sábado, 15 de junho de 2013

Morreu o Carlos Amaro, de Loriga

 
 Morreu hoje o meu amigo Carlos Amaro, no Hospital de Seia, onde ainda há dois dias o tinha visitado, já num sofrimento doloroso e profundo, quase não me reconhecendo.
Lutou, lutou, foi resistindo, até partir na madrugada de hoje, deixando dois filhos menores e sua mulher Conceição, que sempre esteve a seu lado.
Desde janeiro de 2009 que lutava contra a doença, e hoje não resistiu mais ao sofrimento. O Funeral é no Domingo, 16 de junho, pelas 19 horas, em Loriga.
Carlos Jorge Cardoso Amaro, nasceu em Loriga em julho de 1969, fazia agora 44 anos.
Apaixonado pelas suas origens, Loriga e pela região, foi durante mais de uma década vigilante do Parque Natural da Serra da Estrela, onde teve oportunidade de conhecer a imensa montanha que é a Serra da estrela.
Actualmente era funcionário da Autoridade e Aduaneira em Seia (Finanças).
Fez parte dos órgãos directivos dos bombeiros de Loriga e de outras instituições, com particular carinho pela Banda de música, onde o seu filho já é músico, pela Confraria da Broa e do Bolo Negro, pela Associação desportiva,...
Era um profundo conhecedor da Serra da estrela, tendo guiado centenas de pessoas pelos caminhos sinuosos e inebriantes desta montanha de riquezas imensas e de surpreendentes imagens e cenários.
A fotografia era um dos seus hobbies e tinha milhares de fotografias, sobretudo da Serra e da sua “querida” Loriga.
Foi um dos grandes impulsionadores da divulgação da Praia Fluvial de Loriga, como uma das mais belas do país. Queria sempre o bem da sua terra, e fazia tudo por Loriga, essa vila nos contrafortes da serra, que tanto defendia e lutava, pelo seu progresso e pela sua supremacia, enquanto terra importante, enquanto território de muitas potencialidades neste  Interior de Portugal, que se projecta pelo mundo.  Enquanto lugar de apego às raízes, e pouso de alavanca para para novas descobertas, nas escarposas montanhas, nos socalcos, nas veredas, desta a que muitos chamam a “Suiça portuguesa”. Enfim, Carlos Amaro amava demais Loriga.
Parte um amigo, parte um homem novo, parte um homem bom.Até sempre, amigo, que não sei mais que diga, por entre lágrimas que não sei esconder nesta hora!
 



 

(Foto: No ano passado o Presidente da Câmara de Seia entregou o símbolo das 7 Maravilhas das Praias de Portugal, onde a Praia de Loriga era uma das candidatas e no qual Carlos Amaro foi um dos grandes impulsionadores.)

sábado, 8 de junho de 2013

Este governo PSD / CDS quer retirar a Seia consultas de especialidade e nós tudo faremos para impedir



Política local


Já não é de agora. Há muito tempo que nos corredores da diplomacia de influência a Câmara Municipal de Seia tem vindo a reivindicar melhorias no setor da saúde no concelho de Seia.


Primeiro foi a tentativa de passagem do Hospital para a Misericórdia. O município interveio a tempo e evitou que tal viesse a suceder, apesar de algumas “aves de mau agoiro” insinuarem que se estava a dramatizar.


Agora é a tentativa de esvaziamento das especialidades no Hospital de Seia. Carlos Filipe Camelo tem vindo a exercer a sua influência de forma discreta, tendo passado recentemente a fazê-lo com mais “estrondo”, para que as pessoas de Seia saibam que a autarquia está a trabalhar e que este governo nos quer retirar serviços, sobretudo em matéria de consultas de especialidade.


Nesse sentido, há mais reuniões pedidas e a própria Comissão Permanente da Assembleia Municipal vai reunir com caráter de emergência na próxima quarta-feira, dia 12, para tomar posição.

É que, se não se tomarem medidas enérgicas, o Hospital de Seia pode vir a ficar sem consultas de especialidades de Otorrino, Pneumologia, Psiquiatria, Urologia, Medina física e reabilitação, Endocrinologia, entre outras, como já aconteceu com a Cardiologia.

As medidas estarão a ser tomadas com o argumento de que há médicos na Guarda que podem vir cá assegurar os serviços, mas como sabemos esse é o principio do fim das especialidades e Seia não pode aceitar isso.

Ainda por estes dias, as cirurgias foram desmarcadas.

O Hospital de Seia é um hospital de proximidade, instalado num edifício novo e moderno para servir as populações e não pode ficar vazio de serviços.


Como referiu esta semana à imprensa o Presidente da Câmara de Seia: “A inclusão do Hospital de Seia foi decisiva para a constituição da ULS/Guarda, pelo que a unidade hospitalar senense não pode continuar a perder importância e a ser uma espécie de parente pobre da ULS ou um apêndice do Hospital da Guarda".

Carlos Filipe Camelo disse ainda a este propósito que “A ULS tem de honrar os seus compromissos, porque sempre nos foi garantido que todos os serviços existentes seriam mantidos, porventura redimensionados e, inclusive, melhorados, pelo que, qualquer outro cenário terá a nossa firme oposição”.


Por isso, se não for a bem, terá de ser novamente com a força do povo para impedir que este governo retire a Seia o que Seia tem direito, neste caso em matéria de Saúde.

quarta-feira, 5 de junho de 2013

Festival ARTIS promove Mostra de Música Moderna


O Cineteatro da Casa Municipal da Cultura de Seia vai ser palco da 1ª Mostra de Música Moderna de Seia
MMMS, no próximo dia 8 de junho, sábado. A iniciativa, que vai encerrar o Festival de Artes Plásticas ARTIS XI, conta com músicos e grupos de Seia que apresentam temas originais, numa vertente criativa.

O espetáculo que tem vindo a ser preparado com a envolvência dos participantes, não tem caráter competitivo, apresentando-se como uma oportunidade de dar espaço à criatividade artística dos músicos locais.

O Grupo First Flight, composto por João Bernardo Ferreira, Sara Gouveia e Noel Ferreira apresentará o tema “Complete Chaos”.

