sexta-feira, 9 de janeiro de 2009

Soneto Erótico-marítimo

Blogue dos leitores

Aqui se publica este soneto erótico-marítimo enviado por F.O., para partilhar com os leitores do blogue. Dado que de poetas todos temos um pouco, como de loucos, fica o desafio a todos os que quiserem enviar.


Quero, Amor, Meu leme em tuas águas
Navegar Teu corpo, á vela nos Teus Beijos
Quero afogar Tuas e minhas mágoas
Beber o mar em tua boca, saciar nossos desejos


Quero-te, como a ninguém, quero-te tanto
Ser Teu bote, Tua nau, a Caravela
A que cruza este mar, o meu encanto,
Te erguendo em meu mastro, Sereia bela


Quero amar-te assim também em Terra

Firme, sob o manto do Firmamento
Dentro de Ti, minha âncora, bem no fundo,


Quero todo Sal que o mar encerra
As ondas do Teu corpo e aquele momento,
Em que nosso êxtase é maior do qu'este Mundo


F.O.

quarta-feira, 7 de janeiro de 2009

Serra da Estrela nas "Imagens de marca"

O programa “Imagens de Marca” da SIC Noticias do passado dia 3 de Janeiro foi dedicado à Serra da Estrela.
Ao longo da emissão, o programa focou a Torre, a estância de esqui e os empreendimentos turísticos na zona mais alta do País, mas também os percursos pedestres e a neve, que chamam muita gente à Serra da Estrela.
O Queijo da Serra foi também tema central, tendo sido dados a conhecer alguns dos segredos da sua produção, bem como do pão do Sabugueiro, que muitas vezes acompanha aquele que é um produto único em Portugal.
O programa destacou ainda o que de melhor a região produz em termos de artesanato. Os ícones da Serra – meias, pantufas, gorros ou carteiras para telemóvel – são produzidos a partir de lã de ovelha para serem vendidos no alto da Torre e reconhecidos em todo o País.
Foram também dados a conhecer os melhores exemplos de empreendedorismo, bem como a forma como a Universidade da Beira Interior na Covilhã “ocupou” uma antiga fábrica e se tornou num “verdadeiro exemplo de excelência e prestígio”.
O programa visitou também alguns dos mais recentes casos de sucesso nas dinâmicas empresariais desta região interior do País, olhando de perto o parque cientifico e tecnológico ParkUrbis, inaugurado em 2005 e onde muitas empresas dos ramos do software, da saúde, ou das energias renováveis desenvolvem o seu trabalho.
A equipa do “Imagens de Marca” focou ainda a importância dos cães Serra da Estrela e das raças autóctones para a região, numa análise de Carlos Coelho, especialista em marcas.
Em suma, foi um programa de excelência que destacou os produtos e serviços de excelência desta região.

O programa pode ser visto em:
http://imagensdemarca.sapo.pt/emissoes

UM POUCO DE HISTÓRIA - VILA DE SÃO ROMÃO - SERRA DA ESTRELA

O blogue feito pelos leitores
150 Anos da Fábrica Camello (1858 – 2008) A Fábrica de Lanifícios António F. Camello & C.ª, Lda., fundada em 1858, situa-se no Vale do Regato e é herdeira das primeiras instalações fabris construídas, entre 1850 e 1855, por Manuel Camelo e Ana de Gouveia, pais de Manuel Francisco Camelo e avós de António Fernandes Camelo.Segundo fonte documental datada de Outubro de 1881, possuía uma roda hidráulica mista[1]. O equipamento da cardagem (cardação) era composto por uma carduça, duas cardas simples, e um aparato, de construção francesa. Na área da fiação possuía duas fiações mecânicas, correspondente a 480 fusos, também de construção francesa. Na tecelagem tinha uma urdideira, sete teares ordinários (grandes). O "apisoamento", a tinturaria e a ultimação eram compostos por um pisão de ferro, uma maceira de pau, um caldeiro, duas ramolas, uma percha, uma tesoura longitudinal e uma prensa ordinária. Os recursos humanos eram constituídos por um mestre, dois cardadores maiores de 16 anos e um cardador menor de 16 anos, dois fiadeiros maiores e seis menores, uma urdideira maior, sete tecelões maiores, quatro caneleiros menores, duas "espinçadeiras" maiores, um pisoeiro maior, dois ultimadores maiores e um ultimador menor. O tempo de trabalho situava-se entre as 10 e as 12 horas diárias. No Inverno, havia serões de três horas, remuneradas na proporção do salário (apenas na secção de cardagem).Não se conhecendo o nome original da Fábrica, sabe-se que em 1858 se designava por Manuel Francisco Camello e C.ª, e cerca de 1907, sob o patrocínio de António Fernandes Camelo (filho de Manuel Francisco Camelo), passa a chamar-se por António F. Camello e C.ª. Em 1930, assume o nome de António F. Camello & C.ª, Lda., designação que se mantém.
Carlos Manuel Ribeiro da Silva Dobreira

domingo, 4 de janeiro de 2009

O que aí vem para Seia em 2009

O que poderá acontecer no concelho de Seia no ano de 2009 em matéria de desenvolvimento local:

Conclusão da Variante que liga a rotunda do Pingo Doce aos Martinhos;


Remodelação da estrada da Serra, EN 339 – Seia / Torre;

Inauguração do Hospital de Seia;

Lançamento do Concurso dos IC’s que ligam Seia a Viseu e a outros destinos importantes;

Inauguração do Centro Escolar de Seia;

Conclusão das obras da Casa Municipal da Cultura de Seia;

Inauguração da nova Ludoteca na antiga Casa dos Magistrados;

Inauguração do Museu da Electricidade;

Inauguração da Livraria / Café Net no Largo da Câmara;

Inauguração da Galeria de Arte de Seia;

Construção de um Retail Park à entrada de Seia;

Implementação do destacamento da GNR de Seia;

Começo de uma nova etapa na Escola Superior de Turismo e Hotelaria, com mudança de director;

Eleição de um novo Presidente da Câmara;

(...)

Tudo isto e muito mais num ano eleitoral, - Europeias, legislativas e Autárquicas - fechando-se assim um ciclo e começando outro.


