quarta-feira, 20 de maio de 2009

Gripe A: Caso suspeito no hospital de Seia

Uma mulher com suspeita de gripe A (H1N1) deu entrada hoje de manhã no serviço de urgência do Hospital de Seia e deverá ser transferida para os Hospitais da Universidade de Coimbra, disse fonte hospitalar.

«Confirmamos um caso suspeito na urgência do Hospital de Seia. Foi activado o plano de contingência da gripe local e o processo está a seguir os trâmites definidos pela Direcção-Geral de Saúde. A doente vai ser transferida para os Hospitais da Universidade de Coimbra (HUC)», disse Luísa Lopes, directora da urgência da Unidade Local de Saúde da Guarda, que abrange aquele hospital.

A médica disse ainda à agência Lusa que a mulher, cuja idade não soube especificar, é «proveniente de uma área de risco, vinda dos Estados Unidos da América».

Segundo a fonte, a partir do momento em que o alerta foi dado, a coordenação do transporte da doente «pertence ao INEM», desconhecendo a hora a que será feita a sua transferência de Seia para os HUC.
Lusa/SAPO

Festival CineEco ajuda à educação ambiental nos Açores‏

A extensão do Festival Internacional de Cinema e Vídeo de Ambiente da Serra da Estrela (CineEco 2008) aos Açores, promovida pelo Governo Regional, “é um contributo para a educação ambiental e uma ocasião de assinalável usufruto estético”.

A afirmação é do secretário Regional do Ambiente e do Mar, falando sexta-feira à noite aos jornalistas, antes do início da projecção das curtas-metragens do programa destinado ao público em geral. Para além destas sessões abertas, que decorrem em quatro ilhas, o Festival inclui também uma selecção de películas dirigida às escolas.
Segundo disse Álamo Meneses, a qualidade ambiental dos Açores “é a nossa maior riqueza”, quer para a qualidade de vida das populações quer para a promoção turística e dos produtos agro-alimentares e da pesca.Nesse contexto, acrescentou, a educação ambiental é crucial e a selecção dos melhores filmes educativos e com grande qualidade estética do CineEco 2008, cobrindo uma vasta gama de temáticas, contribui para essa tarefa de “despertar as pessoas para as questões ambientais”.
Álamo Meneses sublinhou, ainda, que esta iniciativa se integra num vasto conjunto de acções de educação para o ambiente, como conferências, debates, visitas, passeios, intervenções de limpeza da costa, entre outras, “que envolveram milhares de pessoas”.

http://www.acores.net/noticias/view-33763.html

terça-feira, 19 de maio de 2009

Sabugueiro organiza caminhada à Serra

A Associação de Beneficência do Sabugueiro vai organizar, no âmbito da 3ª Mostra Gastronómica daquela localidade, uma Caminhada na serra da Estrela, no próximo dia 30 de Maio, (Sábado).
O percurso escolhido será entre a Fonte dos Perus e o Cântaro Gordo, num trajecto considerado de grau fácil.
As inscrições têm um custo de 5 euros e inclui almoço e podem efectuar-se na Associação do Sabugueiro através do telefone: 238 311 437. No caso de as pessoas não optarem pelo almoço, as inscrições são gratuitas. A concentração será às 9 horas junto à Casa Mir Alva estando o regresso previsto para as 13 horas em autocarro da organização.

segunda-feira, 18 de maio de 2009

Resultado da sondagem aqui ao lado


Segundo a “sondagem” efectuada aqui ao lado, há um empate técnico na disputa da cadeira da Presidência do município de Seia, uma vez que se registaram 122 votos para cada um dos candidatos. Esse é o primeiro dado a retirar da questão, e o segundo é que se registaram cinquenta e tal votos para um outro candidato, mais precisamente cinquenta e quatro, num total de 18%.

Com o rigor pouco cientifico e muito apurado e oportuno senso que este tipo de perguntas suscita, as ilações que se podem tirar são sempre dispersas e alvo de várias interpretações, como acontece nas votações que ocorrem com frequência nas televisões para eleger a melhor canção ou expulsar um qualquer individuo de um passatempo. E isto sabe quem põe no ar o mecanismo e sabe também quem a ele adere, na vã tentativa de mexer com o status. De um lado ou do outro.
Deste lado de cá, registamos desde já o gosto do registo de fenómenos de votações, - de onde vinham, quando vinham, porque vinham, por que isto e por que aquilo. Percebem?!
Como qualquer passatempo, foi giro e muito simpático!
Quanto a leituras e fora de brincadeiras, é óbvio que isto afinal não são favas contadas para ninguém, uma vez que aqui há empate e onde há empate há caso! Tanto um como outro candidato têm de fazer pela vida, porque não há vencedores antecipados, nem nestas coisas da política, como no futebol, há garantias antecipadas, absolutas ou absolutíssimas. É preciso comer muito coirato, beber uns tintos e descer ao povoado, dia-sim, dia-sim até ao dia final, sem pejo nem agravo, ou apelo descoroçoado.
Quando se coloca num blogue uma votação desta natureza, sabe-se à partida as condicionantes que dele enfermam e as imprevisibilidades que dali podem advir. Sabe-se como começa e adivinha-se como acaba. Calcula-se que a tendência de ocorrência mais massiva e por vezes organizada, pende sempre para o lado aparentemente mais fraco. As hostes que aparentam mais fragilidade têm tendência a deitar mão de todos os expedientes, mesmo dos prolixos e despropositados expedientes, para dar ideia de algum dinamismo e procurar superar aparências débeis. Nada de condenável, tudo próprio dessa magistral senhora que dá pelo nome de ciência política a que muitos se habituaram de chamar de Filha da Mãe.
Em contrapartida, quem tem noção mais real destas coisas, quem controla a situação, quem trabalha afincadamente no tempo e no modo certo, não dá importância a estas brincadeiras, a estas “tretas” de quem não tem mais nada que fazer à noite! Trabalho e mais trabalho é que é preciso e muito empenhamento, porque daí é que vem o sustento.
Por isso, e fora de brincadeiras, vai ganhar quem mais trabalhar e fizer pela vida.

domingo, 17 de maio de 2009

Gramofone surpreenderam

Ontem à noite, os Gramofone de Seia surpreenderam. Foi um concerto, integrado na ARTIS, muito bem conseguido e que agradou ao público na Casa da Cultura, (perto de 100 pessoas).
Foi mesmo uma viagem musical feita ao longo dos últimos 50 anos. Uma espécie de programa de rádio ao vivo, onde os 4 músicos Nelson Santos, Emanuel Ferreira, Dimitry Butsko e Fernando Ferreira, surpreenderam pela positiva, e sobretudo a voz surpreendente de Emanuel Ferreira.
Valeu.