A Banda Eclipss, com os músicos Rui Miguel Silva, Daniel Pinto, Carlos Eduardo Ferreira, Daniel Dias, Paulo Mendes, apresentará “Tenta Novamente” e “Finalmente em casa”.

O Grupo Caso Raro, com Tiago Oliveira, Luís Carlos, José Sarmento e Adriana Neves apresentará os temas “Algo mais” e “Medo de te Perder”.

Acustic Myth, o grupo de David Fidalgo, que conta ainda com a participação de Dinis Rodrigues; Cláudio Varão; Tiago van der Worp, apresentará os temas “In to the wild” e “Litle Cloud”.

Tozé Novais, o jovem músico de Seia este ano foi homenageado no Festival ARTIS, pelo seu percurso musical, apresentará também um tema original, nesta Mostra que pretende consolidar-se no calendário cultural de Seia, como estimulo aos talentos musicais locais.

O concerto que tem entrada livre, contará ainda com algumas surpresas musicais.

Esta primeira Mostra de Música e o Festival ARTIS, que vai na sua 11ª edição, são organização do Município de Seia e Associação de Arte e Imagem de Seia.



Fase de Qualificação Nacional 2.ª Divisão em Seia, 8 e 9 de Junho 2013



Decorre este fim-de-semana, dias 8 e 9 de junho, no pavilhão municipal padre martinho em São Romão, a Fase de Qualificação Nacional da 2.ª Divisão Nacional em Ténis de Mesa.

De salientar que estará em competição a equipa dos Bombeiros Voluntários de Seia, que disputará o acesso à 2.ª divisão nacional de ténis de mesa.

Esta equipa sagrou-se campeã da fase associativa organizada pela Associação de Ténis de Mesa de Viseu, na qual participaram equipas dos distritos de Viseu, Guarda e Castelo Branco.

Nesta fase de apuramento para a subida à 2.ª divisão nacional, vai competir com os melhores classificados dos distritos de Aveiro, Porto, Coimbra e Braga.

segunda-feira, 3 de junho de 2013

CineEco de Seia em Lisboa, Açores, Coruche, Monção e Baião



O CineEco, Festival Internacional de Cinema Ambiental prossegue a exibição de filmes da edição do ano passado em vários pontos de Portugal continental e Ilhas.

Coincidindo com a comemoração do Dia Mundial do Ambiente, a 5 de junho, o Festival está por estes dias em Lisboa, e conta com uma sessão de cinema ao ar livre no Alto da Ajuda (na sexta dia 7 de junho às 21h30) e uma Maratona do Documentário Ambiental, no Cinema São Jorge no Dia Mundial do Ambiente, na quarta, dia 5 de junho, a partir das 11h da manhã. E tudo com entradas gratuitas!


O Fórum FNAC do Chiado, apresenta ainda entre os dias 2 e 7 de Junho, das 13h30 às 15h00, uma série de retrospectivas com os filmes que fizeram parte da edição de 2013 e edições anteriores da Extensão do Cine Eco em Lisboa.

No Dia Mundial do Ambiente, a 5 de junho, numa colaboração da EGEAC/Cinema São Jorge vai decorrer, das 11h às 23h na Sala 3, uma Maratona do Filme Ambiental, onde será apresentada praticamente toda a Seleção Oficial do 18º CineEco, com destaque para os principais filmes premiados: ‘O SILÊNCIO DA NEVE - A INTOXICAÇÃO INVISÍVEL DO ÁRTICO’, Holanda, 2011 (Grande Prémio) e ‘ECOTOPIA’, Turquia, 2011 (Prémio Júri Jovem).

Durante o mês de maio e junho o festival tem percorrido as Ilhas do Faial, São Miguel e Terceira, numa parceria com o OMA – Observatório do Mar dos Açores.

Numa parceria com a ASPEA – Associação Portuguesa de Educação Ambiental, prosseguem também Extensões do CineEco de Seia em Coruche e Monção, bem como em Baião, no Norte do país.

Recorde-se que a 19ª edição do CineEco se realiza este ano de 19 a 26 de outubro na Casa Municipal da Cultura de Seia, numa iniciativa do Município local, com apoio de várias entidades.

Em Lisboa: AQUI
Nos Açores: AQUI


www.cineecoseia.org

sábado, 1 de junho de 2013

CineEco de Seia na semana do ambiente em Lisboa

 
 
 
O CineEco – Festival de Cinema Ambiental da Serra da Estrela, desce novamente da encosta da cidade de Seia, directamente para a capital, para comemorar a Semana do Ambiente em Lisboa. Assim, de 2 a 7 de junho próximos, vai realizar-se a 7ª Extensão de Lisboa do Cine’eco – Festival Internacional de Cinema Ambiental da Serra da Estrela, que tem como novidade este ano, uma sessão de cinema ao ar livre no Alto da Ajuda (na sexta dia 7 de junho às 21h30) e uma Maratona do Documentário Ambiental, no Cinema São Jorge no Dia Mundial do Ambiente, na quarta, dia 5 de junho, a partir das 11h da manhã. E tudo com entradas gratuitas!
 
A 2 de junho (domingo), a Extensão de Lisboa do CineEco, tem o seu lançamento a partir das 17h30, no Fórum FNAC do Chiado, num encontro, que contará com a presença dos organizadores do Festival, promotores, parceiros e realizadores. Será igualmente uma tarde preenchida com surpresas, para os mais novos. O Fórum FNAC do Chiado, apresentará ainda entre os dias 2 e 7 de Junho, das 13h30 às 15h00, uma série de retrospectivas com os filmes que fizeram parte da edição de 2013 e edições anteriores da Extensão do CineEco em Lisboa.
 
No Dia Mundial do Ambiente, a 5 de junho, numa colaboração da EGEAC/Cinema São Jorge vai decorrer, das 11h às 23h na Sala 3, uma Maratona do Filme Ambiental, (conforme programa em anexo), onde sera apresentada praticamente toda a Selecção Oficial do 18º Cine’eco, com destaque para os principais filmes premiados: ‘O SILÊNCIO DA NEVE - A INTOXICAÇÃO INVISÍVEL DO ÁRTICO’, Holanda, 2011 (Grande Prémio) e ‘ECOTOPIA’, Turquia, 2011 (Prémio Júri Jovem).
 
