terça-feira, 6 de abril de 2010

Transportes Urbanos de Seia

As borlas vão acabar na próxima segunda-feira no mini-autocarro que efectua o circuito urbano da cidade, após nove meses depois de fase experimental.

A autarquia, promotora da iniciativa, garante que o tarifário vai de encontro "às necessidades dos diferentes usuários, com várias tipologias de título de transporte". Nesse sentido, um bilhete simples adquirido a bordo do 'VaieVem' fica em 80 cêntimos, enquanto os títulos pré-comprados de 10 viagens custarão cinco euros e o passe mensal 16 euros. A estes valores acresce 1,5 euros na aquisição do primeiro cartão.
"O município teve ainda em consideração os utilizadores economicamente mais desfavorecidos, sendo possível nestes casos a obtenção de um passe social por 10 euros, ao qual acresce igualmente o valor inicial acima indicado", refere a Câmara de Seia. Poderão beneficiar desta opção os portadores dos Cartões Jovem e Sénior Municipal, além dos munícipes que comprovem viver em situação de carência económica.

A requisição destes títulos de transporte faz-se no Balcão Único na Câmara. O 'VaieVem', funciona de segunda a sexta-feira na cidade serrana e em São Romão, das 8.15 às 18.40 horas, passando 14 vezes em cada uma das 30 paragens em funcionamento.
Suspensa continua a linha urbana, que ligará Seia às freguesias de Pinhanços, Santa Comba, Santa Marinha e São Martinho, devido a um contencioso com a transportadora Marques, que detém a concessão do transporte de passageiros para aquela zona do concelho.

sábado, 3 de abril de 2010

Boa Páscoa

Bom dia, boa tarde, boa noite, bom trabalho, saúde, força, pensamento positivo, muito amor, muita paz, bom espírito de iniciativa, bom espírito criativo, boas ideias, bom espírito crítico, bons filmes, bons livros, boas músicas, boas férias, boa sorte, boa caminhada, boa esfrega, bom ritmo, muitas e boas festas, muita fé, muita esperança, muita coisa, muita ginástica, muita bondade, e sinceridade e verdade e felicidade e amizade e tudo o que couber nesse envelope de desejos a que chamamos cordialidade.
E sem lamechices...

... BOA PASCOA!

sexta-feira, 2 de abril de 2010

Turismo da Serra da Estrela

Segundo a edição do jornal A Bola de ontem, o Presidente da região de Turismo da Serra da Estrela, Jorge Patrão afirmou que ainda há alguns quartos disponíveis para este fim-de-semana da Páscoa: «Estamos com uma média de 50 a 65 por cento de ocupação, prevendo-se que haja várias unidades hoteleiras que, à medida a que se aproxima o fim-de-semana, atinjam os 100 por cento».

O mesmo jornal refere ainda que para além da Serra da Estrela, o Algarve é outra região com taxas de ocupação bastante satisfatórias.

Esta notícia remete-me para um estudo revelado recentemente de que no ano passado o Algarve registou uma quebra de cerce de 9 % nas taxas de ocupação, enquanto a Serra da Estrela registou uma subida da ordem dos 8%.

Este dado revela que o turismo da Serra da Estrela está a subir, a que não será alheio o facto de haver cada vez mais investimento nesta área, quer na construção de novas unidades hoteleiras e espaços culturais e de lazer, quer na promoção turística.

O concelho de Seia, por exemplo - e não parece - é dos concelhos do país com maior número de camas de unidades em espaço rural. Quem mo garantiu foi Jorge Patrão, o Presidente da entidade turística da Serra da Estrela. Na mesma conversa, este responsável disse-me outra coisa que eu já sabia: - no Sabugueiro há cerca de 300 camas que não estão registadas. E esse é o desafio dos agentes políticos locais, que é promoverem acções que levem os proprietários destes quartos particulares a fazerem pequenas obras e a registarem-nos.

Como se vê, muito trabalho se tem feito, mas muito há ainda para fazer. Mas ainda há alguns que pensam que descobriram o petróleo quando dizem que o Turismo é a salvação da região. Claro que o turismo é um filão. O que é preciso é continuar a fazer. A investir. Paleio barato, sobranceiro e de quem sabe mais do que os outros todos, é que não. Há muito empreendedor no concelho e muitos mais estão a despontar. O desafio da qualificação é cada vez mais premente neste sector. Qualificar e inovar permanentemente.

E como se vê, o espaço aberto tanto é para o sector público, como para o investimento privado. E há grandes empreendedores na Estrela. E vai continuar a despontar muito mais. O que aí vem, o que está previsto é ainda maior e mais promissor. Porque o que agora se precisa é a aposta na qualidade e na qualificação dos espaços e dos serviços prestados.

Muito está feito, mas como é evidente, muito há para andar!

MAIS, sinónimo de reforço de uma causa

Jornal Terras da Beira, 1 de Abril de 2010
Crónica de Seia


Mário Jorge Branquinho

A sociedade civil sempre teve e continuará a ter um papel importante na tomada de decisões dos órgãos políticos. Por isso, sou daqueles que entende a cidadania activa como um contributo para a valorização dos territórios. Em face desta visão, decidi impulsionar um Movimento de Apoio à Construção dos Itinerários da Serra da Estrela a que se deu o nome abreviado de MAIS, e que mais não é do que um grupo de cidadãos de uma região alargada, que apenas quer expressar o seu desejo de ver concretizadas 3 estradas consideradas fundamentais para o desenvolvimento da Serra da estrela. Ou seja, desenvolver mecanismos com vista à execução dos itinerários Complementares – IC6, IC7 e IC 37 - na região da Serra da Estrela. Nada mais simples do que isso, um Movimento que reivindica por direito próprio a execução de obras que são reclamadas há mais de 30 anos, que andaram nos últimos 3 a merecer discussão de possíveis traçados e que tinham sido anunciadas para execução.

Obras consideradas fundamentais para o desenvolvimento da região, que vive sobretudo do turismo e de uma economia já de si bastante débil.

Não é um movimento partidário, nem um movimento contra ninguém, mas em favor de uma causa considerada justa e indispensável. No fundo, estamos perante um reforço da reivindicação que, e muito bem, tem sido feita quer pelos autarcas da região, quer pelo Governador Civil e deputados, quer por outras personalidades políticas com responsabilidades.

Estou nisto porque estou ciente que é preciso fazer sacrifícios para dar saúde e solidez às contas públicas, mas considerando ser inaceitável que agora, ao fim de trinta anos de atraso e das expectativas criadas, se suspenda a execução destes traçados, que são vitais para o desenvolvimento desta região. Há zonas do Litoral que já têm tudo; a nós, aqui na serra, faltam-nos estas estradas para nos ligar aos grandes centros, em nome do desenvolvimento económico, social e turístico.

Estou nisto porque entendo que o governo deve ter preocupações sociais e de coesão territorial e atender às fragilidades desta região, marcada pelos sérios problemas causados pelo flagelo do desemprego e da consequente desertificação.

Por isso, tenho esperança que o governo, que tem feito do combate às assimetrias regionais, uma das principais linhas de orientação da sua prática política, reponha a justiça que se impõe e se merece. Acredito no Primeiro Ministro, porque é um profundo conhecedor desta região e dos problemas que enfrenta e tenho esperança que honre o compromisso assumido.

Nota. O movimento criou um blogue www.itinerarioserradaestrela.blogspot.com e tem a correr uma petição online, que já ultrapassou as 2.600 assinaturas.

quinta-feira, 1 de abril de 2010

Presidente dos EUA encomendou 100 queijos Serra da Estrela!

Presidente dos EUA encomendou 100 queijos Serra da Estrela!
A reportagem aqui:

segunda-feira, 29 de março de 2010

Vamos eleger LORIGA uma das 7 MELHORES PAISAGENS de PORTUGAL

Os socalcos de Loriga são uma obra de humanização da paisagem, do mais interessantes que se encontra no nosso país.


As Penhas que cincundam Loriga são imponentes obras da natureza.

O Vale Glaciar de Loriga encerra uma biodiversidade ímpar.

As suas ribeiras enriquecem esta paisagensm com o que de mais puro existe à face da terra - água pura e cristalina.

Por tudo isto, Loriga é, seguramente uma das 7 Melhores Paisagens de Portugal!...
(...)

