segunda-feira, 15 de dezembro de 2008

momentos de mais poesia

O blogue feito pelos leitores
Ao blogue chegou mais poesia para partilhar com os leitores. Poemas de Simon Beaulire.
Nesta altura em que se aproxima o Natal e o fim d' ano, é tempo de palavras novas ou sentimentos leves. E como dizia o Outro, quem não escreve nem lê, não sabe o valor e o sabor... do que vê.
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A Leitura só é leitura
Se for,
Daquela que nos fascina,
Que é deleite e não tortura,
Que nos faz voar,
Que nos mima,
Que nos dá um certo olhar,
Que não tem dia, mês ou ano,
Que nos incita a viajar
Que nos liberta do quotidiano
Que nos ensina a amar,
O Livro…
Como um Ser Vivo!
Que é o melhor remédio,
Que é forma, mensagem, conteúdo,
Que nos liberta do tédio,
E…
O melhor de Tudo,
É ler o que nos desafia
É LER …POESIA!!!!

Simon Beaulire
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Nota:
Como se percebe, os blogues também servem para partilhar e é mais gratificante quando há interacção. Por isso, se quiser enviar poemas ou outros textos, como fez a Simon, em nome próprio ou com pseudónimo, faça favor.

sábado, 13 de dezembro de 2008

Lar de Idosos do Sabugueiro ampliado. Associação desenvolve vários projectos sociais em plena Serra da Estrela.

Notícia do Jornal Porta da Estrela.

A Associação de Beneficência do Sabugueiro acaba de ampliar as instalações do seu Lar de Idosos, estando, por isso, neste momento receptivo a novas inscrições. Até aqui o Lar tinha apenas uma capacidade para 12 utentes, passando a partir de agora a dispor de acolhimento para 32 utentes. O edifício integra ainda um espaço para ATL, frequentado por cerca de 25 crianças, além de um posto médico e de salas de formação. A direcção da instituição ainda não agendou a data de inauguração das instalações, isto segundo revelou o seu presidente, Mário Jorge Branquinho.



No entanto, o espaço de serviço social já está em pleno funcionamento.As obras realizadas não beneficiaram ainda do apoio do Governo, mas a direcção da Associação espera vir a conseguir uma contribuição do Ministério do Trabalho e da Solidariedade Social.Refira-se que a Associação de Beneficência do Sabugueiro, fundada em 28 de Setembro de 1989, recebeu o estatuto de Instituição Particular de Solidariedade Social (IPSS) em 5 de Fevereiro de 1996. De então para cá tem vindo a desenvolver um trabalho social junto da população, tendo construído de raiz um edifício, a partir do qual foram incrementadas diversas outras valências. De entre estas, desenvolvidas agora em dois grandes edifícios, destaca-se o Centro de Dia, o Apoio Domiciliário e as ATL, além da prestação de cuidados médicos aos utentes e à população em geral, bem como um serviço de farmácia ao domicílio e outros serviços culturais, como a biblioteca, a escola de música e um posto de Internet.Para o ano de 2009, está previsto o inicio de dois outros projectos – “Âncora” e “Pontes do Alva” –, já submetidos a uma candidatura no âmbito do PORI, do Instituto da Droga e Toxicodependência, vocacionados para responder a problemas de alcoolismo e toxicodependência nos concelhos de Seia e Gouveia.Em termos culturais, e para além de outras actividades desenvolvidas ao longo do ano, a Associação incrementou com a Junta de Freguesia o portal www.sabugueiro.pt e promove anualmente uma Mostra Gastronómica, envolvendo os 11 restaurantes desta aldeia, em plena Serra da Estrela.


in Jornal Porta da Estrela - 30/11/2008

Pensar em banir a palavra crise

É bom pensar em banir a palavra crise.
Seia, Portugal, a Europa e o mundo atravessam o período mais negro dos últimos oitenta ou noventa anos, com os mercados a entrarem em falências e com o espectro do desemprego a pairar em todos os horizontes.
Os problemas de ontem não são os mesmos de hoje. A realidade actual não tem sequer termo de comparação, dado o surto de desenvolvimento alcançado e os efeitos dos danos colaterais entretanto surgidos. Todos os dias ouvimos falar dos mercados, das taxas de juro, do preço do petróleo, da poluição, do terrorismo, do stress, da depressão e até do fim do mundo.
Por isso, vemos os países desenvolvidos a entrarem em colapso e os países emergentes a juntarem-se à angústia e a ajudarem a afundar. Só os países do 3º mundo continuam iguais, ou seja, mal governados, pobres e abandonados.
Todos os dias lemos, vemos e ouvimos e não gostamos do que nos servem. Angustiamo-nos, mas não deixamos de ir ao supermercado, porque temos fome todos os dias. Preocupamo-nos mas a vida continua e remamos e lutamos para superar as dificuldades. E mais recentemente ouvimos falar em planos “anti-crise”, para acudir ao caos que se instalou, qual plano "marshall" para tirar os países dos escombros da guerra do capitalismo.
E do canto da nossa insignificância formulamos votos para que depois da tempestade venha a bonança, porque é preciso acreditar e ter esperança. Acreditar que atrás de maus tempos, tempos venham que melhorem a vida das pessoas. E no meio de tudo isto, prometemos a nós próprios ser POSITIVOS. Olhar em frente, ser dinâmicos, criativos, poupados, fortes e serenos para ver se isto passa. Mas como tudo isto não chega, o melhor é pensar em banir do nosso vocabulário a palavra CRISE, que agora anda na boca de toda a gente, como a pasta medicinal, o que nos pode fazer ainda mais mal do que aquele que já temos.
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Nota: Ninguém diga que está bem.

