De vez enquando vou lembrando um ou outro blogue, recomendando uma visita. Desta vez recomendo uma espreitadela ao blogue do David, que fala da Vila de Paranhos da Beira. E desta vez, ao que parece há por lá "sinais" e "textos estranhos".
Ainda a propósito das Medalhas de Mérito atribuídas pela Câmara Municipal de Seia, no seu Feriado Municipal, 3 de Julho. Um dos leitores e amigos, fez-nos chegar esta foto, que retrata bem o estado do espírito entre o homenageado, Jorge Camelo e quem lhe atribuiu a Medalha, o Presidente da Câmara. Como se vê na foto, o hoteleiro cumprimenta o Vereador do PSD Nuno Vaz e deixa para trás o Presidente.
Palavras para quê?!
Sinopse:
Um homem muito velho está num leito de hospital. Membro de uma tradicional família brasileira, ele desfia, num monólogo dirigido à filha, às enfermeiras e a quem quiser ouvir, a história de sua linhagem desde os ancestrais portugueses, passando por um barão do Império, um senador da Primeira República, até o tataraneto, garotão do Rio de Janeiro actual. Uma saga familiar caracterizada pela decadência social e económica, tendo como pano de fundo a história do Brasil dos últimos dois séculos.

... A Obra
António Marques da Silva nasceu em Gouveia no dia 26 de Julho de 1868 e faleceu em 28 de Agosto de 1953, com 85 anos.
Foi fundador em 1909 da Empresa Hidroeléctrica da Serra da Estrela (EHESE) em Associação com António Rodrigues Frade e Guilherme Cardoso Pessoa, de Gouveia e António Rodrigues Nogueira, de Lisboa. O objectivo dessa empresa era aproveitar as águas da serra da Estrela para produção de energia eléctrica. Por isso, falar de Marques da Silva é necessariamente falar desta empresa de produção de energia eléctrica.
Possuidor de conhecimentos suficientes sobre a matéria, lançou-se na busca de água na Serra da Estrela, descobrindo que o caudal do Rio Alva era propício para a criação duma central. Feitos os estudos por técnicos franceses, foi assim concebido o projecto da Central da Senhora do Desterro, para levar a electricidade para a fábrica de Gouveia e fornecer energia às vilas de Seia e Gouveia.
As negociações para obtenção das licenças necessárias foram demoradas e difíceis, só em 1906 conseguiu o exclusivo do fornecimento de energia eléctrica a Seia pelo prazo de 35 anos, dando-lhe direito à posse das águas do Alva e da Ribeira da Caniça.
Em 25 de Setembro de 1908, António Marques da Silva obteve, por alvará régio, a concessão do aproveitamento das águas do Rio Alva entre as freguesias do Sabugueiro e São Romão, no concelho de Seia. No ano seguinte, 1909 era então criada a EHESE.
Em 23 de Dezembro de 1909, chegava a Seia a energia eléctrica produzida na central da Senhora do Desterro, colocada nas margens do Rio Alva, a 800 metros de altitude.
Cedo se verificou que o simples aproveitamento das águas do Rio Alva não chegavam e desde logo foi concebido o projecto de um reservatório regularizador, que desde o início estava previsto e que seria a Lagoa Comprida. A construção dessa barragem iniciou-se em 1911, em pleno coração da serra, sem estradas, sem acessos, sem luz, sem apoios de qualquer espécie. Em 1913, era atingido o objectivo definido: uma muralha em granito com 6 metros de altura, com o que se criava uma Albufeira, com a capacidade de cerca de 1.250.000 m3, situação que se manteve até 1928. Desde esta altura até 1966, nunca os trabalhos ali pararam.
Deste modo a Empresa Hidroeléctrica foi crescendo, sob o impulso inteligente de Marques da Silva. No fim da segunda Guerra Mundial, em 1945, o sistema produtor da empresa estava praticamente saturado, tendo-se já construído a Central do Sabugueiro, e que ficou a ser a hidroeléctrica mais alta do país – 985 metros. Até 1953 são introduzidos vários melhoramentos sob a superior orientação e iniciativa de Marques da Silva:
- A Barragem da Lagoa Comprida continua em aumento e a subir mais.
- Fazem-se ampliações do Canal, Câmara de Carga e Açude da Senhora do Desterro, e ainda o Canal da Ponte Jugais.
- Executam-se trabalhos para aproveitamento das águas da vertente de Loriga e faz-se a construção do Túnel para as conduzir à Lagoa Comprida.
A rede de transporte de energia era nessa época já de 750 Quilómetros.
Relativamente à empresa, o seu capital inicial de 100 contos, foi elevado em Dezembro de 1917 para 600 contos, transformando-se numa sociedade mais vasta para a qual entraram novos sócios que haviam manifestado o desejo de participar neste grande empreendimento regional. Esta nova estrutura mantém-se até Maio de 1946, sempre com Marques da Silva à frente da Empresa e sucessivas elevações de capital que atingiu nessa época a quantia de 48 mil contos. Foi nessa altura transformada em sociedade anónima.
António Marques da Silva continuou a comandar a grande empresa à frente do seu Conselho de Administração, até 1953, ano da sua morte, tendo sido um dos homens que mais contribuiu para o progresso de Seia.
… A Vida
António Marques da Silva fizera na Guarda os estudos liceais. Após 3 anos de bom aproveitamento, regressou a Gouveia e empregou-se como ajudante de escritório numa fábrica de lanifícios, propriedade do Conde de Caria. Entretanto estudava sempre pelos seus próprios meios, e chegou a concorrer às funções de tabelião, que na época substituíam os actuais notários. Classificado em primeiro lugar, não chegou a tomar posse, porque preferiu ir desempenhar as funções de guarda-livros, numa fábrica de Lanifícios em S. Paio, e depois em 1893, na firma Brás & Irmão, na altura gerida pelos dois amigos, Guilherme Cardoso Pessoa e António Rodrigues Frade.
A entrada de Marques da Silva para essa firma coincidiu com o estudo da remodelação que os gerentes andavam empenhados em realizar. Os 3 constituíram uma nova firma a que deram o nome de “Os Grandes Armazéns das Beiras”, onde instalaram maquinaria moderna e acessórios para a indústria de lanifícios. Ora o grande problema da nova fábrica era a potência motriz, insuficiente porque produzia a vapor. Aqui surgiu o interesse de António Marques da Silva pela produção da electricidade, lançando-se então na criação da EHESE.
Foi casado com D. Adélia Calixto Marques da Silva, de quem teve uma única filha, a senhora D. Maria da Glória Calixto Marques da Silva, que foi casada e depois viúva do insigne médico que foi o Dr. António Simões Pereira.
Em 1943 António Marques da Silva foi condecorado com o Grau de Comendador da Ordem de Mérito Agrícola e Industrial (Classe de Mérito Industrial). Em Outubro de 1948 foi prestada uma significativa homenagem a Marques da Silva, tendo-lhe sido oferecida uma palavra de bronze com a sua imagem que foi fixada na muralha da Barragem da Lagoa Comprida, ficando a lembrar aos vindouros quem a ajudou a erguer.
O trabalhador infatigável que foi Marques da Silva, deixou o seu nome para sempre vinculado ao ramo da electricidade e deve ser considerado um dos pioneiros da electricidade em Portugal.
- Fototeca Municipal de Seia (2009)
- Monografia da Cidade e Concelho de Seia
Seia, edição do autor, 1992
- Revista 90º Aniversário da Fundação da EHSE (1909 - 1999)
Seia, Câmara Municipal, 1999