Ou como dizia a Tia Maria, "Era bom que houvesse eleições todos os anos"!

sábado, 3 de janeiro de 2009

Encontro de Cantares de Janeiras na Casa Municipal da Cultura de Seia

O Município de Seia no âmbito da sua Empresa Municipal e em colaboração com os Ranchos Folclóricos de Seia e “Os Pastores” de São Romão vai levar a efeito no próximo dia 10 de Janeiro um Encontro de Cantares de Janeiras que decorrerá a partir das 21:30 horas no Cineteatro da Casa Municipal da Cultura.
O espectáculo de cariz popular, que tem entrada livre, contará com a participação do Rancho Folclórico de Seia, do Grupo Etnográfico do Brinca – Coimbra, do Rancho Folclórico de Passos Silgueiros – Viseu e do grupo da Escola Provincial de Danza – Castro Floxo – Ourense (Espanha).
O objectivo desta iniciativa é manter a tradição dos Cantares de Janeiras, envolvendo na organização os Ranchos Folclóricos de Seia e São Romão, os quais convidam um rancho para esta iniciativa. É convidado um grupo espanhol para permitir contacto com a tradição do país vizinho. Independentemente deste Encontro, os vários Ranchos Folclóricos mantém os seus cantares de Janeiras de porta em porta nesta altura do ano.

quinta-feira, 1 de janeiro de 2009

Bom Ano de 2009,... e seguintes

Poema enviado por Ana Reis,
"Um pouco mais de sol - eu era brasa,
Um pouco mais de azul - eu era além.
Para o atingir, faltou-me um golpe de asa...
Se ao menos eu permanecesse aquém..."
(in Dispersão, Mário de Sá Carneiro)
.
e mensagem:
Projectos renovados, felicidades e alegrias revividas, em 2009 e sempre! Fantástico ano. Um abraço com a força telúrica da serra da Estrela.
Ana Reis
-
Obrigado Ana.
Retribuíndo votos de felicidades e alegrias num ano que agora começa, abarco todos aqueles que têm enviado mensagens.
A todos, Bom Ano, com o desejo firme de que mesmo chegando à beira, poderemos alcançar, ou como diria Obama: "Yes, we can".

"A Vida Num Sopro", de José Rodrigues dos Santos

E de repente, numas férias de Natal e fim de ano, lêem-se as 611 páginas do romance de José Rodrigues dos Santos - "A vida num sopro".
Para além do enredo ser suficientemente atraente, numa escrita que nos mantém colados à história, há o pano de fundo de uma época da história de Portugal - anos 30. Salazar acabou de ascender ao poder e, com mão de ferro, vai impondo a ordem no país. Portugal muda de vida. As contas públicas são equilibradas, Beatriz Costa anima o Parque Mayer, a PVDE cala a oposição.

Este livro é em minha opinião mais um contributo para o enriquecimento da literatura portuguesa da actualidade que vive uma fase interessante, uma vez que vários escritores, por ventura desafiados pelas editoras, escrevem enredos passados em épocas interessantes da história de Portugal. Acontece com o período da queda da monarquia, das convulsões republicanas, da emergência da ditadura e todo o período da Estado Novo, e mais recentemente a guerra colonial e o fenómeno dos chamados “retornados”.

Convenhamos que é uma forma interessante e inteligente de se divulgarem cenários riquíssimos da história de Portugal. Surpreendente é também o estilo literário emergente, destacando-se nomes sonantes e populares como Miguel Sousa Tavares, Tiago Rebelo, Julio Magalhães, Vasco Pulido Valente e o próprio Rodrigues dos Santos.

Sousa Tavares, que surpreendeu com “Rio das Flores” tem agora o seu “Equador” adaptado a televisão, numa super-produção da TVI, com cenários verdadeiramente soberbos de Portugal, Índia e São Tomé e Príncipe, numa operação que promete ser um grande êxito de audiência.
Rodrigues dos Santos tem também uma vasta obra publicada com tradução em inúmeros países, tendo havido noticias recentes que apontam para a possibilidade do livro “O Codex 632” poder chegar a Hollywood.

Entretanto, fiz uma pesquisa no Google sobre este livro que agora acabo de ler “A vida num sopro” e deparo com esta noticia do Diário Digital que dá conta da afirmação de Lobo Antunes de que o livro é uma mer*:

O escritor António Lobo Antunes criticou na quinta-feira o romance de José Rodrigues dos Santos, dizendo que «A Vida num Sopro» é «uma grande merd*.Durante um debate em Oeiras, Lobo Antunes terá confessado que, num país «onde todos são escritores», «fica assombrado com pessoas que escrevem livros em dois meses», citou a agência Lusa. O Prémio Camões 2007 terá referido que não gosta de livros «fáceis (…), como as mulheres fáceis que nos piscam o olho».O autor de «Fado Alexandrino» explicou no colóquio moderado pelo jornalista da TSF Carlos Marques que lhe interessa exprimir as coisas «para as quais não existem palavras», já que a Literatura «é uma forma de pôr cá para fora as emoções».Lobo Antunes revelou que trabalha de 12 a 13 horas por dia numa garagem por cima de um bar de alterne em Lisboa, sem telemóvel nem computador e «com o dinheiro nos bolsos, como os ciganos».
DiarioDigital

Enfim, opiniões. Por isso é que o mundo não está perdido.
A editora do livro – Gradiva - por sua vez divulga as seguintes críticas de imprensa sobre o mesmo livro:

"Um estilo literário prodigiosamente poético e melódico"Literaturzirkel Belletristik, Alemanha
"Com uma escrita clara e escorreita, mantém o leitor colado à história"Corriere della Sera, Itália

"José Rodrigues dos Santos fascina e informa, ao mesmo tempo que entretém"Shelf Awareness, Estados Unidos

"Para ler com prazer"El Correo Gallego, Espanha

"Escrito com bom humor e uma erudição que resultam numa linguagem fluida"Bravo, Brasil

"O português dos Santos escreveu de facto um grande romance"Bild am Sonntag, Alemanha

"Um thriller histórico refrescante"Kirkus Reviews, Estados Unidos

"Um romance misterioso e atraente"Il Messagero di Roma, Itália

Nota:
Diante de tanta douta e díspar opinião quem sou eu para fazer apreciações. O que acho é que ultimamente se tem escrito muito em Portugal sobre vários períodos da história de Portugal e isso é benéfico, além de um invulgar enriquecimento da orla romancista portuguesa da actualidade.

quarta-feira, 31 de dezembro de 2008

A crise na passagem de ano

Chega um ano ao fim e no dealbar de um novo ano fazem-se balanços, do que correu bem, do que foi mal e do assim-assim. Fazem-se balancetes de deve e haver na vida particular, na profissional, no andamento das coisas do desenvolvimento da terrinha onde vivemos, do país que somos e do mundo todo.De uma maneira geral, o que fica nesta passagem sabe a amargo, um sabor desenhado nesse grande ponto de interrogação que se chama futuro próximo. Em Portugal, como lá fora, são os pobres a pagar a crise e isso começa a criar laivos de revolta. Um pobre que não paga uns cêntimos às finanças é “coimado” e os bandidos dos bancos que se fartam de roubar aos pequenos em taxas, aplicações, desvios e outros desvarios, nada lhes acontece.Isto não está bom, o modelo social e económico pode ter as suas fragilidades e tem inevitavelmente de ser repensado, à luz de Marx, Keynes ou outro tipo qualquer, mas a culpa não é só da falta de controlo dos mercados, porque muito controlo também significa burocracia a mais e morosidade processual. A este propósito convém relembrar a visão actualíssima de Keynes que se fundamenta no princípio de que o ciclo económico não é auto-regulador como pensavam os neoclássicos, uma vez que é determinado pelo "espírito animal" dos empresários. É por esse motivo, e pela ineficiência do sistema capitalista em empregar todos que querem trabalhar que Keynes defende a intervenção do Estado na economia. Enfim, aquilo que estamos a assistir. Por isso, tudo está a ser repensado; na forma de poupar, de investir e de viver, na vida de cada um, na empresa e nessa colectividade imensa que é o mundo a todo o cumprimento. Por isso, o que se percebe é que o indivíduo depende cada vez mais de si. Os que têm emprego, nunca como agora se seguraram a ele e percebe-se bem porquê. Quem os tem que os estime, - é uma velha máxima que faz agora muitíssimo sentido. Os outros, labutam e batem corajosa e humildemente às portas na perspectiva de um lugar para o sustento. Mas em tempo de crise a criatividade e a ousadia fazem muito mais sentido. Muitos povos tiveram as suas guerras e dos escombros foram levantando impérios e potências mundiais. E é fácil verificar que aqui e ali já há sectores emergentes a ganhar com a crise. Ainda hoje falava com uma pessoa de uma oficina de automóveis que constatava o aumento de trabalho, porque as pessoas já não compram tantos carros novos, logo vão mais vezes à oficina de reparações. Neste contexto, o que se verifica é que as empresas procuram reagir, soltando-se de práticas antigas e por ventura ultrapassadas para se lançarem em novas frentes. Faz por isso, cada vez mais sentido a expressão de que – “a dificuldade real em mudar uma empresa repousa não no desenvolvimento de novas ideias, mas em conseguir escapar das antigas". Enfim, tudo isto existe, tudo isto é complicado, mas como temos de ser positivos e temos de falar de alguma coisa, formulamos votos de bom ano, com saúde, felicidade e não esquecer, … pontapé na crise!
Nota:
Nós a falar da crise e o Cavaco preocupado com os seus poderes nos Açores.