O Parque Florestal de Monsanto, oferece ainda a 6 de junho, um programa diversificado de filmes do CineEco, destinado a um público de diferentes faixas etárias: entre as 10h30 e as 12h30, o Auditório do Centro de Interpretação de Monsanto, apresenta curtas-metragens de animação em língua portuguesa, sobre a temática ambiental, dirigido a crianças e ao público-escolar. A partir das 14h30 até por volta das 20h30, apresenta curtas-metragens da Competição Internacional e Lusófona, dois documentários e uma curta-metragem da secção Panorama Regional, destinadas ao público em geral.
 
A semana do CineEco em Lisboa, vai encerrar, a 7 de junho às 21h30, com um desafio à descoberta de mais alguns dos filmes que compuseram a Selecção Oficial do 18º Festival de Cinema Ambiental da Serra da Estrela, numa projeção ao Ar Livre, que irá decorrer no Parque Florestal de Monsanto, Alto da Ajuda. A entrada em todas as sessões é gratuita, limitada apenas à lotação dos espaços e salas e todos os filmes são legendados em português.
 

 

quinta-feira, 23 de maio de 2013

“Mais do que um Olhar”, Um documentário sobre arte e ambiente, que concorreu no CineEco 2012 passa domingo no Festival ARTIS, em Seia


“Mais do que um Olhar”, Um documentário sobre arte e ambiente, que concorreu no CineEco 2012 passa domingo no Festival ARTIS, em Seia

“Mais do que um olhar”, um documentário de Pedro Barbosa (Brasil) que integrou a competição da Lusofonia do CineEco 2012, vai ser exibido este domingo dia 26 de maio, na Casa Municipal da Cultura de Seia, a partir das 15:30 horas. Trata-se de uma iniciativa integrada no Festival de Artes Plásticas – ARTIS XI, que contempla um debate no final.

Com uma duração de 17 minutos, o documentário evidencia os aspetos urbanos do meio ambiente, de uma forma inovadora, por utilizar a fotografia como pano de fundo para discussões nada triviais e próprias de uma complexa e turística metrópole.

Assim, esta curta-metragem oferece um recorte expressivo da 3ª Mostra São Paulo de Fotografia, que optou por romper com o formato exclusivista e intimista das exposições, e decidiu interagir com a cidade, levando a sua mensagem para bares, restaurantes, lojas, ruas e becos. Além do depoimento dos curadores que expuseram os conceitos, dados e alcance do evento, o documentário também teve o cuidado de registar a opinião de alguns artistas, os porquês de suas obras e eleição de temas como canalização de rios, intolerância, deslocamento, segurança pública, entre outros. Mais do que simplesmente olhar, percebe-se que o intuito da Mostra e do próprio documentário, é que o público desperte os sentidos – muitas vezes condicionados pela rotina urbana – e reflitam sobre a pluralidade dos desafios e oportunidades que uma metrópole como São Paulo oferece.


www.artisdeseia.blogspot.com

quinta-feira, 16 de maio de 2013

Atividades de fim-de-semana começaram ontem na Casa da Cultura


A Casa Municipal da Cultura de Seia recebeu ontem mais uma edição do MOTIN – Mostra de Teatro Infanto-juvenil do concelho de Seia, desta vez da EB 2,3 Dr. Abranches Ferrão, com a peça “Falar Verdade a Mentir" de Almeida Garrett.

Hoje à noite, no primeiro piso, no Auditório, decorre uma conferência, com Jorge Pais de Sousa: “Afonso Costa: Um socialista na viragem do século (Seia, 1871 – Paris, 1937)”.
Segundo a nota enviada à imprensa “esta conferência aborda, em geral, a formação intelectual e universitária de Afonso Costa, numa articulação estreita com 50 anos de intervenção política de um estadista que contribuiu, indelevelmente, para as transformações, profundas e complexas, entretanto ocorridas na sociedade portuguesa, e para a criação de uma nova ordem internacional.
Aborda, em suma, um comportamento político que é transversal ao combate à Monarquia e fundador da República, enfrenta a I Guerra Mundial e integra o grupo restrito das personalidades fundadoras da Sociedade das Nações (SN), até ao exílio em Paris e à oposição ao Estado Novo de Salazar”.

No sábado, dia 18, sobe ao palco do Cineteatro da Casa da Cultura a 2ª apresentação de Senalonga, a partir do livro de Avelino Cunhal, pelo Grupo residente da Casa da Cultura Senna em Palco. Com encenação de Alexandre Sampaio, o espetáculo tem entrada livre.
O promocional do espetáculo diz que: "Senalonga" é um livro escrito pelo senense Avelino Cunhal, pai de Álvaro Cunhal. São histórias da vila de Senalonga (muito possivelmente Seia), terra perdida nas abas de uma grande serra no coração do país. Histórias passadas por volta de 1900 e que terão sido escritas em Lisboa, nos meses de Janeiro e Fevereiro de 1964, onde se consegue retratar com requintes de genialidade pormenores das personalidades da época, situações da governação local, dos figurões da terra, dos anseios das suas gentes, do dia-a-dia da vila”.

Mas o fim-de-semana na Casa da Cultura também tem cinema.
Sexta e Domingo às 21:30 Horas, passa o filme REGRA DE SILÊNCIO, de Robert Redforf e no Domingo às 15:30 Horas, na sessão infantil, exibe-se OS CROODS.

Entretanto, no fim-de-semana continuam abertas as exposições do Festival ARTIS, aos sábados e domingos, das 15 às 18 horas.

Vários motivos, diversos pretextos para “sair de casa e libertar a cabeça”, como diz o outro.

www.casadaculturadeseia.pt

quinta-feira, 9 de maio de 2013

Presidente da Câmara elogia dinâmica empresarial de Seia



Publicamos mais uma nota de imprensa do município relativa à visita do Presidente Filipe Camelo a empresas do concelho, um périplo que está a evidenciar a dinâmica empresarial do concelho.


"O Presidente da Câmara Municipal, Filipe Camelo, voltou, ontem, ao contacto com os empresários do Concelho, para evidenciar “a dinâmica” do tecido empresarial senense, através de um ciclo de visitas, que decorrem ao longo de toda esta semana, a iniciativas empresariais que se distinguem enquanto exemplos de boas práticas e sucesso.

