quarta-feira, 26 de novembro de 2008

O Marcelismo e o 25 de Abril vistos em dois jornais locais

LIVROS DE SEIA




O Marcelismo e o 25 de Abril vistos em dois jornais locais Subsídios para a história recente de Seia (1968 – 1975)



O autor, Luis Vieira Rente compila, de forma metódica e científica, informação que retrata a forma como 2 jornais locais viram a primavera Marcelista desde 1968 até ao primeiro ano da democracia - 1975.



O trabalho efectuado no âmbito do Mestrado Interdisciplinar em Estudos Portugueses, (Universidade Aberta) faz desde logo uma análise comparativa dos sois jornais que se publicavam na época em Seia (1968 – 1975) e que eram o “Seia Católica” e “A Voz da Serra”.
Como se refere no próprio livro, “o grosso do trabalho versa a forma como os temas locais considerados mais marcantes do viver colectivo – a Política, os protagonistas, o Urbanismo, o Ensino, o Turismo, o Desporto e as instituições – são tratados ao longo do período.

Por último, conclui-se que a data fulcral – 25 de Abril de 1974 – traz profundas alterações no conteúdo e na forma das matérias publicadas nos dois jornais. O mensário católico extravasa da condição de boletim paroquial, assumindo, de forma inequívoca, a sua posição político-ideológica, passando a dar um maior enfoque aos temas de política nacional.

O periódico republicano, pelo contrário, passa de uma postura mais empenhada politicamente, em que dava guarida a opiniões dos sectores oposicionistas ao regime deposto em 25 de Abril de 1974, para assumir uma atitude de equidistância entre as posições partidárias, assumindo como primordial a função informativa do jornalismo”.
O autor

Luis Vieira Rente nasceu no Brasil em 1956 mas passou a sua infância em Trancoso. Frequentou o Liceu Nacional da Guarda e Licenciou-se em História, na Faculdade de Letras de Coimbra, em 1979. É professor em Seia desde 1982, sendo professor efectivo da Escola Preparatória (actual Escola EB 2,3 Dr. Guilherme C. Carvalho) a partir de 1988.
Foi Secretário e Vice-Presidente do Conselho Directivo desta escola e integrou a Comissão Instaladora da EB 2,3 nº 2 de Seia – actual EB 2,3 Dr. Abranches Ferrão (Arrifana). No biénio 2001-2002 frequentou o Mestrado em Estudos Portugueses Interdisciplinares na Universidade Aberta, tendo defendido a respectiva dissertação em 1 de Abril de 2003.
É Presidente da Assembleia do Agrupamento de Escolas nº 1 de Seia e integra o Conselho Municipal de Educção de Seia.

Blogues dos outros - máfia da cova


Hoje esbarrei neste blogue dos lados da Covilhã. Fica o endereço e a referência ao dito, que fala do lado de lá da serra. Aqui tão próximo e às vezes tão longe.

domingo, 23 de novembro de 2008

Caminhada na zona da Caniça - Serra da Estrela

O Clube de Montanhismo de Seia promoveu este Sábado, 22 de Novembro uma caminhada na zona da Caniça, que fica na encosta entre a senhora do Desterro, Lapa dos Dinheiros e Ponte Jugais.
Ao todo participaram perto de 30 pessoas, durante uma manhã de Outono bastante agradável.









O Clube de Montanhismo de Seia tem vindo a desenvolver várias actividades dignas de registo e que merecem ser acarinhadas,... e participadas.

quarta-feira, 19 de novembro de 2008

Andam a roubar sinos no concelho de Seia

Segundo o Jornal Diário As Beiras de Coimbra, os sinos das capelas das povoações de Travancinha, Paranhos da Beira, Folhadosa e Valezim foram furtados durante o mês de Outubro.

Segundo a mesma notícia assinada pelo jornalista Paulo Leitão, as ermidas têm em comum o facto de se encontrarem em locais isolados. Até agora as autoridades policiais não conseguiram descobrir os autores dos assaltos.

Esta é uma noticia que nos entristece a todos, uma vez que é o património das nossas aldeias que está a ser roubado, o que causa grandes transtornos para as populações locais e grandes dores de cabeça a Presidentes de Junta e Comissões Fabriqueiras das localidades afectadas.

comandante de bombeiros acusado de falsificar assinaturas

Comandante dos bombeiros de Loriga acusado de falsificar assinaturas. O caso remonta a 2004 e a noticia vem no JN de hoje em.

http://jn.sapo.pt/paginainicial/pais/concelho.aspx?Distrito=Guarda&Concelho=Seia&Option=Interior&content_id=1046409

12º Festival Ibérico "Música Jovem 2008"


A Casa da Juventude D.ª Ana Nogueira, de São Romão, vai organizar, no próximo dia 13 de Dezembro, pelas 21 horas, o 12.º Festival Ibérico “Música Jovem 2008”. Neste Festival, que decorre na Casa Municipal da Cultura de Seia, podem concorrer todos os autores, compositores e intérpretes amadores de ambos os sexos e com idades compreendidas entre os 15 e os 35 anos. As músicas a concurso terão de ser inéditas, interpretadas em Língua Portuguesa, Inglesa, Espanhola ou Francesa.

Para concorrer, os interessados terão de entregar, remeter ou enviar por e-mail, até ao dia 26 de Novembro, a gravação completa da canção com que pretendem concorrer, bem como a fotocópia do respectivo bilhete de identidade do intérprete, acompanhantes e autor da música/letra.

A inscrições deverão ser enviadas para a Casa da Juventude D.ª Ana Nogueira, Largo do Patronato, n.º 7, 6270 – 283 São Romão.
Para mais informações, contactar os telemóveis 914 460 985; 967 115 776; 962 366 705 e 966 165 411.

terça-feira, 18 de novembro de 2008

Colégio Real de Música de Londres em Seia

O HARMOS Festival 2008, o evento que reúne os melhores músicos das mais conceituadas Escolas Superiores de Música da Europa, tem data marcada para os dias 26 a 30 de Novembro de 2008, e decorrerá, entre outros locais na Casa da Música, no Porto.

Tal como na edição de 2007 está já garantido o envolvimento da Casa Municipal da Cultura de Seia, que este ano é contemplada com o quarteto de cordas Vardanyan, do Colégio Real de Musica de Londres, no próximo dia 27 de Novembro, quinta-feira às 21:30 horas.

Neste dia à tarde a formação desloca-se à EB 2,3 Dr. Guilherme C. Carvalho, de Seia, para actuar perante 70 alunos daquele estabelecimento.