Li agora isto no facebook e concordo. Loriga merece ser acarinhada e as suas paisagens divulgadas. Loriga é mais do que uma maravilha, é uma jóia paisagística, que merece ser visitada. Pelos turístas e pelos residentes do concelho e arredores, nos passeios dominicais.

sexta-feira, 26 de março de 2010

Dia Mundial do Teatro em Seia

Seia comemora o Dia Mundial do Teatro, neste Sábado, 27, com a peça “A Neve”, uma adaptação de 5 contos de Vergílio Ferreira, pelo Teatro das Beiras.
Um espectáculo a não perder, na Casa Municipal da Cultura de Seia, a partir das 21:45 horas.


quarta-feira, 24 de março de 2010

Palestras de viajar pelo mundo e no condomínio da terra

Um destes dias fui à Escola secundária de Seia para ouvir uma palestra com Gonçalo Cadilhe, no âmbito duma iniciativa dos alunos. E como já esperava, porque tenho acompanhado as crónicas do viajante, dei por muito bem empregue o tempo passado na escola. Simplesmente delicioso. Cadilhe, que é da Figueira da Foz, apresenta-se como viajante, jornalista e cronista português, apesar de ser licenciado em Gestão de Empresas. Viajar sempre foi a sua paixão e nos últimos anos esteve envolvido em vários projectos pessoais em colaboração com o jornal Expresso.
O viajante português contou em Seia várias das suas aventuras pelo mundo, incluindo aquelas no âmbito da volta ao mundo sem andar de avião, durante quase dois anos. E em Seia, contou também que é um homem rico, porque tem muitas casas espalhadas pelo mundo. Casas com vistas maravilhosas e das quais não tem apenas a… escritura de posse! Casas simples de camponeses, umas nas montanhas, nas escarpas ou mesmo a boiar nas águas de um rio qualquer, ou na ironia de dizer as coisas. Ou então aquele hotel que ainda não tinha sido inaugurado, quase sem paredes e janelas, ao relento, no deserto, para ver as estrelas e embrulhado num mosquiteiro.
Sozinho pelo mundo a contemplar o mundo e a fazer novas descobertas. Um viajante com mais de vinte anos de histórias para contar. Uma personagem que veio a Seia, com simplicidade, testemunhar a sua aventura, tantas vezes na rota de Magalhães, como nas outras rotas fora dos circuitos tradicionalmente turísticos.
Mas nesse mesmo dia, a surpresa continuou com mais um convidado admirável e de respeito. Outra palestra, outro grande caminheiro. Paulo Magalhães, autor do livro “Seia, tecto de Portugal”.
Paulo Magalhães, um dos fundadores da Quercus, é um reputado jurista dedicado às questões do ambiente, que aplica o instituto da propriedade horizontal à resolução das questões jurídicas decorrentes dos problemas ambientais comuns a toda a Humanidade, numa tese que tem sido apresentada e discutida nos mais diversos meios nacionais e internacionais e a que chama “Condomínio da Terra”.
Foi mais uma excelente jornada proporcionada pela escola Secundária, pela oportunidade que deu para discussão e análise de problemas ambientais que são comuns a todos.
O documentário “Condomínio da Terra”, com Sílvia Alberto, tinha sido apresentado no Cine’Eco 2009.

ARTIS, artistas de Seia podem inscrever-se

Está de volta mais uma edição da ARTIS. A novidade deste ano tem a ver com a selectividade que vai haver nos trabalhos a expor por parte dos artistas locais. Ou seja, ser seleccionado para expor é desde logo um factor de reconhecimento pelo valor artístico da obra.
Assim, a ARTIS, que este ano decorrerá de 8 de Maio a 6 de Junho, conta com uma exposição colectiva de pintura e escultura de artistas convidados nas Galerias da Casa Municipal da Cultura, que reabriram ao público no início do mês; uma exposição colectiva de pintura e escultura de artistas locais, no “Foyer” do Cine-Teatro, uma mostra colectiva de fotógrafos locais, que está prevista para o edifício do Tribunal, uma apresentação individual de fotografia de José Calado, no edifício da Câmara Municipal, e uma exposição individual de pintura de Ricardo Cardoso, no Posto de Turismo de Seia.

Tendo em conta a exiguidade do espaço e procurando valorizar os trabalhos dos artistas locais, este ano será constituído um Júri de pré-selecção que seleccionará as obras para exposição nos domínios de Pintura, Escultura e Fotografia. Assim sendo, todos os artistas do concelho interessados em participar deverão entregar os trabalhos na Casa Municipal da Cultura até ao próximo dia 13 de Abril.
Relativamente a actividades paralelas, destacam-se a realização do concerto de abertura, dia 8 de Maio, com os Virgem Suta, e no encerramento, a 6 de Junho, com Rita Redshoes. Pelo meio há ainda a registar um concerto com um grupo de música local e um conjunto de actividades pedagógicas.
Regulamento e ficha de inscrição
AQUI

segunda-feira, 22 de março de 2010

Movimento de Apoio à Construção dos Itinerários Serra da Estrela constitui-se como Associação




O Movimento de Apoio à Construção dos Itinerários Serra da Estrela vai mesmo avançar para a constituição de uma Associação com suporte jurídico. A decisão resultou de uma reunião realizada recentemente em Seia, contando para já como membros fundadores, os seguintes cidadãos:

Pedro Manuel Ribeiro Conde, de Seia; Mário Jorge Branquinho, de Seia; Fernando Tavares Pereira, de Carregal do Sal; Jorge Patrão, de Covilhã; Eduardo Mendes de Brito, de Seia; João Antas de Barros, de Viseu; Artur Abreu, de Oliveira do Hospital; Francisco Rodrigues, de Oliveira do Hospital; Manuel Marques, de Nelas e João Paulo Agra, de Gouveia.


A Associação, cujos estatutos já estão elaborados, chamar-se-á Movimento de Apoio à Construção dos Itinerários da Serra da Estrela, abreviadamente designada por MAIS e tem por objectivo desenvolver mecanismos com vista à execução dos Itinerários Complementares – IC6, IC7 e IC 37, na região da Serra da Estrela e extinguir-se-á quando estas obras forem executadas.


O MAIS é um movimento extra-partidário constituído por personalidades dos concelhos da região abrangida pelos referidos itinerários e que se empenharão nesta causa, considerada fundamental para o desenvolvimento económico e social do território.

A Associação rege-se pelos princípios e regras gerais, consignados universalmente em democracia, dando particular relevo à Independência; Transparência no relacionamento com a Sociedade Civil e com o Estado; Solidariedade para com as populações da região da Serra da Estrela que reclamam, por direito próprio, há cerca de 30 anos a construção de vias de comunicação conducentes ao desenvolvimento da região e Cooperação com outros movimentos e organizações que prossigam fins similares.

Para já o Movimento tem a correr a petição online que já ultrapassou as 2.600 assinaturas e criou o blogue www.itinerarioserradestrela.blogspot.com onde é disponibilizada toda a informação relacionada com as iniciativas promovidas no âmbito desta causa.


quarta-feira, 17 de março de 2010

Sessão de Poesia em Seia


Na próxima Terça-feira à noite, dia 23 de Março, pelas 21 horas, terá lugar na Livraria Municipal, mesmo em frente à Câmara, uma sessão de poesia com Andreia Macedo.


Para quem quiser entrar na poesia, é um bom pretexto para sair à rua e ir pelas palavras.

quinta-feira, 11 de março de 2010

Parlamento Jovem em Seia

Na próxima 2ª feira, 15 de Março, terá lugar no Auditório do CISE, em Seia, a sessão distrital do Parlamento Jovem. Trata-se de uma iniciativa da Assembleia da República, na qual estarão presentes alunos das Escola EB 2,3 Dr. Guilherme Correia de Carvalho, eleitos na sessão escolar realizada no passado mês de Janeiro, com a presença do Deputado, Dr. José Albano Marques.
Na sessão de abertura, que terá início às 09.30 h, estarão presentes um Deputado do Circulo Eleitoral da Guarda, um representante da Direcção Regional de Educação do Centro (DREC), o Coordenador da Equipa de Apoio às Escolas da Guarda e o Sr. Presidente da Câmara Municipal de Seia, Dr. Carlos Filipe Camelo.

O objectivo central da actividade será promover a educação para a cidadania e o interese dos jovens pelo debate de temas da actualidade, sendo que, nesta sessão se discutirá o tema "A Educação Sexual nas Escolas".

A pintura em destaque

Por estes dias ocorre lembrar, ao de leve, duas exposições de pintura patentes ao público.

O artista plástico de Seia mais conceituado da actualidade, Sérgio Reis (Campânula de Mérito Cultural Concelhio) expõe os seus trabalhos de pintura, no Museu Municipal de Resende, de 6 de Março a 18 de Abril.

“A Casa do Mundo” é o tema da exposição, que no primeiro dia registou uma afluência significativa, que assim teve oportunidade de apreciar a obra colorida de Sérgio Reis.

Para ler AQUI

Em Seia, Anjos Fernandes, de Leiria, expõe “Alma Nua” nas Galerias da Casa Municipal da Cultura, que reabriram agora ao público. Até 15 de Março, o colorido das telas, espera pelos visitantes.

