segunda-feira, 3 de março de 2008

Questões dos leitores colocadas na Assembleia Municipal

Vários leitores colocaram algumas questões que levei à Assembleia Municipal realizada no passado dia 29 de Fevereiro.
Sobre a questão da dívida da Câmara, esta foi remetida para o mês de Abril, altura em que a Assembleia votará as Contas de Gerência de 2007.
Sobre as obras no Bairro da Fisel, o senhor Presidente disse ter tomado nota. A questão do Centro de Saúde, houve unanimidade quanto ao facto deste funcionar mal, o que se deve á falta de médicos, uma vez que a grande maioria dos médicos deste Centro fazem urgências no Hospital. A breve prazo, com a reformulação do Hospital de Seia, poderão vir a ser mobilizados médicos para as Urgências vindos dos Centros de Saúde de Gouveia ou Fornos. Entretanto o assunto está a ser tratado com vista a melhorar a situação.
A Loja Ponto Já, na parte superior da Casa da Cultura ainda não abriu porque as obras se atrasaram, mas estas estão agora a ser retomadas.
Quanto a licenciamento de obras, tudo está dentro da normalidade.

Intervenção na Assembleia Municipal de Seia do dia 29 de Fevereiro

Como habitualmente acontece, desde o primeiro dia que vim para esta assembleia, venho a esta tribuna falar claro e directo, sobre assuntos que julgo pertinentes no quadro de desenvolvimento do concelho.
Também desde o 1º dia, que não me canso de apontar a necessidade de tirarmos Seia do buraco em que está metido, reivindicando todos, mas mesmo todos, novas vias de comunicação. E nesta matéria, o que se temia, pode estar a acontecer, que é empatar-nos com diálogo. Por isso, não devemos desarmar a nossa luta por novos acessos, aumentando isso sim, a pressão sobre o governo, da necessidade de construção dos Itinerários Complementares.
Começa a chegar a hora do governo dizer o que pretende fazer e quando!
E sobre a questão dos túneis, o que me apraz dizer é compete ao governo dizer primeiro se o Estado ou o país tem estofo financeiro para avançar para uma empreitada dessa natureza, essa obra de Estado e de Regime. É que me parece que fazer os Túneis da Serra da Estrela é quase como construir 10 estádios de futebol no país e neste contexto a pergunta incortornável é se temos dinheiro para isso! E por isso, este é um assunto que não é só nosso, mas para toda a opinião pública portuguesa. E também por isso, eu não sou favorável aos túneis. Ou seja, não sou favorável a uma não solução, a uma utopia cada vez mais utópica.
Temos de ser persistentes nesta matéria até á exaustão, porque sem estradas nunca mais saímos da “cepa torta” e nós não devemos ter medo, se for preciso, de pormos todos o lugar á disposição de autarcas se não formos ouvidos nesta justa e mais do que merecida reivindicação.
A nossa paciência não pode confundir-se com resignação e apesar do governo estar a dar sinais de querer fazer alguma coisa, nós temos de mostrar-nos fortes e determinados.

Fora deste contexto, há a prioridade do Emprego, fundamental para o desenvolvimento do concelho e sua sobrevivência. Como também tenho dito desde o primeiro dia, era urgente criar um Conselho Económico e Social para juntar os vários parceiros locais, - Câmara, Escolas, Nerga, Associação comerciantes e de artesãos, e outras entidades, com vista a promover estratégias de investimento e incentivos ao Empreendedorismo. E nesse sentido, é com enorme satisfação que registamos a criação do Gabinete de Apoio ao Investimento e Empreendedorismo, que se apresenta imbuído deste espirito dinâmico e concertado, e que estamos certos, dará os seus frutos.

Agora é urgente, vestirmos esta camisola, porque só assim, numa frente comum, assumida por todos, na mobilização para o investimento e incentivo a potenciais empresários e jovens empreendedores, podemos ambicionar ter resultados, porque fazer só medidas avulso, sem estratégia e concertação, não resulta.
Como também tenho dito desde a primeira hora, o Presidente da Câmara não é o único agente capaz de dinamizar o concelho, - temos de ser todos, cada um no seu lugar, com energia e determinação a estimular e a fazer-fazer!

No combate político, franco e aberto, saudável e dinâmico é que deve assentar a nossa missão, sem medo e sem receio. Há muita coisa para fazer, muito para mudar no concelho e não nos podemos resignar, sob pena do comodismo e do marasmo se apoderarem de todos nós.
Precisamos de uma sociedade activa e uma cidadania viva, capaz de dar fôlego e sentido á vida local, seja no plano individual, seja no colectivo.

Apoiar o que deve ser apoiado, criticar o que deve ser criticado e corrigir o que deve ser corrigido.

E como também digo desde o primeiro dia, discordar não é necessariamente dizer mal ou estar de má fé. Precisamos de saber lidar melhor com esta coisa da democracia e particularmente com sistemas de lideranças fortes, para que fortes sejam as ondas do progresso.

Seia não pode parar!

Seia tem sido pioneira em muita coisa, e precisamos de manter o concelho permanentemente na dianteira. Como tenho aprendido ao longo dos anos com o próprio Presidente Eduardo Brito, todos os dias temos de ser criativos, dinâmicos e eficazes na acção prática.
Esta coisa do desenvolvimento apela-nos todos os dias ao desassossego. Mas não nos deve tirar o sono!

Há muito que os sinais de desmoralização colectiva estão presentes no quotidiano português e Seia não foge á regra. E são antigas as causas que minaram a confiança entre representados e representantes, entre eleitores e eleitos. E não se trata só do mérito e demérito das governações locais ou nacionais, é algo mais sério.
É por ventura um nó cego de sentimentos e incertezas, algo que tem a ver com o estado da nossa democracia e com a dimensão moral da representatividade, uma dimensão que os representantes por vezes parecem ignorar.