O quarteto Vardanyan foi formado em 2005 no Royal College of Music. Em Maio de 2006, foram seleccionados como representantes deste colégio na Competição Inter-Colégios de Quartetos de Cordas Gerard Heller and Rosemary Rappaport. Depois de os ouvir num concerto privado em Janeiro de 2007, Bernard Haitink convidou-os a tocar na sua tournée na Suíça.

Actualmente, este quarteto está a trabalhar sob a direcção de Levon Chilingirian e Simon Rowland-Jones e tem actuado em vários locais de Londres, incluindo St Martin-in-the-Fields, the British Library and the National Gallery.

http://www.harmosfestival.com/

domingo, 16 de novembro de 2008

A estupidificação da humanidade

José António Saraiva, Director do Jornal Sol fala este fim de semana num tema que me tem assaltado à ideia nos últimos anos. O facto de nos termos tornado, de uma maneira geral, consumidores passivos. No carro a ouvir o rádio, em casa a ver televisão ou a navegar na internet, a ler jornais, livros, por aqui e por ali, sempre, ou quase sempre a consumir e com pouco tempo ou pré-disposição para produzir. De uma maneira geral, faz-nos falta parar para produzir. Criar. Dizer o que pensamos sobre o livro que lemos, o filme que vimos ou a música que ouvimos. Mas na maior parte das vezes, empanturramo-nos com toneladas de mensagens e não exercitamos sequer para fazer a digestão de tanta leitura. Nem sequer fazemos tertúlia como se impõe! Não nos encontramos. Quando muito vivemos desencontrados. Falamos pouco, só consumimos.
Por acaso, e não é por agora se falar nisso, eu sempre fui daqueles que desligava o rádio do carro muitas vezes. Pratico com frequência esse hábito saudável de pensar, que é o que vai faltando nos dias de hoje.
Antes dizia-se que os melhores sítios para pensar começavam por C: na cama, no chuveiro e no carro. Essa máxima sempre a tive em conta, porque é antes de dormir que sempre se dá uma volta pelas coisas passadas do dia e por outras previstas para o dia seguinte. No chuveiro, que é também um momento de solidão, no começo do dia, perspectivando o que aí vem e no carro, num tal momento, de rádio desligado, a exercitar a mente.
De facto, ouvimos dizer muitas vezes que não vale a pena pensar muito porque já está tudo inventado, mas convém contrariar esta máxima, pelo menos para não contribuir para a tal estupidificação da humanidade.
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Nota: o texto do José António Saraiva pode ler-se em:
http://sol.sapo.pt/Blogs/jas/default.aspx

sexta-feira, 14 de novembro de 2008

80 pessoas podem ir para o desemprego em Santa Marinha

A Fábrica “Malhas Combate” em Santa Marinha, que emprega cerca de 80 pessoas vive dias difíceis, podendo encerrar até ao final do ano.

Nas ultimas semanas já se falava desta questão, e ao que sei, o Presidente da Câmara tem sido incansável junto da administração e do governo para ultrapassar a situação. Ao que se sabe, a fábrica terá viabilidade, tendo inclusivamente uma boa carteira de encomendas. Problemas de saúde da proprietária estarão na origem desta situação.

Espera-se por isso, por uma solução que evite levar para o desemprego 80 pessoas, numa época de Natal e fim de ano.
Enquanto há vida há esperança!

Politica Seia – PS

Por Seia, politicamente a agenda tem sido marcada pelo PS, quer quanto à corrida à Federação, cujo congresso decorreu na Sábado passado e onde José Albano foi “entronizado” Presidente. Por lá, onde participei com Delegado, Eduardo Brito elegeu 15 membros para a Comissão Politica e José Albano 44. Curiosamente, EB contava eleger apenas 11, pelo que, começou logo ali, a capitalizar alguns descontentes do outro lado, o que é natural, porque nestas coisas nunca há lugar para todos.
Todavia, realizadas as eleições, é tempo agora de trabalhar, e José Albano que ganhou com uma margem expressiva, tem agora legitimidade para trabalhar e apresentar resultados no final do próximo ano. Até aqui o PS tem 4 das 14 Câmaras do Distrito, espera-se que nas próximas autárquicas o partido conquiste pelo menos mais uma ou duas.
Quanto a Eduardo Brito, que anunciou que não se recandidata à Câmara de Seia, julgo que vai continuar a querer marcar pontos no Distrito, para poder tentar de novo concorrer à liderança.
Enquanto isso, por cá, propôs a realização de eleições directas para a escolha do candidato a Presidente da Câmara. Ou seja, os duzentos e tal militantes da secção de Seia vão escolher em Janeiro quem querem que seja o candidato à Câmara.
Até ver Filipe Camelo e António Maximino têm falado na comunicação social, posicionando-se para a corrida e outros mais poderá haver. Por mim, que não entro nesta corrida, julgo que o principio é correcto, porque permite que o militante escolha à vontade, embora possa criar algumas clivagens. A menos que haja apenas um candidato (!), verificando-se que afinal houve tanto barulho para nada.
Com uma ou com outra saída, e apesar de tudo isto estar a ser fortemente condicionado por um homem – EB – verificamos uma certa vitalidade partidária, contrastando com um certo amorfismo do PSD. O partido laranja estará nesta altura a comprometer seriamente o seu futuro, arriscando-se a eleger apenas um Vereador, vendo o PS a subir de cinco para seis. É que o silêncio é ensurdecedor equivalente ao de Manuela Ferreira Leite e que o eleitorado já deu mostras de não apreciar.