Quem conta um conto, acrescenta um ponto

Fulano disse um dia a Cicrano, já nas despedidas e à distância na rua que estreitava a lonjura; olha o Beltrano constipou-se; ah, ai sim? Coitado. Mais adiante Cicrano cruzou-se com um tipo qualquer que agora não vem ao caso e a páginas tantas disse, olha, soube agora que Beltrano depois de tanto sofrer divorciou-se. Saiu da forca!
Forca?
Coisa e tal, se calhar matou-se e pronto, analogia daqui, evidência dali, - a mim sempre me pareceu que Beltrano tinha tendências suicidas e olha, afinal finou-se. Pobre rapaz vai para debaixo da terra e arrasta a família para a dor.
Família?
A família do Beltrano que se matou a semana passada tal e tal e coisa e tal,…Pronto, o resto da história já se sabe, é a velha máxima de que, quem conta um conto acrescenta um ponto.
A história não tem muito de criativo, o que tem de invenção é que é superior à imaginação.
E assim se acrescentam pontos ao conto.

No centenário do nascimento de Mestre Tavares Correia



O Blogue feito pelos leitores


Com a devida vénia, aqui se publica um texto de Sérgio Reis sobre Tavares Correia e Helena Abreu:


Tavares Correia e Helena Abreu são, sem qualquer dúvida, os mais importantes artistas senenses de sempre. Helena Abreu (Santa Eulália, 1924) tem obra reconhecida e premiada em Portugal e no estrangeiro. Foi homenageada pela Câmara Municipal do Porto, pelo seu contributo para as Artes portuenses, e pelo Município de Seia e Artistas Senenses, enquanto artista natural do concelho.
José Tavares Correia de Carvalho nasceu em Seia pelas 5 horas da madrugada do dia 5 de Dezembro de 1908 e faleceu a 21 de Setembro de 2005*, no Hospital da Universidade de Coimbra, a poucos dias do seu 97º aniversário. Faria 100 anos no passado dia 8 de Dezembro, mês em que o realizador Manoel de Oliveira festejou efectivamente o centenário ainda no activo, cheio de vida e de projectos para mais filmes. Voltando ao artista senense, note-se a curiosa coincidência entre as datas supracitadas e a data do falecimento de sua esposa, D. Lúcia Mota Veiga, que nos deixou a 21 de Dezembro de 1992.
A vida e obra de Tavares Correia encerra tais particularidades e curiosidades que ele se tornou, naturalmente, um protagonista das Artes em Seia durante a quase totalidade do século XX e, sem qualquer favor, o seu mais completo representante.

segunda-feira, 29 de dezembro de 2008

O Blogue feito pelos leitores - O CISE e o Fluviário de Mora

O Blogue feito pelos leitores:

Caro Mário Jorge Branquinho
Junto lhe envio uma notícia do jornal Expresso sobre o Fluviário de Mora, que surgiu na mesma altura do CISE. Não seria de se pensar uma estratégia de marketing para projectar também esse magnífico centro de Seia e da Serra da Estrela à escala nacional?

Modestamente, penso que o trabalho cientifico está a ser feito de forma irrepreensível, mas a promoção e dinamização parecem-se fracas.
Atentamente
C. Brito

"Inaugurado a 31 de Março de 2007, o Fluviário de Mora é um caso sério de popularidade, com mais de 310 mil visitantes em menos de dois anos de actividade. Um número que ganha outra dimensão pelo facto de a estrutura estar localizada longe dos grandes centros urbanos, no despovoado concelho alentejano de Mora que tem menos de 6 mil habitantes.
O Fluviário tem uma colecção de aquários que representa os diversos habitats dos rios portugueses, da nascente até à foz, e engloba uma mostra de espécies da bacia amazónica e dos Grandes Lagos africanos, num total de 500 espécimes.
Projectado pelo atelier Promontório, tem em Henrique Cayate o responsável pelo grafismo e sinalética e conta com a colaboração da Ydreams no painel interactivo."

“O Concelho de Seia em tempo de mudança – Dos finais do século XIX ao dealbar da 1ª República”, de Lúcia Moura

LIVROS DE SEIA
“O Concelho de Seia em tempo de mudança – Dos finais do século XIX ao dealbar da 1ª República”, de Maria Lúcia Brito Moura, (1997); edição Escola Secundária de Seia e Câmara Municipal de Seia.


Ao longo das páginas (280) a autora começa por dar conta dos vários sectores da sociedade que marcaram aquela época no concelho – a agricultura e pastorícia, a industria e a electricidade, conjugando-se aqui um vértice de potencialidades que ainda hoje persistem: o queijo, os lanifícios e a electricidade, cuja central da Senhora do Desterro foi construída em 1900 e que agora se destina a museu da electricidade.
A historiadora dá-nos também conta dos movimentos políticos de então e suas implicações na vida das pessoas e das instituições. Da realidade da Escola enquanto oficina de cidadãos – a escola primária na transição da monarquia para a república ; o ensino particular em Seia; a escola comercial e industrial de Seia, o ensino agrícola e os professores.
A higiene é vista como um dos pilares da nova sociedade – construções de fontanários; a preocupação dos lixos na via pública; a luta contra os ratos; as autoridades e as doenças; o prestigio dos médicos; o Hospital, etc.
Mais adiante há um capítulo dedicado a fenómenos de solidariedades, convivialidades e conflitualidades, evidenciando-se o religioso como factor de sociabilidade; os centros de sociabilidade popular; os clubes burgueses; os centros políticos; a Maçonaria e as associações diversas, incluindo a imprensa no concelho.
O ultimo capítulo refere-se às festas realizadas no concelho.
Para se perceber o enquadramento, permito-me transcrever a conclusão do próprio livro elaborada pela autora:


“neste percurso sobre três décadas da história do concelho facilmente nos percebemos de que o quotidiano das populações, em especial nas freguesias mais importantes, foi abalado por mudanças que se sucediam a um ritmo desconhecido até então. Pelas novas estradas, por onde transitavam veículos mais rápidos, circulavam mais rápido os homens e as ideias. As freguesias principais sacudiam milénios de hábitos rurais, adquirindo um rosto mais de acordo com a modernidade: ruas calcetadas, alargadas pela destruição dos tradicionais balcões, animais afastados da via pública, noites mais claras, iluminadas pela electricidade. Nestas preocupações urbanísticas distinguiu-se – e não podia ser de outro modo – a sede do concelho de onde desapareceu o casario apertado entre a Praça da República e o Largo da Misericórdia, dando origem a um espaço mais desafogado, mais consentâneo com os ideais citadinos das suas elites; casas de burgueses foram sendo construídas em novas ruas, com destaque para a nova Avenida Afonso Costa, nome dado em pleno vendaval revolucionário, numa homenagem ao senense ilustre de quem os conterrâneos se orgulhavam. A família até aí mais respeitada de Seia partiu, deixando disponível o seu lar que veio a tornar-se – quase poderíamos dizer simbolicamente – no centro cívico do concelho, na sua Câmara Municipal.
Estas são alterações visíveis. E, contudo, podemos considere-las superficiais. Mais importantes, embora passando, para alguns, despercebidas, eram as que se iam produzindo nas consciências dos indivíduos, levando-os a por em causa verdades até aí incontestáveis.
Este germinar de novas ideias está vinculado aos ferozes combatentes de natureza politico-ideológica que marcaram a época. A importância que tiveram no forjar de uma nova sociedade justifica o relevo que, neste estudo, foi concedido à luta pelo poder dentro do concelho. É evidente que estas competições envolveram de um modo especial as classes médias. É certo que a republicanização dos indivíduos pertencentes a este grupo, onde se encontravam as autoridades concelhias, não obstante se ter processado seguindo a via considerada mais radical – a do democratismo afonsista – assumiu em Seia uma feição conservadora, numa verdadeira subversão dos conceitos de direita e esquerda. Daqui resultou que as relações com a igreja não conheceram o carácter violento assumido em outras regiões, apesar de alguns casos isolados que poderiam levar a pensar o contrário.
(…)
Ao período de exaltação revolucionária sucedeu uma conjuntura adversa, com preços altos geradores de fomes, epidemias e guerra. Mas, na miragem das promessas, os pobres tinham julgado entrever um novo mundo e já não estavam dispostos a permanecer silenciosos. Um tanto descrentes em paraísos prometidos por uma igreja que ia perdendo influência, muitos voltavam-se para outros profetas que apresentavam soluções mais extremistas. As ideias socialistas eram acalentadas em alguns círculos. O movimento operário chegava ao concelho, nomeadamente a São Romão e Loriga.
Após a guerra, a desordem lisboeta amedrontava os pacíficos burgueses que, desiludidos, esqueciam doutrinas que se referiam a humanidades abstractas, procurando, nas tradições, reforçar as raízes que os prendiam à terra. É o tempo dos regionalismos. O grito anunciador – embora nem todos o entendessem assim – da grande viragem, em Maio de 1926, foi ouvido com algum alívio. Representava a vitória da província sobre a capital.
Contudo, mesmo com as ilusões desfeitas, a ideia de República, de tão apregoada, de tão aclamada, resistia a todas as tempestades. Os indivíduos das elites, na sua maioria, continuavam a fazer profissão de fé republicana.”

sábado, 27 de dezembro de 2008

Bombeiros organizam Caminhada Urbana

Os Bombeiros de Seia organizam no dia 31 de Dezembro uma Caminhada Urbana aberta a todos os interessados. A iniciativa, que começa pelas 11 horas da manhã do último dia do ano, insere-se nas comemorações dos 75 anos da corporação presidida por Carlos Filipe Camelo.

quarta-feira, 24 de dezembro de 2008

Bom Natal

Votos de bom Natal, boas festas e bom ano para todos e em especial para os leitores habituais (ou acidentais) do blogue. Saúde, felicidade, vida e,… um pontapé na crise.

Mário Jorge Branquinho

terça-feira, 23 de dezembro de 2008

sei o que sentes

Sei o que sentes
Que sofres,
Que estás triste
Como eu….
Porque pensas
Que este Amor
Não te assiste
O meu….
Pensas –me dividido
E não suportas essa divisão
Embora não saibas
Seu tamanho, sua proporção

Queres a unidade
Queres-me, uno, só para ti

Simon Beaulire

segunda-feira, 22 de dezembro de 2008

Assembleia Municipal de Seia

Realizou-se neste dia 22 de Dezembro a última Assembleia Municipal de 2008, onde foi aprovado o Orçamento do Município para o próximo ano, o último Orçamento apresentado por Eduardo Brito, que como á sabido anunciou que não volta a recandidatar-se ao cargo.

O Orçamento tem um valor global de 46 milhões de Euros, cerca de 6 milhões a mais do que o ano passado, justificados em grande parte pela construção do Centro Escolar de Seia, pela aposta na exclusão social, emprego e vias de comunicação, entre outros.

Na prática, são cerca de 20 milhões de euros de receitas a circular no concelho, correspondendo os restantes à engenharia financeira do deve e haver do município.

O PCP e o PSD votaram contra. Por mim, fiquei surpreendido ao ouvir o responsável da bancada do PSD dizer que o seu partido sugeria que se cortasse no orçamento da cultura para pôr na área social. Francamente. Quase nem merece comentários…

Logo a cultura que tem procurado ter alguma afirmação no concelho. Logo a cultura que é sempre um parente pobre. Logo a cultura, uma área considerada quase sempre deficitária e a quem atribuímos muito do nosso atraso, enquanto região e enquanto país. Logo a cultura, considerada uma área preponderante e decisiva para criar bem estar social. Logo a cultura que é uma área prioritária do desenvolvimento capaz de transformar uma região inóspita num enorme potencial material e humano.

Para o PSD, no próximo ano a Câmara não devia avançar com o Museu da Electricidade, nem com as obras do Museu do Brinquedo, nem com a construção da Galeria de Arte. E a própria Empresa Municipal de Cultura e Recreio, cujo orçamento não foi censurado pelo PSD na Câmara, pareceu incomodar o líder da bancada social-democrata. A Empresa Municipal, cuja gestão tem merecido elogios em todos os sectores da comunidade, bem como a oferta cultural que tem proporcionado ao concelho, dentro das limitações. No Cine’Eco deste ano, por exemplo, como foi dito pelo Presidente da Empresa Filipe Camelo, o Município não gastou quase nada, tendo sido patrocinado pela EDP e AIBT Serra da Estrela.

Seia, dentro da sua dimensão, tem procurado afirmar-se pela cultura, quando proporciona um leque variado e diversificado de programação na Casa Municipal da Cultura, apesar do enorme atraso das obras do edifício. Ou quando aposta na criação de Museus, na construção do CISE, no apoio ao Conservatório de Música, que pratica em Seia um ensino de Excelência, no apoio à Escola Superior de Turismo e Hotelaria, à Escola Profissional ou mesmo na criação de uma Galeria de Arte e por aí fora.

Deveríamos pensar isso sim, em tornar estas áreas ainda mais dinâmicas e geradoras de riqueza!