Mas não venho aqui pregar moralidades políticas, pretendo tão somente, como faço desde o primeiro dia, estimular o debate e desassossegar os eventuais acomodados. E nesse contexto, há sempre muito para contar, muito para reivindicar e apontar, mas julgo que em termos de grandes opções e desígnios para o concelho, não podemos sair destas duas grandes prioridades – Vias de comunicação e Emprego.
E é por aí que vamos e é por aí que temos de seguir, persistentemente.

terça-feira, 26 de fevereiro de 2008

Começou o Fantasporto, festival do cinema fantástico

Estive ontem na abertura oficial do Fantasporto, um Festival da família Dorminsky, que promete animar o Porto nos próximos dias.
O Teatro Municipal Rivoli engalanou-se para receber as “tribos” convidadas, numa sessão com vários recados para o governo por causa dos subsídios. Ninguém está satisfeito!
Ainda por cima o “Fantas”, segundo a imprensa tem um orçamento de 3,5 milhões de euros e desses só 10% serão verbas do Estado. Será?
O Cine’Eco de Seia, que é um festival modesto, custa quase tanto como o cachet de um convidado do Fantasporto! E mesmo assim, só a titulo de curiosidade, vai ter dentro de dias uma Extensão no prestigiado Festival Internacional de Sarajevo, além de outras extensões no Teatro Aveirense, na Fnac de Gaia, e por esse país fora.

Entretanto, a cerimónia de abertura do Fantasporto permitiu-me, além de encontrar alguns amigos, ver em ante-estreia nacional o filme "Este País não é para Velhos", de Ethan e Joel Coen, que conquistou o Óscar de melhor filme na 80.ª cerimónia de entrega das estatuetas.
"Este País não é para Velhos", é a adaptação de um romance de Cormac McCarthy que conta a história de um negócio de droga que dá para o torto, no sul do Texas.

segunda-feira, 25 de fevereiro de 2008

Assembleia Municipal de Seia, esta sexta feira. Aceitam-se ideias e sugestões

Esta sexta feira, dia 29 de Fevereiro, reúne a Assembleia Municipal de Seia, naquela que é a sessão ordinária deste mês, não havendo para já grandes assuntos de natureza política agendados.
Entretanto e como é habitual, será no chamado período “Antes da Ordem do Dia” que terão lugar as intervenções sobre a actualidade política local.
Por isso e como vem sendo habitual, se algum dos leitores do blogue quiser colocar alguma questão que julgue pertinente submeter á Assembleia, pode enviar-me, quer através de um post, quer para o e-mail pessoal. Qualquer coisa que não esteja bem, qualquer critica ou sugestão, estarei receptivo para ser portador das mensagens!

Seia agradece e a democracia enriquece, sendo aberta e participada.
Já agora, quem quiser assistir, também pode, o local é a antiga sala de audiências, no edifício da Câmara Municipal. Aí as pessoas podem intervir, num período inicial destinado ao público.

domingo, 24 de fevereiro de 2008

O Blogue feito pelos leitores - O Contact Center da EDP em Seia

Pedro Tinoco Fraga enviou um post sobre o Contactc Center da EDP em Seia. Por ser pertinente e motivo de reflexão, feito por um senense no exterior, que é uma referência de empreendedorismo empresarial na área de software e novas tecnologias, ouso colocar aqui também o texto, com a devida visibilidade:
"Relevar a criação de um contact centre é algo de preocupante e revelador do estado de desespero dos concelhos do interior. Estamos a falar de emprego low level, descartável e facilmente transferível (ver, p.e. comentário de 20/FEV). Não está em causa o investidor (EDP, neste caso), mas é importante ser realista e saber que não é com este tipo de investimento que a médio-longo prazo a actividade do concelho será alavancada. Estamos a falar de, temporariamente, resolver/mascarar algums situações de desemprego, mas não mais do que isoo. O que importa discutir é : onde está o investimento relevante no concelho de Seia e o que é feito para o atrair ? Seia compete com todos os outros concelhos na captação de investimento produtivo e preferencialmente de longo prazo e é nessa "competição" que urge criar vantagens comparativas.
Pedro Tinoco Fraga

sábado, 23 de fevereiro de 2008

Estendal Publicitário nos Bombeiros

Esta é uma forma “sui generis” e quem sabe “reprodutiva” dos Bombeiros Voluntários de Seia em dar visibilidade ás empresas que apoiam a prova todo-o-terreno que estão a organizar para o dia 13 de Abril.

Podemos chamar a isto “Estendal Publicitário”, numa espécie de “Arte Pobre”, mas que pode vir a ganhar adeptos noutras latitudes, e que os Bombeiros de Seia para já apresentam num processo pioneiro e criativo.

O que é preciso é todos ficarem contentes – Associação Humanitária a receber os apoios que merece e as empresas a terem um pouco de visibilidade – para que no dia 13 a prova seja mais um sinal de afirmação desta importante colectividade de Seia.

quarta-feira, 20 de fevereiro de 2008

"Fados" de Carlos Saura, esta quinta feira no Cinema de Seia

Os fadistas portugueses Mariza e Carlos do Carmo consideraram que o filme "Fados", de Carlos Saura, "dá dignidade ao fado" e "abre uma porta de modernidade".

"Senti-me sempre fadista no filme e não actriz", afirmou Mariza.

Seia pode ver o filme esta quinta-feira, numa espécie de sessão de "Cinema Alternativo".
Na Sexta e no Sábado, sobe ao palco o Blues, no Festival "Seia Jazz e Blues".