Jornadas da Maçonaria em Seia

O Município de Seia, através do seu Arquivo Municipal está a promover esta Sexta e Sábado, 14 e 15 de Novembro, mais uma edição das Jornadas Históricas, subordinadas ao tema “Maçonaria, Sociedade e Política: Uma Visão Histórica”. As 11ª jornadas decorrem no Centro de Interpretação da Serra da Estrela e contam com cerca de 280 participantes, a que se deverá, por um lado ao interesse do tema e por outro, por haver a creditação do Conselho Cientifico Pedagógico de Formação Contínua (CCPFC), para efeitos de progressão na carreira docente. Durante os trabalhos estão a ser apresentadas as seguintes comunicações: “Maçonaria as origens” por Salvato Telles de Menezes (administrador delegado da Fundação D. Luís I), “A Maçonaria Portuguesa – das origens ao triunfo do liberalismo” por António Lopes (Director do Museu Maçónico GOL), “Maçonaria e a política” por Fernando Catroga (Universidade de Coimbra), “Consequências políticas da acção da Maçonaria Feminina” por Maria Belo (ex-professora da Universidade Nova de Lisboa), “Maçonaria e os Direitos Humanos” por Gomes Canotilho (Faculdade de Direito da Universidade de Coimbra), “Maçonaria durante a ditadura e o Estado Novo” por Alfredo Caldeira (Fundação Mário Soares), “Maçonaria em Seia” por António Ventura (Universidade de Lisboa) e “Maçonaria e a questão religiosa” por Frei Bento Domingues (Instituto S. Tomás de Aquino).
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A maçonaria é uma associação de carácter universal, cujos membros cultivam a filantropia, justiça social, aclassismo, humanidade, os princípios da liberdade, democracia e igualdade, aperfeiçoamento intelectual e fraternidade, é assim uma associação iniciática, filosófica, filantrópica e educativa. Os maçons estruturam-se e reúnem-se em células autónomas, designadas por oficinas, ateliers ou (como são mais conhecidas e correctamente designadas) Lojas, "todas iguais em direitos e honras, e independentes entre si".
Sendo uma associação iniciática utiliza diversos símbolos, de entre estes alguns são conhecidos.
Nota:
Estou com curiosidade, muita curiosidade no tema deste Sábado de manhã, “Maçonaria em Seia” por António Ventura (Universidade de Lisboa).

segunda-feira, 10 de novembro de 2008

Sandomil - Tarde de Domingo de Outono

Este Domingo à tarde, quase sem dar por isso, fomos até Sandomil, aqui a dois passos de Seia. Ao longo das margens do Alva deu bem para descansar e desfrutar a paisagem magnífica de Outono, a reflectir no espelho de água ao largo do casario.

Terra bonita de visitar, com mil encantos da natureza, outrora muito “cultivadia”.




A Ponte Romana,...


Nas deambulações pelas margens do rio, acabámos por ser convidados pelo senhor Rui Mendes para visitar o “seu museu agrícola”. Dois grandes complexos cheiísimos de peças representativas das fainas agrícolas e não só, a merecerem atenção, sobretudo quando se impõe uma catalogação devida, para salvaguarda deste vasto e rico espólio etnográfico.

domingo, 9 de novembro de 2008

Festus - Festival de Tunas de Seia animou... na Casa da Cultura

Estas são imagens do FESTUS 2008 - 1º Festival de Tunas de Seia, que decorreu este Sábado no Cineteatro da Casa Municipal da Cultura. Perante uma assistência que enchia por completo aquele complexo, as 5 Tunas participantes proporcionaram uma noite divertida e agradável. Abriu as hostilidades a Tuna da Escola Secundária, (extra-concurso), seguindo-se a Tuna de Leiria, que viria a ser a grande vencedora do concurso. Depois foi a vez da Tuna que veio de Bragança e fechou o concurso a Tuna da Universidade Internacional da Figueira da Foz. A Tuna de Oliveira de Azeméis, acabou por não vir.

A Senatuna, da Escola Superior de Turismo e Hotelaria de Seia fechou a festa com dois números animados.
Em suma, foi bonita a festa pá!







As fotos são de Nuno André Ferreira, fotografo frelancer a efectuar trabalho para o Correio da Manhã e que gentilmente me cedeu.

Sabugueiro - Turismo rural na casa dos avós

No Sabugueiro, uma antiga moradia beirã é agora um acolhedor lugar de pernoita

LICÍNIA GIRÃO / Jornal Noticias Viva + 9/11/2008


Caídos os primeiros nevões na serra da Estrela o impulso natural é o de rumar aos encantos dela. Mas, depois de um dia a percorrer os sítios emblemáticos da serra, o corpo e a mente pedem um lugar acolhedor para pernoitar.
No Sabugueiro, a aldeia mais alta do país, poderá desfrutar da tranquilidade da Casa da Moreia. Cinco acolhedores quartos de casal com casa de banho privativa, aquecimento e televisão, uma sala com lareira e uma cozinha, onde serão servidos os pequenos-almoços e ainda poderá confeccionar refeições ou adquiri-las num dos muitos restaurantes existentes na aldeia, esperam por si. Dispõe ainda de garagem e de um terraço com churrasqueira.
O chão de madeira, aquecido por um sistema de piso radiante ligado a painéis solares, garantem um conforto que permite andar descalço. A casa poderá ser arrendada para um grupo ou os quartos individualmente. Tem capacidade para 10 adultos e duas crianças.
O proprietário, António Maximino, é um professor que resolveu recuperar a casa dos avós com o apoio do programa Pró-Estrela. Esta casa tipicamente beirã e serrana começou por ser edificada na primeira metade do século XX no lugar de uma antiga eira onde anualmente se juntava a moreia de centeio para ser malhado. Foi recentemente reconstruída a partir de técnicas e materiais tradicionais adaptados às exigências modernas.
Na região são muitas as actividades que poderão complementar a estadia. António Maximino que diz ser o presente mais ausente da casa, ou o contrário, consoante a vontade dos clientes, aconselha os passeios pedestres devidamente sinalizados, os desportos de Inverno, as inevitáveis visitas aos restaurantes da região.


sexta-feira, 7 de novembro de 2008

Lar de idosos do Sabugueiro ampliado, recebe inscrições

Noticia do Jornal de Santa Marinha de hoje.

"A Associação de Beneficência do Sabugueiro acaba de ampliar as instalações do seu Lar de Idosos, estando neste momento receptivo a novas inscrições.Até aqui o Lar tinha uma capacidade para 12 utentes, passando a partir de agora a dispor de uma capacidade de 32 utentes.O edificio tem ainda um espaço para ATL, frequentado por cerca de 25 crianças, além de posto médico e salas de formação.A Direcção da instituição ainda não agendou a data de inauguração das instalações, segundo revelou ao nosso jornal o Presidente, Mário Jorge Branquinho".

quinta-feira, 6 de novembro de 2008

"O Caixão das Almas" de Alberto Martinho

“O Caixão das Almas” é um livro do Dr. Alberto Martinho.
Editado em 1998 pela Câmara Municipal de Seia, “O Caixão das Almas” fala das desigualdades sociais numa aldeia serrana, por acaso de nome fictício “Giesta”, onde o sociólogo conta a história de Maria Serrana. Esta vem de uma família pobre, eram 13 irmãos e mais tarde vem a casar com um homem de famílias ricas, daí o confronto de estatuto, de posses e de virtudes.
E afinal o “caixão das almas” eram as tábuas que levavam à cova os mais pobres, que nem dinheiro a família tinha para um caixão verdadeiro.


