quarta-feira, 6 de março de 2013

Cristina Branco e Frankie Chavez no Seia Jazz & Blues


Começa em Seia no próximo dia 4 de abril, a 9ª edição do Seia Jazz & Blues, que este ano tem como cabeça de cartaz Cristina Branco, dia 6 e Frankie Chavez dia 7, na Casa Municipal da Cultura.


Neste concerto no Seia Jazz & Blues, Cristina Branco apresenta um repertório único, uma vez que aos temas do seu novíssimo disco “Alegria”, lançado a 25 de fevereiro, junta músicas que espelham o seu modo de entender a música no seu todo, livre de espartilhos e rótulos. Cristina Branco conta com um percurso artístico de 15 anos e 13 discos editados.

Por sua vez, Frankie Chavez, é considerado um dos mais promissores talentos da nova música portuguesa e tem vindo a ser referido como a mais recente revelação blues do Sul da Europa. A sua música, conjuga diferentes tipos de sonoridades, resultando num Blues/Folk composto por ambientes limpos e por outros mais crus e psicadélicos. Apesar de se identificarem diferentes influências musicais (Robert Johnson, Jimi Hendrix, Kelly Joe Phelps, Ry Cooder), é difícil encontrar um único termo para definir a sua música, o que lhe garante um estilo único e inconfundível.

Por sua vez a Big Band da EPSE, levará o Jazz às escolas do Concelho, no dia 4 e no dia 5 subirá ao palco ao palco do auditório da Casa da Cultura para um concerto de abertura do festival.


A Big Band da EPSE de Seia é um projecto que nasce no âmbito da disciplina de “Projectos Colectivos de Improvisação” do Curso Profissional de Instrumentistas de Sopro e Percussão da Escola Profissional da Serra da Estrela. Com o objectivo de iniciar os seus alunos na área da improvisação, desenvolve um repertório baseado em standarts do Jazz e do Blues, incentivando-os ainda ao desenvolvimento da criação artística.

O Seia Jazz & Blues, que antes acontecia em fevereiro, é organizado pelo município de Seia, e este ano conta com apoio comunitário, no âmbito da Cultrede.


(comunicado imprensa)

terça-feira, 5 de março de 2013

É imperiosa a nossa participação na discussão da alteração do PDM do concelho de Seia


A Câmara Municipal de Seia está numa fase de alteração ao PDM – Plano Diretor Municipal e por isso estamos numa fase importante de orientação estratégica do concelho de Seia, pelo menos para os próximos 10 anos.
O Município e os seus técnicos estão às voltas com os documentos complexos, na medida em que todo o enquadramento assentará num conjunto vasto de instrumentos de gestão territorial de âmbito nacional e regional. Todavia, a Assembleia Municipal terá também um papel importante, uma vez que será ela a aprovar tais documentos.
Nesse sentido, a Assembleia elegeu uma representante para participar nas reuniões de acompanhamento técnico, e mais recentemente a Comissão Permanente já reuniu com o executivo para perceber as linhas orientadoras do referido Plano.
Sabemos que nesta altura, tudo está a mudar, com políticas que assentam cada vez mais em paradigmas de matriz liberal e neo-liberal, com enfoque na redução no nível da intervenção directa do Estado nos domínios económico, social e territorial.
Por isso, o que se planear agora, para o bem ou para o mal, vai ser decisivo para o futuro do nosso concelho. Logo, em nosso entender, será fundamental, antes de mais, fazer-se todo o percurso, desde o início, com a envolvência do debate público, independentemente das linhas que o executivo já tenha previsto para seguir. Se faz sentido o espírito de democraticidade e de ação participada, este é o caso, independentemente do período de discussão pública que por norma está associado à burocracia do processo e que por norma, poucos participam.
Mas o desafio está também no entusiasmo que se colocar na mobilização para o debate.

Para já e neste momento, sabe-se que as linhas estratégicas assentam em 4 pontos essenciais:

1. Competitividade Territorial e Desenvolvimento Económico, entendendo-se o território do concelho como um sistema de valores biofísicos, económicos, sociais e culturais dos quais depende a capacidade competitiva em termos de criação/retenção de emprego, retenção/atracção populacional, capacidade de gerar valor/riqueza.

2. Sustentabilidade Ambiental de modo assumir a promoção ambiental como desígnio e como um factor territorial competitivo.

3. Regeneração Urbana, assumindo a transformação territorial dos lugares, dos espaços urbanos, num perspectiva integrada, envolvendo acções de âmbito material e imaterial, com objectivos de qualidade arquitectónica e urbanística, competitividade, dinamização funcional e afirmação territorial.

4. Coesão Social, Cultura e Criatividade, de modo a concretizar políticas de ordenamento do território assentes na equidade social, solidariedade e no desenvolvimento sociocultural e na afirmação dos valores territoriais.

Estas são linhas teóricas, que importa “trocar por miúdos”, numa perspetiva pragmática, de modo a que o concelho de Seia se fortaleça ainda mais no quadro de desenvolvimento regional e inverta a tendência de “abandono populacional” característica dos povos do Interior do país. Devido ao seu imenso potencial turístico - com paisagem, produtos, qualidade de vida, roteiros, etc. – aliada à necessidade de incrementar ainda mais os produtos locais, a expetativa é de esperança. Esperança nos jovens empreendedores que poderão desenvolver projetos em várias áreas, mas sobretudo nas chamadas indústrias criativas, englobando a valorização das tradições, assim como o incremento de atividades silvo-pastoris.
Como o tempo não está para grandes construções, o mais provável é haver uma aposta na regeneração urbana e nesse sentido, a tendência será, não aumentar as áreas de expansão urbana, mas isso sim, a de encurtá-las nalguns casos.
Seja como for, o tempo é de reflexão, ampla discussão e grande pragmatismo, que os tempos são cada vez mais duros e a realidade muda galopantemente.

segunda-feira, 4 de março de 2013

Eduardo Nery no CISE de Seia


Faleceu no passado dia 2 de Março em Lisboa, com 74 anos de idade, o artista plástico Eduardo Nery, que em 2012 tinha sido condecorado pelo Presidente da República, como Grande Oficial da Ordem do Infante D. Henrique.


O público de Seia vai poder ver pinturas de paisagens da serra, oferecidas pelo autor, ainda em vida, a partir de 23 de março até agosto, no CISE – Centro de Interpretação da Serra da Estrela.

Eduardo Nery, era mais conhecido pela sua obra de pintura, tendo realizado dezenas de exposições em vários pontos do país e no estrangeiro, mas também desenvolveu trabalhos em outras áreas, como a fotografia ou a gravura.


Também o seu trabalho em azulejo ficou mais conhecido através da obra na estação do Campo Grande do Metropolitano de Lisboa.


Deu um importante contributo para a promoção da arte produzida por autores "fora dos circuitos culturais" e fazia parte direção da Associação Portuguesa de Arte Outsider.


