sábado, 1 de dezembro de 2012

“A Máquina de Fazer Espanhóis”, de Valter Hugo Mãe

Por estes dias dei comigo a sair das rotinas para entrar noutros universos e dou de novo de caras com a prosa de Valter Hugo Mãe, aquela com quem já me tinha cruzado n’ “O Apocalipse dos Trabalhadores”. Desta vez entrei no universo d’ “A Máquina de Fazer Espanhóis”, que é uma aventura trágica e divertida ao mesmo tempo, sem deixar de ser irónica e que tem como ponto central o sentimento dos mais velhos da vida. Sentimentos soltos, num universo que é um Lar de Idosos, (Feliz Idade) um lugar onde António Silva, de oitenta e quatro anos se repensa para reincidir uma vida ou mesmo mudar, no dia em que violentamente o seu mundo se transformou. É no fundo uma história simples de quem, no momento mais árido da vida, se surpreende com pequenas manifestações sentimentais.
Quase sem se dar por isso, vamos assistindo a um jogo de acidentes e peripécias que desviam a personagem de atingir o seu objectivo, atrasando-o, jogando-o por caminhos e situações insólitas e por sentimentos e estados interiores que lhe são totalmente desconhecidos, forçando-o a ceder ou a resistir, a recuar ou a avançar, a hesitar e a conciliar.
O lugar onde se desenrola a acção, já se sabe, é um Lar de idosos “Feliz Idade”, qual depósito de farrapos, para onde se vai, para não mais sair a não ser pela morte, a caminho de cemitérios diferenciados. Porque até na morte há diferenças de classes! Simultaneamente, ficamos também a perceber, dolorosamente a perceber, como é que é ser velho nos dias de hoje. Como é perder a dignidade, quando a sociedade os chuta para fora do jogo.
Com a entrada de António Silva no Lar, começam a desfiar histórias de vidas, vidas que vão trocando de quartos, numa magnífica metáfora da própria vida, como se os “inquilinos” do Feliz Idade, aos oitenta anos, regressassem ao banco de suplentes depois do aquecimento, não havendo no entanto nada a seguir: nem jogo (a vida?), nem jogadores (os que vão primeiro?), nem sequer o árbitro (Deus?). Apenas o Cubillas na parede do quarto da D. Leopoldina.
A dada altura, o senhor Silva retracta bem o seu sentimento, que é o sentimento central de todo o romance - «pegaram em mim e puseram-me no lar com dois sacos de roupa e um álbum de fotografias. foi o que fizeram. depois, nessa mesma tarde, levaram o álbum porque achavam que ia servir apenas para que eu cultivasse a dor (…). depois, ainda nessa mesma tarde trouxeram uma imagem da nossa senhora de fátima e disseram que, com o tempo, eu haveria de ganhar um credo religioso, aprenderia a rezar e salvaria assim a minha alma.»
Um dos pontos altos do romance é o diálogo delicioso entre o senhor Silva e o senhor Pereira, quais traquinices de dois velhos de oitenta anos, de mãos dadas a espreitarem de madrugada os quartos uns dos outros, como se regressassem a uma infância saudosa. É que, as pessoas sendo diferentes, reagem normalmente de maneira diferente e o medo da morte pode levar a sentimentos semelhantes.
Seja como for, no texto está lá tudo: as memórias de supostos “fantasmas”, da ditadura, do fanatismo do futebol, da igreja, do pessimismo com que os portugueses parecem não conseguir sobreviver. E estão lá os fantasmas dessas memórias, sem lençol na cabeça, bem espremidos, como que servidos num prato em que cada um só come o que quer.
No processo criativo, o autor define o lar como o espaço da acção, de onde emanam todos os rituais, pensamentos e demais orientações e movimentações. De onde partem as simbologias dos objectos e das memórias, e onde as palavras e sons da lida nos quartos e do imaginário ganham fôlego, do pouco que resta da vida.
Neste romance, e para quem leu outros anteriores, nota-se um afinar e consolidar de estilo, de escrita e de tema. E aí não faltam as fatalidades do povo português “fomos sempre um povo de caminhos salgados. ainda somos um povo de caminhos salgados. isto é coisa para nos amargar o sangue…”. Ou seja, apesar do titulo, neste livro, Valter Hugo Mãe escreve sobre Portugal e acima de tudo sobre o que é ser português, ou de “como por vezes Portugal parece ser uma máquina adormecida no tempo e que acordando de um marasmo sonolento só sabe fazer espanhóis”.
No fundo, esta máquina tritura por vezes tudo o que um “bom homem” tem ainda para dar ao seu país, esquecendo por vezes o que devia ter dado quando teve oportunidade.
Contudo, “a máquina de fazer espanhóis” é um livro optimista ao tornar possível no nosso pensamento a ideia de que podemos, através de uma catarse, expulsar alguns dos males com que vivemos, mas que fazem parte da nossa herança social e cultural do século passado.
“A máquina de fazer espanhóis” é o quarto romance do autor, os outros três são – “O Apocalipse dos trabalhadores” (2008); “O Remorso de Baltazar Serapião” (2006) e “O nosso reino” (2004).
Para quem nunca leu Valter Hugo Mãe, a primeira impressão que fica é a de que não há letras maiúsculas. É tudo seguido, num estilo novo e porventura controverso, mas não menos interessante e refrescante. José Saramago, chamou à escrita de V.H.M. um “tsunami” não no sentido destrutivo mas da força”. Por isso, não é de estranhar o facto do romance “o remorso de baltazar serapião” ter sido o prémio literário José Saramago - 2007. Ou seja, estamos perante um fenómeno novo na literatura portuguesa, com esta inovadora forma de escrita, polida, refrescante e rica, de Valter Hugo Mãe, um jovem de 39 anos, nascido em Angola, morador em vila do Conde, Caxinas, terra de sofrimento, ali, onde uma mãe vê os filhos e o marido levados pelo mar, para sempre, mas que não desiste de viver, de lutar e resistir.
Valter Hugo, que vive em Vila do Conde desde 1981, é licenciado em direito, é pós graduado em literatura portuguesa moderna e contemporânea.
 