No fundo, o livro é o resultado da pesquisa antropológica centrada no estudo da desigualdade social numa aldeia serrana, localizada no Distrito da Guarda.
Como é óbvio “Aldeia da Giesta” é um pseudónimo da aldeia estudada, bem como os habitantes que nela intervêm, nesta pesquisa, para o autor respeitar o principio antropológico do direito à privacidade da comunidade e dos sujeitos
Alberto Martinho nasceu na aldeia da Giesta em 1947, tem Licenciatura em Ciências Sociais e Politica, na Universidade Técnica de Lisboa, Mestrado em Sociologia na Universidade de Aix-Marseille e Doutoramento em Antropologia Social e Cultural, na Universidade de Nice. Tem um vasto conjunto de livros publicados, dos quais se destacam:
1972 – “Sabugueiro, uma aldeia da Serra da Estrela;
1977 – As Voltas que o Fio Dá;
1978 – O Pastoreio e o Queijo da Serra;
1980 – O queijo da Serra;
1982 – Culatra, um Lugar de Pescadores (em colaboração com Maria Manuela Golçalves Pires Martinho)
1986 – Les Enfants d’ Immigrés portugais “cá e lá”
1992 – O tecido industrial da região de Viseu.

quarta-feira, 5 de novembro de 2008

Festival de Tunas, este Sábado em Seia

Este Sábado, dia 8 de Novembro as Tunas Académicas vão tomar conta das Ruas de Seia. Vai realizar-se à noite no cineteatro da Casa Municipal da Cultura o Festus – 1º Festival de Tunas de Seia. É uma iniciativa que há vários anos era falada, ainda se organizou uma de forma espontânea há uns anos atrás, no âmbito da Artis, daí se ter chamado na altura TUNARTIS, mas ficou-se por aí. Agora, parece haver fôlego para se consolidar a “festa da desbunda”, porque como se diz, "a cidade precisa de animação, de boa agitação". De alegria!
Por isso, não será de estranhar se neste Sábado houver muito “chinfrim” na cidade e sobretudo nos bares da terra. É que “a malta” vai andar por aí a animar ruas e bares, a partir das 4 da tarde até ao jantar. E depois, bom, depois do Festival, a ida será para os braços d’ “Anjos e Demónios” a nova discoteca de Seia.
Quanto ao Festival propriamente dito, porque é mesmo a valer, o concurso conta com a participação das Tunas de Bragança, Leiria, Oliveira de Azemeis e da Figueira da Foz. Extra-concurso, actua a Tuna da Escola Secundária, a abrir e a “Senatuna” da Escola Superior de Turismo e Hotelaria a fechar.
O Júri é constituído pela Vereadora da Cultura, Cristina Sousa, Célia Oliveira, Pedro Mamede, António Baptista e Victor Sousa.
O Festival é organizado no âmbito das actividades previstas para a Casa Municipal da Cultura e conta para já com os seguintes patrocinadores:
Fundação Aurora Borges, Restaurante Jardim, Caixa Geral de Depósitos, ESTH de Seia, Discoteca Anjos e Demónias, Intermarché e os bares: Brothers, Espaço Ego, Conta Gotas, Residência e Pastelaria S. José.
E viva a festa!

“Senalonga”, de Avelino Cunhal

"Senalonga" é um livro escrito por Avelino Cunhal, pai de Álvaro Cunhal. São histórias da vila de Senalonga, terra perdida nas abas de uma grande serra no coração do país. Historias passadas por volta de 1900 e que terão sido escritas em Lisboa, nos meses de Janeiro e Fevereiro de 1964, sem apoio de escrito algum, mas onde se consegue retratar com requintes de genialidade, pormenores de personalidades da época, situações da governação local da altura, dos figurões da terra, de defeitos e virtudes e tudo o que fazia o dia-a-dia da vila.
A história mais primorosa será mesmo aquela da inauguração de uma casa de banho publica, em que no dia e na hora de cortar a fita, o primeiro a usar é o Presidente da Câmara da altura, para fazer o seu xixi, seguindo-se depois todos os Vereadores e demais autoridades presentes!
Um livro de 285 páginas divertidas, com várias histórias bem contadas e bem escritas.

Por mim, ainda não perdi a esperança de haver um grupo de teatro a pegar nalguns textos do livro e adaptá-los para uma apresentação pública.
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O Município de Seia fez uma edição de 1.000 exemplares em 1996, pelo que, como costumo dizer: “para consulta, pode ser encontrado na Biblioteca Municipal e para comprar numa papelaria de Seia”.

Jornadas do conhecimento dedicadas ao apostolo São Paulo, no CISE, em Seia

O Complexo do CISE de Seia vai acolher de 19 a 26 de Novembro umas jornadas do Conhecimento, dedicadas a São Paulo, organizadas pela Galeria Paz de Espírito de Seia. Esta iniciativa comercial, que tem entrada livre, contará com debates, ateliers, exposições, concertos, feira do livro e conferências.
Um dos oradores será o Bispo da Guarda, D. Manuel Felício, além de outras personalidades convidadas, nomeadamente o Director Geral da Paulus Editora, Padre José Carlos Nunes e o Missionário Jesuíta Pe. Henrique Rios.

Segundo a nota distribuída ao público esta iniciativa tem por objectivo: - possibilitar a reflexão e valorização da história, proporcionando (in)formação sobre um dos maiores apóstolos e seguidores de Cristo: São Paulo; - Olhar o futuro com os olhos no presente, fruto da partilha de experiências e saberes acumulados na história; - Contribuir para enriquecer e valorizar a prática e a vida nas comunidades, alimentadas pelo Evangelho e responsáveis por uma sociedade digna, justa e solidária.


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A iniciativa é aberta a toda a comunidade e as inscrições podem fazer-se atraves do seguinte endereço: geral@pazdeespirito.com

terça-feira, 4 de novembro de 2008

Livros de Seia - Monografia

É a "Monografia da cidade e concelho de Seia", do Pe. Dr. Quelhas Bigotte. Como o próprio nome indica é a monografia de Seia, onde está a sua história, etnografia e as suas raízes. Uma obra de 814 páginas que pode ser consultada na Biblioteca Municipal de Seia ou adquirida numa livraria da cidade.
Em minha opinião é um excelente ponto de partida para novos estudos sobre a história de Seia.

segunda-feira, 3 de novembro de 2008

Livros de Seia - "História de Seia"

"História de Seia - a porta da Estrela" é um livro de banda desenhada de Eugénio Silva editado há uns anos pela Região de Turismo da Serra da Estrela. Uma obra prima, que vale a pena ler e ter em casa, para pequenos e grandes.