Tapeçaria, pintura mural, colagem ou vitral foram outras áreas onde marcou presença e da extensa lista de exemplos de trabalhos apresentada no seu site na internet constam participações em exposições em diversos países de Espanha ou Alemanha ao Egito, Brasil ou EUA.

Sérgio Reis, no seu blogue ARTES-VIVAS fala-nos do percurso de Eduardo Nery, que era natural da Figueira da Foz.

sexta-feira, 1 de março de 2013

Abertas inscrições para Festival ARTIS, que decorrerá na Casa da Cultura de Seia


O Município de Seia em parceria com a Associação de Arte e Imagem de Seia vai levar a efeito de 4 de maio a 9 de junho a XI edição da ARTIS – Festival de Artes Plásticas de Seia. O certame decorrerá na Casa Municipal da Cultura e no Posto de Turismo de Seia e constituiu-se como um contributo para a valorização da criação artísticas dos agentes locais, nos domínios da pintura, escultura, fotografia, música e outras áreas criativas.

Por isso todos os interessados em participar, poderão consultar o Regulamento das várias Mostras que vão decorrer. Todas as obras concorrentes à Mostra deverão ser entregues na Casa Municipal da Cultura, até ao dia 15 de Abril de 2013 e os dados para o catálogo das obras selecionadas, deverão ser fornecidos em suporte digital, juntamente com os quadros, até esta data.

Embora possam ser apresentados trabalho com tema livre, o tema sugerido este ano será (DES)FORMATAÇÃO, no sentido em que, se considera que a sociedade atual está demasiado formatada e por ventura a necessitar de novos olhares e atitudes de desformatação, com base em novas ideias e caminhos, fora dos cânones habituais.

A organização lançou também o desafio aos artistas locais para a concepção do Cartaz do Festival, cujas propostas podem ser apresentadas na Câmara Municipal até dia 25 de março.

O Festival ARTIS que este ano não comtempla a parte competitiva, conta ainda com diversas iniciativas paralelas, entre elas workshop’s, ações de animação de rua e uma Mostra de Música Moderna de Seia no dia 8 de junho.

Os músicos interessados em participar nesta Mostra, poderão apresentar até dia 4 de Maio na Casa da Cultura, até três temas originais, com duração até 3,5 minutos cada, em tema livre ou pelo menos um subordinado ao tema do Festival – (DES)FORMATAÇÃO.







www.artisdeseia.blogspot.com

terça-feira, 26 de fevereiro de 2013

PS contra decisão do governo de encerramento da Empresa Municipal de Seia

A Assembleia Municipal de Seia, de acordo com as imposições legais, aprovou no passado dia 25 de fevereiro a extinção da Empresa Municipal de Cultura e Recreio, na sequência do processo conduzido pelo concelho de administração e do município de Seia.
A bancada do Partido Socialista votou favoravelmente, no entanto, fez saber através de uma declaração de voto conjunta que “apenas votou favoravelmente porque a Lei assim o obriga, manifestando o seu mais veemente pretexto pela forma cega como esta lei foi imposta”.
Na referida declaração, foi reforçado ainda o “claro prejuízo para o desenvolvimento cultural das populações, com este tipo de encerramento a nível do país, quando a cultura é um dos pilares do desenvolvimento das regiões. A Cultura e o desporto em geral são áreas com serviço de interesse público, que não devem ser aferidas estritamente pela sua rentabilidade financeira.”
Por fim, os membros da bancada do PS na Assembleia Municipal solidarizam-se com os trabalhadores da Empresa Municipal de Cultura e Recreio de Seia, que desta forma são atirados para o desemprego pelo governo do país”.
Sobre este propósito, a deputada Municipal do PS, Teresa Fernando proferiu o seguinte discurso:
 
É chegado o momento de tomar decisões, em função da imposição consignada na Lei 50/2012, de 31 de agosto, que aprovou o regime jurídico da atividade empresarial local e das participações locais. De acordo com a referida lei, está a terminar o prazo fixado para as câmaras extinguirem ou fundirem as suas empresas, e alterarem os estatutos das que vão manter.
Da análise efetuada ao enquadramento da nova realidade, facilmente se antevê que a maior parte das Empresas Municipais se encontra ancorada num setor empresarial local muito limitado. E a Empresa Municipal de Cultura e Recreio de Seia não é exceção. O seu desenho empresarial não se enquadra no paradigma de negócio lucrativo que a lei configura. E, deste modo, não cumpre os critérios de sustentabilidade que permitiriam a sua continuidade.
A Lei não tem contemplações. Decide cegamente a racionalização do setor empresarial e impõe a extinção das entidades que não satisfaçam os ditos critérios de sustentabilidade financeira, nomeadamente: que os gastos gerais não ultrapassem 50% do volume de negócios ou receitas, que o peso de subsídios de exploração seja inferior a 50% das receitas e que o resultado operacional seja positivo, isto é, que não se verifiquem prejuízos por mais de três anos consecutivos.
Apesar da celeuma que a discussão da nova lei suscitou na Assembleia da República e do parecer desfavorável da Associação Nacional de Municípios Portugueses (ANMP), que chegou a considerar inconstitucionais alguns dos seus preceitos, o que é facto é que a sua aplicação é iminente. Parece que já todos perdemos a esperança de que a lei fosse declarada inconstitucional, como pediu a Associação Nacional de Municípios Portugueses.
Neste contexto, a nova lei, mais uma das atrocidades cometidas pelo atual Governo em obediência ao acordo com a troika, irá abranger também a Empresa Municipal de Cultura e Recreio de Seia, implicando a sua dissolução.
Eu, deixem-me que vos diga, fico verdadeiramente estupefacta com a pretensão de se avaliarem fins lucrativos na gestão de uma empresa que desenvolve a sua ação em torno da cultura, lazer e recreio.
- O lucro será calculado na relação custo benefício?
 - Como se avalia o benefício relativo à dinamização do potencial cultural, que envolve toda a comunidade e promove uma oferta cultural diversificada e o acesso de todos à cultura?
- Como se transforma a 9ª edição do Seia Jazz & Blues, o Festival de Artes Plásticas de Seia – ARTIS, O Cine’Eco, as Marchas Populares, a Exposocial, o Concurso Literário SER, as comemorações do Dia Mundial da Criança, as Jornadas Históricas, a musicoterapia, entre outros, num mercado lucrativo?
- Quanto vale a melhoria da qualidade de vida dos munícipes, potenciada pelo desenvolvimento da prática desportiva? A este propósito vou apenas lembrar-vos os resultados de um estudo científico que indica que o Concelho de Seia tem uma prática de atividade física acima da média nacional. Segundo Fernando 2011, as políticas desportivas municipais obedecendo a um equilíbrio entre o rendimento absoluto e o rendimento relativo, bem como entre o Desporto para todos e o desporto para alguns, consubstanciam na sua essência a promoção de hábitos de vida saudáveis. É o enraizamento de projetos como Footpáscoa, Caminhar Saudável, Saúde em Movimento, a hidroterapia, entre outros, que fazem Seia ter uma participação desportiva acima da média nacional, contribuindo inequivocamente para a melhoria da qualidade de vida dos nossos munícipes, bem como para a dinamização das nossas instalações desportivas a cargo da agora extinta Empresa Municipal.
Bom, provavelmente são factos que não têm nenhum interesse, nos dias de hoje, para o nosso governo e terão ainda menos importância quando chegarmos todos à condição de “sem abrigo”.
Neste contexto, é com pesar que verifico o rumo que toma o nosso país, governado pela absoluta ganância dos governantes, que impedem que os nossos filhos possam continuar a viver neste Portugal cada vez mais desequilibrado, com assimetrias cada vez mais vincadas entre o litoral e o interior, mergulhando-nos numa assustadora desertificação e obrigando o poder local a tomar decisões na mais pura discordância, apenas pela obrigatoriedade cívica do cumprimento da lei.
Eu gostaria muito de saber afinal quanto vamos poupar com isto? Para que vai servir? Quantas fundações ou observatórios vão ser encerradas com o mesmo pressuposto?
Creio que todos sabemos a resposta.
O governo ateia algumas fogachas para manter as pessoas entretidas, até se tornarem incapazes de refletir e tomar decisões quanto ao que pretendem para o futuro do país.  
A nós não nos impedirão de refletir, de criticar e projetar o nosso concelho, ainda que condicionados por leis inadequadas, que não garantem equidade.
É hora de dizer: “basta”, queremos uma política séria, cujas propostas sejam assentes em análises e objetivos claros, que respeitem a especificidade e o potencial de cada região, bem como a vontade expressa de quem nelas habita.
Chega de erros consecutivos!
A deputada municipal da bancada do PS
Teresa Fernando
 
