quarta-feira, 4 de março de 2009
Ministro Vieira da Silva em Seia
sábado, 28 de fevereiro de 2009
Já começou o Seia Jazz & Blues
www.seiajazzeblues.blogspot.com
Budda Power Trio, os blues no seu melhor, pela banda que veio de Braga.
Fotos: João Carlos Botelho (Visor)
www.seiajazzeblues.blogspot.com
Hoje à noite sobe ao palco do Cineteatro da Casa Municipal da Cultura, Sherman Robertson, que vem de Inglaterra a Portugal para um concerto único em Seia.
quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009
Discurso na Assembleia Municipal de Seia em 26 de Fevereiro de 2009
É certo que vêm aí eleições no final do ano. Um mandato estará a terminar, mas os membros da Assembleia Municipal de Seia devem exercer o seu papel até ao último dia como se fosse o 1º dia.
Exigência e rigor é o que se pede hoje e cada vez mais no exercício da actividade autárquica.
Exigência para novos investimentos, mas exigência também na administração. Na forma de lidar com a burocracia, facilitando o acesso dos cidadãos aos serviços de modo a resolver melhor os seus problemas.
A par da exigência e do rigor, surge também a criatividade e a inovação, - daí a urgência de se procurarem novas soluções a cada dia que passa.
Daí a necessidade da criação de novas oportunidades efectivas, geradoras de riqueza, capazes de proporcionar emprego aos cidadãos.
O mundo está cada vez mais desigual e em Seia não fugimos à regra. Nunca como agora foi tão urgente pensar novas formas de ocupar as pessoas e terem os seus rendimentos.
Porque fecham todos os dias fábricas por todo o lado, assustamo-nos e procuramos reagir, sem esmorecer. E se o trabalho tradicional de laboração de fábricas está em crise, então pensemos em novas formas de trabalho. Em ideias que vão de encontro a novas necessidades, sem deixar de ter os pés bem assentes na terra.
É preciso olhar cada vez mais para as novas Tecnologias e para o empreendedorismo efectivo, como a Câmara está a fazer e que importa ancorar.
É preciso olhar para o ensino e ver de que forma se pode criar mais riqueza para a comunidade local, - lançando por exemplo novos projectos de ensino artístico como tem feito o conservatório de música.
Nas escolas, os professores poderão dedicar-se cada vez mais à “educação criativa”, já que vamos ter modernos Centros Escolares onde os alunos podem dispor de recursos tecnológicos e desenvolver ideias e talentos fora do programa curricular.
As “indústrias criativas” trazem mais conhecimento, mais emprego e mais riqueza como demonstram os resultados no Reino Unidos onde este sector já representa 8 por cento do Produto Interno Bruto.
As indústrias criativas estão na moda, mas há modas que bem exploradas, bem pensadas e bem implementadas dão resultado. Seia já tem hoje um conjunto de empresas dedicadas ao design criativo e à culturapode desenvolver novas frentes neste domínio.
Riscus
L design
Ideias soberbas
Imagem Multimédia
Hoc net – Alojamento e registo de domínios
Museu do Pão
Estúdios fotográficos,…
É preciso igualmente olhar para o terceiro sector, - que é o da área social e incrementar novos projectos para problemas sociais emergentes, dar emprego a recém licenciados, melhorando simultaneamente a vida das pessoas. E não podemos pensar apenas em Lar de idosos, no verdadeiro sentido do termo. Há muito mais caminho a desbravar. Há gente com muita dificuldade. Muita marginalidade e por isso, muito trabalho para fazer e o que falta não é só acção exclusiva do município. A iniciativa privada pode e deve intervir. Já há exemplos bem sucedidos.
O turismo também é outra área privilegiada como todos sabemos, e daquilo que tenho estado a dizer não é nada de novo, como não é surpresa dizer que o turismo é talvez a área mais promissora nesta região da serra da Estrela. É preciso estimular potenciais investidores para a construção de novas unidades hoteleiras. O investimento recentemente anunciado do empreendimento turístico “Estrela Golf Resort” deverá ser uma mola impulsionadora para novos projectos, juntando-se ao novo hotel da senhora do espinheiro e a outros projectos em marcha.
O Triangulo Paranhos – Seia – Sabugueiro - Torre e Alvoco – Loriga é inevitavelmente o eixo que terá de sustentar a nossa orientação estratégica em matéria de desenvolvimento turístico.