Fomentar o surgimento de indústrias criativas, onde a cultura se eleva, capazes de criar empregos e novas dinâmicas de desenvolvimento. Mas enfim,…


Nota 1. Porque se falou da necessidade de haver uma preocupação no concelho em matéria de alcoolismo e toxicodependência, aproveitei para falar do projecto que estou a dinamizar na Associação do Sabugueiro e que recentemente foi aprovado pelo IDT. Um contributo importante para o concelho, numa altura em que se registam índices preocupantes destes flagelos sociais.

Nota 2. Coloquei as questões que alguns leitores do Blogue me pediram para abordar. Sobre a Beiralã, o Presidente da Câmara prestou todos os esclarecimentos relativos ao trabalho feito junto da administração e do governo, percebendo-se que não tem sido por falta de empenhamento autárquico e politico que a situação chegou onde chegou. É a economia global,…
Pedi para que seja feita uma recomendação à Associação do Planalto Beirão no sentido de melhorar a recolha do lixo no concelho, uma vez que separamos tudo em casa mas depois os contentores ou têm bocas pequenas ou são insuficientes, tendo sido esclarecido que a Associação do Planalto Beirão já está a colocar mais recipientes.
Abordei também a questão do novo cemitério de Seia / Arrifana, cujas melhorias e acertos estarão a ser introduzidos e que resultarão do facto deste ainda ser um espaço novo, onde ainda há pormenores a ultrapassar.

Nota3. O plenário da Assembleia, que foi presidido por Pina Moura, demorou o dia todo e decorreu com normalidade, constituindo uma boa jornada de debate e reflexão sobre o que tem sido feito e o que deve fazer-se nos próximos tempos no concelho de Seia.

Nota 4. Vêm aí tempos difíceis e todos somos poucos para ajudar na empreitada...

Movimentações politicas em Seia

O Jornal Porta da Estrela de hoje trás no seu titulo a toda a largura que a “Câmara de Seia está na penúria”. Assim, sem mais. A tirada baseia-se no parecer que o auditor externo do Município elaborou com base nos balancetes analíticos e nos mapas de execução orçamental preparados pela autarquia de Janeiro a Junho de 2008.

De acordo com o parecer, o valor do endividamento líquido do Município de Seia, em 30 de Junho de 2008, era de aproximadamente 35 milhões de euros, sendo o seu limite máximo, para o ano de 2008, de 15 milhões. Desta forma, conclui o jornal, a autarquia apresenta um excesso de endividamento líquido de 20 milhões.

Reagindo a esta notícia, o Presidente da Câmara disse que o relatório se refere apenas a meio ano e que até ao fim do ano tudo fica equilibrado.

Além do mais, digo eu, uma Câmara hoje já não pode endividar-se, assim sem mais nem menos, - há limites e regras bem definidas.

Surpreendente é esta manchete sair no dia em que o Director do Jornal se despede dos leitores, sussurrando-se em Seia que isso terá a ver com a possibilidade deste se querer “aventurar” na campanha autárquica que aí vem.

Por falar em candidatos, ficou também a saber-se por estes dias através do Diário As Beiras que Horácio Pina Prata poderá vir a ser o candidato do PSD à Câmara de Seia. Prata, que é primo de Pina Moura, tem em Seia a empresa Conclusão e foi o impulsionador da Habijovem. Até há poucos meses era Vice-Presidente da Câmara de Coimbra, onde entrou em rota de colisão com o Presidente Carlos Encarnação.

Quer-me parecer que nos próximos dias haverá certamente reacções que permitirão ao próprio e ao PSD saber se há condições para que a candidatura se concretize.
E a ser como se consta, pode vir aí um contingente de Coimbra para tratar de Seia,…

domingo, 21 de dezembro de 2008

Assembleia Municipal com agenda sobrecarregada

Segunda-Feira, dia 22 de Dezembro há reunião da Assembleia Municipal. Como é habitual, estou receptivo a levar ao plenário questões que os leitores do blogue e eleitores do concelho queiram colocar.
Fico à espera.

Da minha parte, como de costume, falarei também dos assuntos que julgo pertinentes nesta fase do mandato e que darei conta aqui no blogue depois da Assembleia.

A Ordem de Trabalhos contempla 15 pontos:

1. Informação escrita do Presidente;
2. Plano e Orçamento do Município para 2009;
3. Orçamento da Empresa Municipal;
4. Pedido de empréstimo a curto prazo;
5. Aumento de participação social do Município na Empresa Municipal;
6. Derrama para 2009;
7. Participação do Município no Turismo da Serra da Estrela;
8. Regulamento da Casa Municipal da Cultura;
9. Regulamento do Projecto “Seia Reviva”;
10. Regulamento do Programa de Apoio ao Associativismo Desportivo;
11. Regulamento de Apoio a estratos Sociais desfavorecidos em matéria habitacional;
12. Regulamento do CISE;
13. Alteração dos Estatutos da Associação Intermunicipal da Serra da Estrela;
14. Eleição de representantes para a Comunidade Intermunicipal;
15. Parecer do Auditor Externo relativo ao primeiro semestre de 2008 (Lei das Finanças Locais).

sábado, 20 de dezembro de 2008

Casa do Fundo - Turismo Rural

O Concelho de Seia começa a ter uma considerável oferta de unidades TER - Turismo em Espaço Rural, resultante da recuperação de casas antigas e direccionadas para os visitantes da Serra da Estrela.
Hoje fui parar à Casa do Fundo, no Pereiro, cujo responsável é Pedro Mamede
http://www.casadofundo.com
A Casa do Fundo é um mistério a ser desvendado por quem aprecia o turismo rural. Localizada no Pereiro, a 8 Km de Seia, é o local próprio para descansar antes de uma brava incursão à Serra da Estrela .
A sua construção granítica data dos finais do século XIX e, tipifica a arquitectura sólida e robusta de uma casa pertença de agricultores abastados. No exterior, respira-se calma e tranquilidade, observando o verde que se estende aos pés do visitante. Quem entrar pelo portão, não pode deixar de reparar no antigo lagar com a sua majestosa prensa de vara e, um pouco mais longe da vista, nas ruínas do forno de pão comunitário.

Lembrei-me agora que o blogue seiaportugal já tem mais de um ano

Lembrei-me agora que o blogue seiaportugal já tem mais de um ano. Não digo isto para fazer balanços ou vangloriar-me disto ou daquilo, apenas para sublinhar a importância, ou não, de ter um instrumento de comunicação para dizer umas coisas. Qual diário de bordo permanentemente aberto e disponível para todos espreitarem. Qual espaço aberto à informalidade no tratamento de questões locais. Neste caso, de assuntos da casa – este território pequeno, de histórias imensas e peripécias curiosas.

Quem anda nestas coisas do desenvolvimento, necessita de comunicar. Quem não se conforma com o dia-a-dia, precisa de inquietar-se, dizer e fazer de sua justiça, porque, como é voz corrente, “quem cala consente”. E Seia, como qualquer outra terra, país ou empresa, só tem a ganhar se houver estimulo criativo, perspicácia permanente.