Momento de poesia: Entre países

Blogue feito pelos leitores:
Aqui se publica a poesia recebida, no emaranhado de sentimentos que só quem sente, sabe o significado que vai para além do mar de palavras, a cruzar oceanos e a juntar continentes e afectos:
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Entre países, continentes
Entrementes, Entreajudas
Entre barreiras, inexistentes
Entre a língua, que tu mudas
Entre o mar que nos separa Entre o Norte e o Sul
Entre o “pá e o “cara”
Entre o verde e o azul
Entre o Fado e o Samba
Entre a Amália e o Winicius
Entre o “puxa” e o “caramba”
Entre a virtude e os vícios
Entre Portugal e o Brasil
Entre a Serra e o Cerrado
Entre sentimentos mil
Entre a caipirinha e o vinho
Entre o amar e o ser amado
Entre o afecto e o carinho
Entre a dor e a alegria
Entre a Amizade e o Amor
Entre cinema e poesia
Entre o frio e o calor
Entre o partir e o chegar
Entre a dança que nos enleia
Entre o Céu e a Terra
Entre os conceitos qu’isto encerra
Entre a vida e a morte
Entre o azar e a sorte
Entre o aquém e o aqui
Brasil
Entra agora esta Paixão!
Que é o que eu sinto por Ti!

Simon Beaulire

quarta-feira, 10 de dezembro de 2008

Dias de Música Electroacústica em Seia

A 5ª edição do Festival "Dias de Música Electroacústica" organizado pelo Conservatório de Música de Seia decorrerá de 14 a 18 de Dezembro no Conservatório de Música e na Escola Secundária de Seia.

Os concertos de dia 14 (16h) e de dia 18 (21h), merecem um destaque particular devido à participação de Jorge Correia (flauta), prof. Universidade de Aveiro e o Nuno Aroso (percussão), professor da ESMAE, que irão interpretar obras dos compositores portugueses João Pedro Oliveira, (Professor Catedrático na Universidade de Aveiro) e Luís Antunes Pena (professor na Escola Superior de Karlsruhe).

segunda-feira, 8 de dezembro de 2008

Seia, Pão e Brinquedos

Seia Pão e Brinquedos

Fotogaleria, hoje no JN.

http://jn.sapo.pt/multimedia/galeria.aspx?content_id=1055170

Poesia de Fernando Pessoa


Posso ter defeitos, viver ansioso e ficar irritado algumas vezes,

mas não esqueço de que minha vida é a maior empresa do mundo.

E que posso evitar que ela vá a falência.

Ser feliz é reconhecer que vale a pena viver

apesar de todos os desafios, incompreensões e períodos de crise.

Ser feliz é deixar de ser vítima dos problemas e

se tornar um autor da própria história.

É atravessar desertos fora de si, mas ser capaz de encontrar

um oásis no recôndito da sua alma .

É agradecer a Deus a cada manhã pelo milagre da vida.

Ser feliz é não ter medo dos próprios sentimentos.

É saber falar de si mesmo.

É ter coragem para ouvir um 'não'.

É ter segurança para receber uma crítica, mesmo que injusta.

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Pedras no caminho?

Guardo todas, um dia vou construir um castelo...

(Fernando Pessoa)


poema e imagem enviados por Eduardo Reis (Rio de Janeiro)

domingo, 7 de dezembro de 2008

Ainda a Beiralã

É uma situação dramática, triste e lamentável quando uma empresa, seja ela qual for, chegue a uma situação destas.

No caso da Beiralã, desde o início que se previa, estar-se perante um balão de oxigénio, em que tudo estaria bem enquanto durassem os subsídios e o estado de graça. Também era voz corrente que os donos, mal acabassem as benesses, saltariam fora. Agora resta saber se saltam fora legal ou ilegalmente. Se estão ou não a lesar o estado! E aí é que parece estar o busílis da – quando há desconfianças de “golpadas”. Quando há insinuações de transferências de património, quando o barco começa a meter água, para uns quantos espertos se aproveitarem enquanto podem, à custa dos pobres. Dos trabalhadores. E a história está cheia destes artistas, que sempre passam por isto impunemente.

Quanto ao que José Alvo diz sobre o Presidente da Câmara, tanto quanto sei, Eduardo Brito terá feito tudo o que estaria ao seu alcance para salvar a situação. Reuniões em Lisboa com o Secretário de Estado e com a administração, onde em certas alturas o ambiente chegou a azedar bastante, ao ponto do Presidente me ter dito, e julgo não estar a cometer nenhuma inconfidência, que de todos os anos de autarca, foi a reunião mais difícil que teve – em Lisboa com o Secretário de Estado da Economia e Rui Cardoso.

