segunda-feira, 27 de abril de 2009
Maratona de BTT dos Voluntários de Seia
Todo-o-terreno dos Bombeiros de Seia
sábado, 25 de abril de 2009
Simplesmente Abril
Hoje ouvi discursos, ouvi poesia e muita música que me embalou para escrever também um pouco de prosa sobre estes assuntos demasiado grave e sérios.
Na sessão da Assembleia Municipal de Seia evocativa do Dia da Liberdade, ouvi poemas ditos por José Fanha, entremeados com discursos dos representantes dos partidos e confesso que poesia e discurso político estão cada vez mais parecidos, embora com estes últimos a descambar mais para o trágico.
É óbvio que não comento as intervenções, umas favoráveis às governações, outras pessimistas e desconcertantes, no entanto retenho essa magia das palavras que fazem eco na consciência de quem as ouve ao ponto de às vezes nos fazerem cócegas na imaginação.
Palavras, palavras,…
Mas fica sempre a pergunta mais forte a embalar a curiosidade - Será que estamos a cumprir Abril neste país descoroçoado?
Responda quem souber, que a mim já me perguntaram e não soube responder.
Há no entanto uma palavra a girar de boca em boca, pelo mundo fora e por dentro deste país que ousou erguer-se em Abril, e que vai minando as instituições e a confiança das pessoas e que ainda nenhum movimento de capitães ousou enfrentar.
E não vale a pena tornear a questão nem a palavra em concreto.
Qual crise? A crise criaram-na os corruptos…
Palavras.
sexta-feira, 24 de abril de 2009
Olá
sábado, 18 de abril de 2009
Rir a rodos em festival de Seia
quinta-feira, 16 de abril de 2009
Visões políticas da actualidade senense
Até meados de Maio aguarda-se com expectativa, reconhecendo-se no entanto a necessidade dos Vereadores do próximo executivo enveredarem mais por uma postura politica e menos técnica. Essa necessidade deve-se a novas circunstâncias politicas que decorrem do fim de um ciclo de um líder carismático e que impõe uma acção colectiva mais forte e determinante. Até porque vem aí problemas políticos fortes e eventuais problemas agudos que exigirão acção e determinação profundas.
Aceitam-se mensagens para a Assembleia Municipal
Por isso e como é habitual, coloco-me à disposição para ser porta-voz das questões que os leitores do blogue queiram apresentar e que tanto podem ser de pequena dimensão, como perspectivas de fundo sobre a governação concelhia. Perguntar não ofende e sugerir também não.
É óbvio que estamos em ano eleitoral, em que os ambientes podem aquecer, mas se houver respeito mútuo na prática politica, tudo se consegue. O debate e a pluralidade de ideias só beneficiam a democracia local. Além do mais estamos a poucos dias de mais uma comemoração do dia da liberdade, fazendo todo o sentido apelar à participação, até porque o 25 de Abril serve sempre para reflectirmos sobre o que temos feito e o que gostaríamos de ver fazer.
sábado, 11 de abril de 2009
Livro de Ferreira Matias conta a História dos 75 anos dos Bombeiros de Seia
Nesta tarde de Sábado de Páscoa decorreu a apresentação do livro de José Alberto Ferreira Matias sobre os 75 anos de vida da corporação. Na ocasião estiveram presentes várias individualidades, numa cerimónia simples que decorreu no Salão do quartel, onde se encontra patente uma exposição de fotografia retrospectiva dos 75 anos de vida da associação senense.
Na ocasião usaram da palavra, João Alves, Vice-Presidente da Mesa da Assembleia Geral; Carlos Filipe Camelo, Presidente da Direcção; Alcides Henriques, que fez o prefácio do livro, Ferreira Matias, autor do livro e o Presidente da Câmara de Seia, Eduardo Brito.
O livro conta a história dos Bombeiros de Seia, cuja Associação nasceu em Maio de 1934. Para tal o autor fez imensas pesquisas, sobretudo através dos jornais antigos de Seia "A Voz de Serra" de que seu pai era director e fundador; "Ceia Fraternal" e mais recentemente nos jornais "Seia Católica", "Porta da Estrela" e "Jornal de Santa Marinha".