De manhã, o Presidente do Município foi conhecer de perto a atividade da Fabricios S.A., com sede em Vila Verde, uma empresa da indústria de curtumes com créditos firmados no mercado, na posse da família Santos nos últimos 66 anos. Um percurso de longevidade que o Presidente da Câmara atribuiu à “gestão rigorosa e ao elevado conhecimento e capacidade dos seus dirigentes e trabalhadores”.

Na Fábrica Curtumes Fabricios


Por outro lado, frisou a capacidade empreendedora e de modernização que ali vendo sendo operada, através da realização de investimentos na modernização e aumento da capacidade produtiva, elogiando a dimensão ambiental da empresa, que fez um esforço de investimento bastante significativo nesta área, com a construção de uma estação de tratamento própria, tendo em vista respeitar os mais elevados padrões de qualidade ambiental.


Filipe Camelo considera o êxito da empresa absolutamente ilustrativo da capacidade que os empresários senenses continuam a ter, mesmo nos tempos de dificuldade, inovando e adaptando-se às novas exigências do mercado.


Com um volume de negócios na ordem dos 2,5 milhões de euros, a empresa tem vindo, adianta, a diversificar os destinos setoriais e geográficos da sua produção e a posicionar-se nos segmentos de maior valor acrescentado, nos quais o design, a moda, e as exigências de qualidade do produto final são determinantes para o sucesso.


“É um caso de inegável sucesso, que deve ser sublinhado e que é característico dos nossos empresários”, avançou.


Ainda durante a manhã, Filipe Camelo deslocou-se à empresa Sarah Trading, com a qual a Câmara Municipal tem um protocolo de colaboração, em que a empresa disponibiliza contentores para recolha de roupa, calçado e brinquedos usados, que depois de devidamente tratados serão distribuídos pelas famílias vulneráveis do Concelho.


Trata-se de um projeto empresarial inovador no âmbito da recolha de resíduos. Fundada em 2010 iniciou a sua atividade com o objetivo de criar em Portugal, a partir de Vila Verde, em Seia, a primeira central de resíduos têxteis. Inicialmente, o projeto centrava-se apenas na triagem de roupa, calçado e brinquedos e posterior reencaminhamento, mas a partir de 2012 alargou a sua área de atividade para a recolha através de contentores, atualmente 900, apropriados em espaços públicos e privados, distribuídos por todo o território nacional.


A Sarah Trading conta com um volume de negócios anual na ordem dos 1,5 milhões de euros e tem 50 postos de trabalho, que tendem a aumentar em consequência do contínuo crescimento da empresa, que tem subjacente à sua gestão uma forte componente de responsabilidade social e ambiental.


Privilegiando o que é português e produzido em território nacional, a Sarah Trading abriu recentemente uma serralharia com a finalidade de fabricar os equipamentos de recolha.



Seia Hotel & SPA abre em Setembro


O programa da manhã ficou completo com uma deslocação às obras de construção, que se encontram na fase final, de um novo hotel em Seia.


O novo Hotel de Seia em construção

O equipamento, de quatro estrelas, está a ser construído próximo do Centro Escolar de Seia, envolvendo um investimento global de cerca de 7 milhões de euros, dos quais 4,4 milhões são financiados pelo Programa Operacional Regional do Centro – Mais Centro e ao abrigo da iniciativa Turismo 2015, criado pelo Governo, e que tem como objetivo a inovação, qualificação e modernização das empresas turísticas.


A Seleção Especial, principal promotora do investimento, estima que o complexo, com 70 quartos, possa abrir entre os meses de setembro e outubro.


Durante a visita, o Presidente da Câmara referiu que existem sinais muito positivos. “Além deste hotel, temos assistido ao aparecimento de outras intenções de investimento, sobretudo na área do Turismo, que temos vindo a acompanhar no Turismo de Portugal, geradores de riqueza e postos de trabalho, que apresentaremos oportunamente”, afirmou.


No entendimento do autarca, estes sinais não devem ser ignorados e refletem a atratividade do Concelho de Seia. “Estamos diante do maior volume de investimento privado alguma vez anunciado em Seia e ninguém investe numa terra na qual não acredita”, exclamou.


Conferência TEEN, no CISE

Já durante a tarde, o autarca senense presidiu à Conferência TEEN no CISE – Centro de Interpretação da Serra da Estrela, uma iniciativa da ADRUSE, que constou na apresentação, a jovens, de três exemplos de empreendedores de sucesso: Ruben Costa, fundador da empresa senense Datasource (integra o leque de visitas agendadas para a amanhã), Sílvia Vermelho, jovem empreendedora de Mangualde que com apenas 24 anos criou a empresa Ação Pólis Unipessoal, Lda. de Mangualde e Sérgio Nunes, possuidor de uma criatividade excecional. Na plateia 150 jovens, estudantes na Escola Profissional da Serra da Estrela, Escola Superior de Turismo e Hotelaria, Escola Secundária de Seia e EB 2, 3 Dr. Guilherme Correia de Carvalho, assistiram atentamente à história destes três singulares percursos de vida que, em circunstâncias e âmbitos diferentes, resultaram no sucesso profissional incrivelmente impressionante."

segunda-feira, 6 de maio de 2013

Câmara apresenta novas iniciativas empresariais e incentiva empreendedorismo


Transcrevo um comunicado de imprensa do município, que fala de uma iniciativa importante no quadro empresarial do concelho.


"A Câmara Municipal de Seia promove, entre 06 e 10 de maio, várias ações exclusivamente centradas na temática da economia e do emprego, das quais constam várias visitas a empresas instaladas no concelho, a apresentação de novas iniciativas empresariais, uma conferência sobre empreendedorismo e encontros com as associações empresariais locais, entre outras.

Carlos Filipe Camelo, o Presidente da Câmara, pretende, desta forma, evidenciar as boas práticas e exemplos existentes no tecido económico concelhio, bem como enaltecer e reconhecer o dinamismo que muitas das empresas senenses têm vindo a revelar.