Viagens pelas nossas terras, SÃO ROMÃO

A vila de São Romão está edificada no vértice de um extenso e fértil vale, à altitude de 590m.
Povoação muito antiga com Foral concedido por D. Manuel em 1514, foi elevada à categoria de vila a 18 de Dezembro de 1987.
O Rio Alva passa na Ponte Jugais a cerca de 2Kms de S. Romão. Embora a paisagem que nesta zona se avista seja de grande beleza, é na Sra. do Desterro que a imaginação se perde em contemplações.
Os limites extremos de S. Romão sobem às alturas da Serra da Estrela e vão demarcar-se no sítio da Torre ou planalto do Malhão, onde confinam os de Alvoco, Sabugueiro, Loriga e Covilhã.
Foi no termo de S. Romão que se construiu, em 1909, a 1ª central Eléctrica portuguesa, na Senhora do Destêrro, com uma potência inicial de 2.320 KW, pouco depois acrescentada pela Ponte de Jugais, com uma queda de água de 230m e uma potência de 4.656Kw. Há ainda as centrais do Sabugueiro a 1000m de altitude e a de Vila Cova, esta com a queda de 207m e a potência de 4.211Kw, todas no Rio Alva.
À povoação de S. Romão anda ligado o romance "Mário" de Silva Gaio, que é muito conhecido e se enquadra na época das lutas entre liberais e Miguelistas.
Em S. Romão se instalou em 1958 a Esquadra nº 13 da Força Aérea - para apoiar a Estação de Radar na Torre. Contudo, por razões técnicas, a Força Aérea viu-se obrigada a abandonar o projecto.
A quem por aqui passe aconselha-se uma pequena visita ao centenário solar que foi da família Pina Faria, hoje pertencente aos Figueiredo Lopes, que se encontra ligado ao Turismo de Habitação com o sugestivo nome de Casa das Tílias. Para além desta bela casa existe uma outra que não lhe é inferior em beleza ou interesse, a casa da Família Ferreira da Fonseca
Castro de S. Romão
Situa-se no Monte que tem o seu nome, cuja altura máxima é de 888m. Trata-se de um castro Lusitano.

Igreja Matriz
O orago da Igreja Matriz é N. Sra. do Socorro. Este Templo indica para uma construção do séc. XVIII.

Casa das Tílias
Casa senhorial beirã do sec XIX onde se respira o ar puro da montanha e se escura o sussurrar do regato que corre debaixo das janelas.

Capela de Sto António
Capela particular pertencente à Exma Sra. D. Ana Martins Nogueira, contígua à sua casa. Na fachada exterior da capela há um pequeno painel de azulejo com a imagem de N. Sra que tem a data de 1940.

Capela de N. Sra. da Conceição
É uma capela particular que agora se encontra fechada ao culto. A frontaria é em cantaria de granito. Pertencente a uma casa fidalga integra-se na Quinta da Conceição.

Capela de S. Romão
Esta capela situa-se no "cabo da vila" e é antiquíssima. Deve ser o monumento mais antigo existente no interior da população.

Capela de S. Sebastião
Situa-se a poente da Vila, o seu altar tem um retábulo em talha dourada.

Capela do Sr. Sto Cristo
Situa-se no fundo da rua que tem o mesmo nome da capela. Trata-se de uma pequena ermida com alpendre sob o qual existe um púlpito exterior em granito, o que é uma raridade e também um certificado da sua já longa existência.

Santuário da Sra do Destêrro
Neste santuário existem várias ermidas que estão situadas umas na margem direita e outras na margem esquerda do rio alva e que são as seguintes:

Capela da Sra do Destêrro
É de todas a mais ampla e a mais antiga. É dedicada à N. Sra. do Destêrro, constituindo uma alusão à fuga da Sagrada Família para o Egipto. Na capela existem 13 painéis que recordam favores recebidos por intermédio de N. Sra. do Destêrro.

Capela de N. Sra. da Boa Viagem
Foi construída pelo Dr. José de Brito, em cumprimento de uma promessa feita durante uma tempestade no mar em frente da Serra Leoa.

Capela dos Doutores
Local onde sete imagens, em tamanho natural, relatam o encontro do Menino Jesus, noTemplo, com os Doutores da Lei.

Capela do Profeta Simião
Apresentação do Menino Jesus no templo e a purificação de N. Sra. em cumprimento da Lei de Moisés.

Capela do Sto do Horto
Esta capela não tem altar e recorda-nos outro trecho do Evangelho; a imagem de Jesus de joelhos a rezar no Horto ou no Jardim das Oliveiras para onde se retirou na véspera da Sua morte.

Capela da Sra. da Piedade
Nesta capela está a imagem de N. Sra. com seu filho já morto, nos seus braços, depois de ter sido retirado da Cruz.

Capela de N. Sra. das Dores
É de todas a mais pequena e situa-se na encosta a caminho da Cabeça da Velha.

Capela do Calvário
Situa-se a 50 m da Cabeça da Velha. Representa-se ali o Monte Calvário com três cruzes.


(Informações retiradas da "Monografia do Concelho de Seia", de Quelhas Bigotte)

O Blogue feito pelos leitores - Acessos á Serra, Túneis

Do Presidente da Associação Cultural Amigos da Serra da Estrela recebemos a seguinte mensagem:
Em 28 de Janeiro, último, a ASE - Associação Cultural Amigos da Serra da Estrela, enviou à Estradas de Portugal, S.A. a sua posição relativamente aos cenários rodoviários postos por esta entidade à discussão pública. Findo o prazo definido por aquela entidade (12 de Fevereiro), a ASE enviou uma nota de imprensa, em documento timbrado da ASE, que se fêz acompanhar do documento, na integra, por si enviado à Estradas de Portugal, S.A.Fomos agora surpreendidos, pela notícia da circulação de uma petição on line, como se da nossa Associação se tratasse mas à qual é completamente alheia.As posições da nossa Associação estão muito bem explícitas no documento que é referido pelo que nem a petição nem as noticias que são transcritas no vosso site, são por ela subscritas e sobre as quais se distancia.Agradecendo que seja tida em boa nota o nosso comentário, apresentamos os melhores cumprimentos.José Maria Serra SaraivaPresidente da ASE www.asestrela.org/

sábado, 16 de fevereiro de 2008

Estádio Municipal, um complexo desportivo disponível para ser mais usado

Esta é uma imagem do Estádio Municipal, um complexo que hoje serve os clubes de atletismo do concelho, sobretudo Centro de Atletismo de Seia e Associação Cultural e Recreativa da Senhora do Desterro.
Tem uma pista excelente para provas de alto nível e desse ponto de vista, o atletismo tem tirado bastante partido deste bem desportivo.
O mesmo acontece com as caminhadas que ali se efectuam, nomeadamente ao fim do dia. Já não se pode dizer o mesmo do relvado, que custa muito dinheiro manter e não há nenhum clube a jogar. Quem sabe se a Federação Portuguesa de Futebol não realiza ali, um dia destes, um jogo com uma das suas equipas, de Sub 21 ou Sub 16?!
Para já vem aí o FootPáscoa, que levará ali equipas de gabarito nacional, além de muitas centenas de crianças para praticar desporto. Mas não há dúvida que tudo isto é muito pouco, num Estádio tão bom e tão caro. E para dizer isto não é necessário ser especialista!