Antes da cerimónia de lançamento do livro, foram apresentadas uma viatura de combate a fogos nova, outra usada e uma ambulância nova, que assim vêm melhorar a frota automóvel da corporação senense.
sexta-feira, 10 de abril de 2009
Lixo na serra

quarta-feira, 8 de abril de 2009
O mundo em bolandas
terça-feira, 7 de abril de 2009
As filosofias do futebol
São expressões como estas, ditadas pelos filósofos do futebol, estilo Freitas Lobo que tentam entusiasmar os adeptos, numa linguagem cada vez mais rebuscada e profunda. Profundas mas sem a piada das lendárias tiradas do Gabriel Alves, do género: - “Jean-Pierre Papin, um jogador extremamente rápido, veloz, lesto, nada lento, antes pelo contrário"a vantagem de ter duas pernas!" Ou então aquela: - " Repare-se na movimentação dos jogadores do Bayern, movimentam-se como figuras geométricas..... o futebol é uma arte plástica".
Enfim, é a força da técnica, mais do que a técnica da força no uso das palavras que gostamos de ouvir ou ler, mesmo quando o nosso clube não ganha ou não joga. Digo tudo isto, depois de ter visto, aos poucos e há poucos minutos atrás um bom jogo de futebol entre o Porto e o Manchester, onde se jogou a sério, com emoção do princípio ao fim. E sou benfiquista! Mas gostei de ver a bola!
Falta de debate em Seia
Seia não tem tido o debate que devia ter. Tem um grande orador, que onde chega faz um comício, salvo seja, e que é o Presidente da Câmara, fala, volta a falar, entusiasma, estimula, refresca, mas quanto ao resto, verifica-se pouca dialéctica proveitosa no espectro da comunidade senense. Os jornais da terra vão trazendo a terreiro um ou outro tema, cumprindo assim o seu papel, mais ou menos sem rasgo, que os tempos não estão para mais, mas faltam outros patamares de discussão. Faltam fóruns de intervenção das entidades cá da terra, dos interlocutores e agentes económicos, sociais e culturais. Falta promover conversa, porque da conversa também nasce luz. Falta confronto de ideias, sem ser a dar caneladas.
Faltam mecanismos que permitam às pessoas dizer o que pensam. Eu sei que nos dias de hoje, há pessoas que preferem estar caladas para evitar maus entendidos ou segundas interpretações. Eu sei que quem fala se expõe e expondo-se sujeita-se a ataques. Eu que o diga,... mas não abdico de falar, de escrever e de incentivar os outros a fazer o mesmo.
Falta espírito crítico na cidade e o pior que nos pode acontecer é ficarmos todos calados. O que se passou hoje na Câmara Municipal, por exemplo, foi um sinal perigoso daquilo que pode estar a acontecer em Seia, que é os políticos demitirem-se de intervir em momentos chave. E o que se passou foi que o PSD faltou à sessão de aprovação das contas de gerência, tendo o PS aprovado por unanimidade as ditas contas, sozinho, deitando os foguetes e apanhando as canas, frustrando-se assim as expectativas próprias do debate político, em que a oposição não cumpriu o papel que lhe cabe no exercício democrático.
Mau de mais, mas pronto. Pode ser que isto melhore. Vem aí um período eleitoral e estou convencido que pelo menos os partidos vão fazer algo para promover o debate sobre assuntos de interesse para as pessoas da terra.
Vamos ver.
Seia a Rir
Este ano o festival termina em grande, com “A Verdadeira Treta”, porque o António Feio, que luta contra a doença, continua determinado em fazer rir, na conversa com o José Pedro Gomes. Gomes, esse volta a Seia, depois de ter cá estado com o “Coçar”, a falar sozinho para o público que na altura enchia o cineteatro.
Desta vez, aqui em Seia e no palco, os dois actores falarão desde o preço do petróleo, às operações plásticas, desde a paranóia com a segurança, até à educação, à saúde, passando pelo aumento dos juros. Tudo será esmiuçado pela óptica arrevesada e demente destes dois mamíferos da famosa espécie "Chico-Espertus Lusitanus".
Mas a festa da risada também se faz com o monólogo de Ana Brito e Cunha, que no dia 18 de Abril apresenta “Super-Mulher” na primeira parte de uma noite que promete ser em cheio e em grande. É que, depois de 50 minutos a rir das duras realidades do dia-a-dia de uma mulher igual a tantas outras com que nos cruzamos nos seus papéis de colegas, amigas, filhas, mães… enfim, de SUPER MULHER, e depois de um intervalo de quinze minutos, voltamos à sala para mais cinquenta minutos de espectáculo, desta vez com a actriz sérvia Natasha Marjanovic, que vem a Seia apresentar “Vento Leste”. Ali o público será convidado a viver, rir e chorar numa narrativa que, com muita garra e bom humor leva as pessoas de emoção em emoção, através de um vento que sopra de Leste.