Quanto ao resto, apenas poderei acrescentar, no meu modesto lugar que, é necessário continuar a lutar para soluções alternativas e não desanimar, porque estes são os sinais dos novos tempos.

sábado, 6 de dezembro de 2008

O Funeral da Beiralã

O Blogue feito pelos leitores
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De José Alvo recebi a seguinte mensagem que publico:
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Caro Amigo
Como se previa, foi anunciado aos trabalhadores da Beiralã na passada quinta-feira, dia 4/12, o "encerramento", ou melhor o "funeral" da Beiralã, para o próximo dia 19/12, depois de o "morto" ter estrabuchado tanto tempo. Ajudas????...Nenhumas!!!!!!! CMS e o seu Presidente preferiram esconder a "cabeça" na areia e ir aproveitando para umas almoçaradas com o Rui Cardoso, fazendo de contas que nada se passava. Estão neste momento os contribuintes a pagar os nossos salários, através de uma "jogada" e suspensão fraudulenta, com a conivência também do IEFP E o "sindicato" que comeu com ele!!!! Este Sr. Cardoso, já se encontra a montar uma nova empresa na Covilhã, com uma data de falidos, tendo até já limpo a Beiralã de Seia de Produto Acabado, que até encheu um TIR, para venda em Espanha. Temos vergonha de ser de Seia, esta Câmara e este PS, envergonham-nos, pois "comem" com estas situações. Mas isto não vai ficar por aqui!!! O Sr. Procurador Geral da República irá ter conhecimento desta "tramoia" toda de quem colaborou nela, lesando os trabalhadores e o Estado. A seu tempo a comunicação social irá saber disto, e não falta muito, duvidamos até que tudo vá continuar na mesma.
Obrigado
A revolta continua

quarta-feira, 3 de dezembro de 2008

Cedece, dança contemporânea na Casa da Cultura de Seia

Segunda-feira, 8 de Dezembro é Feriado.
Nesse dia, à noite o público de Seia vai poder assistir a um grande espectáculo de dança contemporânea na Casa Municipal da Cultura.
No palco estará a Companhia Cedece de Alcobaça, depois deste fim de semana ter estado no Teatro Camões, a convite da Companhia Nacional de Bailado a apresentar global@adlibtrio.io
Esta é uma nova produção da CeDeCe, coreografada pela bailarina e coreógrafa Iolanda Rodrigues, que conta com música ao vivo executada pelos próprios compositores – Pedro Pacheco, António Gonçalves e José Domingues, respectivamente violino, guitarras e percussão/baixo eléctrico. Este espectáculo assenta numa rede de construção, diríamos “jazzística” musical e coreograficamente em que o próprio elenco participa, construindo-se assim um dinâmico desafio entre músicos e bailarinos. Como o título minimamente indica, o tema aborda e questiona a “globalização”, meios tecnológicos, facilidade e rapidez da comunicação, sociedades globalizadas e multiculturais, “poder” e o seu aliado “ter”, sonho, imaginação e liberdade, tudo na ponta de uma leve pressão, na mais banal ou sofisticada, mas sempre acessível tecla das muitas teclas que nos rodeiam.
A não perder.

terça-feira, 2 de dezembro de 2008

Blogue dos outros - Cântaro Zangado

O Cântaro Zangado é um blogue que fala da serra da Estrela. Que a defende. Que denuncia o que de mal lhe querem ou lhe podem fazer. Uma visão que não perfilha da ideia de algarvear a Serra da Estrela.
José Moreira e Tiago Pais, são os dinamizadores do blogue, que não se inibem de dizer e denunciar. De dizer de sua justiça!
O assunto mais recente, tem a ver com o anúncio por parte do governo da venda dos edifícios das torres das bolas na Torre. Uma espécie de “loucura normal”! E sabem porque é que se lhe chamam uma “loucura normal” a construção destas Torres, que só funcionaram no máximo 15 anos na decada de setenta e depois nunca mais serviram para nada, assim como o teleférico dos Piornos?
Então espreite o dito blogue:
http://ocantarozangado.blogspot.com/

segunda-feira, 1 de dezembro de 2008

Festival de Orquestras de Música Ligeira em Seia

Este Domingo à tarde as Orquestras de Música Ligeira marcaram presença no cineteatro da Casa da Cultura, dando corpo, e alma, ao IX Festival, organizado pela Orquestra Juvenil da Serra da Estrela.
Foi uma tarde agradável para quem gosta deste género musical e que, quase encheu o cineteatro.

A Orquestra Juvenil da Serra da Estrela encerrou o festival e está de parabens por mais esta iniciatia.


O Grupo de Cordas da secção de Fados da Associação Académica de Coimbra, animou o "lado b" do festival de Orquestras!
Orquestra Ligeira do Conservatório de Música de Águeda .

Orquestra Ligeira Acrolate' In, do Lordelo - Vila Real.

Imagens do Sabugueiro com neve

Já há mais de 10 anos que, provavelmente não caía tanta neve como por estes dias na serra.
Como maior cartaz de atracção turística, a neve levou este fim-de-semana à serra milhares de turistas e os comerciantes viram uma oportunidade de recuperar algum fôlego e esperança no negócio.

As estradas a toda à volta do maciço estiveram quase sempre transitáveis graças à pronta intervenção dos limpa-neves. As televisões é que teimam em pedir sempre serviço aos correspondentes do lado de lá.
A neve quando cai é para todos!
Mas não faz mal,...

domingo, 30 de novembro de 2008

Seia em destaque no Jornal de Notícias

Este Sábado o JN volta a trazer um trabalho notável de divulgação e promoção de Seia e suas potencialidades. Uma reportagem de Lícinia Girão, uma jornalista conceituada e respeitada que muito tem valorizado as potencialidades das zonas do interior do país, e que nos últimos tempos tem dado particular atenção a Seia.
Senão vejamos o que escreve Lícinia Girão no JN deste Sábado sobre a nossa cidade:

Arquitectura, artesanato e o prazer de respirar o ar da serra da Estrela
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Seia, a capital da neve, tem tudo para agradar a todas as idades, num passeio em família bem agasalhado