O Presidente da Câmara refere que esta dinâmica é da maior importância para a cidade, para o concelho e para a região, numa altura particularmente difícil, que exige capacidade e resistência, num ambiente que é de grande adversidade e incerteza, motivado pela conjuntura económica desfavorável em que mergulharam o País e o Mundo.

A Câmara Municipal quer enaltecer a capacidade do tecido económico, evidenciar o crescimento verificado em alguns setores de atividade e destacar exemplos de modernização e sucesso, que permitiram a adaptação das empresas a um mercado exigente, possibilitando manter e até reforçar, em alguns casos, o número de postos de trabalho, com excelentes indicadores de produção.

Por outro lado, assegurar e estimular novas intenções de investimento, que paulatinamente vão começando a surgir e que a Câmara Municipal dará a conhecer durante esta semana, através da presença dos próprios promotores que apresentarão os respetivos projetos.

Esta Segunda-feira, dia 06 de maio, o Presidente da Câmara fará uma visita às empresas recentemente instaladas (e em construção) na Área Empresarial da Abrunheira (Vila Chã), onde conhecerá, de perto, a estratégia empresarial da Queijaria Lagos, que iniciou ali, muito recentemente, a construção da sua unidade de produção, transferida do concelho de Oliveira do Hospital.

Na Terça-feira, dia 07, durante a manhã, a Câmara Municipal visita empresas apoiadas pelo QREN, evidenciando produtos e estratégias emergentes como é o caso dos Curtumes Fabrcios e da Sarah Trading, ambas em Vila Verde, bem como as obras do novo hotel que se encontra em fase final de construção, em Seia, do promotor Vítor Caetano, um dos equipamentos com financiamento comunitário mo âmbito da estratégia Provere. Ainda neste dia, à tarde, entre as 14:30h e as 18:00h, a Câmara Municipal senta à mesma mesa jovens e exemplos de Jovens Empreendedores, para conversas em torno do empreendedorismo, uma iniciativa que terá lugar no CISE - Centro de Interpretação da Serra da Estrela. Esta iniciativa singular, realizada em parceria com a Adruse pretende, num espirito informal, dar bons exemplos a jovens vindos de outros jovens.

Na Quarta-feira, dia 08, o Presidente da Câmara volta ao contacto com os empresários, destacando setores de atividade com tradição, mas também inovadoras, singulares e altamente diferenciadoras: durante a manhã a Texamira, que adquiriu o complexo fabril de Vodra, a fábrica de queijo António Anastácio e Filhos e a Hocnet.pt; e à tarde a Lusolã e o Contact Center da EDP.

O dia seguinte, 09 de maio, serve para o Presidente da Câmara destacar a dinâmica e a capacidade empreendedora dos empresários do Concelho de Seia, que viram aprovados, através do subprograma 3 do PRODER, através da ADRUSE, vinte e sete projetos, cujo investimento total é de cerca de 3,9 milhões de euros, dos quais se estimam a criação de 100 postos de trabalho. Durante a manhã, Carlos Filipe Camelo, deslocar-se-á a algumas dessas empresas e à tarde tem um encontro com as três associações empresariais locais: a Associação Empresarial da Serra da Estrela, a delegação do Nerga/Seia e a Associação de Artesãos da Serra da Estrela.

No último dia, 10 de maio, o Presidente da Câmara visitará, durante a manhã, as instalações do Serviço de Emprego e Formação Profissional de Seia, bem como o Centro de Apoio à Criação de Empresas (CACE) de Seia. A jornada terminará com uma conferência sobre empreendedorismo, promovida em parceria com a ADRUSE, durante a qual serão apresentadas, pelos próprios promotores, novas intenções de investimento. Desde logo, a apresentação da Biomad Plus, que procederá, igualmente, à assinatura do contrato-promessa da aquisição de um lote no Espaço Empresarial da Abrunheira. Esta empresa pretende fabricar Pellets naquela área empresarial contribuindo desta forma para a dinamização do sector florestal do concelho. Na mesma ocasião serão apresentados dois projetos turísticos de grande relevância regional, o Complexo de Golfe da Jagunda, pela voz dos próprios empresários, e um novo Hotel em Seia de características singulares, promovido pelo Grupo MRG - Manuel Rodrigues Gouveia. Esta sessão terminará com a assinatura de um protocolo com a empresa ISA – Intellingent Sensing Anywhere, S.A. A ISA, líder mundial no mercado da telemetria. Com sede em Coimbra, esta empresa possui como seus colaboradores diretos e indiretos mais de duas centenas de pessoas com formação académica superior e oferece e comercializa em todo o mundo produtos, aplicações e soluções de telemetria e telegestão reconhecidas e implementadas internacionalmente nas áreas do ambiente, energia e saúde. Esta empresa, que tem desenvolvido, direta e indiretamente, algumas ações com a Câmara Municipal de Seia pretende agora aprofundar as relações com a autarquia".

domingo, 5 de maio de 2013

ARTIS, emergência criativa


A Festa das Artes, está de volta a Seia. Depois do interregno de um ano, o Festival ARTIS retoma o seu espaço na Casa Municipal da Cultura, lugar de eleição para a emergência de novas correntes de animação artística, ao encontro de diversos públicos.

Ultrapassada a paragem, promove-se esse reencontro feliz de artistas locais e demais convidados, percorrendo caminhos de expressão, brotados de obras, que tanto vão no sentido livre e máximo da sua conceção, como na direção de um tema proposto. Da Fotografia, à pintura, incluindo a escultura, instalações e outras manifestações performativas, este ARTIS, revela novas correntes expressivas, quer de quem se espraia no limbo da obra legitimada, quer de quem tem muito caminho para andar.

Nesses definidos,  delimitados e discutíveis campos de legitimação, constrói-se esta plataforma artística, que se pretende ininterruptamente anual, ora amparada, ora descomplexada, na clara e firme determinação de ser lugar que dá largas à criatividade. Que dá espaço aos criadores locais, na construção de oportunidades, ao encontro de novos encontros, de estímulos e de espirito participativo, resvalando na emergência critica, capaz de não deixar adormecer uma comunidade que se quer cada vez mais interventiva.
Deixando ao visitante a simples tarefa de usufruir e apreciar a matéria criada, à janela de uma atitude reflexiva que se escancara, fica a anotação do tema proposto, que vai de encontro à desformatação que se impõe, num mundo em constante transformação. Num mundo demasiado alinhado e na forma.

