O primeiro que eu conheço foi em 1985, quando Palma edita o álbum “O Lado Errado da Noite” extraindo dele o single “Deixa-me rir”, que ainda hoje funciona como imagem de marca.
Logo a seguir, em 1986, surge “Quarto Minguante” e em 1989 “Bairro do Amor” considerado pelos jornais Público e Diário de Notícias como um dos álbuns do século da música portuguesa.
Daí para cá houve outras etapas marcantes, umas boas, outras nem por isso, mas nem por isso mesmo o artista / compositor deixou de ser igual a si próprio.
A mim tem-me marcado musicalmente, e precisamente desde 1985 / 86, altura em que já passava “Deixa-me Rir” e outros, no tempo das rádios piratas. Primeiro na Rádio Beira Alta e depois mais tarde na Rádio Clube Serra da Estrela.
Por entre outras músicas mais em voga, várias vezes ia rodando Jorge Palma, quantas vezes contra a corrente, por muitos temas dele não serem tão comerciais e não recomendáveis nas Play list’s anotadas previamente à mão na ficha, que a lida da rádio já então impunha.
Por essas alturas eu tinha 20, 22 anos, e dizia algumas vezes que era o meu cantor português meu favorito!
Agora, passados sensivelmente outros tantos, tenho 42 e o Jorge tem 58, vou finalmente poder vê-lo ao vivo e ainda por cima em Seia. E não tanto como tantos, na ânsia de ouvir o “Encosta-te a mim”, provavelmente o ultimo tema do concerto, para prender a malta nova, mas para viajar pelos seus grandes êxitos, que o acompanharam tanto nos bons como nos tempos de “bardina”.
É dia 14 de Julho, no anfiteatro municipal de Seia, a partir das 23 horas, com entrada livre, porque no dia 25 de Julho, chovia em Seia na altura de montar aparelhagem e à meia noite, e o Jorge Palma não actuou, apesar de ter corrido o boato de que o artista se embebedou e não tocou!