A aposta nos produtos gourmet tem de ser acentuada e valorizada – girando em torno do queijo da serra, requeijão, vinho, doces, ervas aromáticas, mel, enchidos, etc. assim como o nosso património histórico e arquitectónico, com enfoque no religioso deverá ser mais explorado e valorizado.
Há uma crise generalizada, mas continua a haver gente com muito dinheiro, que procura produtos e serviços de Excelência. É preciso procurar nichos de mercado em tempo de crise.
E não nos deverá chocar o sentido repetitivo das palavras e a insistência no discurso, porque é por aqui que temos de ir, lembrando a cada momento e insistindo a cada instante, estimulando-nos uns aos outros para acompanharmos os desafios que se nos colocam e termos sempre espírito de iniciativa, porque parar é morrer. Para ver se escapamos à onda que parece querer varrer-nos e que nos entra todos os dias pela televisão.
Não nos devemos importar com chuva de ideias, nem com o eventual ridículo de as expor, porque da discussão nasce a luz e o brainstorming sendo feito de forma saudável, não consta que alguma vez tenha feito mal a alguém.
Também não nos devemos deixar ir na ideia de que é a autarquia que tem de fazer tudo.
É certo que às Câmara se pede cada vez mais que ajudem a fazer, que abram portas, simplifiquem burocracias e agilizem processos. E não basta criar Gabinetes de Apoio ao Investimento. É preciso criar uma rede de agentes de desenvolvimento que vão ao terreno, junto de potenciais agentes empreendedores para estimular e junto dos centros de decisão para facilitar o acesso aos mais variados instrumentos financeiros que se colocam à disposição.
É preciso perder tempo com quem pode e deve investir.
Meus senhores e minhas senhoras
A pouco mais de meio ano de terminarmos a nosso mandato enquanto membros da Assembleia Municipal de Seia, devemos reflectir sobre tudo o que andámos a fazer ou não fizemos na nossa missão enquanto autarcas, e procurar fazer-fazer no tempo que ainda resta para sermos merecedores do voto dos eleitores que nos elegeram e em nós confiaram.
Porque, em meu entender a Câmara tem feito bem o seu papel, cabendo agora perguntar se a Assembleia também tem estado à altura da sua responsabilidade.
Mário Jorge Branquinho
quarta-feira, 25 de fevereiro de 2009
VIAGEM NAS OUTRAS TERRAS
Dedico este texto às povoações da encosta de lá da serra, entre Loriga, Alvoco, Vide e por aí fora, dentro do concelho de Seia.
São terras que têm muito para oferecer, através das paisagens de encanto e dos recantos na natureza.
Por exemplo, aos Domingos há passeios que podem fazer-se a partir de Seia, constituindo autênticas viagens a mundos fantásticos.
Sair de Seia, passar por São Romão,
Ponte Jugais (central Hidroeléctrica),
Lapa dos Dinheiros,
Valezim - Santuário da Senhora da Saúde,
Sazes da Beira, (Santuário da Santa Eufêmia)
Zona dos antigos viveiros de árvores, na Portela do Arão,
Centro da vila de Loriga, (Santuário da Senhora da Guia e Miradouro de Loriga),
Povoado de Alvoco da Serra, (Casa da Fonte, da Ribeira e Cabalhanas)
Vasco Esteves, Outeiro da Vinha, Aguincho,
Teixeira de Baixo (Viveiro de Trutas), Teixeira de Cima,
Vide e as suas 28 anexas, das quais se destacam:
Muro, Casal do Rei, Cide, Gondufo, Barriosa,
Balocas, Baloquinhas, Malhada Cide, Silvadal, Rodeado, entre outras.
A seguir a viagem pode levar-nos a Sandomil, via vale do Alva, onde se disfruta o ambiente saudável da praia fluvial, com a sua ponte romana, subindo depois pela estrada até Torroselo, (Monumento à Criança) chegando de novo á cidade via Santiago.
Uma volta alegre de Seia até Seia que merece ser dada, cumprindo o slogan de forma caseira do

Pelo caminho vê-se muita paisagem deslumbrante, pessoas simpáticas, cafés atractivos e pormenores de rara beleza. Ar puro, águas cristalinas e várias pontes a deixar passar para outros lados de aventura, encontrando-se alguns (poucos) sítios para almoçar. Restaurante Império em Loriga, “Abrigo da Montanha” no alto das Pedras Lavradas, Centro dos Amigos da Teixeira, restaurante antes de Vide, ou mais adiante no restaurante da ponte das 3 entradas, e restaurante Mir Alva em Torroselo.