Esta obra de banda desenhada pretende registar a história ancestral do município de Seia. A grande «Porta de Entrada» na Serra da Estrela vê aqui dignificado o seu vasto património histórico, cultural e turístico. É um trabalho de grande mérito artístico, pleno de rigor e de interesse didático.

Para leitura o livro pode requisitar-se na Biblioteca Municipal ou comprar-se numa papelaria de Seia.

domingo, 2 de novembro de 2008

Finas compotas para um pão de excelência

O Jornal de Noticias de hoje fala de dois produtos de Seia valorizados no mercado nacional: A Companhia das Abóboras e o Pão do Sabugueiro.
Aqui fica um excerto do trabalho da jornalista Licínia Girão sobre estas "Receitas guardadas há gerações em família e que chegam hoje às nossas casas".

"Estamos em pleno Outono e o tempo começa a dar-nos o prazer de ver a sair das chaminés o fumo das lareiras acesas e do lume dos borralhos das saudosas casas das aldeias dos nossos pais e avós.
Foi por aí que a Viva+ andou à descoberta dos aromas e sabores de Outono. Chegámos à aldeia mais alta de Portugal, em plena Serra da Estrela, e rendemo-nos aos encantos do Sabugueiro, no concelho de Seia.
Enchidos e presuntos a serem fumados, o leite da ovelha bordaleira a ser transformado no famoso Queijo Serra da Estrela, o soro em requeijão e o vinho do Dão nas prateleiras. Mas o cheiro do pão acabado de sair do forno de lenha não deixa ninguém indiferente.
Desde sempre que Carlos Branquinho teve o privilégio de saborear o pão de centeio que a mãe cozia, tal como praticamente todas as donas de casa da aldeia. Em 1996 já eram poucas as mãos que amassavam a mistura que dava origem ao designado Pão do Sabugueiro. Conceição Branquinho teimava em cozer o pão, incluindo no forno comunitário da aldeia.
Os pedidos começaram a surgir. Primeiro as vizinhas, depois os donos dos muitos restaurantes do Sabugueiro. Carlos Branquinho começou a ajudar a mãe e depressa deu conta de que tinha de ir mais longe.
Em Seia, este não foi o único negócio próspero que nasceu a partir de uma receita familiar. Os irmãos Manuel Correia e Ricardo Correia também passaram a infância a deliciarem-se, durante o Inverno, com as compotas feitas, nesta altura do ano, pelas mãos da avó e da mãe.
Há dez anos lançaram mãos à obra e criaram, em Gouveia, "A Companhia das Abóboras", hojeum caso de sucesso nacional. Com o segredo repescado entre as gerações mais velhas e guardado entre os delicados dedos que cortam a fruta que transformam em compotas criaram 24 as variedades de doces para 50 referências".
Declaração de interesses (!):
O Carlos Branquinho é meu irmão!

sábado, 1 de novembro de 2008

Presidente à moda da Beira. Humor, Culinária e talvez alguma política

Com a devida vénia, publico aqui um texto de opinião de Joaquim Nércio, que vem na edição de 30 de Outubro do Jornal "O Interior" da Guarda: www.ointerior.pt

"Esta receita pode ser utilizada com resultados assegurados, mas pela sua complexidade de confecção requer cozinheiro especializado, bem como um elevado número de ajudantes de cozinha experientes na matéria ou então de fácil e rápida aprendizagem, que ajam facilmente sobe as técnicas do "segue-me" e "vale tudo".
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Ingredientes:
- 1 Kg de militantes colhidos atempadamente, com uma antecedência nunca inferior a 6 meses, podendo ser utilizada para colheita a conhecida técnica de chapelada (técnica ancestral que deriva do termo e função de chapeleiro ou "afia tesouras", homem que percorria cidades, vilas e aldeias puxando um carrinho engenhoso e tocando uma gaita de muitos buracos, fazendo-se notar e ouvir mesmo sem nada dizer, mas lá tocar gaita e de muitos buracos sabia ele);
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- 1,5 Kg de discurso bacoco, vazio e aparelhista, bem decorado, de preferência em frente ao espelho, muito repetido mas tendo o cuidado de nunca o confrontar com ninguém, sob o perigo e elevado risco de poder perder todo o sabor e paladar;
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- 1 colher de sopa de vídeo com um fundo campestre em que o cozinheiro represente sozinho o texto esforçadamente decorado (em frente ao espelho) e sabiamente escrito lá por Lisboa pelo desconhecido (ou não) cozinheiro mor, que deverá ser atempadamente colocado no You Tube e no blogue www.esomaior.com com acesso restrito a comentários de estranhos ao projecto culinário;
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- 1 embalagem de molho de campanha publicitária via CTT pré-confeccionado, comprado numa loja perto de si;
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- 1 ramo de salsa;
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- 1 ramo de presidente das mulheres, colhido no quintal da casa de família;
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- 1 folha de louro;
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- 1 folha de presidente da juventude;
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- 100 gramas de COC (comissão organizadora de congressos), tendo o cuidado de esta ser de segunda escolha, pois adquire um sabor mais intenso, assegurando assim o condimento mais à medida do tempero exigido para garantir os bons resultados da confecção;
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- 999 gramas de cotas pagas por Multibanco, fresquinhas de preferência do próprio dia ou então do dia anterior; - sal e pimenta;
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- 0,5 dl de vinho branco da região.
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Modo de preparação:
Numa panela de "pressão", onde caibam todos os militantes já marinados há mais de 6 meses, junte também todos os políticos ressabiados e todos os outros importantes e alinhados, deite discurso bacoco, vazio e aparelhista em quantidade suficiente para os cobrir e leve ao lume com as cotas pagas fresquinhas, vinho branco da região, COC em grão e louro e salsa "atados". Tempere com presidente da juventude e presidente das mulheres em quantidade qb, sal e pimenta a gosto e deixe ferver cerca de 40 a 50 minutos dependendo da capacidade de pressão da panela. Desligue o lume e deixe arrefecer. Depois escorra os militantes, deite-os sobre uma travessa e enfeite com o vídeo com fundo campestre. Sugestões: Junte o molho de campanha publicitária via CTT pré-confeccionado em quantidade abundante de forma a preencher toda a travessa. Acompanhe com vinho tinto velho de aroma frutado. Recomendações: Esta iguaria digna de um verdadeiro repasto deve ser apreciada, degustada e ingerida em quantidades moderadas, pois embora o seu magnífico paladar agrade comprovadamente a uma grande maioria, poderá provocar graves distúrbios gastro-intestinais".