Caminhada Salgadeiras - Covão da' Ametade

Imagens da caminhada Salgadeiras Covão d'Ametade, que decorreu este Sábado, dia 16 de Maio, por iniciativa do Clube de Montanhismo de Seia. Um clube com dinamismo que está a proporcionar a todos os interessados a possibilidade de ficarem a conhecer melhor a Serra e a desfrutá-la.












sexta-feira, 15 de maio de 2009

Assuntos da actualidade

Assuntos de Seia na actualidade:

Beiralã
A Beiralã está em processo de insolvência, a pedido de um dos credores. A sentença designou para o dia 1 de Junho a reunião da assembleia de credores. Os 120 funcionários despedidos já tinham os contratos suspensos desde Setembro do ano passado, mantendo-se ainda na empresa 90 trabalhadores até à realização desta assembleia de credores.
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ARA
A ARA - Fábrica de sapatos despediu recentemente 35 trabalhadores.
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EDP
O Contact Center da EDP em Seia fez um ano, e segundo dados revelados, neste primeiro ano foram atendidas 4,5 milhões de chamadas. Mas mais importante do que isso, foram criados mais de 200 postos de trabalho, quando inicialmente estavam previstos 150.
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Estrada da Serra
Decorrem em bom ritmo as obras de remodelação da Estrada da Serra (EN339) Seia – Sabugueiro – Torre. Valeu a pena a nossa reivindicação.
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Inaugurações
Duas importantes obras vão ser brevemente inauguradas. Uma é o Hospital de Seia que já tardava e que lamentavelmente o governo permitiu que as obras se fossem arrastando com graves prejuízos para os doentes.
A outra obra que vai inaugurar é o Centro Escolar de Seia. No entanto, é preciso começar no próximo ano a discutir o novo mapa escolar, porque há novos fenómenos no quadro escolar, com falta de alunos e escolas a mais. Agrupamentos de Arrifana, Tourais e São Romão poderão ter de ser repensados.
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Grandes decisões a tomar
Há grandes decisões a tomar para o desenvolvimento que têm sido adiadas mas que os candidatos têm de discutir na campanha eleitoral que se avizinha. Os tempos qua aí vêm precisam muito de intervenção e acção publica política.

quinta-feira, 14 de maio de 2009

Fotografias no Tribunal de Seia

Estas são as minhas fotografias que estão patentes na Colectiva da ARTIS, a decorrer até dia 7 de Junho no edifício do Tribunal de Seia.
A exposição conta com a participação de um total de 22 fotografos amadores e uns poucos profissionais e que vale a pena visitar, no horário normal de expediente, de segunda a sexta-feira.


"Atocha 1"


"Atocha 2"

Mais informações em: www.artisdeseia.blogspot.com

Concerto proporciona viagem musical de 50 anos,...

Eis algumas das músicas que os Gramofones, de Seia vão tocar este Sábado, 16 de Maio, pelas 21:45 horas na Casa Municipal da Cultura:
Ray Charles - Hit the Road Jack (1961)
Chuck Berry - You Never Can Tell (1964)
Roberto Carlos – Quero que vá tudo para o Inferno (1965)
Tom Jobim – Wave (1967)
Doors - People are strange (1967)
Ary dos Santos/Fernando Tordo - Fado de Alcoentre (1975)
Faith no More/Commodors – Easy (1977)
Iggy Pop – Passenger (1977)
Bob Marley - Three Little Birds (1977)
Gilberto Gil - Sítio do Pica Pau Amarelo (1977)
The Specials – Monkey Man (1979)
Rui Veloso - Chico Fininho (1980)
Jorge Palma - Deixa-me Rir (1985)
Bobby McFerry – Don’t Worry, Be Happy (1988)
Radiohead – Karmapolice (1997)
Caetano Veloso - Sozinho (1999)
Rui Veloso - Nunca me esqueci (2003)
White Stripes – Seven Nation Army (2003)
No concerto que é integrado na programação da ARTIS, www.artisdeseia.blogspot.com e cuja entrada é livre, os Gramofone propõem uma viagem musical de 50 anos, através de um programa de rádio... ao vivo.

terça-feira, 12 de maio de 2009

Imagens do Grande Prémio do Rolinfire

Imagens do V GRANDE PRÉMIO ROLINFIRE - CARRINHOS DE ROLAMENTOS que decorreu no passado dia 9 de Maio em Seia, por iniciativa da Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários, no âmbito das comemorações do 75º aniversário da corporação.





Uma vez mais, o Centro Cultural e Desportivo da Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Seia realizou o seu Grande Prémio, conhecido entre os mais apaixonados da modalidade por RolinFire.
Trata-se de uma iniciativa que obriga a uma boa dose de concentração e de perícia na descida do Largo da Feira até à Central de Camionagem, numa extensão de sensivelmente 500 metros, com uma pendente de cerca de 10%, proporcionando momentos de grande emoção, beleza e muita adrenalina.
Diz quem viu que “foi demais!”, apesar da frescura da noite.

segunda-feira, 11 de maio de 2009

Imagens da Abertura da ARTIS, Seia

Imagens da abertura da ARTIS na Casa Municipal da Cultura de Seia. Exposição colectiva de pintura e escultura; Homenagem a António Correia e Luiz Morgadinho e concerto com Joel Xavier.
Fotos de Visor e Carlos Correia.




Artistas de Seia, ANTÓNIO CORREIA

O que escrevi sobre o fotógrafo senense António Correia, por ocasião da homenagem que os artistas de Seia lhe prestaram na abertura da ARTIS 2009, que teve lugar dia 9 de Maio de 2009:




António Serafim Monteiro Correia nasceu em Seia, em 15 de Setembro de 1948 e reside em Vila Chã – Seia.
Filho e neto de fotógrafos, cresceu numa família onde, desde muito cedo, absorveu a técnica e o entusiasmo pela fotografia.