Pelo caminho pode também provar-se a aguardente de medronhos, uma colher de mel, (já que abundam as colmeias nas encostas floridas, um queijinho de cabra ou outras delícias da serra. Os pic-nic’s também são recomendados!
Na Segunda viagem por estas terras pode fazer-se em sentido inverso e eventualmente penetrar-se no concelho de Oliveira do Hospital, subindo por Aldeia das Dez, Senhor das Almas, Culcurinho, Piodão, voltando á Vide e seguindo.
Vale a pena percorrer esta zona da serra, à descobertas da natureza.
Por mim e por agora, vou ali,... já venho!
segunda-feira, 23 de fevereiro de 2009
Tribunal leva recheio da Junta de Freguesia de Torroselo
Ao que se sabe e as televisões e a própria agência Lusa deram eco a este insólito “as dívidas à empresa que construiu a cobertura do Pavilhão (casa do povo) e que deu origem à decisão judicial de levar o mobiliário da autarquia, não constam do relatório e contas apresentados pela Junta de Freguesia e aprovados na Assembleia de Freguesia, apenas com o voto contra da CDU”.
Alexandre Cunha, eleito da CDU na Assembleia de Freguesia de Torroselo disse à Lusa que “as pessoas que assistiram a tudo contam que a única coisa que lá ficou foram uns papéis no chão”.
Ainda segundo a imprensa, Joaquim Pimentel estará para o Brasil aguardando-se por isso o seu regresso para eventuais esclarecimentos.
domingo, 22 de fevereiro de 2009
Cinema português na Casa da Cultura
Terça-feira, 24 de Fevereiro – “Entre os dedos” de Tiago Guedes e Frederico Serra, com Filipe Duarte, Luís Filipe Rocha, Gonçalo Waddington.
Mais informações em www.casadaculturadeseia.com
O Marnoto veio à serra
Correu bem a Feira e bem pode repetir-se pelo menos uma vez por mês. O largo da Câmara tem potencialidades que podem (e devem) ser aproveitadas.
Do Brasil à procura de parentes no concelho de Seia
Freguesia de Vide

O terreno é de grande fertilidade, embora agora já poucos cultivem. Abunda nesta região, disperso pelas encostas, o medronheiro, de que se extrai uma aguardente fina e muito apreciada.
Grande afronta para esta freguesia foram os focos de incêndio que assolaram as florestas que tão ricas em madeiras e resinas eram.
Historicamente, desta freguesia poder-se-á dizer que o povoamento não só é anterior ao séc. XII como mesmo pré-romano como o parecem confirmar os vestígios arqueológicos da região. A construção da Igreja Matriz, por exemplo, data do século XVI ou XVII e foi renovada no séc. XVIII.
Como é natural em terras de trabalho duro e de rendimentos financeiros difíceis, a população desta freguesia sogreu muito com a emigração e outros movimentos migratórios sobretudo para os grandes centros.
No campo social regista-se a actividade da Casa do Povo de Vide – Centro de Dia e da Associação D. Guiomar Almeida Santos – Lar de Idosos.
Local de visita obrigatória é o Restaurante Guarda Rios, na Barriosa.
Compõem a Freguesia cerca de 23 anexas:
Abitureira
Baiol
Balocas
Baloquinhas
Barriosa
Borracheiras
Carvalhinho
Casal do Rei
Casas Figueiras
Cide
Coucedeira
Frádigas
Gondufo
Levadas
Malhada
Monteiros
Muro
Obra
Quinta da Ribeira
Ribeira de Balocas
Rodeado
Silvadal
Vide
sábado, 21 de fevereiro de 2009
Limpa neve no centro de Seia

Milhares na serra e em Seia também
Que a Turistrela é um embuste que põe e dispõe, que isto e que aquilo, etc, etc. Que a serra é um gigante adormecido, que o sal faz mal à saúde e aos lençóis freáticos, que as pistas funcionam mal, que quando não há neve não se pode esquiar e quando cai um pouco fecham a estrada, que os Costa Pais são os donos da serra, que ganham rios de dinheiro com as rendas, blá, blá-blá, e por aí fora.
Muita coisa tem melhorado no turismo mas muito há a mudar. Muito equipamento qualificado tem sido construído. Ainda agora se anuncia um campo de golfe para Seia. Disto falarei um dia destes.
No entanto, nestas alturas há neve e sol, há feiras de queijo pelos concelhos da região, há carnaval, há dinheiro - apesar da crise – e tudo vai rolando, apesar de tudo.