* Crítica literária feita no âmbito da cadeira de Processos de Criação Artística, no Mestrado de Animação Artística, sobre o livro de Valter Hugo Mãe, que ganhou agora o grande prémio Portugal Telecom

quinta-feira, 29 de novembro de 2012

A luta das freguesias continua

Esta sexta feira, dia 30 novembro, pelas 14.30Horas, no Auditório da Casa da Cultura de Seia reúne a Assembleia Municipal de Seia, em sessão extraordinária por causa da não agregação de freguesias. A luta pela manutenção das atuais 29 freguesias do concelho mantém-se até ao fim. São Romão é uma importante vila do concelho que não pode nem deve ser agregada a Seia. Cabeça não fica mais perto de Vide e todas as outras freguesias ainda não justificam qualquer encerramento.
Ainda por cima a Unidade Técnica Territorial enviou agora uma retificação de 6 pontos, o que quer dizer que se enganou em vários aspetos, mas continua a incorrer em erros que Seia vai contestar.
E 70% das Assembleias Municipais do país estão a fazer o mesmo.
Apareçam, deem força a esta luta, que é de todos, pelas 29 freguesias do concelho!
 

segunda-feira, 26 de novembro de 2012

A minha defesa da honra e dignidade na defesa da manutenção das 29 freguesias do concelho de Seia


Porque correu um certo boato em São Romão de que eu teria responsabilidades no ofício que a Mesa da Assembleia Municipal mandou para a Assembleia da República, relativamente à posição de Seia sobre a não agregação de qualquer freguesia, fiz hoje seguir para a Assembleia Municipal um pedido de esclarecimento sobre esta matéria.


Pese embora ser líder da bancada do PS na Assembleia Municipal, e independentemente do conteúdo do dito oficio que comunicou a manutenção das atuais 29 freguesias do concelho, não tive nem tenho nada a ver com os trabalhos da Mesa, que é um órgão autónomo. Logo não tive nada a ver, direta ou indiretamente com tal oficio.


Remeto este pedido para minha defesa pública pessoal, numa altura em que parece haver quem queira arranjar um “bode expiatório” para uma situação que todos nós sabíamos que ia ser difícil.


Posto isto, reafirmo o meu maior empenhamento na defesa dos interesses da freguesia de São Romão, povo que inclusivamente acompanhei num dos seus autocarros a Lisboa, na manifestação em defesa das freguesias no dia 31 de Março. Ao contrário de outros que deviam ter ido e não foram.


Até o fato de ter escrito que São Romão vai ter mais um quartel e que este será o terceiro num raio de 3 quilómetros serviu para me arremessarem criticas e ofensas.


Quando escrevo isso e digo que tal construção é feita numa altura em que se fala da reformulação dos bombeiros em Portugal, faço-o numa perspetiva de grandiosidade, de quem não tem receio e avança. Sou e sempre fui a favor do desenvolvimento do concelho e se há verbas disponíveis no Quadro Comunitário de Apoio, há que aproveitá-las, enquanto as há, senão, como digo tantas vezes, em vez de virem para Seia, vão para outras terras.


Por isso, parabéns aos empreendedores!


Muito mais poderia dizer sobre estes propósitos, mas o fato de haver muito nervosismo, numa altura em que devemos estar unidos fico por aqui, reiterando o meu empenhamento na luta pela defesa das 29 freguesias do concelho de Seia. Continuo empenhado, até ao último dia. Uma luta e uma entrega com tanto trabalho, dedicação e abnegação, como nunca me aconteceu noutras tantas causas que já abracei.


Em prol das 29 freguesias do concelho de Seia e neste caso em particular da defesa de São Romão!

Foto da minha presença na Manifestação do dia 31 de Março em Lisboa, junto ao Presidente da Junta de São Romão e seu povo, num dia que mais de 500 pessoas do concelho de Seia rumaram até à capital.

sábado, 24 de novembro de 2012

São Romão vai ter novo quartel de bombeiros

A vila de São Romão terá dentro de pouco tempo dois quarteis de bombeiros, depois de ter sido hoje lançada a “1ª pedra” do novo edifício. O equipamento, que terá um custo de cerca de um milhão de euros, passará a ser o 3º quartel, num raio de 3 quilómetros, numa altura em que se fala na reforma no sector dos bombeiros.
Segundo o Jornal Porta da Estrela, dirigido por Eduardo Brito, que é também Presidente da Direção dos Bombeiros de São Romão, “a construção do novo quartel (…) é um investimento de 953.971.64 euros e tem uma comparticipação de 667.780,15 euros pelo Quadro de Referência Estratégico Nacional (QREN). Apesar deste importante apoio financeiro, os Bombeiros Voluntários ficam com a responsabilidade de pagar 286.191,49 euros. «Trata-se de uma verba ainda muito significativa e que será preciso muito trabalho e esforço para a conseguir reunir», salienta a direcção. Apesar do momento difícil que o país atravessa, a direcção acredita que «pode realizar a obra» e vai lançar uma campanha de recolha de fundos, «para que cada um, de acordo com as suas possibilidades, possa dar o seu contributo para que esta importante obra se realize».



Nota:
Em parte alguma, no texto acima escrito digo que sou contra a construção deste quartel, apenas constato.
E nada disto tem a ver com a questão das agregações de freguesias, uma luta na qual estou envolvido e em particular na defesa da freguesia de  Romão, povo que inclusivamente acompanhei na manifestação a Lisboa, num dos seus autocarros. E nunca estive tão empenhado na defesa duma causa, como esta em particular, dentro das minhas limitações.