Desafiante e ousado, o tema, democraticamente definido, pode levar-nos a caminhos desviantes, de quem sai da norma, de quem invade o espaço que contorna a pintura, de quem pode rasgar contratos, conceitos, tratados, sistemas ou simplesmente desalinha dessa formatura que é a vida de uns atrás dos outros. A arte tem esse dom, de nos transportar a novos desafios e descobertas e enfrentamentos, ora rotulados de descabidos e fantasiosos, ora acarinhados e aplaudidos em êxtases de genialidade.

Comandados no sonho de despertar entusiasmos, em tempos de crise e crentes no permanente pensamento critico e assaz desalinhante, que impele a revoluções inovadoras, sobra a esperança de refundarmos novos mundos criativos. Sobra o que somos e o que criamos. Sobra a ideia desafiante de enfrentamento, que a expressão artística pode construir, fruto dos estímulos como este que o Festival ARTIS proporciona. Com a consciência das limitações e do lugar frágil de onde partimos.

Por isso, importa que em Seia, como em qualquer parte do mundo, prossiga a ideia de inquietação criativa e leve, forte ou tenuemente, a construir, a pouco e pouco, essa consciência de transformação, fora do jargão que tanto condiciona como inibe.
Daí o desafio, daí a festa das artes em perfeita harmonia, a desafiar para novos caminhos criativos, em Seia, como em qualquer parte do mundo!
Mário Jorge Branquinho

quinta-feira, 25 de abril de 2013

O meu discurso do 25 de abril na Assembleia Municipal de Seia

Estamos aqui hoje para assinalar o 39º aniversário da revolução do 25 de abril, que marcou uma nova era na história de Portugal.
Já sabemos, todos os anos ouvimos ou dizemos que assinalamos a liberdade, o fim da ditadura e o início de um novo paradigma de progresso e de desenvolvimento que leva à melhoria das condições de vida dos portugueses e ao progresso em geral do nosso país.
Os anos foram-se sucedendo, a democracia foi crescendo, amadurecendo e agora apodreceu e o panorama complicou-se.
O diagnóstico está feito, todos sabemos e percebemos o que é que nos levou até aqui, com a corrupção à cabeça, onde o interesse pessoal se tem sobreposto aos desígnios dos povos, com os melhores a ficarem pelo caminho, os mais espertos tomando conta dos aparelhos e dos destinos da coisa pública e o país, que ao invés de produzir, tem consumido e tem-se  consumido. E hoje, não há culpados e todas as culpas morrem solteiras.
 