Por: Joaquim Nércio

quinta-feira, 30 de outubro de 2008

O perigo da droga espreita em frente à Escola Secundária

O prédio em ruínas frente à escola Secundária de Seia, para além de constituir um perigo para a segurança das pessoas, porque pode cair, como caiu o outro ao lado, está a constituir um verdadeiro atentado à dignidade das pessoas. É que é para ali que “fogem” muitos alunos nos intervalos das aulas para fumarem, uma vez que não é permitido fumar dentro da escola. Às vezes chegam a fazer fila em grandes correrias para “esfumaçar”. Passo ali todos os dias a caminho de casa e sei o que isto é.

Há inclusivamente um grupo de alunos que no âmbito de uma disciplina ou projecto da escola terá feito um pequeno filme sobre o mundo da droga e o cenário escolhido foi mesmo aquele!
Quem quiser confirmar é só entrar, para verificar verdadeiros cenários dantescos e tenebrosos a fazer lembrar o submundo droga. E andamos nós aqui a fazer campanhas e projectos contra a droga! E estão os pais em casa descansados.

Bem sei que a situação pode ser complicada, dado que o proprietário daquele monstro não é pessoa fácil, e só está metido em encrencas, mas alguma coisa tem de ser feita, porque tudo tem remédio.

Nota: Imagem do local e mais informação em http://joaotilly.weblog.com.pt/

quarta-feira, 29 de outubro de 2008

A Língua Travada

No âmbito das actividades paralelas do Cine’Eco, teve lugar uma sessão de apresentação do livro “A Língua Travada” da escritora brasileira Denise Godoy.

Na obra, funde-se a literatura e a fonética, com poemas e pequenos contos, além de uma segunda parte com trava-línguas e exercícios de respiração.

São textos que devem ser lidos em voz alta, por isso, a autora pediu na ocasião a alguns presentes que lessem alguns textos.

Na altura fui uma das “vitimas” e coube-me entre outros ler o seguinte:


(consonâncias explosivas bilabiais – B)

BRINCADEIRA

A boca ou o braço
O bambu ou o bagaço?

A bola ou a boneca
O barco ou a bica
O boliche ou a biblioteca
A busca ou a brincadeira
A beterraba ou a bolacha
A blusa ou o brinquedo
A briga ou o beliscão?

O belo ou o “bão”
A borboleta ou a brisa
A bicicleta ou o balão
A banda ou o boi-bumbá
A bênção ou o bem-te-vi
A bruxa ou o boitatá
O bosque ou o buriti?

... Em memória do senhor Castanheira do Lagoa

Hoje vou lembrar aqui, em geito de homenagem o senhor Castanheira. Soube há dias que faleceu. Tinha estima por ele. Muita estima.

Dono do Restaurante Lagoa, o senhor Castanheira era uma pessoa carinhosa, simpática, afável e respeitadora, apesar da dureza da vida. Partiu e quase nem se deu por isso. Parece que nem os jornais da terra falaram disso. Nem na necrologia. Ou fui eu que nem me apercebi.
Seja como for, fica a minha lembrança e os votos de sentidos pêsames à família.


Esta é uma foto do senhor Castanheira com a esposa, que fui recuperar aos arquivos do Jornal Noticias da Serra e que publico com o devido respeito e sentimento profundo de singela homenagem.

Dinamismo cultural prossegue em Novembro

Em Novembro o dinamismo cultural não pára em Seia.
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Da agenda da Casa Municipal da Cultura, consta, já para este fim de semana o “Mamma mia!”, para quem tem saudades dos ABBA. No dia 8, será um Sábado em cheio com o Festus – 1º Festival de Tunas de Seia, um novo evento que pode vir para ficar e que promete animar os bares do centro histórico da cidade. A seguir, dia 14, o concerto Concerto “Flauta Mágica” de Mozart, com a Orquestra Sinfónica do Norte, integrado nas Jornadas históricas, este ano dedicadas à Maçonaria. No Domingo, 23 será o concerto comemorativo do centenário da banda de torroselo. No dia 27 será a vez do “Quarteto de Cordas Vardanyan”, do Real Colégio de Londres se apresentar ao público de Seia no âmbito do Festival Harmos e no Domingo seguinte, dia 30, será a vez do Festival Nacional de Orquestras de Música Ligeira da OJSE. Pelo meio ainda haverá cinema, exposições e tudo o mais.
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Como se vê, é um mês marcado por um grande ecletismo musical, mas as circunstâncias assim o determinam, com o envolvimento de várias entidades da sociedade civil.

rostos Cine'Eco

Ainda o cine’Eco, para publicar esta imagem dos “rostos Cine’Eco” da autoria de M.E.C.

… e uma recomendação de visita ao blogue do cine’eco 2008:
http://cineeco2008.blogspot.com/2008/10/cine-eco-2008.html

... E para o ano há mais.

terça-feira, 28 de outubro de 2008

... Até temos mais uma igreja nova

Agora até temos uma igreja nova. Dizem que é grande demais, que ficou enfiada num buraco e que não se justificava. Que só foi feita por teimosia. Que agora o Estado tem de injectar lá dinheiro, em vez de o aplicar nos projectos para carenciados. Que as igrejas que já havia eram suficientes. Que o problema é o da mobilização das pessoas para as encher. Que afinal isto anda tudo ao contrário – tudo preocupado com obras físicas em vez de empenhamentos redobrados na construção interior do homem.
Mas pronto, é uma obra de regime. A maior do distrito da Guarda! Até faz parar o trânsito em Seia! É verdade, tiveram que ser mudados os semáforos e as passadeiras e isso está a provocar engarrafamentos.
É o progresso na nossa terra!
Ao que parece, terá sido uma obra feita ao arrepeio da maioria, mas pronto, ou prontes! Manda quem pode, obedece quem deve.

Até já tenho ouvido dizer que não vale a pena dizer nada porque está feito – está feito e por isso é melhor não dizer nada, porque podem levar a mal, podem pensar que é má sina, estar sempre contra, ou que nesta terra não se pode fazer nada, enfim...