Trabalha no Parque Natural da Serra da Estrela (PNSE), como desenhador gráfico desde 1978, embora ao longo destes anos tenha sido das pessoas que mais fotografou a serra da Estrela ao serviço desta instituição.

Juntamente com Angelina Barbosa, Alberto Martinho e Teresa Lopes calcorreou a Serra logo no início da criação do Parque Natural, fotografando e desenhando a partir das fotografias, lugares e pormenores da imensa montanha que é a Estrela. A maior parte das fotografias do PNSE, foram tiradas por António Correia, muitas das quais fazem parte de inúmeras publicações oficiais e particulares, entre elas o “Guia de Percursos Pedestres da Serra da Estrela” (1990) em co-autoria com Angelina Barbosa.

Participou ainda na ilustração do Guia Geológico e Botânico do Parque Natural da Serra da Estrela.

Colaborou na organização de inúmeras exposições de fotografia do Instituto de Conservação da Natureza (ICN) em Lisboa, tendo feito também parte da equipa que montou a Exposição desta entidade na Expo 98.

Ganhou um primeiro prémio num concurso de fotografia (Covilhã – 1978), participou em várias exposições de fotografia das antigas “Festas da Vila” em Seia, tem uma rubrica fotográfica no Jornal Porta da Estrela, de Seia e participa regularmente nas várias edições da ARTIS – Festa das Artes e Ideias de Seia.

Neste momento, António Correia está a organizar o arquivo fotográfico do PNSE.

Durante esta ARTIS tem uma exposição individual intitulada “O Vermelho na fotografia” e que está patente no edifício da Câmara Municipal onde o vermelho é o elemento comum.
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A mensagem que Angelina Barbosa enviou a propósito da homenagem a António Correia:


Das terras ribeirinhas, a minha homenagem…

"António Correia é, hoje, o fotógrafo da Serra da Estrela. Conhece a montanha como poucos e gosta dela como ninguém.

Ao ritmo do seu passo percorreu repetidamente toda esta paisagem serrana, dias e dias ao longo de muitos anos, descobrindo, estudando e fotografando as rochas, a água, os rios, as fontes, a imensa variedade de flora e fauna e ainda as marcas da presença do homem nesta paisagem serrana. Usando com mestria as cambiantes de luz que só a Estrela tem, António Correia foi construindo, no Parque Natural da Serra da Estrela um valioso arquivo de imagens, em minha opinião, de consulta obrigatória para quem pretende estudar a região da Serra da Estrela a partir de finais dos anos 70.

Está de parabéns quem organizou esta homenagem. Merecida. António Correia é um filho da terra, trabalhador, estudioso, discreto, que muito contribuíu, para levar bem longe o nome da Serra da Estrela. E tanto ainda se espera dele!

Considero-me uma pessoa com sorte, ter trabalhado durante duas décadas com o Correia. Faz parte do tipo de pessoas que encontramos na vida e nos acrescenta, pela atitude, pelo exemplo, ou, simplesmente, porque existe.

Ao Correia, um abraço Amigo

Angelina Barbosa
Bunheiro, 9/05/09

domingo, 10 de maio de 2009

Artistas de Seia, LUIZ MORGADINHO


O que Sérgio Reis escreveu sobre Luiz Morgadinho, por ocasião da homenagem que os artistas de Seia lhe prestaram na abertura da ARTIS 2009, que teve lugar ontem, dia 9 de Maio de 2009.



LUIZ MORGADINHO


"Existem vários e bons motivos para distinguir Luiz Morgadinho no contexto dos artistas senenses: em primeiro lugar, por ter representado esses artistas enquanto membro da direcção da Associação de Arte e Imagem de Seia, e a sua participação na organização de várias edições da ARTIS – Festa das Artes e das Ideias de Seia; depois, pela qualidade intrínseca da sua obra e os reflexos desta no prestígio global dos artistas senenses e das artes em Seia.


Luiz Morgadinho vive exclusivamente da sua arte, trabalhando simultaneamente para diferentes tipos de mercados, e esta liberdade espinhosa reforça a sua representatividade e bom exemplo. Uma parte da sua obra plástica trata, assim, aspectos imediatos da realidade com interesse histórico e turístico, distinguindo-se sobretudo pela técnica adoptada: o desenho e pintura com café.




A sua obra criativa, ao inverso, utiliza técnicas de pintura convencionais para nos mostrar mais caminhos de comunicação, alargar as janelas e corredores do gosto artístico tradicional, ao mesmo tempo que desafia o acomodado entendimento da realidade. Servindo-se de um dos métodos preferidos dos surrealistas, o ilusionismo fotográfico, e guiado pelo princípio da imaginação como motor da criação, Luiz Morgadinho constrói malabarismos filosóficos para desmascarar as incongruências do nosso tempo.



Os surrealistas revelam o sonho e o imaginário, fontes inesgotáveis e misteriosas de criatividade. O insólito, o cómico e o grotesco exprimem-se livremente nas suas obras e por isso o espírito e métodos deste movimento internacional, cujas bases teóricas foram estabelecidas por André Breton em 1924, continuam a atrair os artistas e poetas jovens. Nem todos, porém, persistem na infindável busca do ideal surrealista e Luiz Morgadinho faz parte do cada vez mais restrito e selecto grupo de continuadores do Surrealismo, uma opção que data da sua fixação em Seia, em 1999. Pode bem dizer-se que a parte mais significativa e divulgada da sua fase surrealista foi realizada por cá, entre nevões no alto da Estrela e os prados férteis de Santa Comba de Seia.






"O Morro da Estátua"




Natural de Coimbra, onde nasceu em 1964, o artista assume-se como pintor autodidacta, apesar de ter frequentado o Círculo de Artes Plásticas de Coimbra e o Curso de Artes e Técnicas do Fogo na Escola Avelar Brotero. Nos anos 80, partiu para a capital em busca de espaço para a sua irreverência vanguardista, chegando a integrar “algumas formações na área do rock alternativo, performances, e de acção libertária”. Logo depois, decidiu quebrar com as rotinas do emprego certo e passou a dedicar-se exclusivamente às artes. Realizou algumas experiências na área da cerâmica e aprendeu diferentes técnicas de pintura com os artistas Jorge Marcel, António Montelhano e Jorge Carlos de Oliveira. Pelo meio dos anos 90, a vida de Luiz Morgadinho estava definitivamente moldada pela agitação artística da Lisboa boémia e o artista desdobrava-se em projectos diversos.