Feita a síntese do diagnóstico daquilo que nos trouxe até aqui, resta-nos escolher um de dois caminhos: ou o da resignação e da lamúria ou o da coragem e da afirmação pela positiva.
Por isso, importa mais saber olhar o futuro procurando forças, coragem, inteligência e lucidez para nos movermos e estimularmos o próximo a mover-se também, numa cruzada de desinquietação, porventura, das mais difíceis das nossas vidas. E sem resignação, mas inspirados nos propósitos de abril, em busca de soluções para salvarmos a europa, o país, o concelho e nós próprios.
Por isso, não basta dizermos mal, quando sabemos que isto, só muda, quando este governo inverter a tendência teimosa que nos leva para uma aspiral recessiva, agoniante e suicida.
Temos de dizer alto e bom som, em todas as assembleias, em todos os fóruns, que basta de políticas recessivas, que se impõem políticas de incentivo ao tecido económico.
É preciso dizer que as pessoas não são número, que é preciso produzir e manter o Estado Social.
É preciso dizer que estamos cansados de políticas erradas e cansados de nos revoltarmos.
É preciso dizer as vezes que forem necessárias, que os nossos governantes têm de exigir uma Europa mais solidára, uma Europa que começa a ser vista como um sonho a desmoronar-se, quando sabemos e percebemos que é um projecto com futuro,  e que, para todos os países que a compõem é onde tudo começa e onde tudo se pode erguer.
E nesse capítulo, não é novidade para ninguém se dissermos que não pode haver sucesso sem uma mudança do enquadramento europeu, se a União Europeia não avançar no sentido de completar a união económica e monetária. Porque, também não é novidade que a crise está actualmente a gerar níveis de divergência inaceitáveis entre os países da zona euro.
Porque, como dizem os intendidos e nós percebemos, o mais urgente é completar a união bancária e normalizar o acesso ao crédito nas empresas dos países da zona euro em situação problemática. E nesse sentido, o modelo português tem de ser mais competitivo, não pela via da compressão de salários e do efeito recessivo, mas da criação de produtos de valor acrescentado.
E nesse sentido, também percebemos, que há ajustamentos a fazer, sem pôr em causa funções sociais do Estado.
O objectivo de Portugal, no seio da união europeia terá de ser, como se depreende de tudo o que lemos, ouvimos e vemos, o de evitar cair na espiral recessiva para consolidar as finanças públicas, e apostar no crescimento e no pleno regresso aos mercados.
Os nossos governantes têm de pedir à Europa um plano de salvação para Portugal. E isto também já todos percebemos, sem ser especialistas. À semelhança de um plano Marshall, também os países do sul da Europa carecem hoje de uma intervenção desta natureza, com a devida urgência.
Um plano de salvação que injecte dinheiro nos meios de produção e faça de novo revitalizar a economia, sem a deixar cair nos gastos excessivos e no consumismo exacerbado.
Encontrando-nos como nos encontramos, nos destroços de uma guerra de consumismo e capitais virtuais, que nos levaram a viver acima das possibilidades, serve-nos ao menos de emenda, podendo aprender com os erros e assim, levantarmo-nos do chão e seguir novas vidas.
E aqui entra o espirito de luta e de sacrifício de cada um de nós, para se salvar e para salvar o país.
Porque apesar de tudo, a palavra continua a ser uma arma, devemos fazer uso dela e encontrar novos caminhos para salvarmos o que pode ser salvo. Por isso, ao recordar e exultar abril, devemos ter a noção de que precisamos de mais acção política, porque só a política consegue assegurar segurança, justiça e direitos civis.
Porque vemos que estamos a ser governados por inexperientes, que tratam as pessoas como números e afundam diariamente o país, numa lógica de paranóia experimentalista, temos de renovar o espirito de abril e sair em defesa do país e da nossa sobrevivência.
Também todos sabemos que os partidos da governação prometem uma coisa na oposição e fazem outra na governação. Por isso, todos temos o dever de denunciar e procurar evitar que este estilo de política seja erradicado da prática política dos partidos do arco do governo.
Temos de contribuir, no debate político, para que o espirito de missão política volte a fazer parte da prática diária dos governantes, de modo a que estes coloquem os interesses da causa pública à frente dos interesses pessoais.
O país tem futuro, mas o futuro tem de ser construído a partir da essência da democracia que são os partidos e estes têm de deixar de ser feudos de personagens aparelhísticas, sob pena de continuarmos nesta escalada vertiginosa de encontro ao abismo, sem salvação possível.
É importante também, neste dia, reflectirmos sobre os destinos do concelho de Seia, à luz do espirito de abril, quando se impõe arrepiar caminho, para atenuar os danos de uma conjuntura altamente desfavorável e profundamente comprometedora para o progresso do nosso território.
E quando falamos de Seia, falamos do entusiasmo que colocamos e que temos de colocar constantemente no que fazemos, para que o nosso concelho continue a ser uma referência de desenvolvimento regional e um polo de atração e de dinamismo económico, cultural e social.
Falamos inevitavelmente na necessidade de reivindicar permanentemente, incansavelmente junto dos organismos centrais, para vermos satisfeitos programas e projectos a que temos direito por mérito próprio e que são alavanca do nosso desenvolvimento.
Seia reivindica, mas tem de reivindicar cada vez mais. E tem de dar permanentemente sinais de vitalidade, de acção liderante por um lado e descentralizante por outro, para continuar a liderar, como o tem feito.
O Poder local, foi o responsável pelo surto de desenvolvimento no nosso país e em particular no concelho de Seia ao longo destes quase quarenta anos, embora tenha sido seriamente afectado nos últimos dois anos. Muito se fez, muita infraestrutura foi construída, contribuindo decisivamente para a melhoria substancial da qualidade de vida das pessoas.
Poucos concelhos do Interior do país tiveram o surto de desenvolvimento e crescimento que Seia teve nestes anos e por isso, não podemos querer sol na eira e chuva no nabal, ou seja, não podemos reivindicar crescimento e ao mesmo tempo criticar a necessidade de pagar as obras feitas.
É certo que os tempos agora são outros, ou seja, nada favoráveis a construções, todavia, abrem caminhos a novas ideias e projectos criativos e diferenciadores, com a consequente acção em torno deles. Um tempo que dá espaço a conceitos académicos, mas que impõe acção concreta e prática politica, mais do que tecnocrata, que nem sempre dá frutos desejados e imediatos.
E num tempo que não há dinheiro para nada, sobra e tem de sobrar cada vez mais espaço para boas palavras, estímulos e incentivos. Nervo político, e espirito que transcenda a mediania.
Seia faz, mas tem de fazer cada vez mais e melhor. E cada vez com menos, que os tempos são outros.
É preciso dizer a certas pessoas que estão a chegar ao palco político, que Seia não vai lá com soluções á moda antiga, quando não há dinheiro para nada e quando os modelos mudaram e os fundamentos que sustentam o desenvolvimento se alteraram profundamente.
O concelho de Seia vai lá com empatia, responsabilidade, sentido ético e institucional, com entusiasmo e com cada partido a fazer o que lhe compete.
Estamos em ano eleitoral autárquico, o debate que devia ter acontecido nestes 3 últimos anos, e que foi um autêntico vazio dos partidos da oposição, vai ter tendência agora para se acentuar e em vários casos para se azedar até ao outono.
Independentemente da forma, o conteúdo é o mais importante e no caso do nosso concelho, temos de saber reescrever as linhas mestres do nosso caminho.
Temos de pensar o que ainda podemos fazer em matéria cultural, turística, artesanal, agrícola, florestal e de pastorícia, como áreas fundamentais no nosso concelho. Setores produtivos, onde a inovação e a excelência, podem ser determinantes para o crescimento económico local.
E em tempos difíceis como este que atravessamos, julgamos que se propicia caminho para fazer renascer o espirito associativo e acção prática de cidadania, como contributos capazes de fazer fortalecer os laços das nossas comunidades e de revitalizar as manifestações culturais, sociais e desportivas, numa perspectiva diferenciadora. Já há sinais neste sentido, que importa incrementar, num surto galvanizador, capaz de dar mais vida à vida do nosso quotidiano local.
Não podemos cair na demagogia de atacar a cultura como área dispensável, quando tem sido este sector, um dos de maior afirmação do nosso concelho. Há em Seia escolas de excelência e projectos artísticos que despontam nas chamadas indústrias criativas à escala do nosso território.
Há eventos âncora que são referência nacional e internacional e que constituem imagem de marca de Seia e que precisamos valorizar, dando contributos válidos.
Seia não pode parar, porque independentemente das discordâncias políticas, é a terra que nos une.
Seia tem futuro e tem tanto mais, quanto maior for o nosso contributo e menor for o nosso grau de lamúria e de emperramento que a tentação nos dite.
Seia somos todos nós, e só com espirito de abril, de luta, de revolta para dar a volta e de revolução criativa, conseguiremos continuar a manter-nos na frente do desenvolvimento. E ninguém pode dormir na forma, porque da forma que vemos governar o país, todos somos chamados a intervir e a reclamar.
Mário Jorge Branquinho, Partido Socialista
Assembleia Municipal de Seia, 25 de abril de 2013

quarta-feira, 24 de abril de 2013

CineEco nos Açores


Numa iniciativa conjunta do Observatório do Mar dos Açores (OMA) e do Festival CineEco
Seia, arranca no Faial no dia 3 de Maio, a extensão deste Festival nos Açores, com a exibição do filme vencedor da última edição – NEVE EM SILÊNCIO, A INTOXICAÇÃO INVISIVEL DO ÁRTICO (SILENT SNOW). A exibição deste filme estará enquadrada nos XXº Encontros Filosóficos da Escola Secundária Manuel de Arriaga (ESMA), e terá lugar no Auditório da ESMA, durante a manhã e no auditório do DOP/UAç à noite, contando com a presença de Mário Branquinho, Director do Festival.