Os homens passam e a obra fica e pronto! Agora o que é preciso é ampliar o rebanho, levar lá muita gente, porque o betão já lá está. E não é como aquele senhor da minha terra que construiu uma capela e depois da obra, já sem dinheiro para comprar santos, exclamou: “A capela já está feita, agora o santo é que é o diabo”!

segunda-feira, 27 de outubro de 2008

Cine'Eco, um festival que é uma imagem de marca de Seia

Terminou mais uma edição do Cine’eco. Foi uma semana intensa que este evento proporcionou, afirmando-se como o maior cartaz de promoção de Seia para o exterior. E todos nós sabemos a importância do Festival na afirmação deste território.
Quantas vezes não reclamamos a organização de grandes iniciativas que nos projectem nos exterior?
Pois o cine’eco é bem disso um exemplo. É uma imagem de marca desta cidade que se afirma, pouco a pouco pela cultura e pelo ambiente. E como tem sido dito, esse festival é o principal responsável por haver em Seia o CISE, como Centro de Interpretação da Serra da Estrela. Um pretexto bem aproveitado por Eduardo Brito, que assim regista para as gerações vindouras esta marca no desenvolvimento de Seia.
A par deste fenómeno, regista-se um outro chamado Museu do Pão, projecto privado que atrai a Seia milhares de pessoas e que constitui igualmente uma outra imagem de marca da cidade. Depois há o Museu do Brinquedo e os Museus Etnográficos. A seguir vem o Museu (vivo) da electricidade, o museu da agricultura e alimentação de Sandomil, a Galeria de arte na parte histórica de Seia e a Livraria em construção, frente ao Largo da Câmara.
Tudo isto e os muitos eventos organizados ao longo do ano, fazem de Seia, apesar dos seus condicionalismos, uma cidade viva.
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Nota: Dia 8 vai começar mais um festival. Desta vez é de tunas, envolvendo a Escola Superior de Turismo e a EMCR, na Casa da Cultura. É o FESTUS.

domingo, 26 de outubro de 2008

O documentário "Em Construção" de Zhenchen Liu foi o grande vencedor do Cine'Eco 2008 em Seia

O documentário "Em Construção" (Under Construction), do realizador Zhenchen Liu, foi o grande vencedor do Cine'Eco 2008, XIV Festival Internacional de Cinema de Ambiente de Seia.Zhenchen Liu Nasceu em Xangai, China em 1976. Formou-se na School of Fine Art de Xangai e trabalha como freelancer em França e na China. "Os planificadores urbanos decidiram derrubar partes da antiga cidade de Xangai para renovar a cidade. Todos os anos mais de cem mil famílias são forçadas a abandonar as suas casas e a mudarem-se para edifícios nos limites da cidade. "Em Construção" é uma visão bi – e tri – dimensional das áreas habitacionais de Xangai, agora destruídas".
O Juri Internacional atribuiu ainda os seguintes prémios: Prémio Educação Ambiental: "Desertos em Movimento - Europa" (Wüsten im Yormarsch - Europa Deserts on the move – Europe), de Ingo Herbst, (Alemanha, 2007); Prémio Antropologia Ambiental - "Os Olhos Fechados da América Latina" (Los Ojos Cerrados de América latina The Cloce Eyes of Latin America), de Miguel Mirra (Argentina, 2007); Prémio Resíduos - "Cemitérios digitais" (Digital Cimiteries Digital Cimiteries), de Yorgos Avgeropoulos (Grécia, 2007); Prémio Polis - "O Estádio Verde" (Der Prater – Ein Wilde Geschichte The Green Stadium), de Manfred Corrine (Áustria, 2007); Prémio Água - "Desenvolvimento Hidrográfico – Tratamento de Áreas em Sulcos" (Jalagam Vikas – Mitti Ke Bandh Watershed Development – Earthen Dams) de Pinky Brahma Choudhury, Shobhit Jain (Índia, 2007); Vídeo não profissional - "Não Há Terra para os Pinguins" (No Pinguin's Land No Pinguin's Land), de Barelli Marcel, (Suíça, 2008); Prémio Camacho Costa - "Um Sentimento Maravilhoso" (A Sense of Wonder A Sense of Wonder) de Christopher Monger (E.U.A, 2008); O Juri Internacional atribuiu ainda Menções Honrosas aos seguintes filmes:"Os Profetas do Clima" (Die Wetterpropheten The Weatherprophets) de Christoph Felder (Alemanha, 2007); "Correntes – Por Amor À Água" (Flow, for Love of Water Flow, for Love of Water) de Irena Salina (EUA, 2008);
Por ultimo o Juri Internacional deixou ainda lavrado em acta a seguinte anotação: "A importância deste festival é primordial porque o mundo é a nossa casa e todos temos o direito de viver em harmonia.Por isso, aqui lavramos um desafio: Para o ano queremos ainda mais filmes e mais momentos para contrariar o medo de mudar".
Por sua vez, o Juri da Lusofonia atribuiu os seguintes prémios: Premio Lusofonia: "Juruna, O Espírito da FlorestaJuruna", (O Espírito da Floresta Juruna, The Spirit of the Forest) de Armando Sampaio Lacerda (Brasil, 2008); Menções honrosas: "A Luz dos Meus Dias" (A Luz dos Meus Dias The Light of my Days) de Anabela Saint-Maurice (Portugal, 2008);"dot.com" (dot.com dot.com) de Luís Galvão Teles (Portugal, 2007);"A Grande Aventura" (A Grande Aventura The Great Adventure) de Francisco Manso (Portugal, 2008);
O Júri da Juventude atribuiu o Grande Prémio da Juventude à obra "Under Construction" – "Em Construção" (França, 2008) de Zhenchen Liu. Analogamente, o júri jovem atribuiu ainda os seguintes prémios: Prémio "Terra" à obra "Scarred Lands and Wounded Lives: The Envirommental Impact of War" – "Terras Feridas, Vidas de Dor" (EUA, 2007) de Alice T. Day e Lincoln H. Day, pela sensibilização emergente da capacidade auto-destrutiva da naturza Humana; Prémio "Alerta" à obra, "Digital Cemiteries" – "Cemitérios Digitais" (Grécia, 2007) de Yorgos Avgeropoulos, pela consciencialização de um problemática desconhecida da maioria da população mundial; Menção Honrosa à obra, "The Women at Clayoquot"- "As Mulheres de Clayoquot" (Canadá, 2008) de Shelley Wine.
O Júri das Extensões atribuiu o Prémio "Cine'Eco em Movimento" ao documentário - "Desertos em Movimento - Europa", de Ingo Herbst, (Alemanha, 2007); e as seguintes Menções Honrosas: "O Fantasma do colectivo", de Abi Feijó e "Em Construção", de Zhenchen Liu, (França/ China).

sexta-feira, 24 de outubro de 2008

E se a sede da Região de turismo viesse para Seia?!