Ninguém de Seia na ULS da Guarda e ninguém diz nada

Mais uma história rocambolesca aconteceu por estes dias na Guarda. Ana Manso, destacada militante do PSD foi afastada do cargo de presidente do conselho de administração da Unidade Local de Saúde por alegadas irregularidades, segundo a imprensa. Segundo ela, Ana Manso, citada pela Rádio Altitude, tratou-se de «um processo político», com origem dentro do próprio PSD, partido de é militante e já foi presidente da comissão política distrital e que, segundo diz, nunca conviveu pacificamente com a sua nomeação, há menos de um ano. 
Coisas da política à moda da Guarda!
Agora a história que se segue também promete não ser pacífica. É que a pessoa indicada para o seu lugar é Vasco Lino, um gestor que já esteve à frente do agrupamento de centros de saúde e do Centro Hospitalar da Cova da Beira, Covilhã. Os restantes elementos que compõem o novo Conselho de Administração da ULS da Guarda são Flora Teixeira da Silva, Fernanda Trovão Maçoas, como directora clínica para os cuidados hospitalares, Gil Barreiros, como director clínico para os cuidados primários e João Rebelo Marques, como enfermeiro director. Ou seja, só Gil Barreiros será do Distrito, neste caso de Gouveia.
Num cenário destes, o que se pergunta é se não há no Distrito da Guarda gente capaz que esteja à altura dos cargos. Ao que parece não há!
Ao que parece, o Presidente da Distrital do PSD da Guarda, Júlio Sarmento não terá visto com bons olhos estas nomeações, que de pendor politico pouco têm.
 
Politicamente em Seia ainda ninguém se manifestou, mas é obvio que faz falta alguém da nossa cidade nesta equipa, para representar os interesses do nosso concelho em matéria de saúde. Senão, corremos o risco de continuar a ver esvaziar o nosso hospital das suas competências. Um mau pronuncio para Seia e para a própria Guarda, que pode ver aqui o princípio do fim da sua autonomia, uma vez que será mais fácil, com gestores da Covilhã de levar a estrutura da Guarda para aquela cidade. Há de resto um estudo que aponta para aí. Agora, além do estudo, há uma equipa que poderá fazer o caminho.
Mau prenúncio. Mas pode ser que me engane.
É bom lembrar que a Unidade Local de Saúde (ULS) da Guarda abrange os hospitais da Guarda e de Seia e 12 centros de saúde do distrito.

quinta-feira, 22 de novembro de 2012

Festivais na Casa Municipal da Cultura de Seia


No próximo fim-de-semana, a Casa Municipal da Cultura de Seia irá acolher dois festivais organizados pelas coletividades locais.

No sábado, dia 24, às cinco da tarde, será a vez do Festival de Música Coral em Terras de Sena, organizado pelo Orfeão de Seia e que vai na sua 16ª edição. Com entrada livre, o festival, que decorre no Auditório (1º piso), é uma boa oportunidade para todos aqueles que gostam de música coral.

No domingo à tarde, decorrerá no Cineteatro o 13º Grande Festival Nacional de Orquestras de Música Ligeira, organizado pela Orquestra Juvenil da Serra da Estrela. Para além da Orquestra de Seia, o festival contará com a participação da Orquestra de Música Ligeira de Gândaras.

No sábado seguinte, dia 1 de Dezembro, o Cineteatro acolherá a 16ª edição do Festival Ibérico – Música Jovem 2012, organizado pela Casa da Juventude D. Ana Nogueira, de São Romão. Um festival que conta com bandas de norte a sul de Portugal e participação de Espanha, com forte participação de jovens da região.

Como se verifica, apesar das dificuldades, Seia continua a registar uma dinâmica cultural relevante, quer através das iniciativas do Município, quer da comunidade.

Recorde-se que em outubro decorreu a 18ª edição do Cine’Eco e no passado fim-de-semana a 15ª edição das Jornadas Históricas, que trouxe à cidade perto de 200 participantes de todo o país.

(Nota de imprensa)

quarta-feira, 21 de novembro de 2012

16º Festival Ibérico – Música Jovem 2012



A Casa da Juventude D. Ana Nogueira, de São Romão, promove no próximo dia 1 de Dezembro à noite, no Cineteatro da Casa Municipal da Cultura o 16º Festival Ibérico – Música Jovem 2012.
Trata-se de um evento já consolidado no calendário cultural do concelho, que este ano, segundo a organização, contará com bandas de norte a sul de Portugal e participação de Espanha, com uma forte participação de Jovens dos concelhos Locais.
O apresentador do programa de Música da RTP 1 – Top +, Francisco Mendes, será uma das presenças na noite da “festa da música jovem”.

Misericórdia de Seia organiza Jornadas


A Santa Casa da Misericórdia de Seia vai organizar no próximo dia 30 de Novembro no Auditório do CISE – Centro de Interpretação da Serra da Estrela, as I Jornadas na área da Saúde subordinadas ao tema: “Cuidados continuados Integrados – Saúde e Apoio Social”.
Segundo a divulgação que está a ser feita, este evento "destina-se à comunidade em geral, pois é objetivo principal da Instituição dar a conhecer a Rede Nacional de Cuidados Continuados Integrados".
Trata-se de uma iniciativa louvável promovida pela Santa Casa da Misericórdia que nos dará a conhecer “o que é a Rede; a quem se destina; onde se localizam as unidades; quais as tipologias existentes; como são referenciados os doentes; quais os custos envolvidos e também todas as dinâmicas relacionadas com os Cuidados Continuados em Portugal”.
A entrada é livre, sujeita a inscrição através dos contactos definidos no programa: 238 310 800 e www.misericordiadeseia.pt