Em Seia a Feira do queijo voltou a ser um sucesso com muitos visitantes, produtores satisfeitos com as vendas, os passeantes provaram e gostaram do queijo, do pão e do vinho, o tempo ajudou, com um sol radiante, as crianças saíram à rua mascaradas, a animação foi de arromba pelas ruas, com pipocas, farturas e tudo. Até o Largo da Câmara esteve bem animado, com um mercado da vila que se revelou um sucesso, pelo número de pessoas que aderiram e pelas vendas feitas – legumes, coelhos, galinhas, sal, frutos, flores e afins.
As bandas tocaram todas em conjunto o hino de Seia, sob a batuta do Maestro Simões, que da varanda do município orientou os cerca de 240 músicos do concelho.
Foi bonita a festa pá, nesta cidade, porta da estrela.
Nota:
A feira não suscita, por natureza, o interesse dos editores de informação das televisões. Este ano, bastou vir o Paulo Portas para termos por cá os 3 canais televisivos. Era vê-los a acotovelar-se para obterem declarações e imagens do “Paulinho das Feiras” a distribuir beijinhos e abraços.
Noutros anos, a forma de os chamar é trazer Ministros, por isso e à falta deles, serviu mesmo o homem do CDS para ajudar à promoção da terra e da festa.
Nota 2: Na pesquisa que efectuei há instantes já há noticias por todo o lado sobre o Paulo na Feira do queijo. Mais ou menos assim: -
Paulo Portas anunciou este sábado que vai pedir audiências aos responsáveis pelas forças de segurança. O líder do CDS-PP pretende que sejam tomadas medidas “dissuasoras da criminalidade”.
Portas falava em Seia, onde este sábado se deslocou para uma visita à feira do Queijo da Serra da Estrela, organizada pela autarquia local.
quinta-feira, 19 de fevereiro de 2009
especulações e deambulações políticas
Da minha parte, não meto a foice em ceara alheia e pronto não acrescento mais nada ao chorrilho de comentários e cenários.
Outro assunto da agenda política gira em torno do candidato do PS à Câmara e do inicio da sua pré-campanha, visitando instituições e procurando inteirar-se dos problemas. Aqui o que se especula são os nomes que poderão vir a fazer parte da equipa. Mas disso o tempo curto que aí vem dirá, desvendando mistérios.
Do PCP também ainda não há fumo branco e do CDS, idem, idem.
Por tudo isto e muito mais, o mês de Março promete ser agitado, com novidades de peso.
Enquanto isso, temos este Sábado a Feira do queijo que é sempre propícia a deambulações e movimentações políticas. Para ver quem fala com quem, e por aí fora a ver onde param as modas.
quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009
Em Março e Abril Música, teatro e cinema na Casa Municipal da Cultura
terça-feira, 17 de fevereiro de 2009
Pina Moura e Pina Prata, primos lá fora a fazer pela vida
Trata-se de Pina Moura e Pina Prata. O primeiro, que como se sabe foi Ministro das Finanças e da Economia no tempo de Guterres e é actualmente Presidente da Assembleia Municipal de Seia, anunciou a sua saída da administração da TVI, alegadamente para se dedicar mais à Iberdrola. Uma decisão que ocorre a poucas semanas da TVI abrir um canal de notícias no cabo.
Enfim, notícias de dois primos de Seia, que andam lá fora a fazer pela vida.
Nota: Pina Moura deverá estar em Seia, se não for antes, no dia 26 de Fevereiro para conduzir os trabalhos da Assembleia Municipal, que deverá decorrer durante a tarde.
segunda-feira, 16 de fevereiro de 2009
"As calcinhas amarelas", com Tozé Martinho
domingo, 15 de fevereiro de 2009
Como se a serra fosse poesia
Como se a serra fosse poesia, brilhava-lhe lá na lonjura, o grande significado dos múltiplos códigos em forma de paisagens abstractas. Ele era neve, ele eram raios de sol e tudo o mais que a terra deixava brotar e o olhar alcançar, sem perder de vista o caminho que levava ao cume. E foi por aí a cima, que uma brisa intempestiva levou, o murmurar das águas cristalinas, o silêncio das urzes e o aroma dos rastos de lebres fugidias. E verdes campos de servum a estender-se, como tapetes que flutuam, com narcisos a acenar e campânulas a abrir, sempre a sorrir na serra que se estende ao sol em lonjuras de branco.