Outra coisa bem diferente é o derrotismo constante. A intriga persistente ou, muito pior ainda, a arrogância intelectual de uns quantos auto-propalados iluminados donos de toda a sabedoria. Destes está também o inferno do nosso dia-a-dia cheio, porque sem se aperceberem, são mais prejudiciais do que úteis. Estes, no lugar de propiciarem estimulo, desdenham permanentemente, e em vez de acrescentarem, subtraem ao desenvolvimento.
Lembrei-me agora que, ter um blogue assim, é estar permanentemente na montra, a mostrar virtudes e fraquezas. É não saber se estamos a escrever para grandes ou pequenos, miúdos ou graúdos, para locais, nacionais, emigrantes e outros que tais. Se estamos a falar para o boneco.

Se estamos a ser bem interpretados ou mal aceites. Se a perspectiva opinativa é útil ou simplesmente irrelevante. Mas mesmo assim, com a tal informalidade de quem um dia escreve sobre gatos e outro sobre sapatos, o tal diário de bordo que é o blogue vai engrossando e consentindo a escrita.

Lembrei-me agora que ao longo de um ano criei novos amigos. Não estou seguro de ter criado inimigos. Descontraidamente acabei por iniciar um arco de afectos partilhado e participado por muitos na escala deste território de Seia, de Portugal e da diáspora.

Lembrei-me agora que todos nós gostamos de ter um hobbie ou vários hobbies. Eu tenho vários e um deles é escrever neste blogue quando não tenho mais nada para fazer. Descontraidamente. E sem querer, ou talvez não, junto o útil ao agradável, vertendo para este espaço a promoção do que faço; não por vaidade mas por imperativo. Ou seja, se a minha actividade profissional é programação cultural, porque não utilizar este canal para difundir as acções para que um maior número possível de pessoas usufrua. Se criei um projecto social comunitário, num contexto de cidadania, porque não partilhar o que modestamente considero boas práticas de acção efectiva. Se defendo uma linha política, qual é o mal se a assumo, ancorada em propostas e reflexões válidas?

Lembrei-me agora que somos amigos há muito tempo. Você e eu. O único problema é que eu falo demais, enquanto você só de vez em quando escreve alguns comentários. Mas não faz mal, porque ambos sabemos que estamos à vontade.

Enfim, hoje lembrei-me de várias questões a propósito do blogue e da sua utilidade. Da importância de haver lugar ao debate e á reflexão, mas sobretudo de acção efectiva, porque como dizia o Outro, “pensamento que não age, ou é aborto ou traição”.

Eu procuro pensar e agir e é por aí que vou,… aqui ou noutro lugar qualquer!

quinta-feira, 18 de dezembro de 2008

Precisam-se técnicos superiores para trabalhar em projectos sociais

Precisam-se:
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6 técnicos licenciados nas áreas de Educação, Saúde e Ciências Sociais, (Psicologos, sociologos, enfermeiros, assistentes sociais,... )

Entidade Contratante: Associação de Beneficência do Sabugueiro – Seia (IPSS)

Projectos: “Alavanca” – Reinserção, Eixo Seia / Gouveia
“Pontes do Alva” – Redução de Riscos e Minimização de danos, Eixo Seia / Gouveia

Duração: 2 anos;

Regime: Meio tempo
Contacto:
Associação de Beneficência do Sabugueiro
Apartado 157 - 6270 - Sabugueiro
Telefone: 238 311437
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Projecto apoiado pelo IDT - Instituto da Droga e Toxicodependência

Jazz & Blues em destaque na agenda cultural de Janeiro e Fevereiro de 2009

A Empresa Municipal de Cultura e Recreio de Seia já colocou no site www.casadaculturadeseia.com a programação prevista para os meses de Janeiro e Fevereiro do próximo ano. Desde logo o destaque vai para a realização da 5ª edição do “Seia Jazz & Blues”, que este ano conta com Budda Power Blues (Port) a 27 de Fevereiro, Sherman Robertson (UK) a 28 e Paula Oliveira e Freddy Cole a 6 e 7 de Março respectivamente.

Para além deste evento “âncora” da programação do município, a agenda de Janeiro contempla um Encontro de Cantares de Janeiras, no dia 10 e um Encontro de Folclore de Inverno a 31 de Janeiro.
Pelo meio, a 22 de Janeiro, os fãs dos Plastica serão presenteados com um concerto que está integrado na digressão que o grupo tem vindo a efectuar pelo país para apresentar o seu novo disco “Lovers”.
O mês de Janeiro proporciona ainda uma exposição de fotografia designada “20Ver”, que é uma retrospectiva de 20 anos de fotografia de Carlos Moura.
Neste mês estão também abertas as inscrições para o 4º curso de iniciação teatral que decorrerá na Casa Municipal da Cultura orientado pelo encenador Alexandre Sampaio.
Os filmes do circuito comercial agendados são: “W” de Oliver Stone, “O Sorriso das Estrelas” de George C. Wolfe, “A Dupla Face da Lei” de Jon Avnet, “007 – Quantum Of Solace” de Marc Forster, “High School Musical 3: Último Ano” de Kenny Ortega e “O Corpo da Mentira” de Ridley Scott.
O mês de Fevereiro, para além do início do Festival de Jazz e Blues, contempla um congresso de Enfermagem no Cineteatro e uma exposição de Dora Tracana, no foyer do cineteatro, além das habituais sessões de cinema comercial. Destas, o destaque vai para “Amália” de Carlos Coelho da Silva, “Madagáscar 2” de Eric Darnell, Tom McGrath, “Crepúsculo” de Catherine Hardwicke, “O Ensaio sobre a cegueira” de Fernando Meirelles, “A Arte de Roubar” de Leonel Vieira e “Entre os Dedos” de Tiago Guedes e Frederico Serra, estes dois últimos em sessões especiais de Carnaval.
A Agenda Cultural do município faz ainda referência à realização da Feira do Queijo de Seia que decorrerá dia 21 de Fevereiro, durante todo o dia, com um vasto e diversificado programa de animação de rua.

segunda-feira, 15 de dezembro de 2008

O Blogue dos outros - Educação Moral e Religiosa

Sou dos que entendo que a Educação Moral e Religiosa nas escolas é importante para a formação do jovem num quadro de educação e cidadania. Por isso, aos que se interessam em assuntos do ser humano integral, não excluindo na totalidade das dimensões, a dimensão religiosa, recomendo neste caso uma passagem pelo blogue dos professores da Escola Secundária de Seia, António José e Catarina Libório.



Já agora, dá para ler a posição dos Bispos sobre a crise na educação.
http://emrcseia.blogspot.com/


Fotos com História - 2002 - O Presidente da República em Seia

Jorge Sampaio em Seia, dia 30 de Outubro de 2002 à saída das instalações da Escola Superior de Turismo e Telecomunicações, que na altura funcionava onde hoje se encontra o Conservatório - Casa Municipal das Artes. O Presidente da República de então visitou nesse dia a ARA, o Museu do Brinquedo e a Casa Municipal da Cultura, onde foi apresentado o projecto do CISE.

Prendas e afectos para quem mais precisa

À semelhança dos anos anteriores o Município de Seia atribui durante esta época natalícia várias lembranças a todas as Instituições de Solidariedade Social (IPSS) e a famílias carenciadas do concelho.