Seia é considerada a capital da neve, uma cidade de montanha situada no sopé da serra da Estrela, rica em tradições culturais, gastronomia e artesanato. O esplendor e beleza que caracterizam a cidade são só por si um bom motivo para uma visita atenta e demorada à cidade que terá sido fundada pelos túrdulos, entre os anos 450 e 300 antes de Cristo.
Convidamo-lo a posicionar-se junto da fonte das Quatro Bicas, no Largo da Misericórdia. Se o seu objectivo é o de casar com alguém da cidade, então não deixe de beber a água da fonte. Diz a lenda que quem a bebe já de Seia não sai. Por lá casa e fica.
A fonte situa-se no largo fronteiro à igreja da Misericórdia que não deve deixar de visitar. Tem uma fachada que remonta ao designado ao Século das Luzes, daí o seu estilo rococó com marcas barrocas. Adossada à igreja está a Capela de S. Pedro mandada construir por Aires Botelho, em 1542, cujo solar de família se encontra no mesmo largo e de onde se deslumbram belas janelas de estilo manuelino.
Na edição do dia 26 de Novembro do mesmo jornal fala-se também da loja Camelo Artesanato:

Neve na serra

Já há vários anos que não caía tanta neve na região como aconteceu por estes dias. O facto deste ser um fim-de-semana prolongado, com feriado de segunda feira, fez com que viesse muito turista à serra da Estrela esgotando o parque hoteleiro.
Fiz esta manhã o percurso Seia / Sabugueiro e recolhia várias imagens.


Senhora do Espinheiro com neve, uma imagem de marca da região, um verdadeiro postal turistico.



Limpa neve no cruzamento para o Cabeço de Santo Estevão.

Pormenor na aldeia do Sabugueiro, com a temperatura a rondar os zero graus, num silêncio ensurdecedor que a neve propícia.

quinta-feira, 27 de novembro de 2008

Quarteto proporciona música de excelência ao público de Seia

Imagens do quarteto de cordas Vardanyan, do Royal College of Music de Londres que esta tarde deu um pequeno concerto na Escola EB 2,3 Dr. Guilherme C Carvalho, em Seia.
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O quarteto que veio da capital inglesa, actuou esta tarde para uma plateia de 70 alunos desta escola de Seia; actuará logo à noite (21:30 horas) no cineteatro da Casa da Cultura de Seia e amanhã na Casa da Música, no Porto, regressando a Londres.
A digressão insere-se no Festival Harmos, que traz a Portugal várias escolas de música de excelência, estando Seia na rota, tendo já beneficiado no ano passado com dois concertos proporcionados por um grupo da Lituânia.







No Brasil com raízes em Seia

Blogue feito pelos leitores
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De Luiz Gustavo, Brasília, (Brasil) recebi o seguinte e-mail, que após o seu consentimento partilho com os leitores.
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Prezado Mário Branquinho,
Meu nome é Luiz Gustavo Marques de Oliveira, tenho 26 anos, e vivo em Brasília, Brasil.
Fiquei muito contente ao descobrir teu blog. É que meu falecido bisavô nascera em Aldeia da Serra e vivera em Seia até completar 18 anos, quando veio para o Brasil em 1923. Mesmo não o tendo conhecido, já que falecera 10 anos antes de meu nascimento, sempre tive interesse em sua cidade natal.Seu nome era José Marques de Oliveira, filho de Izabel Marques da Silva (que falecera em 03 de dezembro de 1957, com quase 80 anos).
Tenho feito planos para visitar Seia em janeiro próximo. Qualquer dica que puderes me passar sobre a cidade será muito bem-vinda.
Não espero encontrar parentes de meu bisavô, pois a busca seria difícil e permanecerei aí por pouquíssimo tempo. Mas, só de poder admirar a paisagem local e a beleza da Serra da Estrela... sei que ficarei positivamente encantado.
Parabéns pelo blog!
Cordialmente,
Luiz Gustavo

quarta-feira, 26 de novembro de 2008

O Marcelismo e o 25 de Abril vistos em dois jornais locais

LIVROS DE SEIA




O Marcelismo e o 25 de Abril vistos em dois jornais locais Subsídios para a história recente de Seia (1968 – 1975)



O autor, Luis Vieira Rente compila, de forma metódica e científica, informação que retrata a forma como 2 jornais locais viram a primavera Marcelista desde 1968 até ao primeiro ano da democracia - 1975.



O trabalho efectuado no âmbito do Mestrado Interdisciplinar em Estudos Portugueses, (Universidade Aberta) faz desde logo uma análise comparativa dos sois jornais que se publicavam na época em Seia (1968 – 1975) e que eram o “Seia Católica” e “A Voz da Serra”.
Como se refere no próprio livro, “o grosso do trabalho versa a forma como os temas locais considerados mais marcantes do viver colectivo – a Política, os protagonistas, o Urbanismo, o Ensino, o Turismo, o Desporto e as instituições – são tratados ao longo do período.

Por último, conclui-se que a data fulcral – 25 de Abril de 1974 – traz profundas alterações no conteúdo e na forma das matérias publicadas nos dois jornais. O mensário católico extravasa da condição de boletim paroquial, assumindo, de forma inequívoca, a sua posição político-ideológica, passando a dar um maior enfoque aos temas de política nacional.