Para além da intensa produção de pinturas com café e aguarelas, publicou um livro em parceria com o pintor e escritor Jorge Carlos de Oliveira, ilustrou um livro do Prof. Luís Filipe Maçarico e a colectânea “Arte 98”, de Fernando Infante do Carmo. Realizou então algumas exposições individuais em Portugal, Espanha e França, e participou em várias colectivas, tendo conquistado duas menções honrosas: em Lisboa (1996) e Torres Novas (1997).


A sua fixação em Seia não travou o seu envolvimento em projectos diversificados. Manteve ligações com a vida artística lisboeta e continuou a expor em colectivas, arrecadando nova menção honrosa, em Nisa, no último ano do milénio.


Participou em praticamente todas as mostras colectivas realizadas na região desde o início do novo século até à data, com destaque para as Exposições Colectivas dos Artistas Senenses, as várias edições da ARTIS e algumas AGIRARTE, realizadas na vizinha Oliveira do Hospital. Representado no museu do café de Cadenazzo, na Suíça, em várias Câmaras Municipais portuguesas e no Ayuntamento de Olivenza, Espanha, para além de diversas colecções particulares dispersas pelos cinco continentes, Luiz Morgadinho é uma mais-valia para a Associação de Arte e Imagem de Seia e para a dinâmica cultural que se pretende intensificar na cidade e na região".



Sérgio Reis

sexta-feira, 8 de maio de 2009

De que conversar agora em tempo de crise?

Uma espécie de criativa
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De que se há-de falar num tempo destes, com um tempo assim, quando só há ouvidos para a crise?
Podemos falar dos joanetes da dona que quer ser dona, ou do preço das couves que vem da horta de Sandomil, ou do reumatismo que assolou o Tio Xico da Rosa, mas não de crise nem de coisa parecida.
Se o tempo não está para grandes assuntos, instituímos então “conversas de treta” para nos entretermos uns aos outros, como gostamos de entreter, para termos alguma distracção, e evitarmos,... sarcasmos e amargos de boca.

Porque teremos de falar de crise ou simplesmente de politica ou politicas, se há pequenas grandes coisas mais interessantes intuídas no nosso contentamento descontraído?

Falemos de outras importâncias, ou mais-valias, como costuma dizer a Alzira, mulher do cantoneiro da Estrada da Beira, que de tanto ouvir falar do termo o gastou. Mais-valias!

Falemos por exemplo do putativo regresso da maioria do povo à agricultura, quando se sabe que isto está tão mal, que não tarda nada, estamos todos a voltar à terra. À criação de animais, às sementeiras da terra, com milhos, batatais e afins.

Discutamos então se vamos ou não voltar à agricultura. E se vale a pena. Se dá para a bucha! Os campos estão ao abandono, as fábricas a fechar, o subsídio de desemprego a acabar e quem sabe se não teremos de voltar à enxada na mão. O Zé da Céu, que ainda se regula pelas luas e quartos minguantes, profetiza um retorno às origens: “Ainda voltamos ao antigo, batatas, coelhos, galinhas,…”

O Zé, que não é do Céu mas marido da Maria do Céu e tem os pés bem assentes na terra e não tem grandes saídas, não fala de política nem de mercados financeiros, nem está preocupado com os movimentos bolsistas. Está mais centrado em saber se a sua cabra amarela sobrevive à queda de ontem no lameiro da Relva, ou se a artrose da companheira a impede de lhe continuar a levar o farnel todos os dias ao prado, ou tentar perceber quem é esse filho da mãe de um tal Magalhães que vai passar a ser companhia da filha nas lides ditas informáticas da escola.
Sempre é mais saudável falar da vida do Zé, desse admirável homem do campo, do que passar o tempo a cortar na casaca dos que nos rodeiam e só falam de politica, de crise e de mercados de trapalhada e dos bandidos dos bancos.
Falemos por isso das coisas banais da vida - de músicas, virtudes e poesias, que são delas o reino das alegrias saudáveis!

Que mal tem falar da senhora dona Elsinha, que veio da Beira Baixa há uns anos atrás e se impõe na praça como dona do mercado das couves, se afinal não tem malícia, não concorre a nenhuma Junta e nem sequer é mulher de intrigas?

Como se vê, é melhor a gente falar do povo do que o povo falar de nós. Ou falar de política. No campo, não há critérios editoriais para temas de conversa. Fala-se de tudo. Se o jardim não cresce, fala-se de adubos e pesticidas, marcas, preços e afins insólitos se for preciso. Se chove, pode dizer-se que a culpa é do tempo e o tema está lançado para as primeiras páginas da jornada. Se um vizinho vai à bruxa, toda a gente pode saber, embora ninguém tenha nada a ver com o assunto. Mas se o assunto fosse de política, já cairia o “Carmo e a Trindade”, porque “isso é perigoso”. É tudo uma máfia, e andam todos ao mesmo. Ninguém tem respeito. Ao menos no campo, a olhar as searas de outrora, que agora já não alouram, fala-se de saudade e da ingenuidade dos dias, nos tempos que correm, sem grandes perspectivas mas com ânsias de melhorias.
Falemos de tudo que não seja sério demais.

terça-feira, 5 de maio de 2009

Joel Xavier em Seia

Este Sábado, dia 9 de Maio, o público de Seia vai ter oportunidade de ver um dos melhores guitarristas portugueses no palco da Casa Municipal da Cultura. Trata-se de Joel Xavier, que venceu o “Concurso Internacional de Guitarra da NAMM-SHOW” em Los Angeles; foi considerado um dos cinco melhores guitarristas do ano nos EUA; considerado em Espanha como um dos melhores guitarristas latinos do Mundo e recebeu o prémio de melhor guitarrista de Portugal em 2006.

Acompanhado por Marcos Brito no Baixo e Milton Batera, na Bateria, Joel Xavier trará a Seia - “SARAVÁ”, um trabalho onde se faz a fusão entre o Jazz e os ritmos Afro-Brasileiros como o Samba, Ijexá, Baião, Coladera, Semba e a Bossa Nova.