Tirando isto, que já não é pouco, o tal pequeno festival ainda proporciona a vinte e dois de Abril, ao fim de um dia de trabalho, um workshop de riso e dia dezoito à tarde, música de rua com os Gaiteiros Orcellon da Galiza que vêm animar as ruas da cidade anunciando a abertura do festival.
segunda-feira, 6 de abril de 2009
Imagens trabalhadas de Renato Paz
Aqui neste caso vemos a igreja de Seia numa perspectiva diferente da habitual.

Mas quem espreitar em http://www.artbreak.com/RenaPaz/works pode ver mais trabalhos, como este, do edifício dos Paços do Concelho.
Goste-se ou não do género artístico, são imagens trabalhadas a fazer sobressair cores e luzes no património que a cidade oferece, quando não são desenhos do autor a fazer brotar sentimentos que cada um pode descodificar.
quinta-feira, 2 de abril de 2009
Vem aí o encontro de autores e leitores de blogues
terça-feira, 31 de março de 2009
Paladares serranos nos EUA
domingo, 29 de março de 2009
Olha a SIC por cá
É para o programa “Nós por cá” da Conceição Lino, terça-feira, dia 31 de Março entre as 19 e as 20 horas. Perguntei porquê, disseram-se que gostariam de falar do apoio que se presta aos idosos no domicílio e de outros projectos e dificuldades da instituição. Ok, está bem, pode ser, aproveitamos a ocasião para divulgar o que de bom se faz e sobretudo para promover esta encosta que vive essencialmente do turismo.
Falemos então da Associação que de 30 de Maio a 7 de Junho organiza pelo terceiro ano consecutivo uma Mostra Gastronómica com 11 restaurantes da aldeia, onze, e que, apesar dos esforços nunca conseguiu convencer nenhum correspondente das Televisões da importância e alcance da iniciativa. Aproveitemos a oportunidade para dizer às pessoas do país que à quela hora não estão a ver o Fernando Mendes nem a fazer mais nada a não ser a ver o programa da SIC, para que marquem almoços e jantares de grupo, num dos 11 restaurantes do Sabugueiro, durante esta semana de Primavera ou em qualquer altura do ano.
Falemos então das debilidades do turismo, da estrada que agora se remodela, dos projectos culturais e sociais que se desenvolvem e que envolvem pessoas.
Falemos do lado positivo das coisas e do potencial a explorar para bem da economia e da nossa sobrevivência.
Falemos da serra vista do lado de Seia, qual Porta da Estrela escancarada diariamente para receber bem quem visita esta serra imensa vestida de mil cores e suficientemente atractiva para deslumbrar qualquer um.
Falemos do muito que se tem feito e do imenso que cada um pode fazer para dar a volta a isto!
Venha a SIC que nós estamos por cá!
Mais uma festa a comemorar os 75 anos dos Bombeiros de Seia
A noite foi de festa e de referências ao papel dos bombeiros na sociedade, numa altura em que tudo parece ter entrado em crise, a que o voluntariado muitas vezes não escapa. Seia, parece querer remar contra a crise e ainda bem, porque é nestas alturas que a união faz mais sentido e o dinamismo se justifica de forma redobrada.
Seia esteve em festa, nesta festa caseira, com as colectividades de mãos dadas evidenciando as suas potencialidades e a sua importância no quadro associativo do concelho.
Parabéns à Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Seia.
sexta-feira, 27 de março de 2009
Mensagem do Dia Mundial do Teatro 2009
«Todas as sociedades humanas são espetaculares no seu cotidiano, e produzem espetáculos em momentos especiais. São espetaculares como forma de organização social, e produzem espetáculos como este que vocês vieram ver.
Mesmo quando inconscientes, as relações humanas são estruturadas em forma teatral: o uso do espaço, a linguagem do corpo, a escolha das palavras e a modulação das vozes, o confronto de idéias e paixões, tudo que fazemos no palco fazemos sempre em nossas vidas: nós somos teatro!