Sérgio Reis, o único crítico de arte, a sério, em Seia, fala desta exposição
AQUI

quarta-feira, 10 de março de 2010

Dandies e Párias

O Blogue feito pelos leitores
A propósito do texto sobre os Arrogantes Intelectuais, recebi do leitor do blogue V. R. os seguintes textos que publico para partilhar com todos:
OS DANDIES

Aparecem sempre nas mais diversas ocasiões quer se trate de manifestações culturais, lúdicas ou estritamente sociais.

Abre um novo bar ou restaurante, estão lá no primeiro dia e, de imediato, se tornam íntimos.
Apresenta-se um livro ou inaugura-se uma qualquer exposição, eles estão lá.

Decorre um ciclo de conferências ou um debate político, em que se prevê que altas esferas estejam presentes, eles estão lá.

Chegam tarde, mostram-se à plateia e saem prematuramente, fazendo sala nos foyers ou nas antecâmaras, de preferência com algo líquido na mão. No final estão lá – para os canapés, os cumprimentos de despedida ou a incursão ao bar ou ao restaurante.

São sempre muito solidários com o sucesso dos outros (em especial os artísticos), elogiam o talento e o esforço alheio, não se lhe conhecendo algo de semelhante, porque se limitam a mostrar-se, a passear-se por bares e outros espaços nocturnos, fazendo figura de muito modernaços, escapando sempre às funções trabalhosas ou que exigem esforço - nas associações exigem sempre lugares na Assembleia Geral, de preferência, como presidentes.

Raramente se manifestam, não se lhes vê especial obra, nascida da sua iniciativa, ou em que algo de seu ou da sua pessoa possa correr riscos. São especialistas em arriscar aquilo que é dos outros, beneficiar dos dinheiros públicos, gastar à tripa forra quando é do orçamento autárquico. Daí que a sua trajectória política seja sempre um certo tipo de “navegação à vista”. Mantêm-se junto do grupo dominante, de preferência num segundo plano, esperando sempre o momento óptimo para o ataque, felino e decisivo, ao bodo central (que, felizmente, raramente acontece).

Elegantes, bem vestidos, de graça fácil e com um discurso sempre adequado às mais diversas situações, sabem ser graciosos com as damas e um pouco mais grosseiros quando a plateia aconselha alguma boçalidade.

São assim os dandies, profissionais do saber-estar, borboleteando na nossa sociedade, desafiando, por vezes, a aplicação dos mais elementares princípios do conhecimento humano - não se lhe aplica o Princípio de Peter (uma vez que se alcandoram, quase sempre, para cargos, que não funções, muito acima do que permitiria a sua incompetência) nem tão pouco a Lei de Lavoisier uma vez que se mantêm à tona, recebendo a impulsão vertical, de baixo para cima, proporcional à imensidão da sua mediocridade.
E nós a vê-los passar ...


V.R.


OS PÁRIAS

Este vocábulo de origem indiana foi adoptado na linguagem figurada portuguesa com o significado de indivíduo excluído do convívio social ou pertencente à classe mais desprezada da sociedade. Eram também identificados com os ilotas, que na sociedade espartana da Grécia Antiga, fora privada de seus haveres e reduzida a condições de trabalho humilde.

No sistema de castas hindu, os párias eram os impuros, ou intocáveis, situando-se abaixo da última das quatro castas (a dos camponeses e artesãos).

Após a II Guerra Mundial, como forma de se opor à opressão bramâne, convertem-se ao islamismo, alterando a correlação de forças político-religiosa na Índia, obrigando à introdução de significativa melhoria na sua condição social, ao mesmo tempo que obtinham o apoio de figuras do pacifismo como Ghandi. Contudo, apesar de algumas alterações nas suas condições de vida, continuam, por vezes, por escolha própria, a viver em condições inferiores, com tarefas sociais desqualificadas.

Foi um termo que, por força da evolução das sociedades foi caindo em desuso, em particular, nas sociedades ocidentais embora o vocábulo, na sua evolução semântica, tenha ainda hoje cabimento para referenciar um certo tipo de nossos concidadãos que, pela forma como se comportam, por vezes ao longo de uma vida inteira, merecem plenamente a designação de párias da nossa sociedade.

Porque nunca produziram nada de significativo, durante a sua vida activa, canalizam todas as suas energias para a maledicência e a crítica destrutiva de quase tudo aquilo que a sociedade vai construindo. Por inveja e má formação, eles, que toda a vida se mostraram incapazes de gerar o que quer que fosse (nalguns casos nem sequer um filho), reúnem-se em tertúlias, se não secretas pelo menos fechadas sobre si próprias, onde segregam a sua bílis contra todos aqueles que se distinguem positivamente no meio social ou, em especial, para aqueles que, por os conhecerem de longa data, lhes votam um olímpico desprezo ou os ignoram, pura e simplesmente.

Podiam ficar satisfeitos com aquilo que, afinal, esta sociedade, que tanto desprezam e ominam, lhes concede atribuindo-lhe reformas chorudas, conseguidas, muitas vezes, à custa de artificiosas contagens de tempo de serviço. Mas isso não lhes é suficiente. Não veriam assim satisfeitos os seus mais baixos instintos de verdadeiros párias, com o sentido de seres desprezíveis – próximos das páreas que o nosso povo apelida a placenta e membranas que envolvem o feto, depois do parto (também chamadas secundinas).

Bem aplicada seria, neste caso, a inspirada frase publicitária, há uns anos tornada publica nos nossos meios de comunicação social: “E não se pode exterminá-los?”

V.R.

sábado, 6 de março de 2010

Hoje há teatro em Seia





Hoje à noite, há teatro na Casa Municipal da Cultura. Trata-se da peça OS REPUBLICANOS, de Steve Johanston, pelo Grupo Teatro ao Largo. O espectáculo insere-se nas comemorações do Centenário da República e é uma estreia nacional.

Uma oportunidade única para quem gosta de teatro, na Casa Municipal da Cultura de Seia, hoje (21:45 horas) dia em que se assinala o 139º aniversário do nascimento do senense republicano Afonso Costa .

Entrevista ao Jornal A Guarda

O Jornal A Guarda, um dia destes entrevistou-me. Primeiro hesitei, porque dar entrevistas é expormo-nos demais e dar azo aos que nos querem mal a revelaram os seus ódios de estimação. Mas pronto, acedi. Também há mais de vinte anos que me exponho, não vai ser agora que me retraio.