sexta-feira, 15 de fevereiro de 2008

Sexta Feira começa o "Seia Jazz & Blues"

A cidade de Seia prepara-se para acolher a quarta edição do “Seia Jazz & Blues” – Festival Internacional de Jazz e Blues. Constituído por quatro concertos, o certame decorrerá na Casa Municipal da Cultura entre 22 de Fevereiro e 1 de Março.
A abertura do festival, no dia 22 de Fevereiro, ficará a cargo de Minnemann Blues Band, seguindo-se no dia 23 o concerto com Down Home. O Sexteto Mário Barreiros está reservado para 29 de Fevereiro. O certame culmina com Toni Solá Quartet c/ Harry Allen no dia 1 de Março.
Do programa consta ainda a realização de dois Workshops: “Os Blues” por Wolfram Minnemann no Centro Musical de Seia, dia 23, pelas 15h00 e “A Bateria” por Mário Barreiros, no Conservatório de Música de Seia, dia 1 de Março pelas 15 horas. Durante o Festival haverá uma pequena Feira de livros, CD e DVD no Foyer do Cine-Teatro da Casa Municipal da Cultura.
Os bilhetes já se encontram à venda: para os dois primeiros concertos de Blues o Bilhete Normal é de 3 euros e com descontos (Cartão Municipal da Juventude e / ou Idoso) – 1,5 euros. Para os concertos de Jazz o Bilhete Normal é de 7 euros e com descontos – 3,5 euros. A organização colocou à venda um pack que dá acesso aos 4 concertos, no valor de 15 euros.
A Direcção Artística do “Seia Jazz & Blues” está a ultimar os preparativos, que passam muito pela divulgação, sobretudo nos meios de comunicação social, apelando também a todos os “Amigos do Festival” ajuda na promoção do evento, por e-mail e através de blogues.

quarta-feira, 13 de fevereiro de 2008

Esta região está na cauda da qualidade de vida, temos de inverter a situação

O Observatório para o Desenvolvimento Económico e Social da Universidade da Beira Interior (UBI) realizou um estudo sobre a qualidade de vida nos 278 concelhos de Portugal continental. Na zona da Beira Serra, o concelho de Oliveira do Hospital surge como o mais bem classificado (154), seguido de Tábua (178), Góis (191), Seia (192), Arganil (193), Gouveia (206) e Celorico da Beira (225).No entanto, comparando com os concelhos vizinhos da região do Planalto Beirão, todos os concelhos da Beira Serra ficam atrás, com Mangualde (104) a liderar o ranking, seguido de Nelas (116), Santa Comba Dão (130) e Carregal do Sal (143). Os concelhos da Beira Serra encontram-se, assim, na metade inferior deste ranking.Neste estudo, coordenado pelo professor universitário José Pires Manso, o concelho de Lisboa surge no primeiro lugar da lista e o Sabugal em último.
Ler mais em:

terça-feira, 12 de fevereiro de 2008

Movimento associativo no concelho - Santiago dá o exemplo

O Movimento de Jovens de Santiago comemora no próximo dia 24 de Fevereiro o seu 9º Aniversário com um programa recheado de "coisas boas", não apenas o lanche para todos os sócios e convidados, mas também o karaoke que se realiza na noite de Sábado e a actuação e arruada da Fanfarra dos Bombeiros Voluntários de São Romão.
A Direcção conta com os sócios para tornar o dia do aniversário uma data marcante para todos.
É iste espirito que que é preciso enraizar cada vez mais nas nossas terras - o espirito associativo e a são camaradagem! O Concelho de Seia tem muitas associações nas freguesias que precisam de acordar da letargia em que se encontram mergulhadas.
Como diz o Sérgio Godinho, na sua canção, - "A vida é feita de pequenos nadas".

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2008

Canção de Seia

São neves que caiem
Aguarela de pintor
O trovão na Serra
São sonhos de amor
É luz da minha vida
A aragem da noite
É minha alma perdida.


Ouve uma prece
Ó Seia querida
Não quero deixar-te
Por que jurei amar-te
Toda a minha vida

Seia adorada
De mim tem piedade
Porque os que partiram
E nunca mais te viram
Morreram de saudade.


II

É teu tapete
O verde do vale
E as águas que passam
São fios de cristal
Quando o sol se põe
Vejo que ele sorri
Não quer ir embora
Fica a olhar para ti.