Branca como só a neve sabe ser, lá no ponto mais alto, ao pé da morada dos deuses.
Crónica de Seia - Se e só se; obviamente evidente!
terça-feira, 10 de fevereiro de 2009
Sábado de Carnaval, festa do povo na Feira do Queijo
sábado, 7 de fevereiro de 2009
Vida difícil de pastor
António Simão, de 48 anos, e Maria Odete, de 45, proprietários de uma queijaria tradicional em São Romão, Seia, são dos poucos na região que acompanham todo o processo de produção de queijo – desde o pastoreio das 400 ovelhas bordaleiras até à venda no domicílio.
Levantam-se diariamente às 06h00 para fazer a primeira ordenha, "quer chova ou caia neve". Depois, enquanto António – auxiliado pelo Leão e a Farrusca (dois cães da Serra da Estrela) – guia e vigia o rebanho pelos pastos, Maria fica no rés-do-chão de casa a fazer queijo com o leite recolhido de madrugada. Quarenta litros dão para seis/sete queijos.
A meio da tarde, António regressa com o rebanho e, após um descanso de três horas, os animais são sujeitos à segunda ordenha do dia. A seguir ao jantar, Maria desce de novo à sala de produção e faz mais sete queijos. "Há quatro anos fazia 30 por dia, agora só faço metade", lamenta Maria Odete, também ela cansada de uma tarefa "saturante" que impede o casal de conhecer o "outro mundo" para lá das encostas da Serra da Estrela.
"Há 23 anos que não fazemos outra coisa. Não podemos sair daqui, nem para visitar a nossa filha em Lisboa. No mês passado, o meu marido esteve três dias internado no hospital e foi um cabo dos trabalhos", refere a queijeira, que entrou no sector depois da fábrica têxtil onde trabalhava ter falido.
Esta é a forma de vida das pessoas que conseguem manter viva uma tradição milenar, mas que tem o futuro comprometido, como explica António Simão. "Os custos de produção – ração, gasóleo, energia e impostos – são cada vez mais elevados e o preço do queijo, ao contrário, está a baixar. Hoje vendemos o quilo a 12,50 euros – há cinco anos era a 18 – por causa de alguns produtores que não conseguiam vender o queijo de menor qualidade. Nós, que produzimos queijo certificado, tivemos que acompanhar a descida", conclui António Simão.
sexta-feira, 6 de fevereiro de 2009
Exposição de José Santos no Museu Grão Vasco, em Viseu


As fotografias de José Santos, que me parece ser um excepcional representante da actual “light painting”, caracterizam-se pelo elevado nível de utilização da cor, muitas vezes apresentada como corpo dinâmico, sugerindo ritmos, movimento, realçando os valores da cor e a interacção entre cores em composições abstractas de grande dinamismo e equilíbrio cromático. “Abstractas” no sentido em que valem por si próprias ao dispensarem qualquer sentido ou carga narrativa, mas com o poder de inspirar emoções, invocar memórias, induzir viagens imaginárias, fomentar o sonho – provando uma vez mais que são inúmeras as possibilidades de apreensão e exploração estética do real.
http://www.artes-vivas.blogspot.com/
... Nem o tempo ajuda
Porque chove e anda tudo melancólico, porque neva e há muito frio e porque sim e assado e o tempo não ajuda nada, já não basta a crise, o desemprego e as taxas de juro e o raio que parta tudo, que parece que vai acabar o mundo. Mas não há-de se nada e se for que seja uma réstia de esperança como aquela que temos quando vamos jogar no jogo dos milhões.
Uma coisa que nos intriga a todos, são as más notícias que nos entram todos os dias em casa pela televisão que teimosamente permanece ligada, como fado indispensável e corriqueiro, sem termos meios ou vontade de nos desembaraçar de tamanha rotina. Sem grande força e vontade de nos livrarmos da má sina de viver num tempo que, se houver vida daqui por cem anos, os historiadores vão dar muito ênfase.
Já não basta as notícias de gente que a gente conhece, que teve uma dor forte, uma doença prolongada e por aí fora até à morte, vendo partir um, dois, três e tantos, e tão novos, sem que se ponha termo ao flagelo ou às coisas más que comemos, ou ao mal que fazemos ao ar que respiramos, à poluição que produzimos, enfim, tanta inquietação, tanta treta que temos a entulhar a consciência. Já nem na água que bebemos acreditamos, porque vem amarela e sabe não sei a quê!