SECÇÃO: Entrevista

Mário Jorge Branquinho, responsável pela Casa Municipal da Cultura de Seia

O município de Seia tem “um conjunto de eventos âncora, dos quais se destacam o Cine’Eco, o “Seia Jazz & Blues”, a ARTIS”
A Guarda: Quem é Mário Jorge Branquinho?
Mário Jorge Branquinho: Sou um simples cidadão do mundo, que olha para a vida pelo lado positivo. Que procura fazer por si, pelos seus e pala comunidade. Um cidadão inconformado, que não está bem com o que tem, ou com o que faz e se faz com frequência ao caminho. Que tem horror à apatia, ao conformismo e ao burocrata manga-de-alpaca e abomina a arrogância e a prepotência. Alguém que procura pensar, dizer e escrever, mas sobretudo fazer! Enfim, alguém que agita consciências, que ainda acredita no espírito de missão e procura dar sentido às coisas que faz e às causas que abraça. Às vezes revejo-me como uma pessoa de oito ofícios todos alinhadinhos, sem grande dispersão, mas com empenhamento e dedicação em mais de 12 horas diárias. Mesmo assim sobra-me tempo para escrever o que penso no blogue pessoal – seiaportugal.
A Guarda: Que ligação tem a Seia?
Mário Jorge Branquinho: Nasci no Sabugueiro, a 1.100 metros de altitude, onde vivi até à maioridade. Daí para cá vivo em Seia, mas não deixo de subir quase todos os dias os 10 quilómetros de estrada em direcção à serra.Seia tem a particularidade de ser uma pequena cidade no sopé da Serra, onde muito se tem feito, mas onde há um imenso espaço para a criatividade e inovação. Ciente disso, tenho-me dedicado ao longo de mais de vinte anos, a diversas causas culturais e sociais, quer no plano profissional quer num quadro de cidadania.
A Guarda: Qual a sua ocupação profissional?
Mário Jorge Branquinho: Sou Técnico Superior da Divisão de Cultura do Município de Seia, desempenhando funções de responsável da Casa Municipal da Cultura.
A Guarda: Como aparece a sua ligação à Casa Municipal da Cultura de Seia e desde quando exerce as funções de programador?
Mário Jorge Branquinho: Eu fui durante vários anos assessor do Presidente do Município e nesse quadro procurei desenvolver vários projectos culturais para o concelho. Foi aí que procurei meios e apoios políticos dos executivos para a implementação de diversos eventos e manifestações artísticas na cidade e que fazem hoje parte do calendário concelhio.Há cerca de 8 anos pedi para deixar o cargo de Adjunto do Presidente da Câmara para me dedicar por inteiro à dinamização da Casa Municipal da Cultura de Seia. Daí para cá, temos vindo a desenvolver uma programação planeada e consistente e que vai de encontro aos vários públicos. O que complicou foram as obras que se atrasaram e cortaram a dinâmica empreendida, mas agora tudo isso está ultrapassado.
A Guarda: Que actividades são desenvolvidas pela Casa Municipal da Cultura?
Mário Jorge Branquinho: No quadro da programação anual, o Município tem hoje na Casa Municipal da Cultura um conjunto de eventos âncora, dos quais se destacam o Cine’Eco, o “Seia Jazz & Blues”, a ARTIS, o Encontro de Folclore, para além da programação pontual ao longo do ano, nas várias áreas: Teatro, dança, música, cinema, artes plásticas.Sendo a programação cultural, o meio pelo qual uma determinada entidade apresenta a sua ideia de cultura, julgo que o Município de Seia tem dado ao longo destes anos, um bom exemplo do que deve ser feito neste domínio. A dinâmica empreendida tem sido significativa e tem proporcionado encontros felizes dos públicos com os vários espectáculos e demais criações, além de promover o concelho como território atractivo e moderno. Na área do teatro, por exemplo o Município organiza anualmente o Motin, que é uma Mostra de Teatro que envolve os alunos das várias escolas do concelho, além de um curso de iniciação teatral realizado anualmente. Daqui tem resultado, por um lado formação de públicos e por outro a preparação das pessoas na área do teatro, sobretudo jovens. O Grupo “Senna em Palco”, residente na Casa Municipal da Cultura é também já o resultado da aposta do município nesta área.Na interacção com a comunidade, o Município apoia igualmente alguns festivais e eventos pontuais realizados na Casa da Cultura - Festival de Música Coral, Festival de Orquestras de Musica Ligeira, Festival da Canção Jovem e Festival de Tunas. Para este ano e até 2012 o município aderiu a um pacote de programação cultural em rede, (CULTREDE) com mais 16 municípios, para acesso a financiamento comunitário que lhe permite reduzir a factura na programação e proporcionar novos espectáculos. Além da programação já definida para este ano, há a destacar a adesão do município às comemorações do Centenário da República, que contempla vários espectáculos, exposições e outras iniciativas.
A Guarda: Que balanço faz da edição deste ano do Festival “Seia Jazz & Blues”?
Mário Jorge Branquinho: É um balanço francamente positivo. Mais uma vez o Município proporcionou ao público de Seia e da região dois grandes concertos – na sexta-feira com os lendários The Animals, que vieram de Inglaterra propositadamente a Seia para este concerto, assim como o francês Richard Galliano, que no Sábado deliciou o publico com o seu concerto.Outra parte bastante importante do festival foi a rubrica “O Jazz vai à escola”, que proporcionou uma aula diferente, sobre a história do Jazz a mais de 300 alunos de 4 estabelecimentos de ensino do concelho. A Escola Superior de Turismo e o Conservatório de Música também acolheram Jam Sessions, o Centro Musical um Workshop de Trompete e a Casa da Cultura uma Feira de Livro e CD Jazz. Em três dias, perto de 1.500 pessoas desfrutaram do festival nas suas várias facetas. Queixamo-nos apenas da falta de visibilidade na comunicação social nacional, mas esse é um fardo que carregamos e uma luta que travamos ano-a-ano, com persistência.
A Guarda: Que razões o levaram a liderar o Movimento pela Construção dos Itinerários Complementares da Serra da Estrela?
Mário Jorge Branquinho: Sabe, a Serra da Estrela fica sempre para o fim em tudo e quando chega a sua vez, já não há dinheiro! Foram criadas expectativas pelo governo com a publicação de um despacho para a execução destes 3 itinerários que servem para tirar esta região do atraso em que está metida. À última da hora, nas negociações com a oposição para a viabilização do Orçamento de Estado, eis que cortam no elo mais fraco, mantendo grandes e luxuosos investimentos no Litoral. Em face deste golpe desferido aos justos anseios das populações desta região, que espera há 30 anos por estes traçados, decidi, juntamente com outro cidadão de Seia (Pedro Conde) lançar uma petição, que já ultrapassou as 2.500 assinaturas e encetar formas de luta num quadro de cidadania activa. Neste momento, está criado um núcleo duro, com um ou dois representantes dos concelhos da região, com vista a legalizarmos o Movimento de Apoio à Construção dos Itinerários da Serra da Estrela. Temos o blogue www.itinerar-ioserradaestrela.blogspot.com onde vamos colocando toda a informação das acções desenvolvidas e não sossegaremos enquanto não virmos estas justas reivindicações atendidas. O governo que tem feito muito pelo combate às assimetrias regionais, neste caso não andou bem e, por isso, a nossa revolta.
A Guarda: Que objectivos tem o Movimento?
Mário Jorge Branquinho: Tem por objectivo pressionar o governo para a execução dos Itinerários Complementares da Serra da Estrela (IC6, IC7 e IC37).Entendemos que o governo, que tem tido a preocupação de combater as assimetrias regionais, não teve neste caso a sensibilidade que se impunha para com esta questão. Por isso, iremos até ao fim, para ver concretizados estes traçados, que ligam Seia, Gouveia, Oliveira do Hospital e outros concelhos aos grandes centros – Viseu e Porto, Covilhã e Coimbra e mesmo a Guarda. É um Movimento supra-partidário que não dará tréguas ao governo enquanto não vir atendidas estas pretensões.
A Guarda: Que potencialidades tem a Serra da Estrela que, em sua opinião, ainda não estão devidamente aproveitadas?
Mário Jorge Branquinho: Em nossa opinião falta executar estes traçados para nos aproximar sobretudo do turismo do Centro e Norte do país, já que neste momento apenas o turismo da Covilhã está a beneficiar, com a A24, que canaliza todo o fluxo de Lisboa e Sul, além de estar também a desviar em Viseu o fluxo que vem do Norte.Quanto ao resto, julgo que no lado de Seia faltam mais unidades hoteleiras e faltará qualificar alguns serviços e lançar novos produtos, para juntar ao queijo da serra, ao pão, ao vinho, às maçãs e aos enchidos. Também acho que devia acabar o monopólio da Turistrela e defendo que a sede da Turismo Serra da Estrela (TSE) devia mudar para Seia, uma vez que está sediada na Covilhã e esta cidade já saiu deste organismo. Ou seja, não faz sentido ter um organismo numa cidade que hostiliza esse mesmo organismo. Acresce ainda que a Câmara da Covilhã saiu da região Turismo Serra da Estrela, em rota de colisão, com providências cautelares, acabando por criar um organismo autónomo. Entendemos para além disso que, por natureza a serra da Estrela tem tido pouco peso político o que dificulta o seu desenvolvimento. Já o disse na Assembleia Municipal de Seia e reafirmo-o sempre que posso, - tem havido subserviência a mais por parte de vários dirigentes distritais da Guarda e um abandono completo por parte de figuras de primeiro plano que são desta região, mas que se esquecem dela quando chegam aos lugares cimeiros de decisão.
A Guarda: Qual a situação actual da Associação de Beneficência do Sabugueiro, a que preside?
Mário Jorge Branquinho: A Associação do Sabugueiro inaugurou em Setembro do ano passado, uma nova e moderna Residência Sénior, com capacidade para 31 utentes, para além do espaço de ATL, apoio domiciliário, serviço de apoio médico à aldeia e escola de música. Temos um outro edifício, um Centro Social, onde funcionam cursos de formação. Temos ainda a decorrer desde Março do ano passado os projectos “Alavanca” e “Pontes do Alva”, apoiados pelo IDT – Instituto da Droga e Toxicodependência, no âmbito do PORI – Programa Operacional de Respostas Integradas, que são supervisionados pelo CRI da Guarda. O “Alavanca” abrange os concelhos de Seia e Gouveia e actua ao nível da Reinserção. O “Pontes do Alva” abrange o concelho de Seia e coloca-se num patamar de Redução de Danos e Minimização de Riscos. Julgo que são dois projectos de grande alcance social e o que me levou a aceitar este desafio para a minha Associação foi o facto de haver uma lacuna neste sector, com grandes dramas humanos ao nível do alcoolismo e da toxicodependência e nenhuma instituição destes concelhos ter aceitado concorrer aos programas de apoio. Acho que há muita preocupação para com os idosos, que é legítima e necessária, mas falta trabalho noutras áreas sociais, como nestas em que estamos a trabalhar e nas da Deficiência.
A Guarda: Que projectos desenvolve?
Mário Jorge Branquinho: Para além destes projectos, que no total já empregam quase 40 pessoas, destacamos a Escola de Música, a organização de caminhadas, a organização anual da Mostra Gastronómica do Sabugueiro (Maio e Junho) que envolve 11 Restaurantes da aldeia; temos para aprovação dois cursos de formação EFA; dinamizamos o site www.sabugueiro.pt como elemento essencial de promoção de alojamentos, restaurantes e outras lojas e potencialidades locais e contamos ter pronta no final da Primavera uma piscina coberta acoplada à Residência para hidroterapia e talassoterapia.

quarta-feira, 3 de março de 2010

Teatro em destaque na Casa da Cultura

O teatro vai estar em destaque na agenda de Março da Casa Municipal da Cultura de Seia.