Não só casamentos e funerais são espetáculos, mas também os rituais cotidianos que, por sua familiaridade, não nos chegam à consciência. Não só pompas, mas também o café da manhã e os bons-dias, tímidos namoros e grandes conflitos passionais, uma sessão do Senado ou uma reunião diplomática - tudo é teatro.
Uma das principais funções da nossa arte é tornar conscientes esses espetáculos da vida diária onde os atores são os próprios espectadores, o palco é a platéia e a platéia, palco. Somos todos artistas: fazendo teatro, aprendemos a ver aquilo que nos salta aos olhos, mas que somos incapazes de ver tão habituados estamos a olhar. O que nos é familiar torna-se invisível: fazer teatro, ao contrário, ilumina o palco da nossa vida cotidiana.
Em Setembro do ano passado fomos surpreendidos por uma revelação teatral: nós, que pensávamos viver em um mundo seguro apesar das guerras, genocídios, hecatombes e torturas que aconteciam, sim, mas longe de nós em países distantes e selvagens, nós vivíamos seguros com nosso dinheiro guardado em um banco respeitável ou nas mãos de um honesto corretor da Bolsa - nós fomos informados de que esse dinheiro não existia, era virtual, feia ficção de alguns economistas que não eram ficção, nem eram seguros, nem respeitáveis. Tudo não passava de mau teatro com triste enredo, onde poucos ganhavam muito e muitos perdiam tudo. Políticos dos países ricos fecharam-se em reuniões secretas e de lá saíram com soluções mágicas. Nós, vítimas de suas decisões, continuamos espectadores sentados na última fila das galerias.Vinte anos atrás, eu dirigi Fedra de Racine, no Rio de Janeiro. O cenário era pobre; no chão, peles de vaca; em volta, bambus. Antes de começar o espetáculo, eu dizia aos meus atores: - "Agora acabou a ficção que fazemos no dia-a-dia. Quando cruzarem esses bambus, lá no palco, nenhum de vocês tem o direito de mentir. Teatro é a Verdade Escondida".
Vendo o mundo além das aparências, vemos opressores e oprimidos em todas as sociedades, etnias, gêneros, classes e castas, vemos o mundo injusto e cruel. Temos a obrigação de inventar outro mundo porque sabemos que outro mundo é possível. Mas cabe a nós construí-lo com nossas mãos entrando em cena, no palco e na vida.
Assistam ao espetáculo que vai começar; depois, em suas casas com seus amigos, façam suas peças vocês mesmos e vejam o que jamais puderam ver: aquilo que salta aos olhos. Teatro não pode ser apenas um evento - é forma de vida!
Atores somos todos nós, e cidadão não é aquele que vive em sociedade: é aquele que a transforma!»
Nota1: Augusto Boal é director de teatro, dramaturgo e ensaísta brasileiro, uma das grandes figuras do teatro contemporâneo internacional.
quarta-feira, 25 de março de 2009
"Não Lápide", de Alberto Cruz em Lisboa
O texto que acompanha a exposição “Não Lápide” é o seguinte:
Não sabemos o dia em que foi plantada…
Não sabemos o dia em que foi abatida…
Não sabemos a sua espécie…
Julgo dizer que é um presente obscuro:
- da nossa capacidade de monopolizar a natureza;
- que permanece dia após dia na nossa vida citadina
Multiplicámo-nos,
Ocupamos a “mãe” natureza a nosso belo prazer, e construímos uma natureza de betão, asfalto e calçada.
Aqui e acolá damos-lhe um espaço quadrado ou circular, para que uma simples árvore possa existir.
Cresce, depois é simples
- afinal as árvores morrem de pé.
E resta simplesmente o tronco, os troncos quase todos da mesma altura.
E há sempre aquele que resiste ao percurso de ser apenas um ponto negro que se desfaz ano após ano, e mostra essa arte tão bela que é a Primavera.
segunda-feira, 23 de março de 2009
Abertas inscrições para Workshop do Riso

A iniciativa decorrerá no dia 22 de Abril, das 18 às 20 horas na Casa Municipal da Cultura e está aberto a todas as pessoas interessadas, que ao fim de um dia de trabalho podem relaxar.