Depois deste arranque estão agendadas sessões semanais, à quinta-feira, no auditório do DOP/UAÇ, até ao dia 13 de Junho.

As sessões entre os dias 20 de Maio e 8 de Junho integram a programação do “Açores Entre-Mares 2013”, iniciativa da responsabilidade do Governo dos Açores.

No fim-de-semana do Espírito Santo está agendada uma sessão especial dedicada ao tema, onde serão exibidos dois filmes de António Escudeiro no pequeno Auditório do Teatro Faialense.

Mas não decorrerá apenas no Faial esta extensão do CineEco
Seia. A programação será apresentada em simultâneo na Terceira e em São Miguel.

Na Terceira, em Angra do Heroísmo, em colaboração com o Observatório do Ambiente dos Açores, o Cineclube da Ilha Terceira e o grupo de Teatro “O Alpendre”, onde decorrerão as sessões.

Em São Miguel as sessões dividem-se entre a Lagoa, no auditório do ExpoLab, e Ponta Delgada, no Cine Solmar, numa parceria com o 9500 Cineclube e o Expolab.

O CineEco realiza-se em Seia anualmente, em Outubro, e de forma ininterrupta desde 1995, por iniciativa do Município de Seia.

O Festival, à beira de completar 2 décadas de existência, procura promover novas ideias e acções através do audiovisual, para fazer reflectir o público sobre as questões ambientais. É um dos fundadores da plataforma internacional de Festivais de cinema de ambiente www.greenfilnet.org

Além dos Açores, o CineEco já foi este ano a Leiria, e vai passar por outras cidades: Lisboa, Figueira da Foz, Aveiro, Viana do Castelo, Monção, Coruche, Almada, etc. Também está a passar por escolas do concelho de Seia e vai passar por freguesias do concelho, em sessões ao ar livre. O CineEco é todo o ano!

Nota de Imprensa
Recorte AQUI


domingo, 21 de abril de 2013

Governo do PSD-CDS é que agregou à força as nossas Freguesias

O meu artigo de opinião no Jornal Porta da Estrela, sobre esta matéria:

Ultimamente vieram a público declarações de pessoas ligadas ao PSD de Seia discordando da posição da Câmara, da Assembleia Municipal e Juntas de Freguesia sobre a providência cautelar relativamente ao chamado processo de extinção de freguesias.
Então estavam à espera de quê? Que se aceitasse de ânimo leve uma lei que lesa fortemente a coesão territorial do nosso concelho e que ajuda a afundar várias das nossas freguesias, numa altura em que tudo o que poder ser feito, deve ser feito? Sabendo todos nós que foi respeitada a vontade das pessoas e das instituições locais, em não querer ser agregadas à força por uma lei cega e insensível!
Esta providência cautelar, seguindo mais uma vez sob o signo da unanimidade é a última etapa do processo de negação de uma medida do governo PSD, inspirada na teimosia do ex-Ministro Miguel Relvas.
Chama-se a isto não atirar com a toalha ao chão e ir até às últimas consequências, como sempre TODOS dissemos.
Com o devido respeito, porque isto é discussão política, pergunto - Então onde andavam estes senhores e senhoras do PSD que agora se pronunciam, quando o assunto da reorganização das freguesias já vem sendo falado e tratado há quase dois anos? Não ouviram falar de um livro verde que trazia um modelo de reforma obtusa e que todos combatemos?
Não ouviram falar do recuo do governo nessa matéria? Não ouviram falar da nova proposta de organização administrativa, que de imediato todas as assembleias de freguesia e partidos políticos, incluindo o PSD, contestaram?
Não ouviram falar que esta lei impôs agregações à força? Que, por exemplo, no caso de Seia e São Romão, para não falar das outras, uma delas teria que extinguir-se? Então e que argumentos havia para convencer Seia ou São Romão a deixar de ser freguesia, se nos debates e auscultações que houve, essa não foi a vontade, nem de um lado nem de outro!
E neste tempo todo onde andavam os senhores e senhores que agora tanto escrevem? Tentaram demover o governo a recuar nesta Lei que, quer a ANMP, quer a ANAFRE quer 75% das Assembleias Municipais rejeitaram?
Alguém os ouviu pronunciar-se sobre o processo que estava em curso? Ou estiveram à espera do rumo dos acontecimentos para virem depois criticar qualquer opção que fosse tomada! Porque se tivesse havido entendimento para extinguir esta ou aquela freguesia, viriam agora dizer que a Assembleia Municipal não defendia os interesses das populações, porque encerrava esta ou aquela freguesia.
Como levámos, unanimemente, a luta até ao fim, respeitando a vontade das populações, não agregando à força como o governo queria, vêm agora criticar a opção.
Daqui por uns meses vai haver eleições autárquicas e só isso explica que haja agora alguns a preocupar-se com o futuro do concelho, mas nos últimos 3 anos e meio não vi, não li nem ouvi declarações relevantes de pessoas do PSD de Seia sobre assuntos importantes para o concelho. Onde andaram? E que reivindicações fizeram ou fazem?
Nesse capítulo, todos os órgãos autárquicos do concelho atuaram com determinação e não se demitiram das suas responsabilidades. Todos os órgãos respeitaram a vontade das populações e lutaram e lutam até às últimas consequências para a manutenção das 29 freguesias do concelho, por ser essa a vontade expressa. E mesmo agora, no recurso ao expediente jurídico, continuam a ser coerentes na reivindicação, sem qualquer peso de consciência, mas na mesma linha determinada de quem sempre soube o que queria. De quem sempre esteve ao lado das populações. O resto, já todos sabemos: A culpa de haver freguesias agregadas à força é do governo PSD / CDS, que não poupa nada, mas afunda mais a nossa coesão territorial.
Mário Jorge Branquinho
Líder da bancada do PS na Assembleia Municipal
Porta da Estrela, AQUI