Esta quinta-feira, dia 4 começa o terceiro Motin, que é uma Mostra de Teatro Infanto-juvenil. Ao palco sobem os alunos do 8º A da Escola Básica 2,3 Guilherme Correia de Carvalho, Seia, com a peça Jubileu e Romieta, de Tiago Couto. Dia 18 e ainda integrado na mesma mostra, será a vez dos alunos do 9º D da Escola Básica 2,3 Guilherme Correia de Carvalho apresentarem a peça "Sexo? Sim obrigado, mas… com a revolução das mulheres".

Mas para além do teatro amador, o teatro profissional também tem espaço. Já neste Sábado, é a vez do Teatro ao Largo, com o espectáculo “Os Republicanos”, uma estreia nacional e que se insere nas comemorações do Centenário da República. E no dia 27, Dia Mundial do Teatro, será a vez do Teatro das Beiras apresentar “A Neve” – uma adaptação de 5 contos de Virgílio Ferreira.

No dia 31 de Março, volta o Teatro Amador, com o Grupo “Senna em Palco” da Casa Municipal da Cultura, que repõe a peça “Um Dia Feliz".

Para além do teatro, há ainda nesta sexta-feira, dia 5, um concerto da Banda da Academia de Santa Cecília, de São Romão, integrado nas comemorações do centenário da República.
Nota:
Esta sexta-feira, dia 5 às 16 horas será inaugurada pelo Secretário de Estado da Juventude, a Loja Ponto Já do Instituto da Juventude, que funcionará na Casa Municipal da Cultura, na parte superior. Por isso, a partir desta altura, estará aberto ao publico o Espaço Internet, o Auditório e as Galerias. Ou seja, a dinâmica deste espaço vai voltar a fazer-se sentir. A primeira exposição será de pintura - "Anjos Alma Nua", de 5 a 15 de Março.

terça-feira, 2 de março de 2010

Senense conquista Taça da Bélgica em voleibol

Segundo o Jornal Record, o senense André Lopes conquistou a Taça da Bélgica em voleibol.
Aquele jornal desportivo refere que André Lopes, de 27 anos, conquistou a Taça da Bélgica, depois da sua equipa, o Noliko Maaseik, ter derrotado o VC Euphony Asse-Lennik, por 3-1, com os parciais de 25-27, 25-19, 29-27 e 25-18, num jogo em que assistiram 5.000 pessoas.
O atacante de Seia, que cumpre a terceira temporada na Bélgica, somou a sua 2.ª Taça, à qual junta uma Supertaça e um Campeonato.

sábado, 27 de fevereiro de 2010

Seia Jazz & Blues a abrir com The Animals

Ponto alto no "Seia Jazz & Blues", com o concerto da banda mítica The Animals.

AQUI

















terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

2ª fase da Variante pode não ser necessária

Fala-se muito da segunda fase da Variante de Seia, a que se juntou toda a polémica por causa do eventual corte do terreno da Casa de Santa Isabel. Pois em minha opinião, não devia haver segunda fase de Variante. Tão simples como isso.
Não, não é um palpite de treinador de bancada. Digo isto com sentido de responsabilidade e com noção do que afirmo.
Ponto um – A ligação de traçado mais recomendada do ponto de vista técnico era aquela que cortava a Casa de Santa Isabel ao meio, por isso, nada feito;
Ponto dois – todas as outras eventuais soluções de traçado, são desastrosas do ponto de vista técnico, com curvas e inclinações não recomendáveis para uma Variante;
Ponto três – Pode haver uma meia solução pela zona da Raposeira, para escoar algum trânsito, sem ser necessariamente através desta Variante;
Ponto quatro – O trânsito em direcção à serra pode continuar a fluir pelo centro da cidade, “bastando” aos fins-de-semana mais movimentados proibir-se estacionamentos abusivos na Praça da República;
Ponto cinco – Não há necessidade de se estar a tirar trânsito ao centro;
Ponto seis – A Covilhã que é maior que Seia não tem Variante no acesso à Serra e também vive;
… E por aí fora.
Além de que pode haver outras prioridades em matéria de trânsito na cidade, tais como…
(diga o leitor)

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

Economia é cultura

Apontamentos culturais
O destaque do caderno de Economia do Expresso deste fim-de-semana vai para a Cultura como factor que ganha cada vez mais peso no sector económico português.

Segundo um estudo divulgado, o sector da Cultura já gera 2,8% do PIB, tornando-se num dos sectores mais dinâmicos do país. Este sector tem já um peso económico superior ao têxtil e vestuário e semelhante ao sector automóvel.

Nos subsectores específicos do teatro e dança, o crescimento é de 60%. Porém, é o sector das edições, o que é mais expressivo em termos de volume de negócio.

O património, as artes visuais e perfomativas, a música, a criação literária, o cinema mas também a rádio e a televisão, o software educativo e de lazer, a publicidade, a arquitectura e o design são responsáveis pela criação de 2,8% de riqueza do país.
Num tempo em que o mundo está em constante mutação, com muitas fábricas a fechar, eis uma questão que nos deve fazer pensar.
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Viseu Cultural
Romeu Lopes, no seu blogue Legumesalteados fala de Viseu, como a cidade portuguesa com melhor qualidade de vida, mas que lhe falta uma actividade cultural mais diversificada e sem elitismos.
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Guarda Cultural
Manuel Poppe na sua crónica de Domingo no JN destaca a Guarda e não resiste a evidenciar a importância do TMG – Teatro Municipal da Guarda:
“Aqui e ali, alguém resiste –o despertar cultural da Guarda é exemplo de batedor de esperança: o seu fecundíssimo Teatro Municipal, que completa 5 anos em Abril próximo, transformou-se em ponto de referência nacional e alargou à vizinha meseta castelhana um diálogo precioso”.

domingo, 21 de fevereiro de 2010

O arrogante intelectual


O Arrogante Intelectual (AI) é aquele que pensa que é o centro do mundo. Aquele que julga que só ele é que sabe tudo e os outros são todos burros. É aquele que um dia diz uma coisa e no outro o seu contrário, se for preciso, só porque quer estar sempre no contra, para dar a ideia de que pensa pela sua cabeça e os outros são todos uns atrasadinhos, tugas e tal, que não sabem nem pensam.

Uma coisa é a atitude crítica e a outra é o achincalhanço vulgar e barato que por norma caracteriza o arrogante intelectual, que tem sempre ânsias de se fazer “parecer” um verdadeiro intelectual.