segunda-feira, 12 de novembro de 2012

Posição de força continua nas agregações à força

 
O Município de Seia, a Assembleia Municipal de Seia, as Assembleias de Freguesia do concelho e todos os partidos com assento na Assembleia Municipal foram unanimes em adoptar uma “posição de força” face à imposição da Lei de Reorganização do Território que impunha orientações consideradas atentatórias para o desenvolvimento do concelho.
Quando se tomou esta posição de força, de manter as atuais 29 freguesias do concelho, depois de muitas reuniões de análise e discussão, depois de abaixo-assinados, manifestações diversas, etc., todos os intervenientes sabiam que mais tarde ou mais cedo chegaria a hora do confronto da tal “posição de força”. Agora chegou a hora! Veio a deliberação da Unidade Técnica e portanto até aqui não há novidade. Todos dissemos por unanimidade que nenhuma das 29 freguesias devia ser agregada e mantemos essa posição, como dois terços das assembleias municipais do país. Só um terço aceitou, na grande maioria em cidades de grande dimensão, como é o caso de Lisboa.
Chegados aqui, dois caminhos poderemos nós agora seguir. Um é o da demagogia e do jogo político rasteiro, arranjando bodes expiatórios para a deliberação da Unidade Técnica que decidiu de uma maneira, como poderia ter decidido de outra.
O outro caminho, será o de continuarmos unidos nesta luta, mantendo a mesma “posição de força”, como estão a fazer os restantes dois terços dos municípios, muitos deles a preparar-se inclusivamente para interpor providências cautelares. E num cenário desta natureza, o mais certo é o assunto arrastar-se nos tribunais e fazer com que não haja tempo para tudo estar pronto para as eleições autárquicas que se realizam lá para setembro, outubro. E em paralelo, tanto o Presidente da Associação de Municípios Portugueses, o Social-democrata Fernando Ruas, como o Presidente da ANAFRE, continuam a manifestar-se contra este atentado ao poder local!
Neste capítulo, enalteço a posição do Presidente de Junta de São Romão, que ciente da luta que está a travar, reagiu de forma lúcida e peremptória, no comunicado veiculado pela agência Lusa. Luciano Ribeiro, admite ele próprio interpor uma providência cautelar, para impedir a agregação da sua freguesia.
Posto isto, podemos no entanto abordar a questão concreta da putativa criação da União das Freguesias de Seia, São Romão e Lapa dos Dinheiros, a maior aberração ditada pela Unidade Técnica. E sem nos perdermos em mais delongas, poderemos sintetizar desta maneira: O Estudo Técnico aponta Seia e São Romão como um lugar urbano, contrariamente ao que diz a Lei 22/2012, que fala em 2 lugares urbanos – Seia e São Romão.
Resulta daqui que o Estudo está errado, porque de fato se trata de dois lugares urbanos distintos. Ou seja, no espaço urbano da cidade de Seia não há mais nenhuma freguesia, como acontece por exemplo em Gouveia ou Manteigas, em que dentro do perímetro da cidade e vila, há duas freguesias e aí poderá fazer sentido agrega-las. Mas não é o que se passa em Seia, onde só há uma freguesia dentro da cidade. A Vila de São Romão, pese a proximidade à cidade de Seia, é um lugar urbano autónomo. Possui dinâmicas socias, económicas e culturais próprias. Tem os seus próprios serviços e colectividades como sejam posto médico, correios, corporação de bombeiros, banda, rancho folclórico, oferta escolar até ao 3º ciclo etc… A opção de agregar as freguesias dos dois lugares urbanos além de uma dúbia abordagem da Lei, cria naturalmente sentimentos de revolta na população, sobretudo de São Romão, que vê a sua identidade e matriz histórica ameaçadas.
Muito mais se pode dizer e argumentar sobre esta e outras situações, mas o melhor nesta altura é adoptar a prudência e tudo fazer nos lugares próprios e pelas vias oficiais, para defendermos os interesses das nossas populações, quando ainda faz falta a Junta de Freguesia para o desenvolvimento do concelho. Quando ainda é decisivo manter a identidade das nossas comunidades, um bem cultural precioso de que não abdicamos.
De resto, muita tinta ainda vai correr.

sábado, 10 de novembro de 2012

Agregação de freguesias ameaça calendário das eleições autárquicas

Mapa prevê agregação de 1165 freguesias em todo o país, mas os presidentes das associações nacionais de municípios e das juntas de freguesia temem as consequências do deslizamento do processo. Críticos da reforma admitem que o deslizamento de prazos pode pôr em causa a realização das eleições autárquicas no Outono do próximo ano. Até porque, para além da análise do processo pendente de acórdão do Tribunal Constitucional (TC), já foram interpostas várias providências cautelares.

sexta-feira, 9 de novembro de 2012

O Distrito da Guarda tem de se unir em defesa do serviço de notícias


O Distrito da Guarda não pode ficar sem o seu correspondente da Agência Lusa! Já somos um Distrito pobre e cada vez mais esvaziado de serviços e competências, mas se deixarmos de ter um correspondente da agência de notícias portuguesa, isso é muito mau. Ficaremos mais uma vez a perder, perdendo a pouca voz e visibilidade que vamos tendo e ficaremos inevitavelmente mais pobres.
É que, o governo, na sequência dos cortes cegos e na saga insensível de tirar aos mais fracos e continuar a alimentar os mais fortes, anunciou recentemente que a agência de notícias Lusa irá sofrer um corte de 30% no seu orçamento.
Independentemente de se compreender os cortes que são necessários em “todos” os setores, aquilo que se teme nesta medida é que sejam uma vez os mais fracos a ser penalizados com esta medida. Ou seja, a Lusa a ter que dispensar os seus correspondentes.
Por isso, antes que aconteça, antes do fato consumado, tudo teremos de fazer, para manter este serviço de informação no nosso Distrito da Guarda, já de si depauperado.
Da minha parte e enquanto líder da bancada do PS na Assembleia Municipal de Seia, apresentarei uma Moção em defesa da manutenção do correspondente da agência Lusa na Guarda e desafio todas as Assembleia Municipais, Municípios e outras entidades deste Distrito a fazerem o mesmo, numa posição de força que importa assumir.
Não podemos calar e consentir ficar mais pobres em matéria de informação e afirmação da nossa região no contexto nacional. Menos informação é sinónimo de menos democracia e atropelo a um desenvolvimento que assenta cada vez mais na comunicação e na descentralização.
A Lusa que fornece um serviço noticioso a inúmeros jornais, rádios e canais de televisão portugueses e que fornece igualmente notícias aos meios de comunicação social das comunidades portuguesas espalhadas pelo mundo, não pode dispensar a pouca voz de um território que se quer afirmar.
A hora é de todos defendermos este serviço, sob pena de ficarmos cada vez mais pobres.

Mário Jorge Branquinho
Artigo publicado no Jornal Terras da Beira - Guarda



quarta-feira, 7 de novembro de 2012

6ª Mostra Gastronómica do Sabugueiro


Depois do grande sucesso que foi a NOITE DAS CAÇOILAS, prossegue agora a 6ª Mostra Gastronómica do Sabugueiro.


A referida Mostra é uma iniciativa que decorre de 3 a 18 de novembro, numa iniciativa da Associação de Beneficência do Sabugueiro, com o apoio da Junta de Freguesia do Sabugueiro, várias agremiações desta aldeia e Município de Seia.
A Mostra tem por objetivo promover os pratos típicos desta região, servidos nos 11 restaurantes desta aldeia turística da serra da Estrela.