Há uma guerra instalada para os lados da Covilhã porque a Câmara de lá quer sair ou já saiu da região de turismo da serra da estrela, que agora se vai chamar ou já se chama outra coisa qualquer, e está bom de ver; se a Câmara de lá sai, não faz muito sentido a sede dessa estrutura ficar naquela cidade, logo fará algum sentido a cidade de Seia começar a reivindicar para cá essa sede, porque afinal a “serra é nossa”!, por isso fica aqui desde já o alerta aos senenses e afins para que comecem a pensar nisso e a reivindicar, porque é aí que pode estar o ganho!
Pode parecer que já se está a “esfolar o animal, quando ele ainda está vivo”, como se diz na gíria, mas nestas coisas, como dizia a minha tia, “temos que nos fazer ao caminho bem cedo”, e por aí fora.
Nota 1: Bem sei que não é por muito madrugar que amanhece mais cedo, mas às vezes é preciso fazer caminho.
Nota 2: Vou procurar voltar ao assunto.

sexta-feira, 17 de outubro de 2008

Filmes de Seia no Cine'Eco

São vários os documentários feitos por pessoas de Seia ou sobre a região de Seia. Desses destacam-se na competição da lusofonia os seguintes:

“Centenário da Banda de Torroselo” de Luis Silva;


“Conservação de Recursos hídricos”, de João Tilly;


“Maputo: Não é proibido sonhar” de Madalena Cunhal;


“Cartas de Amor” de Alexandre Sampaio, com o Grupo Senna em Palco;


“Na diáspora, os lusos na Argentina” de Fernando Moura


Este ultimo faz o retrato dos emigrantes oriundos de Seia que se encontram na Argentina. Com este documentário, o realizador pretende “mostrar como vivem os portugueses na Argentina (48,4% naturais do Distrito da Guarda, 37% dos quais nascidos no Concelho de Seia), o isolamento a sobrevivência da última geração enquanto comunidade particular, num país em que a imigração desta zona parou na década de 1970. Retratar a SAUDADE, DIÁSPORA E O RETORNO.”

terça-feira, 14 de outubro de 2008

De que politica se fala em Seia, quando não se fala quase nada?

De que politica se fala em Seia quando não se fala quase nada? Por cá e arredores, fala-se de politica à boca cheia, mas também não se fala tanto como seria suposto, existindo aqui e ali uma certa apatia, como que uma espécie de vazio a adivinhar expectativa ou a revelar puro desinteresse. E não se diga que não há matéria. Eduardo Brito anuncia que não se candidata mais. Filipe Camelo disponibiliza-se em entrevista pública e publicada. António Maximino também se perfila como candidato a candidato. A Comissão Politica do PS, afecta na totalidade a EB irá pronunciar-se até ao fim do ano, quando o ainda Presidente da Câmara já comunicou apoio ao seu actual número dois. Por sua vez, o mesmo Eduardo Brito vai disputar eleições para a Federação da Guarda no próximo dia 24, onde terá grandes dificuldades em vencer uma lista há muito preparada.

Do lado do PSD, Andrade Ferreira, que andou dois anos a “dormir na forma “como Presidente da Concelhia, parece acordar agora para se recandidatar, sabendo que Eduardo Brito não corre para a Câmara. Nuno Vaz também poderá avançar. Outros mais cautelosos poderão igualmente sair da toca, e… Assim se toca a música da política local, num meio tom entre a euforia de uns poucos e o alheamento e a indiferença de uma grande maioria. E ainda há quem diga que em Seia não há assunto. Então não há! E o resto, o que se adivinha? O que aí vem, não conta?

Haja quem queira usar da palavra!

O problema é que no emaranhado destas coisas há sempre os que se divertem a alimentar fóruns de anonimato, onde se descarregam uns odiozinhos e se fazem e desfazem artimanhas. E o resto é treta! Mas vamos ver as cenas dos próximos capítulos e os “papalvos” que nestas ocasiões ocorrem.

Oferta cultural em Seia

Já me tinham dito uma vez e hoje voltei a ouvir esta expressão: “em matéria de programação cultural, “Seia é uma espécie de Académica da 1ª divisão”. Ou seja, quer isto dizer que ao longo do ano vamos tendo uma certa programação de relevo na Casa Municipal da Cultura. Já vamos disputando uns “joguinhos” de grande plano. Temos uma programação equilibrada, sistematizada, planeada; eventos consolidados, hábitos a enraizar-se. Temos vários festivais ao longo do ano: - de Jazz e Blues, de Stand Up Comedy, de Artes Plásticas (Artis), de cinema (Cine’Eco), de musica ligeira,... Há concertos pontuais ao longo do ano, espectáculos de dança e teatro, sessões regulares de cinema dito comercial e alguns ciclos temáticos; conferências, feiras, etc.

Apesar do edifício estar teimosamente em obras há mais de dois anos, inviabilizando uma programação mais rica e diversificada, muito se oferece ao público. E esta é sem dúvida uma aposta muito importante por parte do município – proporcionar aos seus munícipes os chamados “bens culturais”. As pessoas, por sua vez, e dado que tem sido feito um trabalho persistente, de habituação e com envolvência das escolas e de encontro à comunidade em geral, têm vindo a aderir às iniciativas. Com excepção das sessões de cinema comercial, que tem sofrido nos últimos tempos uma queda bastante acentuada, e que não é um exclusivo de Seia; todas as outras áreas têm registado subidas vertiginosas de adesão de público.

Por isso, esta á a parte importante da coisa - que as pessoas de Seia (concelho) usufruam. E usufruir é isso mesmo, fruir, tirar partido, gozar. Daí a necessidade de se apelar cada vez mais à participação das pessoas nas manifestações artísticas que por cá se realizam. E no palco de Seia passam nomes sonantes das artes, acontecem espectáculos dignos das grandes salas de grandes centros urbanos. E o exemplo mais próximo é o concerto de Rodrigo Leão & Cinema Ensemble, este Sábado na abertura do Cine’Eco. Este será, como também me dizia o Outro, uma espécie de jogo Académica Benfica, em que a Académica é Seia e o Rodrigo Leão o Benfica, que só não é águia porque,… não foi assim que o baptizaram!
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P.S. É óbvio que este assunto, da programação cultural dá sempre pano para mangas, mas para já, foi o que me ocorreu nesta espécie de caderno diário preenchido ao fim de um dia de (muito) trabalho.
Para aliviar!