O arrogante intelectual arroga-se dono de todo o conhecimento, quase como se fosse porta-voz de toda a sabedoria. Não há nada que não saiba com irretorquível profundidade. Sabe tudo e tem as melhores ideias do mundo.
Por norma, digo eu, que também não quero cair na tentação, o Arrogante Intelectual e inteligente, fez ou faz um trabalho notável numa área, e depois extravasa essa ideia de bom para tudo. Julga-se especialista em tudo e que eu saiba, não há especialistas gerais.
Humildade e contundência, não consta que não se dêem bem.
Se houver um hino do intelectual arrogante, será mais ou menos assim:

Ó ignorância do mundo que não ilumina santas cabeças. Ó alminhas penadas que não vêm para além do óbvio! Ó catano, que isto parece que vivemos no obscurantismo e não produzimos mais do que vulgares ideias. Ó trovas do mundo, que nas trevas embalam os pategos que não passam disso mesmo, fundados e afundados no hino da pateguice, sem que olhem para o que nós iluminados dizemos ou desdizemos! Blá-blá, blá-blá,…
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Ser peremptório e implacável é uma coisa, como diz o Hermínio, outra é julgar que só nós é que sabemos e somos os donos de toda a verdade. Com frequência o AI até tem razão no que escreve, mas perde-a pelo estilo acintoso e irritantemente mal-criado com que se faz à causa das coisas e aos intervenientes do dia-a-dia. A legitimação dos actos, como das obras de arte, faz-se pela apreciação feita por aqueles que usufruem e não apenas pela verve de um putativo intelectual que arrasa tudo em nome da sua verborreia estereotipada. A mim os AI estimulam-me. Levam-me a estudar sempre mais e a formar melhor o meu pensamento e a minha visão do mundo. Quando não me apetecia estudar para os exames do curso, pensava neles e ganhava logo estímulo para estudar. A sério! Agora que vou partir para outro curso, vou voltar a inspirar-me neles, para me artilhar de conhecimento e não de sentimentos ressabiados, porque gosto de aprender pelo lado positivo da coisa e não pelo catastrofismo. Que eu até cultivo amizades no seio de alguns AI’s, só que sei conviver, porque sei que estamos condenados a aturar-nos uns aos outros.
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Nunca fui de seguidismo, nem de ideias, nem de causas. Segui e sigo pelo meu próprio pé (e cabeça). Nunca fui conformista. A minha folha de serviço demonstra isso. Também não sou daqueles que só falam. Tenho obra feita, em vários domínios e suportes. Mas pronto, vou levando com os tais arrogantes, mesmo quando não se dirigem a mim. Mas porque se dirigem ao universo que frequento, sempre os vou tolerando, embora às vezes irritado. Controladamente irritado, mesmo não sendo nada comigo.

sábado, 20 de fevereiro de 2010

Eduardo Brito manifesta-se contra decisão do governo



Crónica de Eduardo Brito, ex-presidente da Câmara de Seia sobre a decisão do governo em suspender os IC's da Serra da Estrela.

Ler AQUI

... no blogue do MOVIMENTO DE APOIO À CONSTRUÇÃO DOS ITINERÁRIOS DA SERRA DA ESTRELA.
A luta continua, e depende muito da participação de todos.

segunda-feira, 15 de fevereiro de 2010

The Animals e Richard Galliano na Casa da Cultura de Seia


Alteração última hora


O grupo britânico “The Animals” vai participar no Festival “Seia Jazz & Blues” no próximo dia 26 de Fevereiro (sexta-feira) e não no Sábado, como tem sido anunciado e Richard Galliano que estava previsto para Sexta-feira, terá o seu concerto no Sábado, dia 27 de Fevereiro.

Motivos imprevistos e de força maior, obrigaram a esta alteração de datas, o que leva a organização a pedir desculpa ao público em geral pelos incómodos causados.

Para as pessoas que adquiriram bilhete podem entrar em contacto com a Casa Municipal da Cultura, telefone 238 310 294.



O “Seia Jazz & Blues” que vai na sexta edição, é um festival que decorre na Casa Municipal da Cultura de Seia e para além destes concertos, conta ainda com a iniciativa “O Jazz vai à escola”, Workshop’s, Jam sessions e feira do livro e CD Jazz.
O Município de Seia organiza nos próximos dias 25, 26 e 27 de Fevereiro a 6ª edição do “Seia Jazz & Blues” – Festival Internacional de Jazz e Blues de Seia.



Os The Animals são um grupo mítico que surgiu na década de 60, que ao lado dos Rolling Stones se tornou um dos principais nomes da “British Invasion”. A história do grupo teve várias mudanças de nomes no decorrer da carreira, mas ele é oriundo do Kansas City Five de Newcastle, formado por Alan Price (piano), John Steel (bateria) e Eric Burdon (voz).No dia
Richard Galliano que vem a Seia dia 27, é um músico eclético com uma extensa discografia e uma carreira que conta com colaborações de alguns dos principais músicos de jazz europeus e norte-americanos. Do vasto currículo de Richard Galliano, destaca-se a nota de que em 1983, Astor Piazolla o convidou para interpretar a música que o mestre argentino compôs para a comédia francesa "Song d`une couleur nuit d`été", inspirada na peça "Sonho de uma noite de Verão", de Shakespeare.

Toda a informação em:




sábado, 13 de fevereiro de 2010

O Movimento em movimento


O Movimento de Apoio à Construção dos Itinerários da Serra da Estrela saiu à rua.



Dado o grande afluxo de pessoas na Feira do Queijo de Seia, aproveitámos para dar visibilidade ao Movimento e à luta.

Porque é preciso manter acesa a chama, tudo o que se poder fazer conta, para que a serra tenha o que merece.

Para já, a petição está a chegar às mil assinaturas.

Temos de continuar a mandar mail's a todos os nossos amigos e conhecidos, porque a onda não pode parar.

O JORNAL DE NOTÍCIAS já traz uma notícia da Agência Lusa:


AQUI

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

Petição a Favor da Concretização das Novas Estradas (IC’s 6, 7 e 37) na Serra da Estrela


Este é o endereço da petição pública que está online e que todos devem subscrever, porque todos queremos mais desenvolvimento para a Serra da Estrela

A decisão do Governo em suspender a concretização da Concessão de Estradas da Serra da Estrela, que inclui a execução dos IC6, IC7 e IC37, é uma “machadada” nas expectativas de desenvolvimento do Interior do País e em especial para os que residem nesta região da Serra da Estrela.

Porque todos os cidadãos têm a responsabilidade de participar nas decisões que lhe dizem respeito, é criado este movimento que se centra nas preocupações com o desenvolvimento do Interior do país, mas fundamentalmente, e neste momento, pela defesa da concretização destes traçados, essenciais ao desenvolvimento da Beira e Serra da Estrela.

Consideramos a suspensão da concretização destes Itinerários Complementares como uma medida fortemente injusta, precipitada, que vem defraudar expectativas e adiar a resposta aos problemas de acessibilidade e de desenvolvimento desta Região.

Independentemente da acção do governo, dos partidos em geral e de outros organismos da administração local, entende-se que a sociedade civil não pode ficar de braços cruzados e aceitar de ânimo leve esta decisão, que é altamente lesiva dos interesses das populações.
Este movimento, que se inicia com esta petição, terá como objectivo atrair todos os cidadãos para o debate e para a realização de acções de reivindicação para a execução dos referidos traçados, a programar nos próximos tempos.

Com a ajuda de todos, haverá força suficiente para repor a justiça no desenvolvimento da Serra da Estrela e assim conseguir a solidariedade e a discriminação positiva constantemente propalada e tão pouco praticada.


Chegou a altura de dizer basta a esta forma de canalizar os fundos públicos apenas para os grandes centros, em detrimento dos povos do Interior do país.

Serra da Estrela, Fevereiro de 2010

Os signatários
blogue



http://www.itinerarioserradaestrela.blogspot.com/

domingo, 7 de fevereiro de 2010

Gastronomia e Futebol







A 4ª Mostra Gastronómica do Sabugueiro, este ano coincide com a época de estágio da selecção portuguesa de futebol na Serra da Estrela, já que Carlos Queiroz optou pela preparação em altitude. Por isso, vamos fazer uma grande campanha, para que as pessoas deste lado (Norte) da serra vão ver os treinos da selecção e aproveitem para se deliciarem com a gastronomia da região. No Sabugueiro, 11 restaurantes promovem a melhor gastronomia, apadrinhada, como sempre pelo chefe Hélio Loureiro, que é também o responsável da “gastronomia” da selecção portuguesa.

sábado, 6 de fevereiro de 2010

Covilhã prepara camas da selecção a 1600 metros e treinos a 600, na cidade

Eis uma noticía do jornal O Jogo, que também pode ser boa para Seia e que tem a ver com o estágio da selecção nacional, antes do Mundial, na Covilhã:
"No estágio para o Mundial da África do Sul, a Selecção Nacional vai dormir todas as noites a 1600 metros no Hotel Serra da Estrela e treinar no Complexo Desportivo da Covilhã, a 600 metros, adiantaram fontes da organização.

Esta sexta-feira, o presidente da câmara da Covilhã confirmou que a Selecção Nacional vai cumprir na Covilhã o estágio antes da partida para o Mundial de 2010, na África do Sul.

Nas Penhas da Saúde, o assunto está na ordem do dia e até já há quem sugira mudar o nome da histórica unidade turística ali instalada para Hotel das Estrelas..."