O periódico republicano, pelo contrário, passa de uma postura mais empenhada politicamente, em que dava guarida a opiniões dos sectores oposicionistas ao regime deposto em 25 de Abril de 1974, para assumir uma atitude de equidistância entre as posições partidárias, assumindo como primordial a função informativa do jornalismo”.
O autor

Luis Vieira Rente nasceu no Brasil em 1956 mas passou a sua infância em Trancoso. Frequentou o Liceu Nacional da Guarda e Licenciou-se em História, na Faculdade de Letras de Coimbra, em 1979. É professor em Seia desde 1982, sendo professor efectivo da Escola Preparatória (actual Escola EB 2,3 Dr. Guilherme C. Carvalho) a partir de 1988.
Foi Secretário e Vice-Presidente do Conselho Directivo desta escola e integrou a Comissão Instaladora da EB 2,3 nº 2 de Seia – actual EB 2,3 Dr. Abranches Ferrão (Arrifana). No biénio 2001-2002 frequentou o Mestrado em Estudos Portugueses Interdisciplinares na Universidade Aberta, tendo defendido a respectiva dissertação em 1 de Abril de 2003.
É Presidente da Assembleia do Agrupamento de Escolas nº 1 de Seia e integra o Conselho Municipal de Educção de Seia.

Blogues dos outros - máfia da cova


Hoje esbarrei neste blogue dos lados da Covilhã. Fica o endereço e a referência ao dito, que fala do lado de lá da serra. Aqui tão próximo e às vezes tão longe.

domingo, 23 de novembro de 2008

Caminhada na zona da Caniça - Serra da Estrela

O Clube de Montanhismo de Seia promoveu este Sábado, 22 de Novembro uma caminhada na zona da Caniça, que fica na encosta entre a senhora do Desterro, Lapa dos Dinheiros e Ponte Jugais.
Ao todo participaram perto de 30 pessoas, durante uma manhã de Outono bastante agradável.









O Clube de Montanhismo de Seia tem vindo a desenvolver várias actividades dignas de registo e que merecem ser acarinhadas,... e participadas.

quarta-feira, 19 de novembro de 2008

Andam a roubar sinos no concelho de Seia

Segundo o Jornal Diário As Beiras de Coimbra, os sinos das capelas das povoações de Travancinha, Paranhos da Beira, Folhadosa e Valezim foram furtados durante o mês de Outubro.

Segundo a mesma notícia assinada pelo jornalista Paulo Leitão, as ermidas têm em comum o facto de se encontrarem em locais isolados. Até agora as autoridades policiais não conseguiram descobrir os autores dos assaltos.

Esta é uma noticia que nos entristece a todos, uma vez que é o património das nossas aldeias que está a ser roubado, o que causa grandes transtornos para as populações locais e grandes dores de cabeça a Presidentes de Junta e Comissões Fabriqueiras das localidades afectadas.

comandante de bombeiros acusado de falsificar assinaturas

Comandante dos bombeiros de Loriga acusado de falsificar assinaturas. O caso remonta a 2004 e a noticia vem no JN de hoje em.

http://jn.sapo.pt/paginainicial/pais/concelho.aspx?Distrito=Guarda&Concelho=Seia&Option=Interior&content_id=1046409

12º Festival Ibérico "Música Jovem 2008"


A Casa da Juventude D.ª Ana Nogueira, de São Romão, vai organizar, no próximo dia 13 de Dezembro, pelas 21 horas, o 12.º Festival Ibérico “Música Jovem 2008”. Neste Festival, que decorre na Casa Municipal da Cultura de Seia, podem concorrer todos os autores, compositores e intérpretes amadores de ambos os sexos e com idades compreendidas entre os 15 e os 35 anos. As músicas a concurso terão de ser inéditas, interpretadas em Língua Portuguesa, Inglesa, Espanhola ou Francesa.

Para concorrer, os interessados terão de entregar, remeter ou enviar por e-mail, até ao dia 26 de Novembro, a gravação completa da canção com que pretendem concorrer, bem como a fotocópia do respectivo bilhete de identidade do intérprete, acompanhantes e autor da música/letra.

A inscrições deverão ser enviadas para a Casa da Juventude D.ª Ana Nogueira, Largo do Patronato, n.º 7, 6270 – 283 São Romão.
Para mais informações, contactar os telemóveis 914 460 985; 967 115 776; 962 366 705 e 966 165 411.

terça-feira, 18 de novembro de 2008

Colégio Real de Música de Londres em Seia

O HARMOS Festival 2008, o evento que reúne os melhores músicos das mais conceituadas Escolas Superiores de Música da Europa, tem data marcada para os dias 26 a 30 de Novembro de 2008, e decorrerá, entre outros locais na Casa da Música, no Porto.

Tal como na edição de 2007 está já garantido o envolvimento da Casa Municipal da Cultura de Seia, que este ano é contemplada com o quarteto de cordas Vardanyan, do Colégio Real de Musica de Londres, no próximo dia 27 de Novembro, quinta-feira às 21:30 horas.

Neste dia à tarde a formação desloca-se à EB 2,3 Dr. Guilherme C. Carvalho, de Seia, para actuar perante 70 alunos daquele estabelecimento.

O quarteto Vardanyan foi formado em 2005 no Royal College of Music. Em Maio de 2006, foram seleccionados como representantes deste colégio na Competição Inter-Colégios de Quartetos de Cordas Gerard Heller and Rosemary Rappaport. Depois de os ouvir num concerto privado em Janeiro de 2007, Bernard Haitink convidou-os a tocar na sua tournée na Suíça.