Já é tempo do tempo melhorar e procurarmos refúgio no convívio que falta, nos afectos que escasseiam e na doce virtude de empreender novos rumos, para um mundo melhor, para uma vida mais feliz, porque o que se ouve é que as pessoas quanto mais têm, mais infelizes se tornam. Dantes, noutros tempos, até descalços andavam e andávamos, na alegria de viver, a correr para um lado qualquer, que se sabia melhor do que aquele de onde se partia.
Não sei se o tempo vai melhorar, se o mundo vai mudar e se a televisão passa a dar boas notícias, mas uma certeza me assola, - vamos ter de acordar da letargia de não querermos incomodar e sair, na compreensão dos dias e na ilusão dos factos até chegarmos a outro sítio qualquer. Já não há canalizador que valha ao sistema nervoso que só quer xanax e dormecuns, assim como não há pedreiro que levante a moral de quem não tem fibra de betão ou carpinteiro que faça a cruz que carregamos desde que o tempo teima em ser cinzento e deprimente. Realmente.
Em Seia, como noutro lado qualquer, do que precisamos é de cativar, de criar laços e desfazer nós que se sabe atados por coisa nenhuma, a ver se nos entendemos e saímos a apanhar ar, mesmo que o tempo não melhore assim tão depressa.
quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009
Construção do quartel dos bombeiros de Loriga está suspensa
Segundo o dirigente António Conde, «na base da suspensão das obras está o enorme aumento dos custos da empreitada, resultantes da nova estrutura que foi necessário implementar por causa da geologia do terreno e de outros erros e omissões do projecto».
Adiantou que o projecto inicial estava orçado em 735 mil euros, mas o valor aumentou «para cerca de um milhão» e a associação necessita «de cerca de 400 mil euros» para concluir a obra.
António Conde referiu que a direcção está a dever cerca de 250 mil euros à empresa construtora, com quem acordou a suspensão dos trabalhos até que estejam reunidas verbas que permitam concluir a obra.
«O edifício encontra-se já numa fase muito adiantada de acabamentos, faltando no interior sobretudo a parte eléctrica, o aquecimento e a segunda camada de pinturas», contou.
«Estão também por realizar todos os arranjos exteriores, que incluem principalmente a construção da parada e os acessos às garagens», salientou o mesmo dirigente.
http://diariodigital.sapo.pt/news.asp?section_id=13&id_news=371541
terça-feira, 3 de fevereiro de 2009
Museu Etnográfico de Seia - Rancho Folclórico de Seia
Ali podem ser apreciadas não apenas as danças e cantares, mas também e sobretudo muitos objectos que o Rancho tem procurado preservar. A recolha feita ao longo dos anos, juntamente com as doações de particulares, parece ter aflorado num riquíssimo espólio digno de ser visto.
Como os objectos devem ser vistos e entendidos num determinado contexto, é neste Museu o local privilegiado para viajar no tempo, entrando na cultura material de um povo que assim perpétua a sua identidade.

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2009
Casa do Fundo adere ao Twitter
A Casa do Fundo-T.E.R. com a identidade @casadofundo no Twitter, adere oficialmente à primeira rede social. Esta iniciativa tem como objectivo principal estar mais perto dos clientes apaixonados pelo Turismo Rural bem como tudo aquilo que de bom está associado Tradições, Saberes e Sabores da região onde se encontra. Com uma localização primordial, Seia_Serra da Estrela, a Casa do Fundo procura estar mais perto das pessoas, para isso levará diáriamente informações de interesse turístico sobre a Serra da Estrela bem como as actividades e promoções da Casa do Fundo. quarta-feira, 28 de janeiro de 2009
Ténis de Mesa e folclore, no Sábado em Seia
Sábado 31 de Janeiro de 2009, pelas 10h no Pavilhão Municipal Padre Martinho em S.Romão - Seia, realizar-se-á o XXI Torneio de Ténis de Mesa da Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Seia, a contar para o Ranking List Nacional.
A organização convida todos os interessados a comparticipar e ,… a levar amigos.
Nesse dia à noite, no cineteatro da Casa Municipal da Cultura, haverá um Encontro de Folclore que conta com a presença dos Ranchos Folclóricos de Seia e São Romão e mais três ranchos de vários locais do país. O certame pretende proporcionar ao público folclore no Inverno, contrariando a tendência de que só no Verão há festas e festivais desta natureza.
A entrada é livre.