 

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013

Câmara anuncia Seia Jazz & Blues, ARTIS e Cine'Eco, entre outros eventos para 2013


O Presidente da Câmara de Seia apresentou hoje em conferência de Imprensa realizada na Casa Municipal da Cultura, as linhas principais da programação do município para este ano de 2013.

Carlos Filipe Camelo destacou desde logo a realização da 9 edição do Seia Jazz & Blues, nos dias 5, 6 e 7 de abril, com Big Band da EPSE, Cristina Branco e Frankie Chavez, estes dois últimos com financiamento comunitário de 85% através da Cultrede.

Anunciou igualmente o reaparecimento do Festival de Artes Plásticas – ARTIS, cuja 11ª edição se realizará de 4 de maio a 9 de junho e que “constituirá uma forma de promover os artistas locais nas áreas da pintura, escultura, fotografia, música e outras”.

Ainda relativamente a “eventos âncora” da Casa da Cultura, anunciou a realização da 19ª edição do Cine’Eco de 19 a 26 de outubro.

Relativamente a teatro, deu conta da apresentação do espetáculo “Senalonga”, a partir do livro de Avelino Cunhal, pelo Grupo “Senna em Palco”, grupo residente da Casa da Cultura, dia 27 de março.

No último fim-de-semana de julho decorrerá a 2ª edição da BTS, através da parceria do município com as associações locais e no dia 23 de junho as tradicionais Marchas Populares.

Na área da Educação e Ação Social deu conta da realização da Exposocial dias 1 e 2 de outubro; das ações complementares educativas – “Saltaricos”, “Concurso Literário SER”, Motin – Mostra de Teatro Infanto-juvenil interescolar do concelho de Seia, Dia Mundial da Criança e Festival Especial.

Jornadas Históricas, Expedição Cientifica à serra da Estrela, Footpáscoa, Julho em Férias, Passeios Culturais e o Dia dos Avós são outras ações previstas para este ano.

No âmbito do projeto de Dinamização da Rede de Aldeias de Montanha, prossegue a aposta na animação dos chamados “Serões da Aldeia” e “Vivências da Aldeia”, uma estratégia diferenciadora de valorização da identidade das populações, com base na riqueza e autenticidade das suas tradições. Neste sentido, estão previstas 24 ações de promoção e valorização destes territórios e das suas gentes e tradições.

Por último, o Presidente da Câmara referiu-se ao apoio reiterado a muitas outras atividades culturais de interesse municipal, contemplando diversas áreas artísticas, com destaque para exposições, o programa FILARMONIAS, com bandas filarmónicas do concelho e diversos festivais das coletividades locais, “enquanto fatores identitários do nosso território, que a autarquia continua apostada em promover”.

Em resumo, Carlos Filipe Camelo referiu que “o Município procurará manter a aposta na cultura como fator de desenvolvimento, procurando fazê-lo com orçamentos bastante diminutos”.

domingo, 17 de fevereiro de 2013

Grandola Vila Morena

 

Grândola Vila Morena, cada vez mais o hino da revolução ibérica, que se impõe

 
Grândola, vila morena
Terra da fraternidade
O povo é quem mais ordena
Dentro de ti, ó cidade


Dentro de ti, ó cidade
O povo é quem mais ordena
Terra da fraternidade
Grândola, vila morena


Em cada esquina, um amigo
Em cada rosto, igualdade
Grândola, vila morena
Terra da fraternidade


Terra da fraternidade
Grândola, vila morena
Em cada rosto, igualdade
O povo é quem mais ordena


À sombra duma azinheira
Que já não sabia a idade
Jurei ter por companheira
Grândola, a tua vontade


Grândola a tua vontade
Jurei ter por companheira
À sombra duma azinheira
Que já não sabia a idade


Zeca Afonso
 

quarta-feira, 13 de fevereiro de 2013

Exposição de Alexandre Sampaio na Casa da Cultura de Seia




Durante os meses de fevereiro e março, está patente nas Galerias da Casa Municipal da Cultura de Seia a exposição de fotografia “Habitar II”, de Alexandre Sampaio.

Habitar II (2012), que vem na sequência da primeira edição em 2010, é uma colecção fotográfica interpretativa e interpelativa do espaço do Núcleo Museológico do Sal da Figueira da Foz, da salina que este preserva em actividade, da sua envolvência humana e ecológica. Procura uma poética reflexiva sobre o espaço, sobre a forma como o corpo o habita, e as múltiplas sensações que se despertam.

Este trabalho tem interpretação de Margarida Laranjo e colaboração de Abel Santos.

Após abertura no Dia Internacional dos Museus 2012, no Núcleo Museológico do Sal, passou já pela Sala Hélène Beauvoir (Universidade de Aveiro), na Galeria Plaza D’Art (Figueira da Foz) até janeiro de 2013 e chega agora a Seia.

A Exposição, que está patente de segunda a sexta-feira, das 10H às 18 Horas, resulta igualmente das parcerias culturais estabelecidas entre os municípios de Seia e da Figueira da Foz.

Alexandre Sampaio é encenador, performer, animador cultural e formador em expressões artísticas. Em Seia tem orientado vários cursos de iniciação teatral e levado à cena vários espetáculos, no âmbito do Senna em Palco, grupo residente na Casa Municipal da Cultura.