À semelhança do ano passado, a Mostra deste ano dá destaque aos "Sabores de Outono", proporcionando-se predominantemente os pratos associados a esta época do ano.
Os Restaurantes aderentes situam-se todos ao longo da estrada principal e são: “Mirante da Estrela”, “Abrigo da Montanha”, “O Chocalho”, “Monte Estrela”, “Casa Martins”, “Grelhados da Serra”, “O Nevão”, “Restaurante Mir Alva”, “Cozinha Serrana”, “Ribeira D’Alva” e “Casa da Ponte”.
A organização deixa o convite às pessoas para que visitem o Sabugueiro, a caminho da Serra e saboreiem os pratos típicos num dos seus restaurantes, onde não falta o Cabrito, o Borrego, a Chanfana, o Bacalhau com Pão de Centeio, as Trutas, o Arroz de Carqueja e muitos outros, além do famoso Queijo da Serra, dos enchidos, do presunto e claro, do Pão de Centeio do Sabugueiro.
Durante este período, os restaurantes praticam descontos especiais.



sábado, 3 de novembro de 2012

Imagens dos preparativos para a "Noite das Caçoilas", no Sabugueiro

Estas são algumas das imagens desta manhã nos preparativos para a "Noite das Caçoilas", que decorre hoje no Sabugueiro a partir das 16 horas, com animação e provas gratuitas para toda a gente. Só as bebidas serão pagas. A organização, que envolve a Junta de Freguesia, associações do Sabugueiro e Município, convida todos os interessados. A iniciativa insere-se no Projeto "Aldeias de Montanha" e conta também com os participantes do Geocaching, que decorre por estes dias na Serra da Estrela.









sexta-feira, 2 de novembro de 2012

Os filmes agora chegam mais cedo a Seia


As pessoas de Seia e concelhos limítrofes já podem ver os filmes do setor comercial mais cedo que o habitual, e em suporte 3D, uma vez que o município apostou em equipamento digital. Até aqui os filmes exibidos no cineteatro da Casa da Cultura eram em 35 mm (bobines) e isso fazia com que chegassem a Seia 3 ou 4 meses depois de serem estreados. Agora isso já não acontece, graças a um pequeno investimento que é recuperável em pouco tempo.

No festival Cine’Eco deste ano já deu para ver o grau de adesão de público a várias sessões, quer em 3 D, quer noutras. Mal acabou o festival, verificou-se uma outra grande enchente e para Novembro estão já anunciados filmes recentes: “Para Roma com Amor” - dias 2, 3 e 4; “Dredd” (3D) – dias 9, 10 e 11; “360 A Vida é um Círculo Perfeito” – dias 16, 17 e 18; “Brave Indomável” (3D) dias 17 e 18 e “007 Skyfall” – dias 23, 24 e 25.

Por isso e porque o cinema é um lugar de encontro e os filmes libertam a cabeça, Seia vai (re)encontrar-se de novo no cinema de Seia.

















http://www.casadaculturadeseia.com/cinema.htm

Informação geográfica de Seia está online





A informação geográfica do concelho de Seia já pode ser consultada online, no novo portal SIG (Sistema de Informação Geográfica) http://www.sig.cm-seia.pt/, recentemente lançado pelo Município de Seia.
O sistema funciona como uma “ferramenta universal de publicação, pesquisa, consulta e atualização de informação geográfica e vem revolucionar a forma de gestão do território bem como a forma de contacto entre o munícipe e a autarquia”.
A um clique de distância, os munícipes têm agora acesso real à cartografia do concelho de Seia, podem emitir plantas de localização ou reportar com precisão situações que julguem convenientes como buracos nas vias, quedas de árvores ou muros, etc.
A plataforma permite também combinar e cruzar um conjunto de informações relacionadas com o ordenamento de território, dados estatísticos, Pmots, geologia e geoformologia, ortofotomapas, turismo e património (informação, pontos de interesse, recreio e lazer, restauração e alojamento), infraestruturas (vias e trânsito, resíduos), e Proteção Civil e Florestas (dados relativos à Defesa da Floresta Contra Incêndios).
Para a autarquia este é “um passo enorme no que toca à implementação de uma política de transparência e contínuo esforço em implementar processos que melhor sirvam os interesses dos cidadãos”.

quinta-feira, 1 de novembro de 2012

Hoje lembramos os mortos.

Hoje lembramos os mortos. Lembramos muita vez e às vezes todos os dias, ou quase todos. Mas hoje, dia de todos os santos, vamos ao Cemitério, os que podem e os que querem. E de uma maneira ou de outra, indo ou não indo, lembramos os que um dia partiram.
Por mim, lembro-me de meu pai, de meus avós, outros familiares, parentes e amigos.
Mas porque este é assunto de recato, que faz parte da parte intima de cada um, pouco mais se diz do que isto. Disto e da saudade que temos e da falta que nos fazemos os que partiram. Da cadeia de afetos que se quebrou e da enorme dor que se apoderou de nós, felizes por ficarmos, mas do desconsolo de ver partir quem tanta falta fez ou faz. Porque afinal a vida é isto mesmo, e quando falamos dela, assim ao contrário, do lado da morte, até parece conversa tabú. Assunto melindroso que nem convém abordar, por ser do domínio do obscuro e quase misteriosamente indecifrável.
Hoje e pelo menos uma vez no ano, crentes ou descrentes, lembramo-nos dos que partiram e tantos tão cedo, cumprindo-se tantas vezes a profecia de que “o bom acaba e o mau atura”! E neste entretanto em que ainda nos colocamos, do lado de cá a espreitar quem partiu, vamos colocando flores na lembrança e inquietude, na esperança de não chegar a nossa vez. Vamos ignorando que a vida é feita de passagem, sem perceber bem a origem e o fim, ou sequer ao que viemos, se afinal, quase não temos tempo para quase nada. Sobra-nos o consolo de viver a vida sem pensar nisso e só procurar lembrar-nos uma vez por ano, dos que partem de nossas vidas. É a vida, essa roda que gira na efémera passagem que marca um ritmo que não dá sequer para retardar, quanto mais para parar. Porque o tempo passa, a vida corre e amanhã já nem sabemos se vamos cá estar. E assim, vamos lembrando os que partem e a falta que nos fazem.
É a vida!

quarta-feira, 31 de outubro de 2012

Fotografar e filmar a NOITE DAS CAÇOILAS


A organização da “Noite das Caçoilas” que decorre este sábado na aldeia do Sabugueiro convida fotógrafos e realizadores amadores a fotografar e filmar para “memória futura” esta atividade agora reavivada.




