Alberto Manuel Casal Toscano Pessoa
Alberto Manuel Casal Toscano Pessoa
Entretanto foi para a tropa como alferes miliciano, esteve na Guiné na fronteira com o Senegal, tendo acabado no PFA – Programa das Forças Armadas, substituindo Arlindo Carvalho.
Começou a trabalhar numa empresa portuguesa de construção, na qual esteve 2 anos, entrando de seguida para uma petroquímica italiana, onde fez praticamente o resto da sua vida profissional. Daí para cá, profissionalmente “esteve sempre ligado aos produtos químicos”.
Filho do antigo comandante dos Bombeiros de Seia, tem-se dedicado há muitos anos ao associativismo, colaborando e impulsionando várias colectividades.
Ao fim destes anos todos e devido a uma lesão nos olhos, teve de retirar-se, dedicando-se ainda mais ás colectividades, discretamente mas de forma empenhada.
Adora Seia, uma cidade em plena serra da Estrela, onde passa muitos dias do ano na sua “Casa do Castelo”. Ali reúne pessoas amigas em convívios e tertúlias animadas e ricas em pretextos culturais.
Quando fez 50 anos, juntou ali mais de 300 pessoas!
terça-feira, 27 de janeiro de 2009
Entrevistas de vazios do Presidente do PSD de Seia
Esperava-se que a dar uma entrevista ou "entre vistas" nesta altura, fosse para dar novidades, para anunciar por exemplo o candidato do seu partido e a estratégia a seguir no tempo que aí está a chegar. Poderá dizer, como disse, que o partido está a cumprir o que estipulou e dentro de pouco tempo anunciará o candidato, mas mesmo assim, e se falta mesmo pouco tempo o melhor era esperar. Assim, das duas uma, ou vem mesmo Pina Prata de Coimbra para salvar um pouco a face do PSD de Seia e pelo menos obrigar o PS a “pôr-se fino” ou então, e não quero crer, tudo isto servirá apenas para que Andrade chega ao final de tudo isto, não tenha ninguém interessado face ao estado da máquina e, olhando para o lado, avance ele mesmo para poder vir a ser Vereador, nem que seja um entre mais seis. Mas repito, não quero crer.
Sendo eu de outro partido, pode parecer que me estou a meter onde não sou chamado, mas não. Este é o assunto do momento em Seia. O PS já disse quem será o seu candidato, o PSD não ata nem desata e a democracia só funciona com partidos fortes e debate aceso e profícuo. Com rasgo! Mas pronto, as pessoas vão aguardar no silêncio do PSD ou nas entrevistas vazias à espera de um D. Sebastião ou de coisa pouca, para ver se afinal há fumo ou fogo.
Porta da Estrela sem Director
Histórias da rádio em Seia que não têm nada a ver com curral de Moinas
Já vi muita gente a dizer bem do dito programa e alguns a dizer mal. A mim, que tanto me faz como fez e só vejo o que quero, faz-me lembrar histórias da rádio do tempo da pirataria em Seia e na região, para não falar de algumas que ainda hoje oiço nas redondezas, passadas duas décadas. Na altura ficou célebre a história do relatador de um jogo de futebol – é golo do Seia, golo do gajo que trabalha no Bingo. Histórias enternecedoras, como aquela do indivíduo que fechava a rádio à meia-noite, desligava o emissor e depois passados cinco minutos, porque resolveu continuar, reaparece no éter dizendo - caro ouvinte, se já desligou o seu rádio volte a ligá-lo, porque hoje, excepcionalmente vamos ficar até à uma ou duas da manhã. Você merece!
Ou aquela que se contava da Rádio Altitude da Guarda, carinhosamente chamada “Rádio Mocas” porque lá as horas eram dadas abrindo-se o microfone e dando com uma moca num gongo, - toing, toing, boa tarde, são duas horas; até que um dia o locutor abre o microfone e ouve-se dizer, então a moca, onde está a moca?
Grandes mocas, grandes momentos, deliciosas tiradas que se faziam e eu também fiz, nesses tempos de rádio pirata, mas que não tinham nada a ver com esta coisa de Curral de Moinas. Foi há vinte anos atrás. Em 1989, era eu sócio do Rádio Clube Serra da Estrela e funcionário a tempo inteiro, a comandar uma equipa de perto de quarenta colaboradores voluntários e num Domingo de Páscoa coube-me assegurar a emissão todo o dia, de manhã à noite. A dada altura, tipo seis da tarde, entra uma senhora pelo estúdio adentro, com uns bolinhos e um Porto a dizer, - tome lá, que eu tenho estado a ouvi-lo desde as oito e deve estar a precisar.