Letra de Jorge Camelo

Imagem de Seia e reparo a obras na estrada

Esta é a imagem da principal porta de acesso á serra da Estrela, tirada antes das obras ali efectuadas pela Câmara Municipal. Por aqui passam milhares de turistas em direcção ao ponto mais alto da serra, nomeadamente aos fins de semana.
Mais acima, na zona do Museu do Pão, há um troço de estrada bastante danificado, devido ás obras de remodelação do fornecimento de água. A firma que está a fazer os trabalhos não tem sido diligente como devia e os incómodos para os automobilistas são bastantes e podiam ser aligeirados.
Fica o reparo para estas obras numa Estrada Nacional de grande importância.

domingo, 10 de fevereiro de 2008

Novos empregos, é o que Seia mais precisa

ARA - Fábrica de calçado em Seia. Uma unidade empregadora com peso significativo nesta cidade, apesar da crise e das constantes deslocalizações deste tipo de empresas para os países do Leste. Mesmo ao lado, mais acima, está a surgir o "Contact Center" da EDP que promete criar 200 postos de trabalho. Nesta altura haverá pessoal em formação e não tarda que a primeira "fornada" comece já a trabalhar.
Seia agradece!

sexta-feira, 8 de fevereiro de 2008

Publicidade ambulante em Seia

Ora aí está uma forma inteligente de fazer publicidade. Seia tem vários casos destes, o que prova que os seus empresários são criativos e dinâmicos.
Da nossa parte, iremos publicando no blogue as imagens que nos forem chegando, de outros tantos empresários que apostam neste método "inovador". Para já segue a publiciddae a Carlos Saraiva & Cª. Lda - Materiais de construção!

quinta-feira, 7 de fevereiro de 2008

“O Sétimo Selo” de José Rodrigues dos Santos, transporta ás ameaças do fim do mundo

Não é que seja grande devorador de livros, nem tão pouco um verdadeiro critico literário, no entanto, julgo que não é nada de mais, sempre que acabo de ler um livro, poder partilhar com os leitores alguns pontos de vista sobre essa mesma obra literária. Desta vez, acabei de ler, (já vai para 3 semanas) o “Sétimo Selo” de José Rodrigues dos Santos. Apesar de ser este o seu quinto romance, é o primeiro que leio e devo dizer que gostei.

Por um lado, porque tem os ingredientes todos de um bom romance e por outro, porque nos transporta para o conjunto de ameaças que se erguem é sobrevivência da humanidade.

Já se sabia que dentro de 40 ou 50 anos acabarão as reservas de petróleo, mas o que não se sabe é se haverá combustível fóssil assim por tantos anos. O consumo é cada vez maior, agravado com a entrada da China e da Índia no grande consumo, através do surto de desenvolvimento económico verificado nestes países. Basta dizer que até aqui os chineses andavam de bicicleta, imaginando-se agora os chineses a andarem todos de carro como os europeus, por exemplo.

O mundo está mesmo em perigo e o livro de José Rodrigues dos Santos, que se baseia numa informação cientifica actualizada, leva-nos a esse choque incontornável com a ameaça decorrente do aquecimento global.

E os governantes não parecem preocupados com o futuro das gerações vindouras, preocupando-se apenas com a garantia de financiamento para as suas campanhas eleitorais, de grandes industrias e lobies tão poderosos quanto perigosos. Veja-se na América, quem são os grandes financiadores das campanhas eleitorais!...
Uma das formas de enfrentar o aquecimento do planeta, por exemplo, seria exigir que os fabricantes de automóveis inventassem tecnologia que consumisse menos combustível, carros que gastassem 5 litros aos 100, e não 10 ou 14, mas isso era ir contra a poderosa industria automóvel que gasta centenas de milhões de dólares em contribuições eleitorais.

Os realizadores de Hollywood podem ter neste “O Sétimo Selo” um bom guião para um grande filme! Um livro preocupante, que deve ser lido por todos, para que ninguém diga que não foi avisado.

Município de Seia aposta no apoio aos mais desfavorecidos

Um governo ou uma Câmara Municipal podem não ter meios financeiros para grandes obras, mas poderão sempre que o entenderem, disponibilizar algumas verbas para áreas essenciais da sua governação. Em meu entender é o que está a acontecer na Câmara Municipal de Seia que, pese embora o grande aperto financeiro, tem vindo a apostar na área social em geral e no apoio aos mais desfavorecidos em particular.

Ainda agora com a deslocação do Secretário de Estado da Segurança Social a Seia, no âmbito da Feira do Queijo se verificou isso mesmo. O Município de Seia está decididamente a apostar nos mais desfavorecidos, ao levar a cabo medidas concretas de recuperação de casas, melhorando as condições de habitabilidade e conforto a várias pessoas de diversas freguesias do concelho. A medida, conta com o conjunto de esforços da autarquia e do governo, que repartem custos e com as próprias Juntas de Freguesias e Instituições Particulares de Solidariedade Social do concelho.

Não escrevo isto para elogios vãos ou mordomia de circunstância, mas simplesmente como constatação de uma boa política, que deve ser continuada e simultaneamente louvada.

Trata-se de uma iniciativa intitulada “Reabilitar para habitar” e enquadra-se no Programa de Conforto Habitacional para Pessoas Idosas”, que facilita a vida aos mais velhos, retardando em muitos deles a ida para os Lares, vivendo assim mais tempo nas suas próprias casas.
Foto: P.E.