Pretendendo proporcionar um pouco de fantasia aos idosos que se encontram nos diversos lares do concelho, a Autarquia vai presenteá-los com uma pequena lembrança, num total de 1500 prendas distribuídas.

No seguimento do acompanhamento biopsicossocial das famílias mais carenciadas do concelho, é atribuído um cabaz de Natal a cada uma dessas famílias, 200 no total. E na procura de propiciar um pouco de alegria e magia, realiza-se no dia 23 de Dezembro, na Casa Municipal da Cultura, uma Festa de Natal solidária para cerca de 200 crianças carenciadas de todo o concelho. Este gesto simbólico é mais uma iniciativa que envolve famílias que são acompanhadas ao longo de todo o ano por vários serviços como a Divisão da Acção Social e Saúde e Comissão de Protecção de Crianças e Jovens, entre outras.

Muitas destas crianças vivem em condições difíceis e, portanto, uma celebração como esta é porventura um contributo inesquecível para uma infância mais feliz, tentando-se desta forma minimizar outras dificuldades passadas ao longo do ano.

momentos de mais poesia

O blogue feito pelos leitores
Ao blogue chegou mais poesia para partilhar com os leitores. Poemas de Simon Beaulire.
Nesta altura em que se aproxima o Natal e o fim d' ano, é tempo de palavras novas ou sentimentos leves. E como dizia o Outro, quem não escreve nem lê, não sabe o valor e o sabor... do que vê.
-
A Leitura só é leitura
Se for,
Daquela que nos fascina,
Que é deleite e não tortura,
Que nos faz voar,
Que nos mima,
Que nos dá um certo olhar,
Que não tem dia, mês ou ano,
Que nos incita a viajar
Que nos liberta do quotidiano
Que nos ensina a amar,
O Livro…
Como um Ser Vivo!
Que é o melhor remédio,
Que é forma, mensagem, conteúdo,
Que nos liberta do tédio,
E…
O melhor de Tudo,
É ler o que nos desafia
É LER …POESIA!!!!

Simon Beaulire
.
Nota:
Como se percebe, os blogues também servem para partilhar e é mais gratificante quando há interacção. Por isso, se quiser enviar poemas ou outros textos, como fez a Simon, em nome próprio ou com pseudónimo, faça favor.

sábado, 13 de dezembro de 2008

Lar de Idosos do Sabugueiro ampliado. Associação desenvolve vários projectos sociais em plena Serra da Estrela.

Notícia do Jornal Porta da Estrela.

A Associação de Beneficência do Sabugueiro acaba de ampliar as instalações do seu Lar de Idosos, estando, por isso, neste momento receptivo a novas inscrições. Até aqui o Lar tinha apenas uma capacidade para 12 utentes, passando a partir de agora a dispor de acolhimento para 32 utentes. O edifício integra ainda um espaço para ATL, frequentado por cerca de 25 crianças, além de um posto médico e de salas de formação. A direcção da instituição ainda não agendou a data de inauguração das instalações, isto segundo revelou o seu presidente, Mário Jorge Branquinho.



No entanto, o espaço de serviço social já está em pleno funcionamento.As obras realizadas não beneficiaram ainda do apoio do Governo, mas a direcção da Associação espera vir a conseguir uma contribuição do Ministério do Trabalho e da Solidariedade Social.Refira-se que a Associação de Beneficência do Sabugueiro, fundada em 28 de Setembro de 1989, recebeu o estatuto de Instituição Particular de Solidariedade Social (IPSS) em 5 de Fevereiro de 1996. De então para cá tem vindo a desenvolver um trabalho social junto da população, tendo construído de raiz um edifício, a partir do qual foram incrementadas diversas outras valências. De entre estas, desenvolvidas agora em dois grandes edifícios, destaca-se o Centro de Dia, o Apoio Domiciliário e as ATL, além da prestação de cuidados médicos aos utentes e à população em geral, bem como um serviço de farmácia ao domicílio e outros serviços culturais, como a biblioteca, a escola de música e um posto de Internet.Para o ano de 2009, está previsto o inicio de dois outros projectos – “Âncora” e “Pontes do Alva” –, já submetidos a uma candidatura no âmbito do PORI, do Instituto da Droga e Toxicodependência, vocacionados para responder a problemas de alcoolismo e toxicodependência nos concelhos de Seia e Gouveia.Em termos culturais, e para além de outras actividades desenvolvidas ao longo do ano, a Associação incrementou com a Junta de Freguesia o portal www.sabugueiro.pt e promove anualmente uma Mostra Gastronómica, envolvendo os 11 restaurantes desta aldeia, em plena Serra da Estrela.


in Jornal Porta da Estrela - 30/11/2008

Pensar em banir a palavra crise

É bom pensar em banir a palavra crise.
Seia, Portugal, a Europa e o mundo atravessam o período mais negro dos últimos oitenta ou noventa anos, com os mercados a entrarem em falências e com o espectro do desemprego a pairar em todos os horizontes.
Os problemas de ontem não são os mesmos de hoje. A realidade actual não tem sequer termo de comparação, dado o surto de desenvolvimento alcançado e os efeitos dos danos colaterais entretanto surgidos. Todos os dias ouvimos falar dos mercados, das taxas de juro, do preço do petróleo, da poluição, do terrorismo, do stress, da depressão e até do fim do mundo.
Por isso, vemos os países desenvolvidos a entrarem em colapso e os países emergentes a juntarem-se à angústia e a ajudarem a afundar. Só os países do 3º mundo continuam iguais, ou seja, mal governados, pobres e abandonados.
Todos os dias lemos, vemos e ouvimos e não gostamos do que nos servem. Angustiamo-nos, mas não deixamos de ir ao supermercado, porque temos fome todos os dias. Preocupamo-nos mas a vida continua e remamos e lutamos para superar as dificuldades. E mais recentemente ouvimos falar em planos “anti-crise”, para acudir ao caos que se instalou, qual plano "marshall" para tirar os países dos escombros da guerra do capitalismo.
E do canto da nossa insignificância formulamos votos para que depois da tempestade venha a bonança, porque é preciso acreditar e ter esperança. Acreditar que atrás de maus tempos, tempos venham que melhorem a vida das pessoas. E no meio de tudo isto, prometemos a nós próprios ser POSITIVOS. Olhar em frente, ser dinâmicos, criativos, poupados, fortes e serenos para ver se isto passa. Mas como tudo isto não chega, o melhor é pensar em banir do nosso vocabulário a palavra CRISE, que agora anda na boca de toda a gente, como a pasta medicinal, o que nos pode fazer ainda mais mal do que aquele que já temos.
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Nota: Ninguém diga que está bem.