Actualmente, este quarteto está a trabalhar sob a direcção de Levon Chilingirian e Simon Rowland-Jones e tem actuado em vários locais de Londres, incluindo St Martin-in-the-Fields, the British Library and the National Gallery.

http://www.harmosfestival.com/

domingo, 16 de novembro de 2008

A estupidificação da humanidade

José António Saraiva, Director do Jornal Sol fala este fim de semana num tema que me tem assaltado à ideia nos últimos anos. O facto de nos termos tornado, de uma maneira geral, consumidores passivos. No carro a ouvir o rádio, em casa a ver televisão ou a navegar na internet, a ler jornais, livros, por aqui e por ali, sempre, ou quase sempre a consumir e com pouco tempo ou pré-disposição para produzir. De uma maneira geral, faz-nos falta parar para produzir. Criar. Dizer o que pensamos sobre o livro que lemos, o filme que vimos ou a música que ouvimos. Mas na maior parte das vezes, empanturramo-nos com toneladas de mensagens e não exercitamos sequer para fazer a digestão de tanta leitura. Nem sequer fazemos tertúlia como se impõe! Não nos encontramos. Quando muito vivemos desencontrados. Falamos pouco, só consumimos.
Por acaso, e não é por agora se falar nisso, eu sempre fui daqueles que desligava o rádio do carro muitas vezes. Pratico com frequência esse hábito saudável de pensar, que é o que vai faltando nos dias de hoje.
Antes dizia-se que os melhores sítios para pensar começavam por C: na cama, no chuveiro e no carro. Essa máxima sempre a tive em conta, porque é antes de dormir que sempre se dá uma volta pelas coisas passadas do dia e por outras previstas para o dia seguinte. No chuveiro, que é também um momento de solidão, no começo do dia, perspectivando o que aí vem e no carro, num tal momento, de rádio desligado, a exercitar a mente.
De facto, ouvimos dizer muitas vezes que não vale a pena pensar muito porque já está tudo inventado, mas convém contrariar esta máxima, pelo menos para não contribuir para a tal estupidificação da humanidade.
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Nota: o texto do José António Saraiva pode ler-se em:
http://sol.sapo.pt/Blogs/jas/default.aspx

sexta-feira, 14 de novembro de 2008

80 pessoas podem ir para o desemprego em Santa Marinha

A Fábrica “Malhas Combate” em Santa Marinha, que emprega cerca de 80 pessoas vive dias difíceis, podendo encerrar até ao final do ano.

Nas ultimas semanas já se falava desta questão, e ao que sei, o Presidente da Câmara tem sido incansável junto da administração e do governo para ultrapassar a situação. Ao que se sabe, a fábrica terá viabilidade, tendo inclusivamente uma boa carteira de encomendas. Problemas de saúde da proprietária estarão na origem desta situação.

Espera-se por isso, por uma solução que evite levar para o desemprego 80 pessoas, numa época de Natal e fim de ano.
Enquanto há vida há esperança!

Politica Seia – PS

Por Seia, politicamente a agenda tem sido marcada pelo PS, quer quanto à corrida à Federação, cujo congresso decorreu na Sábado passado e onde José Albano foi “entronizado” Presidente. Por lá, onde participei com Delegado, Eduardo Brito elegeu 15 membros para a Comissão Politica e José Albano 44. Curiosamente, EB contava eleger apenas 11, pelo que, começou logo ali, a capitalizar alguns descontentes do outro lado, o que é natural, porque nestas coisas nunca há lugar para todos.
Todavia, realizadas as eleições, é tempo agora de trabalhar, e José Albano que ganhou com uma margem expressiva, tem agora legitimidade para trabalhar e apresentar resultados no final do próximo ano. Até aqui o PS tem 4 das 14 Câmaras do Distrito, espera-se que nas próximas autárquicas o partido conquiste pelo menos mais uma ou duas.
Quanto a Eduardo Brito, que anunciou que não se recandidata à Câmara de Seia, julgo que vai continuar a querer marcar pontos no Distrito, para poder tentar de novo concorrer à liderança.
Enquanto isso, por cá, propôs a realização de eleições directas para a escolha do candidato a Presidente da Câmara. Ou seja, os duzentos e tal militantes da secção de Seia vão escolher em Janeiro quem querem que seja o candidato à Câmara.
Até ver Filipe Camelo e António Maximino têm falado na comunicação social, posicionando-se para a corrida e outros mais poderá haver. Por mim, que não entro nesta corrida, julgo que o principio é correcto, porque permite que o militante escolha à vontade, embora possa criar algumas clivagens. A menos que haja apenas um candidato (!), verificando-se que afinal houve tanto barulho para nada.
Com uma ou com outra saída, e apesar de tudo isto estar a ser fortemente condicionado por um homem – EB – verificamos uma certa vitalidade partidária, contrastando com um certo amorfismo do PSD. O partido laranja estará nesta altura a comprometer seriamente o seu futuro, arriscando-se a eleger apenas um Vereador, vendo o PS a subir de cinco para seis. É que o silêncio é ensurdecedor equivalente ao de Manuela Ferreira Leite e que o eleitorado já deu mostras de não apreciar.