Enquanto criativo multidisciplinar, tem-se dedicado também a projetos literários, de instalação e fotografia.

domingo, 10 de fevereiro de 2013

Abismo criativo

Espécie de criativa
 
 
Para o abismo é o que evitamos ir a todo o custo e embora parecendo tema banal e assaz corriqueiro, é o que nos apraz escrever e desenhar, sem tom moralista, mas assim-assim criativo, neste definhar de palavras e de tons que nos embalam. Não é que não tenhamos forças, esperança ou auto-estima suficientes, ou sequer a ideia do ridículo do que afinal representa escrever ou dizer sobre isto que nos cai em cima e de tão difícil descrição.
Mesmo assim, e no introito, do faz-que-não-faz,  faz-se por trocar as voltas desta quase fatalidade em que afinal vamos caindo, em que os dias parecem noites e as noites se prolongam em fugas tenazes a pesarosos ajustamentos, onde teimosamente espreitam fantasmas de descoloridas façanhas, a querer entrar-nos pelas entranhas e nós impotentes e frágeis a assistir a descalabros tamanhos. E tudo isto é estranho e tremendamente novo, grave e sério, sem respostas e com muitas inquietações e perguntas infundadas.  
Dizem que é o país que se afunda e o mundo vai atrás. E nós incrédulos a perscrutar horizontes, neste tempo estranho.  Tempo cinzento e enigmático, este que vivemos, com “cada vez mais gente sem casa e cada vez mais casas sem gente”, como se lê em murais citadinos de muita moral e pouca margem de manobra. Isso incomoda-nos e quase nos dá pesadelos. Isso e tudo aquilo que está a acontecer, em paulatino desmoronamento, sem sentido e sem dó nem piedade, no dealbar de um ciclo, que é tudo menos promissor e encorajador. É uma fase da vida, afinal sem final feliz, que nos impele para desafios em desequilíbrio e sem muito por onde escolher.
Dizem que é a mudança de paradigmas que se impunha em tempos tão conturbados como este, em que tudo muda e “isto e aquilo, tal e coisa e coisa e tal”, e nós a embrulhar e desembrulhar, perscrutando neste corrupio de inquietações à espera que algo aconteça. Mesmo assim, constata-se uma não abdicação do lado desafiador e inconformado das pessoas, - dos resistentes – dos que não desistem e rilham os dentes e cerram os punhos, e procuram arrepiar caminho na desolação. Dos que saem a terreiro, afoitos e ingénuos, desafiando essa adversidade cruelmente emergente e docilmente convidativa a novas paragens. E não se auguram dias melhores, nem prosas mais escorreitas, neste império meio perdido de heróis resistentes. Mesmo assim, emergem bolsas de resistência, sacos de soluções, celeiros de abastecimento público de moral e boas práticas, onde se inscrevem boas intenções, num inferno cheio de boas maneiras, a assinalar desejos. E nesse biltre de laços afetuosos, surgem medidas, ações, revoltas e partos difíceis, em pactos criativos que uns quantos assinalam, em contra-ciclo, para fazer nascer novas vidas e novos rumos.  Renascendo!

 

sexta-feira, 8 de fevereiro de 2013

Fim de semana de Carnaval em Seia


O Sábado de Carnaval vai ser em grande por estas bandas. O Município de Seia vai promover um conjunto de atividades ligadas à montanha, com enfoque na Gastronomia e nas plantas aromáticas, enquanto ícone do evento denominado “Aromas e Sabores da Montanha”. A iniciativa vai ter lugar na Praça da República, este Sábado, dia 9, das 9 às 17 horas.

Do programa constam o “Mercado da Vila”, um espaço de comercialização de produtos alimentares da região e uma mostra de plantas aromáticas do Centro de Interpretação da Serra da Estrela – CISE. As plantas aromáticas representam igualmente, o mote de uma demonstração de cozinha ao vivo com o Chef Igor Martinho, em parceria com a escola Superior de Turismo e Hotelaria, e da chamada “Conversas com sabor”, com a presença de especialistas ligados à gastronomia e plantas aromáticas.

Ainda durante o dia serão vários os momentos de animação, como o desfile de Carnaval, que decorrerá à tarde, com atuações de bandas filarmónicas, grupos do Conservatório de Música, grupos etnográficos locais, entre outras iniciativas.

Numa abrangência global, será um dia repleto de animação, característico da época que se vive. E como vem sendo hábito, trata-se de iniciativas do município com envolvência das comunidades locais, através de parcerias, de modo mobilizar as pessoas, fazendo e usufruindo.

No dia a seguir, Domingo, será a Feira do Queijo em Fornos de Algodres, para onde todos estão também convidados.

terça-feira, 29 de janeiro de 2013

Cinema português na Casa da Cultura de Seia



"Como habitualmente acontece, o cinema português marca encontro com o público de Seia na Casa da Cultura, na segunda e terça-feira de carnaval.

Na segunda-feira, dia 11 de fevereiro, pelas 21:30 horas passa o filme mais recente do mestre Manoel de Oliveira “O Gebo e a Sombra”, uma obra baseada na peça homónima de Raul Brandão (1867-1930), escrita em 1923, e que é um retrato da pobreza, da honestidade e do sacrifício.

O drama, com duração de 95 minutos, conta com a interpretação de Luis Miguel Cintra, Leonor Silveira, Jeanne Moreau e Ricardo Trêpa.

Na terça-feira de carnaval, dia 12, à mesma hora, exibe-se o filme “Moral Conjugal”, de Artur Serra Araújo, com interpretação de Maria João Bastos, José Wallenstein e São José Correia.

No filme, que tem registado “boa crítica”, Manuela é uma sensual delegada de propaganda médica, constantemente envolvida em fugazes casos com os médicos com quem trabalha. Até que as suas acções escapam ao seu controlo e, entre mentiras, vê-se numa luta desesperada por evitar as consequências conjugais.

Recorde-se que durante o Cine’Eco, Festival Internacional de Cimema Ambiental de Seia, o cinema português está também representado, com a realização de sessões programadas no âmbito do festival".

(Comunicado de imprensa)

 

segunda-feira, 28 de janeiro de 2013

Casa da Cultura de Seia registou mais de 33 mil entradas em 2012



A Casa Municipal da Cultura de Seia durante o ano de 2012 registou perto de 33 mil entradas nas cerca de 200 iniciativas e eventos realizados em todo o complexo. Comparativamente ao ano anterior, registou-se uma quebra de cerca de 3 mil entradas, que se referem especificamente nos chamados “eventos da comunidade”.

As sessões de cinema ao longo do ano registaram 10.991 entradas, ou seja, mais dois mil do que no ano anterior, um fator que depende muito dos filmes produzidos no setor comercial.

O Teatro manteve sensivelmente o mesmo número de entradas, cerca de 2.500, enquanto que a área da Música perdeu cerca de mil, registando-se em 2012 cerca de 5.500 entradas, mas tal fato deve-se à suspensão da programação cultrede a partir de Julho, cujo último concerto decorreu no Feriado Municipal com o grupo OqueStrada.