Os interessados poderão mandar um mail para absabugueiro@sapo.pt ou telefonar 238 311437.

A “Noite das Caçoilas” é uma organização da Junta de Freguesia do Sabugueiro e associações desta localidade e insere-se no projeto Aldeias de Montanha, impulsionado pelo Município de Seia.



quarta-feira, 24 de outubro de 2012

Rede de Aldeias de Montanha lança actividade inovadora na serra da Estrela, um desafio de três dias de Plena Aventura


As Aldeias de Montanha e o Município de Seia vão promover um Evento de Geocaching, nos próximos dias 2, 3 e 4 de novembro, em plena Serra da Estrela, em particular naquelas que são as verdadeiras Aldeias de Montanha: Sabugueiro, Lapa dos Dinheiros, Valezim, Sazes da Beira, Loriga, Cabeça, Alvoco da Serra, Teixeira e Vide.
Por entre as paisagens magníficas destas nove Aldeias, os geocachers terão o desafio de encontrar cerca de 100 caches. Trata-se do maior Evento de Geocaching jamais realizado na Serra da Estrela, que conta com um programa repleto de atividades complementares e muito atractivas:
- Tertúlia,
- Caminhada pedagógica de Geocaching em Loriga,
- Jantar-festa com música ao vivo,
- Workshop de geocaching em Cabeça,
- Noite das Caçoilas no Sabugueiro,
- Actividade de limpeza ecológica,
- Mostra de artesanato,
- Almoço-convívio em Alvoco da Serra com a atuação do Balancé da Cabeça,
- Entre muitos outros.
Em plena serra da Estrela, encontramos, nos vales do sudoeste, surpreendentes paisagens culturais com o seu epicentro nas inexploradas Aldeias de Montanha, portas esplêndidas para conhecer os meandros da mais impactante serra portuguesa, origem de milenares ecossistemas tradicionais que geraram riquezas inestimáveis e hoje aguardam generosamente pela sua visita. Um verdadeiro tesouro por descobrir.
Vide Programa Completo do Evento em:
Site oficial do Evento:  http://geocachingnasaldeiasdemontanha.com
Contacto para os Media: Severina Gonçalves  - editorial@esquilo.com
Tlm: 963 925 758
Rede das Aldeias de Montanha do Município de Seia:  http://www.cm-seia.pt/aldeias.html

 

Sabugueiro convida para saborear na "Noite das Caçoilas"


Outrora, no Sabugueiro, terra de pastores, por ocasião dos casamentos e de outras festas da aldeia, confecionava-se nas casas, o cabrito, a chanfana ou o borrego, que eram levados em caçoilas de barro ao forno comunitário para assar. Era um “prato” incontornável nos dias de festa – Natal, Páscoa ou nas festas de Nossa Senhora da Graça padroeira da localidade, além das bodas matrimoniais.

Depois das fornadas do famoso pão do Sabugueiro, a libertar o leve sabor do centeio pelas ruas da aldeia, as pessoas aproveitavam o calor do forno para levarem as caçoilas com aromas predominantes a alho, louro e vinho. E não faltava também quem fizesse ali no típico forno a lenha, os saborosos biscoitos para a “festa”, tão apreciados por miúdos e graúdos.

São estas tarefas ancestrais que este ano, no dia 3 de Novembro a comunidade do Sabugueiro vai reviver. De manhã, as mulheres da aldeia vão cozer o pão e depois das duas da tarde vão começar a chegar as caçoilas de carne para assar. Depois das 18 horas as pessoas da aldeia e turistas, serão convidadas a provar os sabores das carnes e do pão, em ambiente de festa e animação popular, entre o Forno e o Largo do Cruzeiro.

Por isso, aceite o convite do Sabugueiro e do Centro Dinamizador das Aldeias de Montanha e entregue-se aos prazeres da vida e saboreie novos aromas, nas tasquinhas improvisadas ou nos restaurantes da aldeia.

A “Noite das Caçoilas” é uma proposta obrigatória. Uma tradição que pretende dar a conhecer a gastronomia e as tradições desta aldeia encantadora, mas também nos desafia a vivenciar uma experiência única em contato com a essência da aldeia. O sabugueiro espera por si!”

(Nota de imprensa)

“História e alimentação” em debate nas Jornadas Históricas de Seia


As Jornadas Históricas, um evento já consolidado no calendário anual do Município de Seia, que este ano conta com a sua 15ª edição, vai abordar o tema “História e alimentação – saberes, cheiros e sabores”, num encontro agendado para os dias 15, 16 e 17 de novembro.

O certame vai decorrer no auditório da Casa Municipal da Cultura de Seia e contará com intervenções de oradores de reconhecido valor do ensino superior e de profissionais da viticultura. Durante os três dias estarão em debate a alimentação e as suas ligações à história, economia, sociedade, turismo, saúde e bem-estar, biologia, ciências naturais e medicina.

Coordenadas por Fernando Catroga, professor catedrático da Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra, as Jornadas são promovidas pelo Município de Seia, através do Arquivo Municipal, e têm como principal objetivo constituir um espaço de partilha de conhecimento, reflexão e debate.

Para os docentes do ensino básico e secundário, a participação na formação equivale a 1 crédito, acreditação do Conselho Cientifico Pedagógico de Formação Contínua, contabilizando para a progressão na carreira de docente.

Inscrições:
Arquivo Municipal
Telefone: 238 081 392
E-mail: arquivomunicipal@cm-seia.pt
Preço de inscrição: 30€

(Comunicado de imprensa)






segunda-feira, 15 de outubro de 2012

Precisamos resistir contra um governo que afunda o país e enterra o Concelho de Seia


Nesta hora estranha, que o país e a Europa atravessam, em cada hora que passa, cada dia e cada semana, para não falar em cada mês, é só más notícias. Para o cidadão individualmente e para as empresas e entidades em geral.