Jornadas da Maçonaria em Seia

O Município de Seia, através do seu Arquivo Municipal está a promover esta Sexta e Sábado, 14 e 15 de Novembro, mais uma edição das Jornadas Históricas, subordinadas ao tema “Maçonaria, Sociedade e Política: Uma Visão Histórica”. As 11ª jornadas decorrem no Centro de Interpretação da Serra da Estrela e contam com cerca de 280 participantes, a que se deverá, por um lado ao interesse do tema e por outro, por haver a creditação do Conselho Cientifico Pedagógico de Formação Contínua (CCPFC), para efeitos de progressão na carreira docente. Durante os trabalhos estão a ser apresentadas as seguintes comunicações: “Maçonaria as origens” por Salvato Telles de Menezes (administrador delegado da Fundação D. Luís I), “A Maçonaria Portuguesa – das origens ao triunfo do liberalismo” por António Lopes (Director do Museu Maçónico GOL), “Maçonaria e a política” por Fernando Catroga (Universidade de Coimbra), “Consequências políticas da acção da Maçonaria Feminina” por Maria Belo (ex-professora da Universidade Nova de Lisboa), “Maçonaria e os Direitos Humanos” por Gomes Canotilho (Faculdade de Direito da Universidade de Coimbra), “Maçonaria durante a ditadura e o Estado Novo” por Alfredo Caldeira (Fundação Mário Soares), “Maçonaria em Seia” por António Ventura (Universidade de Lisboa) e “Maçonaria e a questão religiosa” por Frei Bento Domingues (Instituto S. Tomás de Aquino).
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A maçonaria é uma associação de carácter universal, cujos membros cultivam a filantropia, justiça social, aclassismo, humanidade, os princípios da liberdade, democracia e igualdade, aperfeiçoamento intelectual e fraternidade, é assim uma associação iniciática, filosófica, filantrópica e educativa. Os maçons estruturam-se e reúnem-se em células autónomas, designadas por oficinas, ateliers ou (como são mais conhecidas e correctamente designadas) Lojas, "todas iguais em direitos e honras, e independentes entre si".
Sendo uma associação iniciática utiliza diversos símbolos, de entre estes alguns são conhecidos.
Nota:
Estou com curiosidade, muita curiosidade no tema deste Sábado de manhã, “Maçonaria em Seia” por António Ventura (Universidade de Lisboa).

segunda-feira, 10 de novembro de 2008

Sandomil - Tarde de Domingo de Outono

Este Domingo à tarde, quase sem dar por isso, fomos até Sandomil, aqui a dois passos de Seia. Ao longo das margens do Alva deu bem para descansar e desfrutar a paisagem magnífica de Outono, a reflectir no espelho de água ao largo do casario.

Terra bonita de visitar, com mil encantos da natureza, outrora muito “cultivadia”.




A Ponte Romana,...


Nas deambulações pelas margens do rio, acabámos por ser convidados pelo senhor Rui Mendes para visitar o “seu museu agrícola”. Dois grandes complexos cheiísimos de peças representativas das fainas agrícolas e não só, a merecerem atenção, sobretudo quando se impõe uma catalogação devida, para salvaguarda deste vasto e rico espólio etnográfico.

domingo, 9 de novembro de 2008

Festus - Festival de Tunas de Seia animou... na Casa da Cultura

Estas são imagens do FESTUS 2008 - 1º Festival de Tunas de Seia, que decorreu este Sábado no Cineteatro da Casa Municipal da Cultura. Perante uma assistência que enchia por completo aquele complexo, as 5 Tunas participantes proporcionaram uma noite divertida e agradável. Abriu as hostilidades a Tuna da Escola Secundária, (extra-concurso), seguindo-se a Tuna de Leiria, que viria a ser a grande vencedora do concurso. Depois foi a vez da Tuna que veio de Bragança e fechou o concurso a Tuna da Universidade Internacional da Figueira da Foz. A Tuna de Oliveira de Azeméis, acabou por não vir.

A Senatuna, da Escola Superior de Turismo e Hotelaria de Seia fechou a festa com dois números animados.
Em suma, foi bonita a festa pá!







As fotos são de Nuno André Ferreira, fotografo frelancer a efectuar trabalho para o Correio da Manhã e que gentilmente me cedeu.

Sabugueiro - Turismo rural na casa dos avós

No Sabugueiro, uma antiga moradia beirã é agora um acolhedor lugar de pernoita

LICÍNIA GIRÃO / Jornal Noticias Viva + 9/11/2008


Caídos os primeiros nevões na serra da Estrela o impulso natural é o de rumar aos encantos dela. Mas, depois de um dia a percorrer os sítios emblemáticos da serra, o corpo e a mente pedem um lugar acolhedor para pernoitar.
No Sabugueiro, a aldeia mais alta do país, poderá desfrutar da tranquilidade da Casa da Moreia. Cinco acolhedores quartos de casal com casa de banho privativa, aquecimento e televisão, uma sala com lareira e uma cozinha, onde serão servidos os pequenos-almoços e ainda poderá confeccionar refeições ou adquiri-las num dos muitos restaurantes existentes na aldeia, esperam por si. Dispõe ainda de garagem e de um terraço com churrasqueira.
O chão de madeira, aquecido por um sistema de piso radiante ligado a painéis solares, garantem um conforto que permite andar descalço. A casa poderá ser arrendada para um grupo ou os quartos individualmente. Tem capacidade para 10 adultos e duas crianças.
O proprietário, António Maximino, é um professor que resolveu recuperar a casa dos avós com o apoio do programa Pró-Estrela. Esta casa tipicamente beirã e serrana começou por ser edificada na primeira metade do século XX no lugar de uma antiga eira onde anualmente se juntava a moreia de centeio para ser malhado. Foi recentemente reconstruída a partir de técnicas e materiais tradicionais adaptados às exigências modernas.
Na região são muitas as actividades que poderão complementar a estadia. António Maximino que diz ser o presente mais ausente da casa, ou o contrário, consoante a vontade dos clientes, aconselha os passeios pedestres devidamente sinalizados, os desportos de Inverno, as inevitáveis visitas aos restaurantes da região.


sexta-feira, 7 de novembro de 2008

Lar de idosos do Sabugueiro ampliado, recebe inscrições

Noticia do Jornal de Santa Marinha de hoje.