Momento de poesia: Entre países

Blogue feito pelos leitores:
Aqui se publica a poesia recebida, no emaranhado de sentimentos que só quem sente, sabe o significado que vai para além do mar de palavras, a cruzar oceanos e a juntar continentes e afectos:
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Entre países, continentes
Entrementes, Entreajudas
Entre barreiras, inexistentes
Entre a língua, que tu mudas
Entre o mar que nos separa Entre o Norte e o Sul
Entre o “pá e o “cara”
Entre o verde e o azul
Entre o Fado e o Samba
Entre a Amália e o Winicius
Entre o “puxa” e o “caramba”
Entre a virtude e os vícios
Entre Portugal e o Brasil
Entre a Serra e o Cerrado
Entre sentimentos mil
Entre a caipirinha e o vinho
Entre o amar e o ser amado
Entre o afecto e o carinho
Entre a dor e a alegria
Entre a Amizade e o Amor
Entre cinema e poesia
Entre o frio e o calor
Entre o partir e o chegar
Entre a dança que nos enleia
Entre o Céu e a Terra
Entre os conceitos qu’isto encerra
Entre a vida e a morte
Entre o azar e a sorte
Entre o aquém e o aqui
Brasil
Entra agora esta Paixão!
Que é o que eu sinto por Ti!

Simon Beaulire

quarta-feira, 10 de dezembro de 2008

Dias de Música Electroacústica em Seia

A 5ª edição do Festival "Dias de Música Electroacústica" organizado pelo Conservatório de Música de Seia decorrerá de 14 a 18 de Dezembro no Conservatório de Música e na Escola Secundária de Seia.

Os concertos de dia 14 (16h) e de dia 18 (21h), merecem um destaque particular devido à participação de Jorge Correia (flauta), prof. Universidade de Aveiro e o Nuno Aroso (percussão), professor da ESMAE, que irão interpretar obras dos compositores portugueses João Pedro Oliveira, (Professor Catedrático na Universidade de Aveiro) e Luís Antunes Pena (professor na Escola Superior de Karlsruhe).

segunda-feira, 8 de dezembro de 2008

Seia, Pão e Brinquedos

Seia Pão e Brinquedos

Fotogaleria, hoje no JN.

http://jn.sapo.pt/multimedia/galeria.aspx?content_id=1055170

Poesia de Fernando Pessoa


Posso ter defeitos, viver ansioso e ficar irritado algumas vezes,

mas não esqueço de que minha vida é a maior empresa do mundo.

E que posso evitar que ela vá a falência.

Ser feliz é reconhecer que vale a pena viver

apesar de todos os desafios, incompreensões e períodos de crise.

Ser feliz é deixar de ser vítima dos problemas e

se tornar um autor da própria história.

É atravessar desertos fora de si, mas ser capaz de encontrar

um oásis no recôndito da sua alma .

É agradecer a Deus a cada manhã pelo milagre da vida.

Ser feliz é não ter medo dos próprios sentimentos.

É saber falar de si mesmo.

É ter coragem para ouvir um 'não'.

É ter segurança para receber uma crítica, mesmo que injusta.

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Pedras no caminho?

Guardo todas, um dia vou construir um castelo...

(Fernando Pessoa)


poema e imagem enviados por Eduardo Reis (Rio de Janeiro)

domingo, 7 de dezembro de 2008

Ainda a Beiralã

É uma situação dramática, triste e lamentável quando uma empresa, seja ela qual for, chegue a uma situação destas.

No caso da Beiralã, desde o início que se previa, estar-se perante um balão de oxigénio, em que tudo estaria bem enquanto durassem os subsídios e o estado de graça. Também era voz corrente que os donos, mal acabassem as benesses, saltariam fora. Agora resta saber se saltam fora legal ou ilegalmente. Se estão ou não a lesar o estado! E aí é que parece estar o busílis da – quando há desconfianças de “golpadas”. Quando há insinuações de transferências de património, quando o barco começa a meter água, para uns quantos espertos se aproveitarem enquanto podem, à custa dos pobres. Dos trabalhadores. E a história está cheia destes artistas, que sempre passam por isto impunemente.

Quanto ao que José Alvo diz sobre o Presidente da Câmara, tanto quanto sei, Eduardo Brito terá feito tudo o que estaria ao seu alcance para salvar a situação. Reuniões em Lisboa com o Secretário de Estado e com a administração, onde em certas alturas o ambiente chegou a azedar bastante, ao ponto do Presidente me ter dito, e julgo não estar a cometer nenhuma inconfidência, que de todos os anos de autarca, foi a reunião mais difícil que teve – em Lisboa com o Secretário de Estado da Economia e Rui Cardoso.

Quanto ao resto, apenas poderei acrescentar, no meu modesto lugar que, é necessário continuar a lutar para soluções alternativas e não desanimar, porque estes são os sinais dos novos tempos.

sábado, 6 de dezembro de 2008

O Funeral da Beiralã

O Blogue feito pelos leitores
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De José Alvo recebi a seguinte mensagem que publico:
-
Caro Amigo
Como se previa, foi anunciado aos trabalhadores da Beiralã na passada quinta-feira, dia 4/12, o "encerramento", ou melhor o "funeral" da Beiralã, para o próximo dia 19/12, depois de o "morto" ter estrabuchado tanto tempo. Ajudas????...Nenhumas!!!!!!! CMS e o seu Presidente preferiram esconder a "cabeça" na areia e ir aproveitando para umas almoçaradas com o Rui Cardoso, fazendo de contas que nada se passava. Estão neste momento os contribuintes a pagar os nossos salários, através de uma "jogada" e suspensão fraudulenta, com a conivência também do IEFP E o "sindicato" que comeu com ele!!!! Este Sr. Cardoso, já se encontra a montar uma nova empresa na Covilhã, com uma data de falidos, tendo até já limpo a Beiralã de Seia de Produto Acabado, que até encheu um TIR, para venda em Espanha. Temos vergonha de ser de Seia, esta Câmara e este PS, envergonham-nos, pois "comem" com estas situações. Mas isto não vai ficar por aqui!!! O Sr. Procurador Geral da República irá ter conhecimento desta "tramoia" toda de quem colaborou nela, lesando os trabalhadores e o Estado. A seu tempo a comunicação social irá saber disto, e não falta muito, duvidamos até que tudo vá continuar na mesma.
Obrigado
A revolta continua

quarta-feira, 3 de dezembro de 2008

Cedece, dança contemporânea na Casa da Cultura de Seia

Segunda-feira, 8 de Dezembro é Feriado.
Nesse dia, à noite o público de Seia vai poder assistir a um grande espectáculo de dança contemporânea na Casa Municipal da Cultura.
No palco estará a Companhia Cedece de Alcobaça, depois deste fim de semana ter estado no Teatro Camões, a convite da Companhia Nacional de Bailado a apresentar global@adlibtrio.io
Esta é uma nova produção da CeDeCe, coreografada pela bailarina e coreógrafa Iolanda Rodrigues, que conta com música ao vivo executada pelos próprios compositores – Pedro Pacheco, António Gonçalves e José Domingues, respectivamente violino, guitarras e percussão/baixo eléctrico. Este espectáculo assenta numa rede de construção, diríamos “jazzística” musical e coreograficamente em que o próprio elenco participa, construindo-se assim um dinâmico desafio entre músicos e bailarinos. Como o título minimamente indica, o tema aborda e questiona a “globalização”, meios tecnológicos, facilidade e rapidez da comunicação, sociedades globalizadas e multiculturais, “poder” e o seu aliado “ter”, sonho, imaginação e liberdade, tudo na ponta de uma leve pressão, na mais banal ou sofisticada, mas sempre acessível tecla das muitas teclas que nos rodeiam.
A não perder.