As sessões de yoga do riso são constituídas por exercícios lúdicos. Ninguém resiste a dar uma gargalhada, relaxar, ver a realidade de outra cor e sentir-se re-conectado aos outros. O desafio é aprender a relaxar para melhorar as relações humanas no trabalho e em casa, ter autoconfiança, aceder à criatividade original e eliminar o stress. E rir, rir muito.
domingo, 22 de março de 2009
Prémio de Empreendedorismo Dr. José Nunes Pereira
Com o objectivo de fomentar e apoiar projectos empreendedores a concretizar no concelho de Seia, a CCAM da Serra da Estrela em conjunto com a A.A.A. do Colégio Dr. Simões Pereira, o Município de Seia e a Fundação E.D.P., organizam o "Prémio de Empreendedorismo Dr. José Nunes Pereira"."Se és jovem e Empreendedor inspira-te no notável percurso da Personalidade Senense que queremos homenagear. Transporta-o para o futuro e começa a dar futuro à tua ideia. Prepara o teu Projecto e entrega-nos a tua candidatura até ao próximo dia 31 de Julho.
Crítica à descontração
Sem mais nada a diser, despeço-me com os melhores cumprimentos.
Daniele Oliveira"
sábado, 21 de março de 2009
Percursos na Mata do Desterro
Para além do percurso pedestre, de grau fácil, a iniciativa incluiu plantação de árvores, numa jornada descontraída e louvável, mobilizando crianças, adultos e idosos.
Estes percursos do “Desterro”estão agora disponíveis a todos os interessados, bastando seguir a sinalética.
A Mata do desterro é uma área florestal situada na margem direita do Rio Alva, na Senhora do Desterro, freguesia de São Romão.
Com uma superfície de 136 hectares, a Mata é propriedade da EDP mas foi “concessionada” à Câmara de Seia que assim começa a desenvolver um projecto de uso múltiplo da floresta, com vista à conservação da natureza e educação ambiental, como complemento à actividade do CISE.
"Amigo" - de Alexandre O'Neill no dia Mundial da Poesia
Amigo
Mal nos conhecemos
Inaugurámos a palavra «amigo».
«Amigo» é um sorriso
De boca em boca,
Um olhar bem limpo,
Uma casa, mesmo modesta, que se oferece,
Um coração pronto a pulsar
Na nossa mão!
«Amigo» (recordam-se, vocês aí,
Escrupulosos detritos?)
«Amigo» é o contrário de inimigo!
«Amigo» é o erro corrigido,
Não o erro perseguido, explorado,
É a verdade partilhada, praticada.
«Amigo» é a solidão derrotada!
«Amigo» é uma grande tarefa,
Um trabalho sem fim,
Um espaço útil, um tempo fértil,
«Amigo» vai ser, é já uma grande festa!
Alexandre O’Neill, in No Reino da Dinamarca
sexta-feira, 20 de março de 2009
Paulo Campos vai fazendo estradas em Seia
Na cerimónia de boas vindas, nada foi deixado ao acaso, com direito a painéis, aparelhagens, vídeos e um staff com mais de uma dúzia de pessoas vindas de Lisboa!
Na mesma cerimónia o governante garantiu a inauguração desta primeira fase da variante a 3 de Julho, que é o Feriado Municipal.
Por sua vez Eduardo Brito agradeceu ao Secretário de Estado a colaboração prestada nesta obra e na requalificação da EN 339, conhecida por Estrada da Serra, cujas obras já estão a arrancar. Pediu também celeridade no anúncio dos traçados dos Itinerários Complementares que servirão Seia e a região.
Como se sabe está previsto um nó de ligação em Torroselo, mas a decisão definitiva ainda não está tomada, podendo ser motivo ainda este ano para mais uma deslocação a Seia por parte do Secretário de Estado, do Ministro Mário Lino ou até do Primeiro Ministro. Mas nós não nos importaremos com isso e até lá iremos acenar bandeirinhas se for preciso, porque esta é a obra mais importante de que precisamos para o concelho continuar na senda do progresso.
quinta-feira, 19 de março de 2009
Quem disse que a serra não é bela?
Também para quê dizer ou escrever se não se adianta nada. Não se muda o mundo.
Quando é meio Inverno - meio Primavera, nem é quente nem é frio, ou é as duas coisas, o que apetece é ver paisagem, encher os pulmões de ar, fotografar, contemplar, escrever poesia ou falar aos passarinhos. Ou contar histórias, - Era uma vez uma pardalita, e por aí fora toda catita, tudo a terminar em ita, ou coisa parecida até ter sentido.