Embora a perspectiva dos números seja importante mas não o mais fundamental, verifica-se que na área das exposições também houve uma quebra, que se explica pela não realização do Festival ARTIS, que ao que tudo indica, será retomado neste ano de 2013.

No que se refere aos custos, a grande maioria dos espectáculos foram financiados em 90%, através da Cultrede, e muito poucos do orçamento exclusivo do Município.

Relativamente à programação do Município em geral para este ano de 2013, o Presidente do Município, Carlos Filipe Camelo irá apresentar em Conferência de Imprensa, na próxima segunda-feira, dia 4 de fevereiro, as principais linhas orientadoras.

(Comunicado de imprensa)




quinta-feira, 24 de janeiro de 2013

Queima do Entrudo no Sabugueiro


A comunidade do Sabugueiro recupera a tradição da “Queima do Entrudo”, outrora na noite do último dia de Carnaval, (Terça-Feira Gorda) e que este ano se realiza no Sábado de Carnaval.
Adaptada aos tempos modernos, por impulso dos responsáveis das entidades desta aldeia turística da serra da Estrela, a “festa” contempla um baile popular, em ambiente de festa onde não faltará a encenação do “maldizer”, uma espécie de «julgamento» do entrudo, mas também dos habitantes da aldeia em geral.
Haverá por isso, uma primeira parte que antecede a «queima», onde se procurará, como outrora, proporcionar alegria e brincadeiras e os inevitáveis excessos de comida e bebida, danças e partidas carnavalescas. A segunda parte, que preside à «queima» do boneco, servirá para assinalar o desagravo de “ditos e mexericos” e o castigo à figura do “entrudo” que será destruída pelo fogo.

 


Mas a «queima» do boneco, pode sinalizar também o desejo de ver finalizado o Inverno e ansiar pela Primavera, procurando fazer lembrar sobrevivências de práticas pagãs, sacralizando e mantendo na memória das pessoas, este prolongamento de festa e de ritual. E nessa linha continuar a atribuir a estas manifestações, fins mágico-profilácticos de purificação e excomunhão de poderes considerados maléficos.

Aqui, todos são chamados a entrar, locais e turistas, mas sem garantia de imunidade!

Seia avança com ação jurídica contra Lei da Reorganização Administrativa do Território das Freguesias


"O Presidente da Câmara Municipal de Seia, Carlos Filipe Camelo, adiantou que vai avançar juridicamente contra a aplicação da Lei da Reorganização Administrativa do Território das Freguesias, promulgada pelo Presidente da República no passado dia 16 de janeiro.

A decisão foi tomada após uma reunião com as Juntas de Freguesia que estão abrangidas pelo diploma e consta de uma carta aberta enviada à população, assinada pelo autarca, que começou a ser distribuída hoje pelos CTT.

De acordo com esta Lei, serão extintas 1165 Juntas de Freguesia em todo o país, entre as quais oito no concelho de Seia: Seia/S. Romão/Lapa dos Dinheiros; Cabeça/Vide; Carragosela/Várzea de Meruge; Sameice/Santa Eulália; São Martinho/Santa Marinha; Folhadosa/Torroselo; e Lajes/Tourais.

A posição da Câmara Municipal é solidária com a pronúncia da Assembleia Municipal que, em tempo próprio, rejeitou toda e qualquer proposta de agregação de freguesias, defendendo a manutenção do atual mapa administrativo concelhio, constituído por 29 freguesias, em conformidade com a vontade expressa das várias Assembleias de Freguesia, que comungam da rejeição deste diploma.

A autarquia reitera, assim, todas as suas decisões assumidas até aqui, de firme oposição a todo este processo, reafirmando que esta Lei é injusta, inadequada e não respeita a Autonomia do Poder Local e a vontade das Populações. Neste âmbito, serão desencadeados todos os meios legais, para que a Lei não seja aplicada.

O edil refere que a implementação desta Lei significa uma “regressão no tempo, a ausência de leitura e interpretação de dinâmicas territoriais, o abandono de políticas de proximidade, a diminuição de eficiência e um aumento de custos para as gentes e territórios afetados, sendo a sua aplicação da exclusiva responsabilidade do Governo”.

(Comunicado de imprensa)

segunda-feira, 14 de janeiro de 2013

Cine'Eco todo o ano. Desta vez em Leiria.



Na próxima quinta-feira, dia 17, estarei em Leiria, na exibição e apresentação do filme vencedor do Grande Prémio Cine’Eco 2012 “Neve em Silêncio – A Intoxicação invisível do Ártico”, do realizador holandês Jan van den Berg. O documentário será exibido pelas 18:30 horas no Teatro Miguel Franco, em Leiria.
 
Trata-se de uma extensão do Cine’Eco, no âmbito das XX Jornadas Pedagógicas de Educação Ambiental, sob o lema “Aprender fora de portas: redes, recursos e potencialidades” organizadas pela ASPEA – Associação Portuguesa Ambiental e município de Leiria, com a colaboração do município de Seia.

quinta-feira, 10 de janeiro de 2013

A agenda da Casa da Cultura de Seia para este fim-de-semana



A agenda da Casa da Cultura de Seia deste fim-de-semana volta a ser bastante preenchida.

Nesta sexta-feira, 11 de Janeiro, sobem ao palco do Cineteatro as Tunas: SENATUNA da E.S.T.H. de Seia; a CARPE TUNA - Real Tuna Académica Masculina da Escola Superior de Gestão de Idanha-a-Nova; MENINAS E SENHORAS DA BEIRA - Tuna Feminina da Academia de Viseu e ISECOTUNA - Tuna Mista do Instituto Superior de Engenharias de Coimbra. Trata-se de uma noite de Tunas académicas promovida pelo Curso de Turismo e Lazer da ESTH de Seia do IPG.

O fim-de-semana reserva também duas sessões de cinema infantil em 3D, com a exibição do filme “A Origem dos Guardiões” (Versão portuguesa), no sábado às 11 horas e no domingo às 15:30 horas. Também no sábado e no domingo, mas às 21:30 horas, passa o filme “Cloud Atlas”, com Tom Hanks e Halle Berry, na linha de “Matrix”.

No foyer do cineteatro pode ainda ser vista a Exposição de Fotografias “Luzes” de José Santos. São fotografias caracterizadas pelo elevado nível de utilização da cor, muitas vezes apresentada como corpo dinâmico, sugerindo ritmos, movimento, realçando os valores da cor e a interação entre cores em composições abstratas de grande dinamismo e equilíbrio cromático.

terça-feira, 8 de janeiro de 2013

Assembleia da Comunidade Intermunicipal da Serra da Estrela aprova Moção em defesa da região


Moção aprovada na 3ª reunião ordinária da Assembleia Intermunicipal da CIM da Serra da Estrela, realizada em 20 de dezembro de 2012,

MOÇÃO
“Pela Defesa de uma Nova Unidade Territorial”
“Pela Defesa da Coesão Social e Territorial”
“Pela Defesa da Identidade do Território Serra da Estrela”

No final de 2012, encontra-se em curso uma mudança significativa no quadro geral da Administração Local, nomeadamente com a reforma Administrativa, que vem eliminar no País 1150 Freguesias e, mais recentemente, com a alteração do Regime Jurídico das Autarquias Locais e Estatuto das Comunidades Intermunicipais, alterações estas com pontos de contacto com a reorganização a nível nacional das NUT III, agora encetada pelo Governo.