O concerto integra-se na cerimónia de abertura da ARTIS – Festa das Artes e Ideias de Seia, que decorre até 7 de Junho.

segunda-feira, 4 de maio de 2009

Ainda a falta do PSD às contas da Câmara

A agenda política de Seia tem sido marcada nos últimos dias pelo alarido que o PSD fez sobre a ausência dos seus Vereadores na votação das contas do município relativamente a 2008.

Com tanto assunto para resolver, os sociais-democratas entretêm-se com isto. Foi na Câmara, com os Vereadores a enredarem-se em explicações e ataques, quando se soube que afinal Nuno Vaz já tinha dito que faltava à reunião, antes de ter a grave notícia da morte de seu pai. Ou quando Luis Caetano vai de férias numa altura em que sabe que as contas têm de ser votadas. Ainda para mais, sendo Caetano o candidato à Câmara.

Depois e como se não bastasse, ainda vai Nuno Almeida para a assembleia Municipal, em tom enfadonho e desproporcionado, tomando como suas as dores dos Vereadores, a criticar os socialistas, que não fizeram mais do que a sua obrigação. Trabalho. Mau de mais e a dar razão a Eduardo Brito quando diz que a política não está para amadores.

Verdadeira oposição tem feio o Jornal Porta da Estrela através das suas recentes manchetes, como acusou na altura o Presidente da Câmara. E porque será? Perguntamos nós!
E assim vai a politica em Seia a dois dias das eleições. E isto não é dizer mal, que eu dou-me com todas as pessoas que citei. Ficamos é todos muito preocupados por ver o PSD tão mal, tão mal, por não cumprir o papel que lhe cabe enquanto oposição, comprometendo uma função indispensável e necessária à democracia local.
Algumas pessoas do PSD pensam que fazer política é mandar mensagens para o Forum do PE ou vir votar massivamente na sondagem eleitoral que está a decorrer aqui no blogue.

terça-feira, 28 de abril de 2009

Especialidades de Saúde e Hospital de Seia

Um dos leitores do blogue, há dias pedia-me para falar na Assembleia Municipal sobre o facto dos Hospitais de Coimbra estarem a devolver alguns pedidos de consultas de especialidades que o próprio Hospital da Guarda não tem, apesar de pertencermos a essa Unidade de Saúde.

Pois bem, coloquei a questão na Assembleia do dia 24, e o Dr. Eduardo Silva, que é simultaneamente Vereador da Câmara e Vogal da Unidade Local de Saúde da Guarda disse não ter conhecimento de qualquer situação. Entretanto, hoje mesmo, Eduardo Silva teve a amabilidade de me telefonar para dizer que mandou averiguar a situação e que afinal há conhecimento de meia dúzia de casos em que Coimbra devolve os referidos pedidos, com o argumento de que embora o Hospital da Guarda não tenha alguma dessas especialidades devem dirigir-se para Viseu, que é Hospital Central. Entende-se isso como questões pessoais de médicos, mas que não ficam nada bem à instituição de Coimbra, pelo que se espera a situação venha a ser corrigida.

Aproveitando a conversa com o antigo Presidente do Conselho de Administração do Hospital de Seia, fiquei a saber que a parte da cirurgia do novo Hospital está pronta e devidamente equipada. Só ainda não entrou em funcionamento porque ainda não foi ligada a baixada com potência eléctrica suficiente para a mesma funcionar com todas as garantias, o que deverá acontecer em finais de Maio.

segunda-feira, 27 de abril de 2009

ARTIS, está de Regresso a Festa das Artes de Seia

Cerca de meia centena de artistas locais e convidados vão participar na ARTIS / 2009 que se inicia no próximo dia 9 de Maio e se prolonga até 7 de Junho em Seia. A exposição colectiva de pintura e escultura decorrerá no Foyer da Casa Municipal da Cultura e a de Fotografia no Edifício do Tribunal de Seia. O Fotografo António Correia e o artista Plástico Luiz Morgadinho serão este ano homenageados pela organização, pelo seu percurso artístico ao longo dos anos. Por isso, o primeiro terá uma exposição individual de 16 fotografias no edifício da Câmara Municipal e o segundo, uma exposição de pintura no Posto de Turismo de Seia. O tema que serve de fio condutor às exposições deste ano tem a ver com o espaço urbano das cidades, como forma de valorizar os múltiplos aspectos da Polis, enquanto lugar de encontros de culturas, de afectos e de desencontros. A ARTIS que vai na sua 8ª edição, é uma organização do Município de Seia através da sua Empresa Municipal de Cultura e Recreio e da Associação de Arte e Imagem, conta ainda com um programa recheado de várias actividades paralelas. A cerimónia de abertura terá lugar no Sábado, dia 9 de Maio, a partir das 21:30 horas na Casa Municipal da Cultura e contará com um concerto com o guitarrista Joel Xavier. Dia 16, um grupo de músicos de Seia, “Os Gramofone” dará um concerto, que é uma viagem de 50 anos de música num programa de rádio. No dia 23 será apresentado o livro “Aguarela de Poemas” de Maria José Figueiredo, dia 27 decorrerá o musical “Eduarda”- um projecto que visa a abordagem de outras linguagens: teatro, artes plásticas e música. Por fim, no dia 28, na sessão de cinema alternativo, será exibido o filme “Manhattan” de Woody Allen.

Discurso e poesia

Este 25 de Abril foi a um Sábado e em Seia, como pelo país fora, como há 35 anos, houve sessão solene da Assembleia Municipal evocativa do Dia da Liberdade. Foi no Auditório dos Paços do concelho, onde o Presidente da Mesa, Pina Moura deu por aberta a sessão perante uma plateia de deputados municipais de cravo na lapela cumpriam o ritual do costume, de uma manhã para cumprir.

Este ano, o poeta José Fanha também foi convidado para “entremear” os discursos com poemas de Abril e por isso foi agradável ouvir as melodias da Revolução.