Ultimamente não tenho escrito, tenho estado de férias no blogue e o tempo e o entusiasmo é que são os culpados. Não dá para mais, que se há-de fazer!
O tempo corre, o trabalho evolui, o sol aquece os corpos e as mentes e pronto, faz-se escrita ao correr do teclado, a contemplar a paisagem, que é o que a serra tem de melhor.
Montanha, neve, sol, água, vento, brisa, servum, rocha, cascalho, riacho, lagoas, rios, ribeiros, zimbreiros, urgueiras, giestas, narcisos, e tudo o mais a passar à frente da vista, sem mais para dizer, a não ser ver e ver passar nas sombras que a Primavera projecta à espera de melhores dias.
A serra está linda e quem não desfrutar vai ter de tomar muito xanax ou então não é deste mundo.
segunda-feira, 16 de março de 2009
Bombeiros de Seia organizam 3ª Maratona BTT Serra da Estrela
sexta-feira, 13 de março de 2009
Qualquer coisinha da minha vida
O fenómeno da programação cultural de Seia deve-se ao trabalho que tem vindo a ser desenvolvido ao longo dos últimos anos, criando hábitos culturais e novos públicos, através de uma programação regular, permanente e diversificada.
No meu caso particular, o que posso dizer é que fui durante vários anos adjunto do Presidente da Câmara e a dada altura pedi transferência desse cargo para dar vida à Casa Municipal da Cultura de Seia, uma vez que até aí, final de 2001, aquele edifício comportava o cinema e acolhia outras acções esporádicas. Ou seja, a partir de Fevereiro de 2002 assumi o papel de programador da Casa Municipal da Cultura, juntando aí todo um leque de eventos distribuídos ao longo do ano e atravessando várias áreas artísticas.
Em termos de gestão, pode-se dizer que a tarefa foi facilitada com a criação da Empresa Municipal, que em articulação com a Divisão de Cultura do Município desenvolve um trabalho consistente e planeado.
2- Quais são os três principais atributos necessários para formar um bom programador cultural?
Um dos propósitos essenciais, em minha opinião é proporcionar condições para a qualidade do produto cultural se manter a um certo nível elevado, evitando elitismos ou populismos, equilibrando a oferta para os diversos públicos do concelho.
As programações culturais, além de assentarem em contratos tipo “chave na mão”, como acontece também em Seia, devem incluir manifestações das colectividades, na perspectiva de promoção de oportunidades dos agentes locais, não descurando nunca a ideia de que programar significa – “Promover encontros felizes entre um produto cultural e o público”.
A comunidade Educativa deve também ser privilegiada no acesso às iniciativas, fortalecendo-se para tanto os laços com as escolas, numa lógica de acção pedagógica junto das camadas jovens, através de programas educativos diversificados.
3- Programar com qualidade é uma questão de ter dinheiro ou imaginação? E entre o arrojo e coragem ou uma boa agenda de contactos, qual é o mais importante?
Julgo que é importante ter alguma disponibilidade financeira, mas também espírito de iniciativa, criatividade e afectividade.
No caso de Seia, tem de dizer-se que em primeiro lugar houve uma aposta prioritária neste sector por parte do Presidente da Câmara. Essa é a condição principal e decisiva. A partir daí, cabe-nos a nós, agentes de desenvolvimento, fazer corresponder as iniciativas à decisão política. Foi o que fizemos. No meu caso, tenho aproveitado a “experiência do terreno” para ajudar a implementar uma rede de programação consistente no concelho de Seia. Nalguns casos, convidámos personalidades para a direcção técnica de alguns festivais, como é o caso do Cinema e do Jazz e Blues.
4- Artes plásticas, jazz, cinema, publicidade, stand up comedy… De que forma convivem as modernas formas de arte com a cultura tradicional? A vanguarda é compatível com a tradição? E qual delas recebe a preferência do público de Seia?
Em Seia tem havido uma preocupação de equilíbrio na oferta cultural de modo a satisfazer os vários públicos.