Tal desígnio é aberto pela proposta de Lei 104/XII, que visa:
- a criação de um novo Regime jurídico das Autarquias locais;
- a criação de um Estatuto das Entidades Intermunicipais;
- a criação de um novo Regime de Associativismo Autárquico;
- um novo regime de transferência de competências do Estado para as Autarquias Locais e para as Entidades Intermunicipais, assim como a delegação de competências do Estado nas Autarquias e nas Entidades Intermunicipais e dos Municípios nas entidades Intermunicipais e nas Freguesias.

A proposta trata as Entidades Intermunicipais como pessoas coletivas de população e território, ou seja como Autarquias Locais, com atribuições que se justapõem às dos Municípios e Freguesias, concebendo a sua constituição como natureza associativa de caráter obrigatório, em nada contribuindo para a coesão intermunicipal.

Esse caminho pressupunha dificuldades, se não impossibilidades, de fazer coincidir uma nomenclatura comum às Nut´s com as áreas das CIM, motivo pelo qual, apressadamente e sem tempo para reflexão sobre o assunto, estão a ser os Municípios informados da forma como o Governo entende que essa alteração deve revestir e, assim, moldar a jusante as futuras NUT III.

Esta situação reveste maior gravidade na medida em que, além de ser imposta, transparece uma legitimidade democrática por parte dos futuros órgãos, no mínimo questionável, uma vez que os membros do órgão executivo deixam de ter um mandato diretamente conferido pelas populações, destituindo, assim, os Presidentes dos Municípios integrantes do poder executivo de uma entidade que vai, no futuro, condicionar grande parte do desenvolvimento do seu concelho, sendo que as decisões são aprovadas independentemente do seu voto contra.

Este quadro retira os Presidentes das Câmaras dos Municípios integrantes nas CIMS do seu órgão Executivo, assim como a participação dos membros das respetivas Assembleias Municipais no Órgão deliberativo.

Nestas circunstâncias, a Assembleia Intermunicipal da Comunidade Intermunicipal da Serra da Estrela, reunida a 20 de Dezembro de 2012, vem manifestar a sua posição sobre esta matéria da seguinte forma:

- No que concerne à proposta de Lei 104/XII, a Assembleia Intermunicipal da CIMSE perfilha da posição assumida pela Associação Nacional de Municípios, que defende a manutenção do modelo atual dos órgãos da CIM (no qual o Conselho Executivo é composto por todos os Presidentes das Câmaras e onde a Assembleia Intermunicipal é composta pelos membros eleitos pelas Assembleias Municipais), a manutenção de um Secretário Executivo (nomeado pelo Conselho Executivo) e ainda de um Conselho Consultivo (cuja composição seja decidida pelo Conselho Executivo).

- A Assembleia Intermunicipal da CIMSE entende também que é necessário defender a diversidade e a dimensão dos vários Municípios, acautelando que os de menor dimensão consigam ver salvaguardada a prestação de serviços por parte da entidade intermunicipal, bem como ao nível de peso nas deliberações tomadas.

- No que refere à reorganização das NUT III, a Assembleia Intermunicipal da CIMSE encara como natural e necessário o processo de reorganização da Região, de forma a enquadrar o território nos desígnios de futuro e a corrigir erros passados que inviabilizaram ganhos de escala e o estabelecimento de lógicas promotoras de coesão e desenvolvimento integrado.

- A Assembleia Intermunicipal da CIMSE entende que a configuração desta unidade territorial está desadequada das necessidades atuais e futuras.

- A Assembleia Intermunicipal da CIMSE considera que a configuração desta NUT III da Serra da Estrela, pelo seu enquadramento geográfico, possui dinâmicas constantes com um conjunto de territórios, de onde se destacam as sub-regiões do Dão Lafões, do Pinhal Interior Norte, da Cova da Beira e da Beira Interior Norte.

- A CCDRC apresentou, sumariamente, as linhas gerais de negociação do próximo quadro comunitário de apoio, 2014-2020, onde referiu as especificidades que as áreas de montanha possuem no futuro enquadramento e as particularidades e singularidades a que os futuros investimentos materiais, nomeadamente infra-estruturas rodoviárias, terão de obedecer.

Assim, a Assembleia Intermunicipal da CIMSE considera:

- que a reorganização geográfica das NUT III tem de implicar a existência de uma rede viária que permita uma rápida e acessível deslocação entre concelhos integrantes desse território, designadamente entre as duas encostas da Serra da Estrela;

- urgente, porque é fundamental e imprescindível, a construção dos itinerários da concessão da Serra da Estrela, como forma indispensável de promoção da coesão de toda a Região Centro, lembrando o compromisso do Sr. Presidente da CCDRC de encetar negociações com quem necessário, de forma a integrar o financiamento dos referidos itinerários no próximo quadro comunitário de apoio;

- que a identidade do território da Serra da Estrela deverá manter-se na nomenclatura da futura NUT III e, consequentemente, a própria denominação social da nova Comunidade Intermunicipal deve integrar “.. Serra da Estrela” e da qual não se abdica;

- que devem também ser encetados esforços para a criação de Intervenções Territoriais Integradas, concordantes com as estratégias da CIMSE atualmente em curso.

Finalmente, a Assembleia Intermunicipal da CIMSE entende que o não cumprimento da coesão social e territorial, ambicionada por esta reorganização, terá graves implicações no processo de desenvolvimento harmonioso desta região.

Esta moção deverá ser enviada a todos os grupos parlamentares da Assembleia da República, ao Sr. Primeiro-ministro, ao Ministro-adjunto e dos Assuntos Parlamentares, ao Secretário de Estado da Administração Local e Reforma Administrativa, ao Presidente da CCDRC, ao Presidente Executivo da CIMSE, ao Presidente Executivo da Comurbeiras, CIM, às Assembleias Municipais de Seia, Gouveia e Fornos de Algodres e aos Presidentes das Câmaras Municipais de Fornos de Algodres, Gouveia e Seia."





Escola Superior de Turismo promove TUR&CENTRO.PT


A Escola Superior de Turismo e Hotelaria de Seia volta a abrir as suas portas à comunidade com a realização, por parte dos alunos do terceiro ano da licenciatura em Turismo e Lazer, no âmbito da Unidade Curricular de Organização e Gestão de Eventos, de um evento de promoção e divulgação, em contexto turístico, da região Centro de Portugal.