segunda-feira, 4 de fevereiro de 2008

Seia agradece a Correia de Campos

As pessoas do concelho de Seia bem podem dizer que não tinham razão de queixa do ex-Ministro da Saúde, Correia de Campos, dado que, enquanto que por todo o país há reclamações disto e daquilo, por cá constrói-se um grande edifício Hospitalar, quase em contra-ciclo. Por um lado, está a ser feito um investimento público bastante significativo na reconstrução do Hospital de Seia e por outro está a consolidar-se um conjunto de valências e serviços de saúde capazes de responder ás necessidades das populações da região.
A única questão que se pode protestar neste sector, tem a ver com o mau funcionamento do Centro de Saúde desta cidade, mas isso tem mais a ver com a falta de dinâmica e talvez competência do Director daquela instituição do que da actuação do Ministro. Há vários anos que o “Posto Médico” tem falta de médicos, carece de organização, de método, de planeamento e sobretudo de estratégias de prevenção na saúde. Mas nada é feito para inverter a situação, para evitar esperas ás 4 da manhã ou outras canseiras e dificuldades no acesso á saúde.
Sem me querer colocar na pele de político de craveira ou gestor da área da saúde, apraz-me o direito a uma leitura superficial de um sector tão sensível quanto importante e que tem sofrido nos últimos dois anos uma verdadeira revolução. E como qualquer revolução, também esta não se faz sem dor, nem tão pouco sem excessos, daí a turbulência e o furor causados pela acção directa do Ministro da pasta. E se há mudanças que têm de se operar a fundo, as da saúde não terão qualquer efeito se não forem de “rajada”, firmes e fortes, ao arrepio de interesses instalados ou de segundas outras intenções de registo camaleão.
Correia de Campos vinha a fazer um trabalho profundamente positivo na Saúde, pelas medidas introduzidas e reformas alinhadas, quer na melhoria dos serviços, quer na rentabilização de recursos. O seu pecado terá sido a forma inábil com que lidava com as situações e porventura a falta de sensibilidade numa área tão frágil como a saúde, dando argumentos á ala mais á esquerda no PS, liderada por Manuel Alegre, para que se moderasse o rumo.
Seja como for, Seia não tem razões aparentes para condenar Correia de Campos, um politico com competência técnica que soube interpretar o pensamento de Sócrates para o sector da Saúde, apostando na melhoria dos serviços e na rentabilização dos meios. De resto, estivemos perante um Ministro que caiu em combate, como um valoroso guerreiro em campo de batalha, coerente á linha traçada para fazer mudar alguma coisa numa área cheia de maleitas e vícios nocivos á saúde e ao erário público.
Nesta hora e neste sentido, apetece dizer que estar na política implica mais do que amar o que é fácil ou mais politicamente favorável, porque dos fracos pouco reza a história. E a coragem de remar ao arrepio pelo bem estar dos outros só muito mais tarde, ás vezes tarde demais, é que é identificada e relevada.
Enfim, são as voltas da política dura e difícil de fazer, que é má porque se faz, mas que é péssima quando se não pratica. Assim como assim, mais vale ver quem faz para que tudo não fique na mesma, do que deixar correr tudo ao “Deus Dará”.

quinta-feira, 31 de janeiro de 2008

CINE''ECO CONSIDERA «UMA VERGONHA» O SUBSÍDIO ATRIBUÍDO PELO INSTITUTO DO CINEMA E DO AUDIOVISUAL

A organização do Cine'Eco - Festival Internacional de Cinema e Vídeo de Ambiente da Serra da Estrela, que se realiza em Seia há mais de uma década, considera «uma vergonha» o subsídio atribuído pelo Instituto do Cinema e do Audiovisual (ICA) através do Programa de Apoios à Realização de Festivais em Território Nacional de 2007. «Achamos uma injustiça o que o ICA fez ao Cine'Eco, que é não reconhecer o mérito que ele tem, esta é a conclusão que se pode tirar», afirma Mário Jorge Branquinho. «Um festival desta dimensão há 13 anos no Interior do país e continuam a contemplar-se sempre os mesmos, aqueles que exercem todos os lobbys e todas as influências junto do ICA», lamenta aquele elemento da organização do festival», sublinhando que «o argumento que eles utilizam é que este ano há retrocessão de verbas». No entanto, «vemos que até um ou outro festival teve aumento». «Se formos a comparar o nosso festival com outros que estão acima de nós na tabela em termos de financiamento, são muito pobrezinhos.Já os visitei, conheço-os, e aquilo que os diferencia do Cine'Eco é terem gente muito amiga, bem colocada e lobbys influentes. Nós não temos nenhum lobby forte, por isso não é atribuído o que o festival merece», acusa.
O Instituto do Cinema e do Audiovisual, refira-se a propósito, apoia este ano 16 festivais de cinema que se realizam no país com 750 mil euros, 120 mil dos quais para o Fantasporto. No fim da tabela aparece o Cine'Eco e os Caminhos do Cinema Português com 2500 euros cada um.Um valor muito aquém do esperado pela organização. «Não estávamos à espera porque ficámos bem classificados no concurso, nos parâmetros todos, o relatório que nos enviaram referia que estava tudo muito bem. Foi apontada apenas uma pequena fragilidade, que é natural, que nós conhecemos, mas no contexto da avaliação que foi feita, a nossa candidatura estava muito boa», garante. Ao ICA a organização pedia «50 mil euros, que é quanto é atribuído ao Imago, por exemplo». «Isto é brincarem connosco, o esforço que temos andado a fazer é um bocado quase em vão», afirma, adiantando já ter sido apresentada outra candidatura, «no âmbito do turismo». «Estamos a aguardar», conclui.O primeiro balde de água fria veio «em meados de Dezembro», altura em que Mário Jorge Branquinho, o realizador Lauro António, director do Cine'Eco, e uma vereadora da Câmara de Seia, foram chamados a Lisboa para uma reunião no ICA. «Fomos recebidos para nos dizerem que o festival não tinha recebido qualquer apoio, que não tinha sido contemplado, ainda foi mais grave», afirma. «Depois tomámos uma posição de força. O presidente da Empresa Municipal escreve uma carta ao presidente do ICA a lamentar o sucedido, a dizer que não concordávamos e que iríamos até às últimas consequências. Para atenuar a pancada atribuíram 2500 euros a nós e aos Caminhos do Cinema Português, de Coimbra, que também não tinham nada. Isto foi apenas uma forma de dar a volta ao texto», acusa.
Mas nem tudo são más notícias. «O presidente do ICA diz que vai dar mais atenção ao festival, que vem cá no próximo, enfim, vamos aguardar», avança.Questionado sobre a «pequena fragilidade» apontada pelo relatório do ICA, Mário Jorge Branquinho responde tratar-se da «projecção nacional». «Isto é tipo a pescadinha do rabo na boca. Ou seja, nós não temos dinheiro para projectar o festival em grandes campanhas de publicidade como têm outros festivais, e se não temos dinheiro não fazemos a projecção devida, e não fazemos a projecção devida porque não temos dinheiro. Se o ICA, que é a entidade máxima destas coisas, quer que o festival tenha projecção tem que lhe atribuir subsídio, se não o fizer continuamos sempre no mesmo». «O protocolo com a RTP já nos deu essa projecção que faltava, mas que ainda é pouco, precisa de mais», admite aquele responsável, finalizando que «a câmara está praticamente a suportar por inteiro o festival, o que é dramático».
Gabriela Marujo, in Jornal Terras da Beira - Guarda, 24 de Janeiro de 2008