Por um lado, desafiamos os criadores locais e proporcionamos condições para revelarem o seu trabalho, como acontece na área da pintura e da fotografia, assim como da música e do teatro. Chegamos a ter cerca de meia centena de artistas locais na ARTIS. Temos um grupo de teatro amador residente na Casa da Cultura que tem apresentado trabalhos excelentes. Todos os anos promovemos um curso de iniciação teatral, que de ano para ano tem vindo em crescendo, em termos de inscrições. Este ano, a adesão foi tanta que tivemos de criar duas turmas. Tenho para mim que um programador não deve limitar-se a acolher e a agendar eventos, mas deve ser também parceiro do desenvolvimento artístico. Deve ser cúmplice dos criadores e envolver-se no processo criativo.
Por outro lado, seguimos uma orientação multicultural, pondo em confronto visões do mundo antagónicas em diversos registos. Daí o confronto e tensão saudável de culturas, de géneros e estilos, mas também a satisfação de oferta diversificada. Em suma, o município cumpre o seu papel de agente que cria condições de oferta de vários “bem culturais”, deixando às pessoas a liberdade suficiente de usufruto. E este é também o grande desafio do programador – despertar o interesse e levá-lo à salas e outros espaços de fruição.
5- Artis, Seia Jazz & Blues, CineEco, Stand Up Comedy, Festival de Publicidade… Há algum filho dilecto entre os certames que ajudou a erguer?
Uma cidade deve ter eventos fortes que proporcionem momentos felizes aos públicos, mas que ao mesmo tempo sejam factores de afirmação desse território. No caso de Seia isso tem acontecido com os vários certames, embora nuns casos com mais peso do que noutros. O Cine’Eco vai fazer agora quinze anos, está a atingir uma dimensão internacional respeitável e é um caso de estudo. Está a deixar marcas profundas no que se refere à área do cinema e sobretudo na educação ambiental. Foi a partir deste festival que se construiu o CISE, que é o Centro de Interpretação da Serra da Estrela, uma estrutura de excelência que Seia dispõe.
6- As pessoas frequentam a cultura por interesse genuíno e curiosidade ou porque é moda e fica bem aparecer. A definição está correcta? Qual a que melhor se aplica ao público da região?
Eu penso que a adesão tem sido espontânea, o que é gratificante. No entanto isso faz com que um determinado evento desperte muito interesse e grandes adesões, mas também o contrário. E programar é isso mesmo, é sentir a “angustia do guarda-redes antes do penaltie”, correndo o risco de ver muita gente a acorrer ao espectáculo ou ter muito pouca gente, sem ter a tentação de programar apenas para as multidões.,
7- Na caminhada pelo roteiro da inovação cultural qual é o próximo passo a ser dado?
Eu penso que os concelhos devem apostar cada vez mais neste sector, aliado aquilo a que hoje está muito na moda e que são as indústrias criativas.
Com a crise que se tem instalado nos vários sectores económicos da sociedade, este é um caminho que pode ser seguido, com os pés bem assentes na terra, mas de forma decisiva.
A criação de residências artísticas pode ser uma aposta decisiva, atraindo criadores e dinamizando o território do ponto de vista criativo, envolvendo as comunidades nesse processo, mas ao mesmo tempo projectando os concelhos no contexto nacional e internacional.
O ensino artístico e a “educação criativa” são também factores decisivos no processo de desenvolvimento cultural e social das cidades de pequena dimensão.
segunda-feira, 9 de março de 2009
O candidato do PS é Carlos Camelo e o candidato do PSD é Luis Caetano
Tanto Carlos Camelo como Luís Caetano são professores na Escola Secundária de Seia e tanto um como outro são Vereadores no executivo Municipal, embora Camelo seja vice-presidente e Caetano vereador da oposição, participando apenas nas sessões de Câmara que se realizam quinzenalmente.
Luis Caetano surge depois de vários nomes terem vindo a lume, no entanto isso em nada deve diminuir a sua candidatura, devendo isso sim, valorizar-se o debate e contribuir para o enriquecimento de ideias e reflexões para depois (continuar) a haver acção prática para o desenvolvimento do concelho.
domingo, 8 de março de 2009
André Figueiredo, de Seia no Secretariado Nacional do PS
quinta-feira, 5 de março de 2009
Prossegue o Seia Jazz & Blues
Quem canta no coro das igrejas, por exemplo, bem podem aproveitar.
No Sábado, o festival fecha com chave de ouro – o saxofonista americano a residir em Madrid, Bob Sands, traz uma big band espanhola, e promete ser memorável.
A não perder.
Depois falamos.