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terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

Autarcas da Serra da Estrela pedem audiência ao Governo devido a suspensão de obras

Estradas:

Em face da decisão cruel do governo para com o desenvolvimento da região da Serra da Estrela, ao cancelar por quatro anos a execução dos Itinerários Complementares que estavam previstos, é urgente que todos os partidos saiam à rua em defesa desta causa. É imperioso que todos os orgãos autárquicos dos concelhos desta região toquem a reunir. Que todos os agentes locais se indignem e manifestem. Todas as forças vivas façam valer a sua revolta. Nunca como agora fez tanto sentido e houve tanta necessidade de se criarem movimentos de cidadania, para reivindicar o que a Serra tem direito. Ninguém pode ficar em casa. Ninguém pode ficar indiferente. É preciso lutar com todas as forças, independentemente de partidarites. Não pode ser sempre o Interior a pagar a crise. Que a pague a Madeira, que tem um indice de desenvolvimento elevado. Vamos à luta! Este é o nosso disígnio. Esta é a nossa batalha. Estou pessoalmente envolvido em vários projectos de luta que estão a amadurecer, durante esta semana, para na próxima sairem à rua. Não há tempo a perder. É preciso tocar a reunir. Esta região já esperou trinta anos e não pode esperar mais. É tempo de mostrarmos a nossa força. A força das nossas ideias, das nossas convicções e da justeza das nossas reivindicações. É urgente mobilizar do mais humilde ao mais influente. Todas as formas de luta civilizadas serão uteis. A Serra tem de fazer valer os seus direitos, para não morrermos na praia.

Vamos a isto!

...

Notícias na imprensa sobre este assunto:

Segundo uma noticia da Agência Lusa, citada pelo Jornal de Noticias: " Cerca de 30 autarcas da zona da Serra da Estrela vão pedir uma audiência ao ministro das Obras Públicas para clarificar "o abandono das novas estradas que pode levar a região à morte", disse à Lusa um dos presidentes de Câmara.

O ministro das Obras Públicas, António Mendonça, anunciou na segunda-feira que o Governo vai suspender o lançamento de novas concessões rodoviárias que estavam previstas no Orçamento do Estado.

Entre elas está a concessão da Serra da Estrela, com construção do IC 6 (entre Tábua e Covilhã), IC 7 (entre Oliveira do Hospital e Fornos de Algodres, na A 25) e o IC 37 (entre Viseu e Seia), num total de cerca de 150 quilómetros.

No mesmo dia, a Agência Lusa dá também conta que o Presidente da Câmara de Viseu, Fernando Ruas (PSD), condenou hoje a suspensão do lançamento da concessão rodoviária de ligação à Serra da Estrela, sublinhando tratar-se de um "investimento estrutural para o desenvolvimento das localidades".

Na qualidade de presidente da Associação Nacional de Municípios Portugueses (ANMP), Ruas não toma posição sobre as anunciadas suspensões de concessões rodoviárias, argumentando

que "a associação respeita muito o que é a autonomia e legitimidade do Governo".

"Se o Governo diz que não há dinheiro, tem que assumir a responsabilidade dos cortes e a associação não se mete nisso. Enquanto autarca de um concelho que é prejudicado, tenho a obrigação de me associar a outros que se sentem prejudicados e levantar a minha voz", sustentou Fernando Ruas à Lusa.

Fernando Ruas acrescentou já ter sido anteriormente contactado pelo autarca socialista de Seia, Carlos Figueiredo, para uma posição conjunta de autarcas junto do Governo.


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sábado, 30 de janeiro de 2010

O que faz falta, é dar a volta por cima

Ao longo dos últimos vinte anos, fomos ouvindo desabafos do género: “um dia destes isto rebenta”, ou “ainda vamos pagar caro estes excessos”, ou “assim comprometemos o futuro”. Chegados a 2010 o que verificamos é que isto estoirou mesmo - que os excessos cometidos estão agora a ser pagos e que afinal o futuro é negro. Mesmo assim, como se impõe e pede, porque todos pedem e dão palpite, como eu neste texto breve, não podemos ser negativos e devemos encarar as dificuldades com coragem, para ir em frente e ultrapassar barreiras.
Apesar de verificarmos que a Região Autónoma da Madeira reclama o direito a continuar a endividar-se e ainda quer receber 111 milhões de retroactivos que lhe não permitiram gastar no passado. Apesar da produtividade do país não crescer e as exportações também não. Do desemprego aumentar. Da conjuntura internacional não ajudar. Das contas públicas serem cada vez mais desastrosas. Das chamadas “Forças Vivas” e as “Forças Mortas” exigirem cada vez mais subsídios. Mesmo sabendo nós que ninguém vigia os gastos inexplicáveis do Estado e que o Tribunal de Contas não é respeitado. Que o mais fácil a fazer na elaboração de um Orçamento de Estado em tempo de crise é congelar salários e manter gastos supérfluos para alimentar os lóbis e os poderosos. Mesmo sabendo que o dinheiro que a Caixa Geral injectou no BPN daria para um aeroporto ou para reconstruir metade do Haiti. Mesmo sabendo que o IEP – Instituto de Estradas de Portugal vai pagar mais 500 milhões nas auto-estradas ainda antes de estarem prontas e ninguém se importar com este roubo declarado.
Mesmo assim e sempre com pensamento optimista e espírito construtivo, sem desmoralizar, acreditamos num amanhã melhor.
Só não percebemos porque é que temos de ser sempre os mesmos a pagar a crise. Os mesmos que trabalham e não recebem o devido valor, os que querem trabalho e não têm, enquanto a outros, tudo é permitido. Ao nível dos investimentos directos do Estado pelas várias regiões do país é a mesma coisa. E o Interior é mais uma vez esquecido e ostracizado. Brutalmente marginalizado.
Veja-se o caso do concelho de Seia, onde o período actual é dos mais negros do ponto de vista político.
- Situação financeira do município muito complicada;
- Verbas contempladas em PIDDAC quase a zero;
- Retirada de aviões quase eminente;
- Execução dos Itinerários Complementares adiada por quatro anos.
Que mais mal nos pode acontecer? Eu que não sou ave de mau agoiro, nem quero imaginar se um dia destes a ARA não se aguentar. Aí seria mesmo o descalabro total.
Mas não, quero ser optimista e acreditar que os actores políticos vão dar a volta por cima. Actores políticos locais, distritais – que prometeram mundos e fundos – e os políticos nacionais.
No caso da não execução dos traçados rodoviários, anunciada pelo Ministro das Finanças, foi para mim, como será para todas as pessoas desta região, o maior balde de água fria político e a maior desilusão. Mais uma vez o desenvolvimento desta zona do interior atrasa-se uma década!
Quanto a obras que o Estado poderia vir a executar, injectando dinheiro no circuito, cito apenas alguns exemplos que não devem esperar muito, sob pena disto continuar a afundar-se:
- Reconstrução / remodelação do edifício da Escola Secundária de Seia;
- Ampliação do Quartel da GNR de Seia;
- Quartel dos Bombeiros de Loriga;
- 2ª Fase da Variante de Seia;
Estas e outras obras são fundamentais para Seia, além naturalmente dos tais traçados para nos ligarem mais rápido ao mundo.
Por último, lembro que temos de ser optimistas, não nos conformarmos nem nos deixarmos ir na primeira cantiga para nos embalar e ir em frente. Temos de ter a noção de que, além da importância estratégica das opções técnicas, importa agora e cada vez mais a acção política. O Chamado peso politico e institucional.
E da nossa parte, enquanto actores locais, temos de acreditar e pensar também que o Estado não pode fazer tudo e que dispomos de instrumentos aonde recorrer, para empreendermos novos investimentos. Seia precisa de novos alojamentos hoteleiros. Precisa de novas indústrias criativas. Há possibilidade de criar novos negócios e incrementar novas actividades. Não esquecendo, claro, que o Turismo e actividades paralelas são a via prioritária, onde há muito para explorar.
Por tudo isto, abre-se neste ano de 2010 uma nova etapa na história do desenvolvimento económico e social de Seia e Portugal. Para o bem e para o mal!

sábado, 23 de janeiro de 2010

Seia não pode aceitar retirada de aviões

Diz o Jornal Porta da Estrela, que o Aeródromo de Seia corre o risco de vir a perder os meios aéreos pesados de combate a incêndios. Ou seja os dois aviões aerotanques pesados, anfíbios, que operam em Portugal durante os meses de Junho a Outubro e que estacionam em Seia podem “voar” para outra terra.

Esta é uma notícia que não pode corresponder à verdade. Recuso-me a admiti-la sequer. Por isso, quer o Presidente da Câmara, Carlos Camelo, quer a Assembleia Municipal, quer o próprio PS de Seia, liderado por Eduardo Brito não podem admitir que tal venha a acontecer. O governo PS tem de discriminar positivamente o Interior, e não pode vir agora com argumentos falaciosos de que Ponte de Sor tem mais condições do que Seia. Antes de ser uma posição económica, esta questão é política, pelo que Seia se recusa, tem de recusar-se a aceitar este “desfalque” e “arrombo” no seu desenvolvimento.

Nem que a população tenha de organizar-se e reivindicar a permanência destes meios aéreos em Seia.