Petição contra a destruição ambiental e económica da Serra da Estrela com a construção dos Túneis

Foi lançada uma PETIÇÃO, contra a destruição ambiental e económica da Serra da Estrela promovida pela construção dos túneis. Quem se revê nesta posição, pode assinar em: http://www.petitiononline.com/1Tuneis/petition.html
Da minha parte, posso dizer que não sou contra os túneis, que encurtem a distância de Seia á Covilhã, num trajecto que se passaria a fazer em 15 minutos, o problema é que esta solução pode demorar 30 ou 40 anos a resolver. Por isso, venha o traçado pela zona de Loriga. Além de que estou convencido de que uma decisão de construir estes túneis será quase idêntica á de construir 10 estádios de futebol pelo país. E o Estado tem verba para isso, nesta conjuntura de crise financeira?!
Seja como for, o que faz mais falta é o IC 37, para ligar Seia a Viseu e por consequência ao Norte e mesmo a Coimbra e Lisboa.
Seja como for o assunto está ao rubro e promete...

quarta-feira, 30 de janeiro de 2008

Mediatização da Feira do Queijo

Esta sexta feira, dia 1 de Fevereiro, a partir das 18 horas, o “Portugal em Directo” da RTP vai estar em Seia a partir do CISE. Serão cerca de 25 minutos para falar de Seia, da cidade, do concelho e da Feira do Queijo em particular. A Feira terá ainda direito esta quinta feira de manhã a 10 minutos na Rádio Renascença e na quinta feira á tarde 15 minutos em directo na TSF, para além de muitas reportagens em jornais e outras rádios nacionais, regionais e locais. E mesmo assim é sempre pouco para aquilo que o evento merece.

Loriga no seu melhor

Foto enviada por LSE PT, uma imagem de marca de Loriga, encimada pelo brasão da vila e bandeira de Portugal. Para quem em Seia não sabe o que fazer aos Domingos, a não ser frequentar supermercados ou virar-se para Viseu, pode dar um salto a esta "Suiça Portuguesa".

segunda-feira, 28 de janeiro de 2008

Workshop de Cinema Documental

Esta é uma foto do grupo que participou no Workshop de Cinema Documental e que nos foi enviada por Luis Silva, que também participou nesta iniciativa orientada por Jorge Pelicano, este fim de semana no CISE. Tratou-se de uma acção bem sucedida, promovida no âmbito da programação da Casa Municipal da Cultura de Seia. Mais comentários em:

"Sabor Serrano", uma referência gastronómica da Serra da Estrela

Esta é uma foto de Ricardo Alvo e publicada no seu blogue:
Trata-se do Stand do "Sabor Serrano", proprietário do meu irmão, Carlos Branquinho, na última edição da BTL, em Lisboa.

domingo, 27 de janeiro de 2008

Terras da nossa terra - Paranhos da Beira

Paranhos da Beira é uma freguesia portuguesa do concelho de Seia, com 21,01 km² de área e 1 714 habitantes (2001), situada a sudeste do Mondego a uma altitude de 465 m. Densidade: 81,6 hab/km².
Foi elevada a
vila em 24 de Agosto de 1989, mudando a sua designação de Paranhos para Paranhos da Beira.
A sua origem remonta à época pré-histórica como comprova a Anta de Carvalhal da Louça, entretanto classificada como monumento de interesse nacional. Tem 2,80 de diâmetro e 2m de altura, em forma de tronco pirâmide de base decagonal, constituída por nove esteios quase trapezoidais, inclinados para o centro, à excepção da chave mestra em posição vertical, formando os esteios contíguos uma espécie de cunhas; entrada orientada a E.; os esteios apresentam a totalidade da sua altura à excepção de um esteio a S. Com cerca de metade da altura original; a tampa apresenta insculpida uma cruz grega e uma cruz Lanceolada. Corredor: os esteios encontram-se fragmentados e semi-fragmentados.
A freguesia de Paranhos é composta pelas povoações de Carvalhal da Louça, Vale da Igreja e Chaveiral. Todas têm capelas onde anualmente se realizam festas religiosas.
Como património cultural, Paranhos possui a Igreja Matriz, as capelas de São Marcos, Nossa Senhora da Conceição, Nossa Senhora das Neves e Santa Eufêmia; o Solar dos Fiqueiredos, a Casa do Visconde, a Ponte Romana e de salientar ainda o Solar de São Julião construído nos finais do século XVII. O Solar de São Julião possui Capela cujo o orago é N.Sª. La Salette, tendo sido classificado de interesse público pelo IPPAR.
Importante referir também as colectividades desta vila, como por exemplo a Associação Desportiva de Paranhos da Beira, a Associação Cultural e Recreativa de Paranhos da Beira ou o Rancho Folclórico de Paranhos da Beira.