"A Associação de Beneficência do Sabugueiro acaba de ampliar as instalações do seu Lar de Idosos, estando neste momento receptivo a novas inscrições.Até aqui o Lar tinha uma capacidade para 12 utentes, passando a partir de agora a dispor de uma capacidade de 32 utentes.O edificio tem ainda um espaço para ATL, frequentado por cerca de 25 crianças, além de posto médico e salas de formação.A Direcção da instituição ainda não agendou a data de inauguração das instalações, segundo revelou ao nosso jornal o Presidente, Mário Jorge Branquinho".

quinta-feira, 6 de novembro de 2008

"O Caixão das Almas" de Alberto Martinho

“O Caixão das Almas” é um livro do Dr. Alberto Martinho.
Editado em 1998 pela Câmara Municipal de Seia, “O Caixão das Almas” fala das desigualdades sociais numa aldeia serrana, por acaso de nome fictício “Giesta”, onde o sociólogo conta a história de Maria Serrana. Esta vem de uma família pobre, eram 13 irmãos e mais tarde vem a casar com um homem de famílias ricas, daí o confronto de estatuto, de posses e de virtudes.
E afinal o “caixão das almas” eram as tábuas que levavam à cova os mais pobres, que nem dinheiro a família tinha para um caixão verdadeiro.


No fundo, o livro é o resultado da pesquisa antropológica centrada no estudo da desigualdade social numa aldeia serrana, localizada no Distrito da Guarda.
Como é óbvio “Aldeia da Giesta” é um pseudónimo da aldeia estudada, bem como os habitantes que nela intervêm, nesta pesquisa, para o autor respeitar o principio antropológico do direito à privacidade da comunidade e dos sujeitos
Alberto Martinho nasceu na aldeia da Giesta em 1947, tem Licenciatura em Ciências Sociais e Politica, na Universidade Técnica de Lisboa, Mestrado em Sociologia na Universidade de Aix-Marseille e Doutoramento em Antropologia Social e Cultural, na Universidade de Nice. Tem um vasto conjunto de livros publicados, dos quais se destacam:
1972 – “Sabugueiro, uma aldeia da Serra da Estrela;
1977 – As Voltas que o Fio Dá;
1978 – O Pastoreio e o Queijo da Serra;
1980 – O queijo da Serra;
1982 – Culatra, um Lugar de Pescadores (em colaboração com Maria Manuela Golçalves Pires Martinho)
1986 – Les Enfants d’ Immigrés portugais “cá e lá”
1992 – O tecido industrial da região de Viseu.

quarta-feira, 5 de novembro de 2008

Festival de Tunas, este Sábado em Seia

Este Sábado, dia 8 de Novembro as Tunas Académicas vão tomar conta das Ruas de Seia. Vai realizar-se à noite no cineteatro da Casa Municipal da Cultura o Festus – 1º Festival de Tunas de Seia. É uma iniciativa que há vários anos era falada, ainda se organizou uma de forma espontânea há uns anos atrás, no âmbito da Artis, daí se ter chamado na altura TUNARTIS, mas ficou-se por aí. Agora, parece haver fôlego para se consolidar a “festa da desbunda”, porque como se diz, "a cidade precisa de animação, de boa agitação". De alegria!
Por isso, não será de estranhar se neste Sábado houver muito “chinfrim” na cidade e sobretudo nos bares da terra. É que “a malta” vai andar por aí a animar ruas e bares, a partir das 4 da tarde até ao jantar. E depois, bom, depois do Festival, a ida será para os braços d’ “Anjos e Demónios” a nova discoteca de Seia.
Quanto ao Festival propriamente dito, porque é mesmo a valer, o concurso conta com a participação das Tunas de Bragança, Leiria, Oliveira de Azemeis e da Figueira da Foz. Extra-concurso, actua a Tuna da Escola Secundária, a abrir e a “Senatuna” da Escola Superior de Turismo e Hotelaria a fechar.
O Júri é constituído pela Vereadora da Cultura, Cristina Sousa, Célia Oliveira, Pedro Mamede, António Baptista e Victor Sousa.
O Festival é organizado no âmbito das actividades previstas para a Casa Municipal da Cultura e conta para já com os seguintes patrocinadores:
Fundação Aurora Borges, Restaurante Jardim, Caixa Geral de Depósitos, ESTH de Seia, Discoteca Anjos e Demónias, Intermarché e os bares: Brothers, Espaço Ego, Conta Gotas, Residência e Pastelaria S. José.
E viva a festa!

“Senalonga”, de Avelino Cunhal

"Senalonga" é um livro escrito por Avelino Cunhal, pai de Álvaro Cunhal. São histórias da vila de Senalonga, terra perdida nas abas de uma grande serra no coração do país. Historias passadas por volta de 1900 e que terão sido escritas em Lisboa, nos meses de Janeiro e Fevereiro de 1964, sem apoio de escrito algum, mas onde se consegue retratar com requintes de genialidade, pormenores de personalidades da época, situações da governação local da altura, dos figurões da terra, de defeitos e virtudes e tudo o que fazia o dia-a-dia da vila.
A história mais primorosa será mesmo aquela da inauguração de uma casa de banho publica, em que no dia e na hora de cortar a fita, o primeiro a usar é o Presidente da Câmara da altura, para fazer o seu xixi, seguindo-se depois todos os Vereadores e demais autoridades presentes!
Um livro de 285 páginas divertidas, com várias histórias bem contadas e bem escritas.

Por mim, ainda não perdi a esperança de haver um grupo de teatro a pegar nalguns textos do livro e adaptá-los para uma apresentação pública.
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O Município de Seia fez uma edição de 1.000 exemplares em 1996, pelo que, como costumo dizer: “para consulta, pode ser encontrado na Biblioteca Municipal e para comprar numa papelaria de Seia”.