Cada um de nós assiste incrédulo ao desabar de um país em geral e do nosso concelho em particular.

Pessoalmente, cada cidadão vai assistindo e quase não reage às políticas de um governo fraco, incompetente e sem rumo, que insiste em dar-nos um remédio que comprovadamente não nos cura. Contudo, o concelho de Seia e as suas instituições não podem assistir impávidas e serenas aos vários atos criminosos que este governo insensível nos inflige.

Encravam-nos neste buraco, sem estradas dignas, retiram-nos investimentos para melhorar o Centro de Saúde e a Escola Secundária. Preparam-se para entregar o Hospital à Misericórdia, testam a privatização do Centro de Saúde e agora extinguem o Centro de Emprego de Seia.

Que mais nos irá acontecer?

E nós, nesta hora estranha, o que podemos fazer? Nós, cidadãos deste concelho que aqui moramos, partidários ou apartidários, o que podemos fazer? Cruzar os braços?

Julgo que é chegada a hora de dizer basta! De dizer que “para grandes males, grandes remédios”.

Precisamos de estar unidos, de nos mobilizarmos, todos, individual e coletivamente, num grande movimento e sair para a rua. Tomar medidas fortes. Paralisar tudo de vez. O Interior antes, era “esquecido e ostracizado”, agora é vilipendiado e condenado definitivamente à morte, com estas medidas de progressiva agonia.

É preciso parar esta sangria! É preciso reagir hoje, porque amanhã é tarde e todos somos poucos nesta batalha onde todos temos um papel importante a desempenhar.

Que caia o governo para que cesse este desvario louco e se nomeie um de Salvação Nacional, que o país não aguenta, que o concelho de Seia, como tantos outros se afunda na imprevisibilidade dos dias.

Nem que tenhamos que ir a Lisboa as vezes que for preciso ou fazer manifestações fortes e contundentes aqui, que eu não me importo de ajudar outros a concentrar camiões a caterpillar's! E quem tem medo que fique em casa. Assim é que não podemos continuar, porque a continuar assim, o pior ainda está para vir.

domingo, 14 de outubro de 2012

“O Silêncio da Neve”, vence Cine’Eco de Seia 2012



“O Silêncio da Neve – A Intoxicação Invisível do Ártico”, do realizador Holandês Jan van den Berg é o grande vencedor do Cine’Eco 2012, conquistando a Campânula d’ Ouro do Festival, correspondente ao Grande Prémio de Ambiente, patrocinado pela Lusocargo, no valor de 2.500 Euros. O filme retrata a sobrevivência nas grandes planícies brancas do Árti
co, onde um assassino invisível está a destruir silenciosamente a comunidade Inuit na Gronelândia: “Resíduos químicos de todo o mundo vão-se acumulando invisivelmente e envenenando os indefesos habitantes”. O Júri Internacional constituído por Gaetano Capizzi (Itália), Lisandro Nogueira (Brasil), Gustavo dos Santos (Argentina), Peter Vogelaere (Bélgica); Sandra Teixeira (Portugal); Ana Brito e Cunha (Portugal) e António Escudeiro (Portugal) atribuiu ainda os seguintes prémios:

PRÉMIO ANTROPOLOGIA AMBIENTAL, patrocinado por LIBERTY SEGUROS, (600 €): 
- “ESPUI”, de Anna Soldevila (Espanha);

PRÉMIO CURTA-METRAGEM, patrocinado por JAMESON, (600 €):
- “O CRUZEIRO DE CASCAS DE BANANA”, de Salvo Manzone (Itália/França);

PRÉMIO EDUCAÇÃO AMBIENTAL, patrocinado por AXA SEGUROS, (600 €):
- “AQUECIMENTO GLOBAL”, de Knut Karger (Alemanha);

O Júri da Lusofonia constituído por Miguel Pessoa (Portugal), Joseana Cunhal (Brasil), Pedro Pinto (Portugal), Isabel Mamede (Portugal) e Manuel Halperne (Portugal) atribuiu os seguintes Prémios:

PRÉMIO CAMACHO COSTA/LUSOFONIA, patrocinado por SARAH TRADING, (1.500 €):
- “FÉ NOS BURROS”, de João Pedro Marnoto (Portugal);

MENÇÃO HONROSA – JÚRI DA LUSOFONIA:
- “UMA SÓ ESPERA”, de L Praino Project (Portugal)

PRÉMIO LUSOFONIA / PANORAMA REGIONAL:
- “MONDEGO” de Daniel Pinheiro (Portugal)

O Júri da Juventude constituído pelos jovens portugueses Ana Leote, Diana Oliveira, André Cunha, Arlete Bernardo, Luis Veiga, Alexandre Fonseca, André Brito, Tiago Silva, Ricardo Boto e Jorge Martins, atribuiu os seguintes prémios:

PRÉMIO JÚRI DA JUVENTUDE / LONGA-METRAGEM:
- “ECOTOPIA”, de Yuksel Aksu (Turquia);

PRÉMIO JÚRI DA JUVENTUDE / CURTA-METRAGEM:
- “CARBONO POR ÁGUA”, de Evan Abramson & Carmen Elsa Lopez Abramson

MENSÃO HONROSA JÚRI DA JUVENTUDE:
- “a Fé nos Burros”, de João Pedro Marnoto, (Portugal)

 

(Nota de imprensa)

 

 


sexta-feira, 12 de outubro de 2012

Encerramento Cine'Eco




O Cine’Eco 2012 fecha o pano neste sábado, dia 12, pelas 21:30 horas, numa cerimónia que decorrerá no Cineteatro da Casa Municipal da Cultura e para a qual a autarquia convida todas as entidades e população em geral.

A Orquestra de Sopros da Escola Profissional da Serra da Estrela, sob a direção do Maestro Hélder Abreu fará o concerto de encerramento, interpretando temas de bandas sonoras de vários filmes conhecidos do grande público.