Primeiro foi chamado Manuel Leitão do PCP, que em tom critico lembrou mazelas deste Abril ainda por cumprir, num discurso sem grande novidade. A seguir levantou-se o Fanha, com a licença do Presidente e ditou palavras, para logo a seguir às palmas das lugar a mais um discurso. Falou então da Tribuna Joaquim Pimentel, que é Presidente de Junta de Torroselo eleito como Independente, o que lhe confere estatuto de grupo parlamentar e oportunidade de discursar nestas ocasiões. Malhou na governação do país e do mundo, com voz grave e séria, atirou-se à moral e aos maus costumes dos governantes que conduzem o país ao abismo e elogiou a governação local. Mal acabou, bebeu água e sentou-se para de imediato José Fanha voltar a declamar Abril e poetas da Liberdade. Sem perda de tempo, sobe à tribuna Francisco Mota Veiga, de nome artístico Xico Melo e declama também poesia do alto do seu discurso político em nome do PSD cá da terra. Pelo meio, citou Alegre, perguntando ao vento que passa, notícias do seu país, e o vento calou a desgraça, o vento nada lhe disse.

Quem disse de novo poesia de intervenção foi o mesmo Fanha, que teimou em dar peso e cor às palavras, muitas delas penduradas nos postes da cidade para sublinhar a sua importância e alcance. E no encadeado de discurso-poesia-discurso, seguiu-se Eduardo Gaspar da bancada do PS para falar das vantagens de Abril e das virtudes da governação socrática. De novo voltou a poesia e a terminar, Pina Moura rematou de improviso um discurso breve e estranho, para dizer a verdade brilhante que “vivemos melhor do que há 35 anos atrás”.

E pronto, cantou-se o hino e acabou a festa.

Hoje há cinema

Hoje há cinema em Seia. Porque na Sexta-feira o cineteatro acolheu um recital de poesia e no Sábado “A Verdadeira Treta”, não houve cinema. Por isso as sessões deste fim-de-semana decorreram ontem à tarde e à noite e hoje,... para compensar.

21:30 horas – "A Duquesa”, de Saul Dibb.

Já agora, para os cinéfilos, não esquecer que quinta-feira, 30 de Abril, há sessão de cinema alternativo, com "Pulp Fiction", de Quentin Tarantino. Um filme com quinze anos e que é um marco na história do cinema.

Maratona de BTT dos Voluntários de Seia

Imagens da Maratona de BTT organizada pelos Bombeiros Voluntários de Seia, este Domingo dia 26 de Abril, com muito entusiasmo e emoção à mistura.




Parabéns aos participantes e à Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Seia, que soma e segue na comemoração dos seus 75 anos de vida.


Todo-o-terreno dos Bombeiros de Seia

Imagens do Todo-o-terreno organizado pelos Bombeiros Voluntários de Seia, integrado nas comemorações dos 75 anos da corporação senense.








sábado, 25 de abril de 2009

Simplesmente Abril

Hoje é dia vinte e cinco de Abril e ponto final. Nos outros países também é dia vinte e cinco mas não tem o mesmo significado que tem em Portugal, nesta pátria que está bem melhor que há trinta e cinco anos, no dizer do presidente da Assembleia Municipal de Seia, Pina Moura, mas onde ainda há muito por cumprir.

Hoje ouvi discursos, ouvi poesia e muita música que me embalou para escrever também um pouco de prosa sobre estes assuntos demasiado grave e sérios.

Na sessão da Assembleia Municipal de Seia evocativa do Dia da Liberdade, ouvi poemas ditos por José Fanha, entremeados com discursos dos representantes dos partidos e confesso que poesia e discurso político estão cada vez mais parecidos, embora com estes últimos a descambar mais para o trágico.

É óbvio que não comento as intervenções, umas favoráveis às governações, outras pessimistas e desconcertantes, no entanto retenho essa magia das palavras que fazem eco na consciência de quem as ouve ao ponto de às vezes nos fazerem cócegas na imaginação.

Palavras, palavras,…

Mas fica sempre a pergunta mais forte a embalar a curiosidade - Será que estamos a cumprir Abril neste país descoroçoado?

Responda quem souber, que a mim já me perguntaram e não soube responder.

Há no entanto uma palavra a girar de boca em boca, pelo mundo fora e por dentro deste país que ousou erguer-se em Abril, e que vai minando as instituições e a confiança das pessoas e que ainda nenhum movimento de capitães ousou enfrentar.

E não vale a pena tornear a questão nem a palavra em concreto.
É a corrupção, Estúpido!

Qual crise? A crise criaram-na os corruptos…

Palavras.
Para quê mais palavras!?
Simplesmente Abril.

sexta-feira, 24 de abril de 2009

Olá

Olá,
tenho andado por fora. Fora do blogue. Tarefas. Outras prioridades. É a vida. Ainda por cima com problemas no computador. Conto voltar este fim-de-semana. A sério. E ponto final parágrafo.
Ah, não esquecer que esta Sexta - feira à noite há recital de Poesia na Casa Municipal da Cultura para evocar Abril e amanhã, Sábado, dia da Liberdade, no mesmo Palco haverá "A Verdadeira Treta", com José Pedro Gomes e António Feio. Para este último, os bilhetes já esgotaram.
Até já.

Xadrez e Damas em Loriga


Xadrez e Damas em Loriga, este Sábado e Domingo.

Caminhada do Clube de Montanhismo de Seia


Este Sábado, dia 25 de Abril.

sábado, 18 de abril de 2009

Rir a rodos em festival de Seia

Começa hoje o Festival de Stand Up Comedy de Seia. Logo à noite, Ana Brito e Cunha, com Super-Mulher e Natasha Marjanovic com “Vento Leste”, a partir das 21:45 horas na Casa Municipal da Cultura.
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quinta-feira, 16 de abril de 2009

Visões políticas da actualidade senense

Se se pode falar da agenda politica da actualidade de Seia, poderemos desde logo referir que o que tem estado mais em foco tem sido os boatos sobre a composição das listas do PS e do PSD para a Vereação, numa altura em que se conhecem apenas os candidatos à Presidência.