A iniciativa decorre nos dias 11 e 12 de janeiro e tem como principal objetivo «criar um aglomerado promocional dos diversos concelhos envolventes à nova delimitação da região Centro, demonstrando as diversas potencialidades turísticas dos mesmos, já perspetivadas no Plano Estratégico Nacional de Turismo (PENT), nomeadamente o Turismo de Natureza, o de Saúde e Bem-Estar e o de Gastronomia e Vinhos». Em termos de trabalhos técnico-científicos, pretende-se «analisar as perspetivas de execução do PENT, as suas linhas orientadoras e, essencialmente, se as suas metas estão ou não a ser alcançadas», salientam. Pelas dificuldades que a sociedade atual enfrenta, «dar-se-á lugar a apresentação de algumas empresas nacionais de sucesso para discussão e conhecimento das suas estratégias no mercado em tempos de crise». Relativamente aos trabalhos práticos, estes serão centrados nos produtos estratégicos Saúde e Bem-Estar, Natureza e Gastronomia e Vinhos, desenvolvidos sob a forma de exposições, animações, workshops, mostras, abordando a temática da Saúde e do Bem-Estar sob uma perspetiva de contacto direto entre os profissionais convidados e o público presente. Tratando-se de um evento de cariz técnico-científico, os fundos obtidos no evento em causa poderão reverter, posteriormente, para investimentos sustentáveis de carácter social que possam vir a ser desenvolvidos na comunidade local.

Fonte: PE

segunda-feira, 7 de janeiro de 2013

Exposição de Fotografia de José Santos na Casa da Cultura de Seia




“Luzes” é o nome da exposição de fotografia de José Santos que está patente durante os meses de Janeiro e Fevereiro no Foyer do Cineteatro da Casa Municipal da Cultura de Seia.


Como escreveu o artista plástico Sérgio Reis, “as fotografias de José Santos, caracterizam-se pelo elevado nível de utilização da cor, muitas vezes apresentada como corpo dinâmico, sugerindo ritmos, movimento, realçando os valores da cor e a interação entre cores em composições abstratas de grande dinamismo e equilíbrio cromático. “Abstratas” no sentido em que valem por si próprias ao dispensarem qualquer sentido ou carga narrativa, mas com o poder de inspirar emoções, invocar memórias, induzir viagens imaginárias, fomentar o sonho – provando uma vez mais que são inúmeras as possibilidades de apreensão e exploração estética do real”.


José Rodrigues Lopes dos Santos nasceu em Vila Verde (Seia) e estudou no Porto, na Escola Raul Dória. Homem dedicado à cultura nos tempos livres, ao longo dos anos, tem centrado mais recentemente a sua ação na fotografia. A sua primeira exposição decorreu em 2009 no Museu Grão Vasco, Viseu, a que se seguiram no Museu de Lamego, Biblioteca de Cantanhede, Museu de Resende, Museu Diocesano de Lamego, Espaço Abel Mata em Gouveia, Sede do Rancho Folclórico Pastores de São Romão Posto de Turismo de Seia e Casa da Beira Alta no Porto


Em 2008, foi distinguido com a Campânula de Mérito Empresarial, pelo Município de Seia, pelo trabalho de “mais de 50 anos na fábrica de curtumes que seu pai fundou”.


Horário da Exposição: Horário das sessões de cinema – Sextas e sábados das 20:00H às 23:00H e domingos das 14:00H às 17:00H e das 20:30H às 23:00H



sexta-feira, 4 de janeiro de 2013

Mais um fim de semana em cheio na Casa da Cultura de Seia



Esta sexta-feira, ARGO, o filme de Ben Affleck, um drama que volta a passar domingo às 21:30 horas.


No Sábado à noite será o Concerto de Ano Novo pela Orquestra de Sopros da Escola Profissional da Serra da Estrela, sob a orientação do maestro Hélder Abreu.


As sonoridades exaltantes de compositores como Charles Carter, James Barnes, Ennio Morricone, Piotr Ilitch Tchaikovsky e J. Strauss foram as escolhidas para pautar este concerto que tem entrada livre.


No domingo à tarde serão os “Cantares do ciclo Natalício”, com a participação dos Ranchos Folclóricos de Seia, São Romão, Teixeira, Paranhos da Beira e Vila Cova.


Entretanto, na entrada do Cinema pode ser vista a exposição de fotografia “Luzes” de José Santos, onde encontraremos um elevado nível de utilização de cores e de focagens diversas.



segunda-feira, 31 de dezembro de 2012

Balanço politico em Seia


Durante 2012 tudo o que correu mal a Seia, veio de fora.
Colapso e mais colapso, austeridade e mais austeridade, impostos e mais impostos e decisões erradas, que aos poucos vão esvaziando este interior cada vez mais “esquecido e ostracizado”, como na rábula do Herman José.
Durante o ano que agora termina, o Estado não fez obra nenhuma. Retirou investimentos que estavam assegurados, como sejam a remodelação da Escola Secundária e do Centro de Saúde.
Neste ano o governo lançou povos contra povos, ao querer “casar” freguesias à força, numa putativa reforma administrativa que tem tudo para não dar certo.
Lançou o IMI às cegas, obrigando o cidadão a desembolsar ainda mais do seu bolso, atirando o odioso da questão para cima das Câmaras Municipais, já de si condicionadas pelos sucessivos apertos financeiros. E para cima dos Municípios lançou também o odioso de ter que encerrar Empresas Municipais e lançar assim centenas de trabalhadores no desemprego, sem acautelar os interesses dos trabalhadores e a continuidade das acções que vinham a ser desenvolvidas. E agora, bem mais recentemente, quase na clandestinidade, lança a reforma das Comunidades Intermunicipais (CIM) e “agrega” municípios sem lançar o grande debate junto das forças vivas das comunidades. No caso de Seia, que até aqui integra a CIM da Serra da Estrela, com Gouveia e Fornos, vai juntar-se aos municípios da Comurbeiras, da qual fazem parte mais 13 municípios, entre eles, Covilhã, Guarda e Fundão. Ou seja, uma reforma com implicações tão importantes para a vida das pessoas em matéria de saúde, educação, planeamento, mobilidade de trabalhadores, etc. é feita quase pela calada. Não basta ao Presidente da CCDRC falar com os Presidentes das Câmaras e dar-lhes um prazo de uns dias para se pronunciarem!
Mas nesta senda de atropelos, o governo ainda esvaziou de competências vários serviços da administração central situados em concelhos como o nosso, como é o caso do Centro de Emprego e do Tribunal. Tentou entregar o Hospital à Misericórdia e só o facto da Câmara ter saído a terreiro em tempo oportuno, impediu que tal viesse a acontecer.
Nomeou uma Administração da ULS da Guarda que foi um desastre, não tendo contribuído nada para a dignificação da saúde no distrito e do Hospital de Seia em particular, acabando por ser demitida há pouco tempo. E na sequência da substituição dessa administração desastrada, não foi integrado nenhum quadro de Seia, o que também não augura nada de bom, na perspectiva de acautelar interesses do nosso concelho em matéria de saúde.
Além das extensões de saúde nas freguesias, já encerradas, o governo não avançou com um único km de estrada, nos troços dos IC’s. E se não havia dinheiro do orçamento de Estado, também não aproveitou nada, ou quase nada dos fundos do Quadro Comunitário de Apoio, o chamado QREN, que acabará em 2013. Espera-se no entanto que pelo menos neste ano que agora vai começar, Seia ainda beneficie de algumas verbas deste QREN.  Senão teremos de esperar pelo QEC, que é assim que será designado o próximo Quadro Estratégico Comum, que vai de 2014 a 2020.
Como se constata, 2012 não foi um ano fácil para Seia, uma vez que o governo em vez de ajudar só criou problemas e atirou para cima do município o ónus de muitas das suas decisões.
Mas isso não nos deve esmorecer. Devemos ser positivos e acreditar. E dentro dos poucos recursos que temos, devemos continuar a apostar no incremento de novas actividades produtivas e de serviços. Na valorização dos nossos recursos e na dinamização de actividades culturais e sociais, numa perspectiva integrada, num espirito colectivo e de empenhamento comum. E com uma certeza, de que acima das politiquices, está o interesse do concelho de Seia, porque o que for bom para uns, será bom para todos.
Desiludam-se aqueles que se julgam senhores das verdades e dos desígnios que vão salvar o concelho. É que as realidades de hoje não são iguais às do passado, nem nos meios disponíveis, nem nos propósitos a seguir. Independentemente de alguns “azelhas” que vamos vendo na praça.