Esta é uma conquista de Seia, é um direito que lhe assiste. Só nos faltava esta, levarem os poucos meios que o aeródromo dispõe, numa altura em que se pedem novos investimentos para o concelho, em face da crise que se alastra. Seia e o PS não podem admitir sequer que o governo Sócrates lhe faça esta “desfeita”. O facto de os aviões aqui estacionarem, para além de cumprir a sua função de plataforma importante no combate aos fogos, devido à sua centralidade, contribuem para algum dinamismo económico, que pouco ou muito sempre ajuda.

Se o Secretário de Estado da Protecção Civil, Vasco Franco não tem esta visão e não vê a importância que um investimento destes tem para o Interior do país, porque esteve muitos anos instalado na Capital, teremos que recorrer ao Primeiro-Ministro ou mesmo ao líder da bancada socialista na Assembleia da República, Francisco Assis, que até foi eleito pela Guarda. Seia não pode esperar, não pode conformar-se com qualquer decisão apressada deste ou de outro membro do governo, que teimam em não olhar como deve ser para o interior do país.
Por mim, vou até ao fim...

Alegado agressor ganha Euromilhões na esquadra de Seia


Estranha notícia esta, que acabo de ler no JN:


Um elemento de um trio de assaltantes suspeito de ter esfaqueado um empresário descobriu que era um dos vencedores do concurso Euromilhões enquanto estava na esquadra da GNR.

O suposto agressor descobriu que era um dos vencedores do concurso do Euromilhões desta semana enquanto esperava na esquadra da GNR de Seia pelo fim da audição dos seus dois alegados cúmplices.

O trio é suspeito de ter esfaqueado um empresário do sector dos lacticínios do Sabugueiro, Seia, no distrito de Guarda.

O alegado assaltante, já ouvido esta manhã no Tribunal de Seia, terá ganho 700 mil euros no Euromilhões. Ainda na sala de espera da esquadra, telefonou ao filho para lhe pedir que guardasse o boletim com chave vencedora.

O agora milionário, de Oliveira do Hospital, é acusado de, juntamente com outros dois indivíduos, ter esfaqueado, ontem, sexta-feira, pelas 10.30 horas, “mais de uma dezena de vezes” o empresário do Sabugueiro, de 50 anos.

O agressor entrou no carro da vítima, quando esta saía de casa e esfaqueou-a para conseguir saber a localização de uma pasta que supunha ter dinheiro e cheques do empresário, que conseguiu parar com a agressão ao buzinar.

O trio fugiu, tendo sido localizado horas mais tarde, nas imediações do local do crime.

nota: à hora a que escrevo, os agressores, incluindo este que agora diz que lhe saiu o euromilhões, ainda estão a ser ouvidos no Tribunal de Seia, para se saber quais as medidas de coacção. Uma notícia que vai fazer correr tinta e que poderá dar nas televisões.

Entretanto, para o empresário agredido e sua família, a minha solidariedade neste momento de grande dor e aflição.

sexta-feira, 22 de janeiro de 2010

Este Sábado, Teatro em Seia


“Em plena crise, num lugar inóspito, no meio do nada, uma empresa que não é fantasma – um Saloon! – tenta prosperar com a sua actividade de serviço público, mas o ambiente não está de feição e o saloon conhece sucessivos donos que, disputando o poder à boa maneira do oeste selvagem, tentam impor a sua lei, mas nunca por muito tempo: incorrigíveis corruptos cedo têm o destino que sabem que merecem.
Catt Pingado, Kid Mocas, Débora Boy, Xerife Olívia, Susy Carioca, Teclas Man, Lulu Quem-me-dera, Speedy Meu, FredySnif e Lucas Rosinha, mais Cavaca, o cavalo com cornos de vaca, são as personagens desta história, destrambelhada, dos nossos dias... ao sabor do velho oeste americano.”

Texto Abel Neves Encenação Graeme Pulleyn Música Carlos Clara Gomes Cenografia Ana Brum Construção de Cenários Carlos Cal Assistência à construção de Cenários Maria da Conceição Almeida Interpretação Abel Duarte, Daniela Vieitas, Neusa Fangueiro, Paulo Duarte e Nuno Bravo Nogueira Direcção de Produção Paula Teixeira Direcção de Cena Abel Duarte Assistência à Produção Susana Duarte Assessoria de Imprensa Paula Teixeira e Susana Duarte Operação Técnica Carlos Cal Cartaz Zé Tavares

Bilhetes Normal: 2,5 €uros,
C/ Cartão M. Juventude e Idoso: 1,25 €uros


Festival de Folclore de Inverno em Seia





quarta-feira, 20 de janeiro de 2010

Comunidade Intermunicipal da Serra da Estrela

Ontem o político de Seia, Nuno Almeida escreveu no seu currículo (político) mais uma página negra e lamentável , ao trocar o interesse do Concelho de Seia pelo interesse partidário. Ainda por cima pelo interesse do PSD do seu líder espiritual, mais-que-tudo - Álvaro Amaro, sem que este sequer precise disto.

Então é assim:

Realizou-se ontem em Fornos de Algodres a Assembleia Geral da Comunidade Intermunicipal da Serra da Estrela (CIMSE) que integra os Municípios de Seia, Gouveia e Fornos de Algodres. Esta Comunidade tem um Conselho Executivo, que é presidido pelo Presidente da Câmara de Gouveia, Álvaro Amaro, sendo ainda constituído pelos Presidentes das Câmaras de Seia e Fornos. A sede da Comunidade é em Gouveia. Os objectivos desta Comunidade, à semelhança de mais 23 Comunidades espalhadas pelo país e 2 áreas metropolitas, é executar medidas comuns aos concelhos que a integram, e dar parecer e acompanhar as grandes obras financiadas no âmbito do QREN, sendo que até ao momento, estão já previstas obras para Seia e Gouveia na ordem de 13 milhões de euros.

O outro órgão desta Comunidade é a Assembleia Geral constituída por 13 elementos: 5 eleitos pela Assembleia Municipal de Seia (3 PS e 2 PSD), 5 eleitos pela Assembleia Municipal de Gouveia (3 PSD e 2 PS) e 3 eleitos pela Assembleia Municipal de Fornos (1 PSD, 1 CDS e 1 PS).
No anterior mandato, por consenso a Assembleia indicou-me a mim (do PS) para Presidente, por ser do maior concelho destes 3; o Dr. Manuel Machado do PSD de Gouveia e o Dr. Manuel Gonçalves (PS) de Fornos de Algodres. Ou seja, estavam representados os dois maiores partidos (na altura não havia ninguém do CDS) e os três concelhos e dava-se a Presidência a Seia, dado que Gouveia já tinha a Presidência do Conselho Executivo.

Ora, na reunião de ontem, que entre outros pontos tinha a eleição de nova Mesa, quando tudo faria crer que haveria novamente consenso para equilíbrio dos vários factores - dimensão dos concelhos, distribuição de presidências e equilíbrio partidário, eis que Nuno Almeida, derruba da Presidência o concelho de Seia e entrega-a de bandeja a Gouveia. Ou seja, com a astúcia deste quadro laranja cá da terra, Gouveia que é o segundo concelho da NUT III, a seguir a Seia, passa a ter tudo na sua mão: a Presidência do Conselho Executivo, a Presidência da Assembleia Geral e a sede da CIMSE. Tudo.

Ou seja, Nuno Almeida trocou o interesse do concelho de Seia pelo interesse partidário, fomentando uma lista que apenas contemplou representantes do PSD. E nessa ânsia, nem sequer procurou ao menos para si e consequentemente para Seia a Presidência desse órgão. Era perfeitamente normal e compreensível que reivindicasse para si a Presidência da Mesa, já não digo para mim que sou do PS e Seia teria ganho, e haveria equilíbrio intermunicipal, mas a “negociação” em que se meteu, (quando teria sido preferível o consenso) levou-o a que Seia fosse relegada para terceiro ou quarto plano.

Uma triste cena, que só não tem contornos desastrosos, porque as consequências são apenas do foro simbólico do quadro político, já que em termos práticos nada se perde! Apenas se cria este “fait divers” político que dá para ver o calibre político desta personagem que quanto mais experiência tem, mais tiros dá no pé.
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Nota 1: Falo neste assunto publicamente, porque os munícipes têm o direito de saber o que se passa na Comunidade Intermunicipal.
Nota 2: Pessoalmente nada me move contra Nuno Almeida, com quem falo e me dou de forma cordial, o que não impede de dar a minha opinião sobre a sua prestação política que considero muito medíocre. E estou à vontade para dizer isto, porque não sou o único a dizer e a pensar assim, há cada vez mais gente a pensar o mesmo, e é pena.