Até meados de Maio aguarda-se com expectativa, reconhecendo-se no entanto a necessidade dos Vereadores do próximo executivo enveredarem mais por uma postura politica e menos técnica. Essa necessidade deve-se a novas circunstâncias politicas que decorrem do fim de um ciclo de um líder carismático e que impõe uma acção colectiva mais forte e determinante. Até porque vem aí problemas políticos fortes e eventuais problemas agudos que exigirão acção e determinação profundas.
Outro assunto que surgiu por aí no corredor politico tem a ver com a possibilidade de Eduardo Brito vir a ser Presidente da Assembleia, o que eu considero ter sido uma ideia lançada por alguém que não se dará bem com o ainda Presidente da Câmara. Como se diz na gíria, seria “andar de cavalo para burro”.
A ser assim, teríamos Eduardo Brito a ir às Assembleias a ouvir este ou aquele cidadão a por problemas do passado, a questionar e por ventura a atacar. E depois como ficaria Carlos Camelo? Obviamente ofuscado, com a sombra de Eduardo Brito ao lado. O mais que pode acontecer – fazendo previsões politicas – é Eduardo Brito descomprimir durante quatro anos, colocar agora no terreno pessoas da sua inteira confiança, técnica e politica e depois, se lhe apetecer e lhe aprouver, ter tudo em aberto para voltar à cadeira do poder em 2013, até porque o tempo passa depressa e ele ainda é muito novo. Por isso, não sou dos que dizem que é o fim politico de Eduardo Brito, porque podemos tê-lo por muitos e longos anos.
Enfim, visões da actualidade politica cá do burgo!

Aceitam-se mensagens para a Assembleia Municipal

No próximo dia 24 de Abril terá lugar mais uma sessão ordinária da Assembleia Municipal para aprovação das contas de gerência da Câmara Municipal relativamente ao ano de 2008. A ordem de trabalhos contempla ainda outros assuntos de natureza diversa, havendo também lugar para perguntas ao executivo, criticas e sugestões.

Por isso e como é habitual, coloco-me à disposição para ser porta-voz das questões que os leitores do blogue queiram apresentar e que tanto podem ser de pequena dimensão, como perspectivas de fundo sobre a governação concelhia. Perguntar não ofende e sugerir também não.

É óbvio que estamos em ano eleitoral, em que os ambientes podem aquecer, mas se houver respeito mútuo na prática politica, tudo se consegue. O debate e a pluralidade de ideias só beneficiam a democracia local. Além do mais estamos a poucos dias de mais uma comemoração do dia da liberdade, fazendo todo o sentido apelar à participação, até porque o 25 de Abril serve sempre para reflectirmos sobre o que temos feito e o que gostaríamos de ver fazer.
Assim, desafio os leitores do blogue a serem deputados municipais por instantes, enviando mensagens.
Fico a aguardar, nesta espécie de democracia participada.

sábado, 11 de abril de 2009

Livro de Ferreira Matias conta a História dos 75 anos dos Bombeiros de Seia

A Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Seia está este ano a comemorar o seu 75º Aniversário, levando a efeito um conjunto de actividades evocativas da efeméride.
Nesta tarde de Sábado de Páscoa decorreu a apresentação do livro de José Alberto Ferreira Matias sobre os 75 anos de vida da corporação. Na ocasião estiveram presentes várias individualidades, numa cerimónia simples que decorreu no Salão do quartel, onde se encontra patente uma exposição de fotografia retrospectiva dos 75 anos de vida da associação senense.

Na ocasião usaram da palavra, João Alves, Vice-Presidente da Mesa da Assembleia Geral; Carlos Filipe Camelo, Presidente da Direcção; Alcides Henriques, que fez o prefácio do livro, Ferreira Matias, autor do livro e o Presidente da Câmara de Seia, Eduardo Brito.






O livro conta a história dos Bombeiros de Seia, cuja Associação nasceu em Maio de 1934. Para tal o autor fez imensas pesquisas, sobretudo através dos jornais antigos de Seia "A Voz de Serra" de que seu pai era director e fundador; "Ceia Fraternal" e mais recentemente nos jornais "Seia Católica", "Porta da Estrela" e "Jornal de Santa Marinha".





Antes da cerimónia de lançamento do livro, foram apresentadas uma viatura de combate a fogos nova, outra usada e uma ambulância nova, que assim vêm melhorar a frota automóvel da corporação senense.

sexta-feira, 10 de abril de 2009

Lixo na serra

Denuncia de Mário Ramires, no SOL:


A Serra da Estrela ainda é o que era. Infelizmente, os turistas e as autoridades responsáveis pelo Parque Natural também. No Covão _d’ Ametade, o parque de merendas instalado num cenário de encantar – entre a montanha escarpada, o bosque de bétulas e a represa de água – está pejado de lixo. E ninguém faz nada. Nem os Baldios da Freguesia de S. Pedro, a quem competirá a limpeza, nem os serviços do Parque, a quem cumpre a gestão e fiscalização. Ficaram-se pela colocação de um letreiro, com o apelo depois de uma saudação em que o ‘à’ tem o acento agudo em vez de grave. Nada de mais, perante desleixo tão agudo e grave.


quarta-feira, 8 de abril de 2009

O mundo em bolandas

Uma espécie de criativa
De que se fala quando não se quer usar termos fortes, se o que se pensa não é o que se diz? De que adiante aprofundar questões, se o que conta é a superficial comezaina dos dias e a espuma virtuosa que embala o discurso e se mostra pomposa no dia-a-dia que passa?
De que fulgor é feito afinal o desejo de querer mais, sempre mais, se por meros acasos se chega ao fulcro e se faz ver que afinal não custou nada chegar, ver e vencer?
De que vale à gente ter carro, casa, emprego, se não tem o melhor, que é a oportunidade de molhar a sopa no mel da vida, servida num balde de felicidade em moldes de fantasia?Percebem?
E fará sentido falar destas ausências virtudes individuais, se no plano colectivo estamos tramados e apalermados a ver desabar o mundo?
E fará sentido falar de moralismos ou falsos proselitismos ou mesmo fazer estas perguntas todas?
É que, tudo isto é muito bonito, mas o que se ouve dizer é que a felicidade é um conceito vago e cada vez mais arredio do quotidiano. Que antes se morria de miséria e agora se morre por comer muito, ou de colesterol, de diabetes ou do “diabo a quatro”!
E isto para não falar das injustiças, dos que têm tudo e tudo lhes é permitido e perdoado e dos que não têm nada e tudo lhes é exigido.
E depois espantam-se quando se diz que isto está a ficar perigoso.
Quem é que aguenta ver tanta roubalheira nos bancos se quem deve pouco tem de pagar sempre e no prazo, com língua de palmo?
Quem é que não se revolta com o que vê à volta?
Enfim, como diz o Joaquim, resta-nos a esperança de que até ao fim do ano uma morna brisa aqueça esta coisa da economia e dê passagem para a sobrevivência de milhares no mundo, quando se percebe agora que o abismo do capitalismo se aproxima, quando enfim o mundo nunca mais dá resposta às perguntas e aos amargos de boca de quem quer e não pode andar.

terça-feira, 7 de abril de 2009

As filosofias do futebol

Flanco central, corredor lateral, acção defensiva, imaginação atacante, ataque entrosado, drible soberbo, remate pingado, frente de ataque, escalada ofensiva, tiro rasgado e golo.