Enfim histórias das muitas que se podem contar à medida que vão lembrando,…
Quatro detidos por furto de motos em Tourais
segunda-feira, 26 de janeiro de 2009
José João Rodrigues aposta em produtos de agricultura familiar
Segundo José João Rodrigues impulsionador deste projecto, e que tem deixado marcas de desenvolvimento em Seia e concelhos vizinhos, a ideia é vender às pessoas produtos de qualidade que facilitem a elaboração de refeições saudáveis, assim como contribuir para o escoamento das pequenas produções de qualidade promovendo as economias locais e ainda participar no movimento da economia solidária reforçando os compromissos com o social, o ambiente, a cultura e a justiça.
Para os próximos dias, entre outros, estão disponíveis os seguintes produtos:
TOTAL: 16,20 € aprox(Iva incluído)
Outros legumes e frutas que também pode pedir com o AgriCabaz: http://agricabaz.blogspot.com/
Hospital Veterinário para a região centro vai abrir em Viseu
"Dr. Mário Jorge Branquinho
Como leitora assídua do seu blogue, achei relevante poder noticiar a abertura de um grande hospital veterinário na região cento, mais concretamente em Viseu mas que será concerteza uma mais valia também para o Concelho de Seia
Trata-se de um investimento em cerca de 0,5 milhões de euros.
O edifício existe e está a ser adaptado com todos os serviços hospitalares, numa área que ocupará no seu total, cerca de 800,00m2.
Cumprimentos
Joseana Cunhal Dra."
domingo, 25 de janeiro de 2009
autocarros e veículos retidos em Aldeia da Serra
sábado, 24 de janeiro de 2009
Polis (cidade) será o tema da ARTIS deste ano
A ARTIS 2009 – Festa das Artes e Ideias de Seia vai decorrer de 9 de Maio a 7 de Junho, coincidindo a última semana com a realização conjunta da Feira do Livro e do Brinquedo no Largo da Câmara Municipal, estando por isso já a decorrer as inscrições para todos os interessados. Dado que ainda não estão concluídas as obras da Casa Municipal da Cultura, a ARTIS deste ano terá ainda um cariz idêntico ao de anos anteriores, adiando-se para 2010 a possibilidade de se organizar um evento de maior dimensão. Tendo em vista introduzir melhorias na exposição e contribuir para uma coerência expositiva, os artistas da Associação de Arte e Imagem de Seia reunidos recentemente decidiram definir um tema comum, para as áreas de pintura e fotografia, e que é: - POLIS, ou seja a cidade no sentido amplo. Optou-se por este tema, porque se entendeu que a cidade oferece uma vasta área de exploração, tanto na vertente humana como de património. Os artistas poderão enviar dois trabalhos, sendo que um deles terá que ser obrigatoriamente sobre o tema escolhido – POLIS; o outro pode ser tema livre. A ARTIS terá como habitualmente um programa de animação que está a ser elaborado no âmbito da Casa Municipal da Cultura e que será revelado brevemente.Esta “Festa das Artes”, que se realiza há cerca de 10 anos, mobilizando anualmente mais de meia centena de artistas, é uma organização da Associação de Arte e Imagem de Seia e do Município através da Empresa Municipal de Cultura e Recreio, no seio da programação da Casa da Cultura.
Para ler fotos antigas
Do leitor do blogue C.T. recebi o poema e as imagens que se publicam, no respeito pelo sentimento de saudade familiar e desejo de partilha de imagens e palavras feitas poesia:

A alma dos fotografados
É próprio de Deus , seus devotos
Ou,
Dos que Nele não acreditam, ´
Mas,
Pelo menos meditam
No significante e seus significados
É refazer o tempo, e regressar
Ás circunstâncias, ou lugares
Conhecidos ou não
Interpretando rostos, olhares
Posturas, sorrisos, esgares,
Formas de vestir e trajar,
O imperceptível gesto
E tudo o resto
Que às vezes nos faz ouvir
Os sons que o silêncio da foto
Não deixa de revelar.
Outras vezes até parece
Que a foto que foi tirada
Não é só p'ra quem se conhece
Mas sim p'ra ficar gravada
A tal postura e expressão
Que um dia há-de ser vista
Por quem não se conhecia… então.
E que nessa foto descobre
Por encanto e por magia
O que há de mais puro e nobre
Na alma da fotografia
CT