A apresentação do espetáculo será conduzida pela atriz Ana Brito e Cunha, que este ano integrou o Júri Internacional e José Vieira Mendes, programador do Cine’Eco.

domingo, 7 de outubro de 2012

Discurso do Presidente da Câmara na abertura do Cine'Eco



"Permitam-me que em meu nome e do Município de Seia a todos, de forma cordial e fraterna, cumprimente e saúde por igual, agradecendo, ao mesmo tempo, a vossa presença, dando-vos as boas-vindas, num desejo que esta edição, a 18ª. do CineEco, seja a melhor de sempre.

Estou em crer que, num momento tão difícil como o que hoje vivemos, em que a conjugação do verbo Encerrar é palavra de ordem no nosso país, deveremos aproveitá-lo para homenagear as gentes que trabalham na EMCR de Seia, fazendo-o através do seu Conselho de Administração, nas pessoas da Engª. Cristina Sousa, do Dr. Paulo Caetano e do Dr. Carlos Teófilo.

A razão de tal desiderato radica na extinção da Empresa Municipal, na base da famigerada Lei 50, uma lei que trata de forma igual aquilo que é diferente, que trata empresas de cultura como se de vulgares empresas comerciais ou industriais se tratasse, mais um exemplo da insensibilidade do governo da nação relativamente aos territórios de baixa densidade, ao fim ao cabo, de insensibilidade relativamente às gentes, que somos nós, que continuam a teimar em viver no interior do país.

Nunca, como hoje, a sociedade compreendeu o papel que as políticas ambientais assumem num Concelho onde o denominado meio ambiente é um recurso essencial ao seu desenvolvimento sustentado.

A preservação do meio ambiente revela-se fundamental para a qualidade do principal produto turístico do Concelho de Seia: - A Natureza.

Continuamos, por isso, a apostar numa política de gestão ambiental do Concelho que ultrapassa a visão restrita da questão, que permitiu dotar o poder autárquico de um plano de gestão ambiental global e coerente, enformador das decisões a tomar.

O Cine Eco é, sem dúvida, um evento que reforça a vocação de Seia, enquanto Concelho associado ao ambiente, à qualidade de vida e às boas práticas ambientais.

Por outro lado, o Festival tem sido, nestes dezoito anos, um importante instrumento de promoção e afirmação do Concelho. Não só criou novos públicos, ao nível local, como continua a revelar capacidade atrativa face a visitantes externos, contribuindo positivamente para a dinâmica da atividade turística no Concelho.

Numa altura de fortes restrições financeiras, o Município assegura a presente edição recorrendo a diversas parcerias e a instrumentos próprios, valorizando não só a experiência e o conhecimento adquiridos ao longo da vida do Festival, enquanto entidade organizadora, como também minora, por outro lado, os impactos no orçamento municipal.

Atendendo ao número e à qualidade dos filmes a concurso, nacionais e estrangeiros, estou certo que o êxito está garantido, neste ano em que o Cine Eco atinge a sua maioridade.

Inauguramos, também aqui hoje, um novo sistema de projeção de cinema digital que permite a visualização de filmes 3D, acompanhando as novas tendências do mercado e do circuito comercial.

Embora cientes das dificuldades financeiras que atravessamos, o município tomou esta decisão como uma forma de dar novo folego à adesão de público ao cinema em Seia, ao longo do ano e no seu festival de cinema.

Um sinal também ele, apesar de tudo, da aposta que queremos continuar a fazer no domínio da cultura, a par de outros sinais que vamos dando, sobretudo na valorização dos nossos talentos e na aproximação dos públicos. (71.800+IVA)

Por isso, com a inauguração deste equipamento no Cine Eco, escrevemos uma página importante na história do cinema em Seia, que é bem rica, como ainda este ano verificámos através da exposição da história do cinema em Seia, organizada pelo arquivo municipal com apoios diversos entre eles dos nossos conterrâneos Alberto Toscano e Rui Veloso.

Agora Seia já não precisa de estar 4 ou 5 meses à espera de um filme, como acontecia até aqui com o cinema em 35 milímetros.

Teremos os filmes muito mais cedo e teremos também a possibilidade de os ver em 3 D.

Vocês merecem, vocês têm.

Espero que gostem. Bom cinema.

Venham ao Cine Eco.

Todos estão convocados."

terça-feira, 2 de outubro de 2012

Fatura de telefone e net não vai ser agravada em Seia


O jornal Porta da Estrela de hoje traz uma notícia falsa. Acredito que não tenha sido por mal, mas traz e é logo na primeira página. Por isso, é preciso esclarecer os senenses, antes que a coisa ganhe consistência. Não é que seja o "fim do mundo", mas sempre é bom esclarecer. E digo isto porque estive implicado no processo.
 
Titula o jornal em manchete – “APERTO de CINTO” (sic). Diz que “Câmara pede mais 3,4 M €”, que “Seia cobra taxa máxima de impostos” e a seguir a tal notícia que não corresponde à verdade - “ Fatura de telefone e net vai ser agravada”. Obviamente que esta notícia é falsa! Porque o Jornal diz que a Câmara aprovou por maioria a aplicação da Taxa Municipal de Direitos e Passagens, o que é verdade, mas não acrescenta que na Assembleia Municipal essa proposta foi retirada pelo executivo e que nem sequer subiu a discussão e a votação. Ou seja, neste caso a fatura dos cidadãos de Seia não vai ser agravada, porque o PS de Seia na Assembleia Municipal entendeu recomendar ao executivo a retirada desta taxa, apesar desta ser quase insipida, - iriamos pagar em média mais 15 ou 20 cêntimos por mês na fatura do telefone ou da televisão!

O jornalista do Porta da Estrela, por quem tenho respeito, consideração e amizade, deve ter chegado atrasado à reunião da Assembleia e não se deve ter apercebido disto. Só isso explica a manchete. Pode até dizer-se que o jornal estava pronto quando a Assembleia decorria, mas o que é certo é que o cidadão lê assim e assim fica a pensar, de que vai ter de pagar mais uma taxa.
Mas não vai!
 
O resto, o que a mim me causa estranheza, enquanto cidadão atento ao desenvolvimento do concelho e autarca preocupado com a situação a que chegámos, são as voltas que a vida dá. Mas isso é tema para outras conversas e não tem nada a ver com o jornalista.

Agora o que importa é ultrapassar a crise e o atoleiro em que muitos nos meteram.