São expressões como estas, ditadas pelos filósofos do futebol, estilo Freitas Lobo que tentam entusiasmar os adeptos, numa linguagem cada vez mais rebuscada e profunda. Profundas mas sem a piada das lendárias tiradas do Gabriel Alves, do género: - “Jean-Pierre Papin, um jogador extremamente rápido, veloz, lesto, nada lento, antes pelo contrário"a vantagem de ter duas pernas!" Ou então aquela: - " Repare-se na movimentação dos jogadores do Bayern, movimentam-se como figuras geométricas..... o futebol é uma arte plástica".

Enfim, é a força da técnica, mais do que a técnica da força no uso das palavras que gostamos de ouvir ou ler, mesmo quando o nosso clube não ganha ou não joga. Digo tudo isto, depois de ter visto, aos poucos e há poucos minutos atrás um bom jogo de futebol entre o Porto e o Manchester, onde se jogou a sério, com emoção do princípio ao fim. E sou benfiquista! Mas gostei de ver a bola!

Falta de debate em Seia

Seia tem tido nos últimos tempos muito défice de debate. Vai tendo, aqui e ali, por fases, e com altos e baixos muita má-língua, maledicência, quase sempre alimentada em fóruns ou blogues anónimos para desancar este ou aquele ou verter umas gotas de ódio ou inveja e pouco mais.

Seia não tem tido o debate que devia ter. Tem um grande orador, que onde chega faz um comício, salvo seja, e que é o Presidente da Câmara, fala, volta a falar, entusiasma, estimula, refresca, mas quanto ao resto, verifica-se pouca dialéctica proveitosa no espectro da comunidade senense. Os jornais da terra vão trazendo a terreiro um ou outro tema, cumprindo assim o seu papel, mais ou menos sem rasgo, que os tempos não estão para mais, mas faltam outros patamares de discussão. Faltam fóruns de intervenção das entidades cá da terra, dos interlocutores e agentes económicos, sociais e culturais. Falta promover conversa, porque da conversa também nasce luz. Falta confronto de ideias, sem ser a dar caneladas.

Faltam mecanismos que permitam às pessoas dizer o que pensam. Eu sei que nos dias de hoje, há pessoas que preferem estar caladas para evitar maus entendidos ou segundas interpretações. Eu sei que quem fala se expõe e expondo-se sujeita-se a ataques. Eu que o diga,... mas não abdico de falar, de escrever e de incentivar os outros a fazer o mesmo.

Falta espírito crítico na cidade e o pior que nos pode acontecer é ficarmos todos calados. O que se passou hoje na Câmara Municipal, por exemplo, foi um sinal perigoso daquilo que pode estar a acontecer em Seia, que é os políticos demitirem-se de intervir em momentos chave. E o que se passou foi que o PSD faltou à sessão de aprovação das contas de gerência, tendo o PS aprovado por unanimidade as ditas contas, sozinho, deitando os foguetes e apanhando as canas, frustrando-se assim as expectativas próprias do debate político, em que a oposição não cumpriu o papel que lhe cabe no exercício democrático.

Mau de mais, mas pronto. Pode ser que isto melhore. Vem aí um período eleitoral e estou convencido que pelo menos os partidos vão fazer algo para promover o debate sobre assuntos de interesse para as pessoas da terra.

Vamos ver.

Seia a Rir

Abril, gargalhadas mil. Em Seia, está de volta o festival de stand up comedy e artes do palco.
Porque não podemos andar sempre a falar de crise, porque tristezas não pagam dividas, por isto e por aquilo, convém de vez em quando descontrair. Sair à rua e ir ao teatro.

Este ano o festival termina em grande, com “A Verdadeira Treta”, porque o António Feio, que luta contra a doença, continua determinado em fazer rir, na conversa com o José Pedro Gomes. Gomes, esse volta a Seia, depois de ter cá estado com o “Coçar”, a falar sozinho para o público que na altura enchia o cineteatro.

Desta vez, aqui em Seia e no palco, os dois actores falarão desde o preço do petróleo, às operações plásticas, desde a paranóia com a segurança, até à educação, à saúde, passando pelo aumento dos juros. Tudo será esmiuçado pela óptica arrevesada e demente destes dois mamíferos da famosa espécie "Chico-Espertus Lusitanus".

Mas a festa da risada também se faz com o monólogo de Ana Brito e Cunha, que no dia 18 de Abril apresenta “Super-Mulher” na primeira parte de uma noite que promete ser em cheio e em grande. É que, depois de 50 minutos a rir das duras realidades do dia-a-dia de uma mulher igual a tantas outras com que nos cruzamos nos seus papéis de colegas, amigas, filhas, mães… enfim, de SUPER MULHER, e depois de um intervalo de quinze minutos, voltamos à sala para mais cinquenta minutos de espectáculo, desta vez com a actriz sérvia Natasha Marjanovic, que vem a Seia apresentar “Vento Leste”. Ali o público será convidado a viver, rir e chorar numa narrativa que, com muita garra e bom humor leva as pessoas de emoção em emoção, através de um vento que sopra de Leste.

Tirando isto, que já não é pouco, o tal pequeno festival ainda proporciona a vinte e dois de Abril, ao fim de um dia de trabalho, um workshop de riso e dia dezoito à tarde, música de rua com os Gaiteiros Orcellon da Galiza que vêm animar as ruas da cidade anunciando a abertura do festival.
E você, de que é que está à espera?
Venha ver Seia a Rir e ria também.