez mais gente, de dentro e de fora, ao redor da Cabeça, em fantásticas viagens, na descoberta de tesouros escondidos nos mais variados recantos de uma terra encantadora.

Nota:

Para além de mim, participaram no encontro os bloguistas: José Pinto, Tá Amaro, José Fernandes, Luís Silva, Manuel Dias e Nuno Pinheiro. e qualquer um deles tem excelentes reportagens fotográficas no Facebook.


sábado, 22 de junho de 2013

Moção em defesa das valências do Hospital Nª. Srª. da Assunção, Seia

 
A Assembleia Municipal, a Câmara Municipal, as diferentes forças políticas e a comunidade em geral têm vindo a constatar, com grande preocupação, a deterioração das condições de funcionamento do Hospital Nossa Senhora da Assunção, em Seia, particularmente no que à redução ou mesmo cessação de alguns dos serviços prestados nesta importante unidade de Saúde diz respeito.
Os problemas não param de se agravar em diversos dos seus setores, com especial destaque para as consultas externas. Com efeito, são várias as especialidades médicas que vêm sendo postas em causa ou correm mesmo o risco de encerrar, sobretudo por virtude da não renovação das prestações empresariais de serviços médicos, com o argumento de que a ULS dispõe de condições para as assegurar através dos seus próprios médicos, possibilidade que está ainda por comprovar.
Em face desta gravíssima situação e tendo em conta que:
- já houve encerramento das consultas de Cardiologia e tudo indica que há sérios riscos de acabarem as consultas de Ortopedia (que neste momento estão suspensas), Pneumologia, Medicina Física e de Reabilitação, Psiquiatria, Endocrinologia, Urologia, Oftalmologia e outras, como Otorrinolaringologia;
- já se verificou uma suspensão temporária de algumas cirurgias;
- as opções indiciadas podem representar o princípio do fim irreversível das consultas de especialidade no nosso Hospital e igualmente uma incompreensível quebra na atividade cirúrgica;
- estas possíveis alterações de gestão,  em particular no que ao conjunto das consultas de especialidades prestadas no Hospital concerne, acarretam consequências altamente nefastas para a boa prestação de serviços de Saúde à nossa região;
- qualquer tentativa de acabar com as consultas representará um acentuado e progressivo esvaziamento do Hospital Nossa Senhora da Assunção, ao que tudo indica assentando em critérios meramente economicistas, em detrimento dos reais interesses das populações;
- a inclusão de Seia foi decisiva para a constituição da ULS - Guarda;
- o Hospital Nossa Senhora da Assunção tem tido um tratamento diferenciado e, por vezes mesmo, marginalização incompreensível por parte da ULS - Guarda;
- o Hospital Nossa Senhora da Assunção sempre foi uma referência, que não pode continuar a perder importância e a ser o parente pobre da ULS ou um apêndice do Hospital da Guarda;
A Assembleia Municipal de Seia, na sua reunião ordinária de 21 de junho de 2013, delibera:
  1. Manifestar a sua firme determinação em tudo fazer para que o Hospital de Nossa Senhora da Assunção, em Seia, mantenha e reforce os serviços de Saúde que sempre prestou às populações.
  2. Lamentar e repudiar o tratamento que tem sido dado pela Administração da ULS - Guarda ao nosso Hospital e exigir desta a garantia clara e inequívoca da manutenção e consolidação dos serviços prestados às populações em matéria de Saúde.
  3. Manter-se solidária com as instituições, as forças vivas e o Município de Seia na luta que têm vindo a travar para que a ULS - Guarda honre os seus compromissos, uma vez que sempre foi garantido que todos os serviços existentes seriam mantidos e mesmo melhorados e renovados.
  4. Envolver toda a população nas eventuais ações públicas de protesto fundamentado que venha a desencadear, caso não seja revista e revertida a situação.
Esta Moção, depois de aprovada, deverá ser enviada para: Presidente da República, Presidente da Assembleia da República, Primeiro-Ministro, Ministro da Saúde, Ministro dos Assuntos Parlamentares, Comissão de Saúde da Assembleia da República, ARS do Centro, Grupos parlamentares com assento na Assembleia da Republica, ULS - Guarda e comunicação social.
Seia, 21 de junho de 2013
Aprovada por unanimidade e aclamação.