De Eduardo Brito, actual Presidente do PS de Seia e candidato derrotado à Federação do PS da Guarda recebi o seguinte texto que publico.
Dar mais força à Guarda
Sobre a identidade do projecto, pode ler-se no blogue:
Somos o Projecto "Pontes do Alva". Um Ponto de Contacto que pretende fazer um trabalho de rua, próximo de TI, dinamizando uma abordagem alternativa à tradicional que conheces, nos Espaços Recreativos e de Lazer.
A divulgação de informação não moralista e completa, dada por esta equipa, directamente para TI E CONTIGO, procurando colmatar a falta de informação, e por vezes desinformação e mitos, acerca das drogas, álcool e outras substâncias e comportamentos de risco em geral.
Contigo...procuramos...criar PONTES e...não BARREIRAS...
Procura-nos... na RUA...na NOITE...
...no Projecto...de dia...


Esta mostra, que se pretende descontraída com um orador menos tecnicista e mais motivacional, terá por objectivo ser uma iniciativa própria que seja coerente nos próximos anos.
Assim sendo, esta primeira edição denominada de ABC da publicidade, apresentará exclusivamente casos de estudo de marcas começadas pelas letras “A”,”B” e “C”, como é o caso da Audi, Budweiser ou Camel, entre outras.

Segundo Paulo Antunes, orador do evento e presidente da Associação Nacional de Jovens Formadores e Docentes, “pretende-se com este projecto começar do zero, não perdendo obviamente o público já habitual, nas anteriores passagens pela cidade de Seia mas estudando ao mesmo tempo um alargamento e um potencial de crescimento de um festival que passe a ser coerente ano após ano e dirigido à especificidade dos festejos da data em que se insere”.
Este projecto criado de raiz, pretende ser um misto entre seminário e mostra publicitária e terá como objectivo principal despertar a atenção da assistência para o constante surgimento de novas tendências para as instituições poderem publicitar as suas marcas.


... O de verde sou eu, (!?) o outro é o Martinho da Vila.
Não sou destas coisas, nem de autografos nem de fotos ao lado de celebridades para a fotografia, mas não resisti ser fotografado ao lado de uma lenda viva, de um homem simples, de um cantor que vai devagar, devagarinho, cantando e rindo e por aí fora.
Dois assuntos marcam a actualidade em Seia.