quinta-feira, 27 de dezembro de 2012

Partir daqui a partir de agora


Uma espécie de criativa

Bate a incerteza no parapeito de uma qualquer vontade que sabemos, nem sempre dominamos e isso basta-nos para perceber que nem sempre vamos onde queremos, nem como, nem nada! Sobra sempre a imprevisibilidade dos nossos atos, atando ou desatando nós de sensibilidades, tantas vezes retraídas, como que a quebrar um galho qualquer de uma qualquer indiferença.


Percebe-se, nos dias de hoje, que planear é quase um ato de contrição, tal é o estado da vida, no desconcerto da arte de viver, com tanta incerteza por toda a parte, tanta indiferença e tanta volatilidade que enxameia e polui a onda da criatividade que nos impele e do querer que nos anima. Não é fácil, como não fácil é perceber a encruzilhada do certo e do errado, de tanto valor enterrado e de tanta doutrina mal compreendida e desatualizada. Só podemos dizer que estamos a perceber, sem podermos dizer que não percebemos bem, porque fomos formatados para um desígnio, de moral e boa conduta e afinal vemos que vamos sem desígnios, rumo a uma bolsa de poucos valores radicada em lugar incerto e sem nada em concreto. E não é numa reta que seguimos, nem em círculo, nem semicírculo; talvez assim-assim, a fazer andar à meia-volta, a andar ao redor, meio à tona, tontos a ver e a rever cenários, a esperar e a rodopiar em contemplações, à espera da nossa vez, se tivermos vez. Nem sempre temos vez para dizer, para intervir, assumir, interpretar, desatar ou até partir. Sim, sempre podemos partir e ir, ir por aí. Até podemos partir, mas quem nos recebe?

Atrás de tanta pergunta de que nem fazíamos ideia, sobra a inquietante incerteza de também não sabermos se amanhã vamos estar de acordo com hoje e se afinal hoje partimos para onde sonhamos estar amanhã. E se o verbo partir, poderá afinal conjugar-se com a realidade que cruzamos, nesta onda de amizade que ainda cultivamos, apesar do tempo, apesar de tudo. E essa realidade, dura realidade, conjuga-se e desconjuga-se nos impulsos da ida, nas certezas da saída e da falta de alternativa, porque afinal o país não dá e os pais já deram.

Na terra onde o nunca acaba e o inconformismo se apodera dos que afinal não ficam, sobra a coragem de partir e assumir que aqui tanto faz, como tanto fez, por isso o melhor é partir de vez.

Nas veias de quem parte, corre sangue novo dos avós, desses que desbravaram outros rumos, por mar ou por terra, nos tempos que o tempo ditava regras e leis, na linha da luz ao fundo do túnel, buscando certezas, sonhos e realidades. Porque hoje, hoje mesmo, o que há mais são banalidades e nessa linha, nem sabemos se o que dizemos tem cotação no mercado. Se as palavras, outrora carregadas de simbologia ou de significado concreto, têm aceitação, ou se afinal, não passam disso mesmo – meras palavras. Se afinal, tudo não passa de paleio, como das intenções de que está o inferno cheio e nós aqui a engonhar, por entre vírgulas e inquietações, quando há mais que fazer e sem tempo a perder.


sexta-feira, 21 de dezembro de 2012

Assembleia aprova orçamento do município



A Assembleia Municipal de Seia aprovou hoje o orçamento do município para o próximo ano, com 8 votos contra da bancada do PSD.

A este propósito fui lá dizer que este orçamento é marcado pela contenção, dadas as fortes restrições orçamentais decorrentes do fato do município se encontrar numa situação de reequilíbrio financeiro.

Aproveitei para dizer que não bastam os números apresentados, que praticamente não dão margem de muita manobra, uma vez que vai quase tudo para encargos fixos e para o tratamento de águas e resíduos. É preciso que o governo aprove projetos apresentados e incentive investimentos. Que não corte cegamente na ação dos municípios e não esvazie de serviços os territórios do interior, como tem acontecido em matéria de saúde, justiça, emprego, etc.

Que o tempo agora não é para construções, mas para contenções. Para se apostar na inovação e na criatividade. Por isso, lancei o desafio ao PSD para que ajude o concelho de Seia, reivindicando junto do governo PSD / CDS a pelo menos manter em Seia o que é de Seia. Porque o que tem acontecido tem sido mau de mais. Este governo está a acabar com as freguesias, está a fechar empresas, como é o caso da Empresa Municipal, está a esvaziar serviços e a comprometer o futuro.

Agora a última tem a ver com a criação das Comunidades Intermunicipais, que vão passar a ter muitos poderes, que são depositados nas mãos de pessoas nomeadas, muito provavelmente de Presidentes de Câmara que já não se podem recandidatar. E em contrapartida, retiram poderes às Câmaras que são eleitas. Um verdadeiro atentado à democracia local. E sobre isto o PS de Seia já reagiu em comunicado, denunciando e repudiando mais uma forma encapotada de fazer uma reforma da administração, sem dar a voz ao povo.

Como se vê, o tempo não se afigura de grande esperança, mas mesmo assim, temos de fazer das fraquezas força. E foi isso que transmiti hoje na Assembleia Municipal, onde se discutiu muito sobre o futuro e das dificuldades que este governo teimosamente nos atira.

O concelho de Seia está a ser fortemente penalizado por este governo e isso é preciso dizê-lo. Mas vamos ter esperança e viver este Natal em paz e harmonia.