http://pt.wikipedia.org/wiki/Paranhos_da_Beira

sábado, 26 de janeiro de 2008

Mostra do Borrego Serra da Estrela na Feira do Queijo de Seia

A Câmara Municipal de Seia, no âmbito da programação da Feira do Queijo 2008, que se realiza dia 2 de Fevereiro, endereçou um convite a todos os Restaurantes do Concelho para que durante os dias do Carnaval insiram nas suas ementas diárias um prato de Borrego Serra da Estrela.
Com a iniciativa, pretende-se valorizar este produto da região, colocando-o no centro da Mesa Gastronómica do Concelho de Seia.
Os 14 Restaurantes que aderiram á iniciativa são os seguintes:
Restaurante Sra. da Lomba
Pinhanços Telefone: 238 481 030
Restaurante Jardim
Seia Telefone: 238 315 942
Restaurante Mira Neve
Av. dos Imigrantes nº18 – Pinhanços
Telefone: 238 481 064
Restaurante Guarda Rios
Barriosa – Vide Telefone : 238 661 115
guardarios@valdalvoco.com
Restaurante Farol
Largo Dr. Borges Pires - 6270 Seia
Telefone: 238 312 123
Restaurante Mir Alva
Rua do Comércio – SABUGUEIRO
Telefone: 91 459 0837
Restaurante Mota Veiga
Bairro da Seromana – Arrifana - Seia
Telefone: 238 312375
Restaurante Santa Luzia
Av. Dr. Borges Pires nº2 - Pinhanços
Telefone: 238 481 010
Restaurante Regional da Serra
Avenida Combatentes G Guerra 12, SEIA
Telefone: 238 312 717
Restaurante O Nevão
Rua da Barreira - SABUGUEIRO
Telefone: 238 311 432
Restaurante Abrigo da Floresta
Estrada Nacional 231, Cruzamento de Figueiredo
Telefone: 238 976 094
Restaurante Central
Av.1º de Maio,12 D – Seia
Telefone: 238 314 433
Restaurante Quinta do Crestelo
Estrada Seia – São Romão
Telefone: 238 320050
Restaurante Borges
Travessa Funchal 7,1º - SEIA
Telefone: 238 313 010



quinta-feira, 24 de janeiro de 2008

CERCA DE 20 FILMES DO CINE'ECO NOS AÇORES

Arranca hoje em Angra do Heroísmo e Praia da Vitória a primeira extensão do Cine Eco 2007 – Festival de Cinema e Vídeo de Ambiente, que teve a sua décima terceira edição em Seia, na Serra da Estrela. Trata-se da primeira extensão deste Festival a visitar os Açores, num conjunto de filmes e documentários, sendo que na Terceira serão cerca de 20 filmes exibidos até ao próximo dia 27 de Janeiro.As sessões que vão decorrer simultaneamente no Centro Cultural de Angra e no Auditório do Ramo Grande, durante a tarde e a noite, terão apresentações gratuitas, e pretendem relacionar a cultura cinematográfica com a sensibilização ambiental. É de salientar que as sessões da tarde têm como público-alvo os alunos das escolas secundárias e universidade. Esta iniciativa resulta de uma parceria conjunta da Secretaria Regional do Ambiente e do Mar com as duas autarquias da Terceira.
Continue a ler em:

http://lauroantonioapresenta.blogspot.com/

terça-feira, 22 de janeiro de 2008

A ASAE, o Queijo da Serra e os outros produtos de Seia á venda em todo o país

Finalmente alguém começa a por a ASAE na ordem. O debate de hoje na Assembleia da República com a presença de António Nunes; a declaração, irónica, de Cavaco, nos doces conventuais de Arouca; o artigo de Mário Soares no Diário de Notícias e tudo o resto no debate publico, contribuem decisivamente para por travão ao "papão" chamado ASAE.
Que eles façam cumprir a lei, estão no seu direito; o que já não estamos de acordo e quase ninguém está, é pelo excesso de zelo colocado na sua missão. Que se fechem restaurantes sem o mínimo de condições, sim, mas que não se persiga toda uma classe de gente trabalhadora.
A própria Feira do Queijo estava em risco. Ninguém podia trazer o seu queijo, o seu mel ou as suas chouriças ou doces por não cumprirem determinadas complicações burocráticas. Então e o saber-fazer, que se tem propalado tanto?! Os franceses têm dos melhores queijos do mundo feitos de forma artesanal e não consta que haja alguma ASAE francesa a encerrar queijarias.
Por isso, fico contente em saber que cerca de 80 pastores do concelho vão participar na Feira do Queijo de Seia e que cerca de 30 apicultores mostram e vendem o seu mel.
No concelho de Seia, este sector de produtos da gastronomia alimentar tem hoje um peso significativo na economia, a que se junta o requeijão, que é um produto produzido em quantidades cada vez maiores e vendido nas grandes superfícies de todo o país, assim como o pão, os bolos, os queijos, os licores, os enchidos e muito mais.
Só no concelho de Seia há mais de 15 mil cabeças de gado e mais de 100 pastores! E há pastores com meia dúzia de ovelhas e outros com 300 ou 400 cabeças de gado.
Muitos deles produzem queijo e tantos outros vendem o leite para as fábricas, que no concelho são em grande número e de dimensão nacional.
Todavia, os que fazem queijo, devem naturalmente fazê-lo em boas condições de higiene e por isso devem ser sensibilizados para melhorar cada vez mais e não ser constantemente ameaçados. Devem é, isso sim, ser apoiados e acarinhados, já que a sua profissão é já por si bastante exigente e dura!
Quanto aos restaurantes do concelho, também sou de opinião de que há muita qualidade, devendo no entanto apostar-se cada vez mais na melhoria dos serviços prestados e na inovação dos pratos servidos.
Nesta feira do queijo haverá uma Mostra do Borrego, para a qual estão já inscritos 15 Restaurantes e que é uma iniciativa que, apesar da sua simplicidade tem um alcance assinalável, que é o de colocar o borrego desta região serrana no centro da ementa turística local, pelo menos durante os dias do Carnaval.
Assim e aos poucos se vai valorizando o que é nosso. Assim se faz “Seia pela positiva” longe do “papão” da ASAE que estrangula a economia e perto da pedagogia que é necessário fazer, em permanência, pela valorização das nossas potencialidades.

quinta-feira, 17 de janeiro de 2008

Contra o conservadorismo,… abertura total!

No passado fim de semana, dois artigos de opinião na mesma página do Expresso abordavam duas questões pertinentes nos dias de hoje. Num, Francisco Pinto Balsemão falava na necessidade de se vencer o Conservadorismo e noutro, António José Seguro (lembram-se dele?) escrevia sobre os deveres dos partidos políticos.
Pegando assim ao de leve nos assuntos, apetece ir ao fundo das questões também elas de muita acuidade para nós que nos situamos ao nível do Distrito da Guarda em termos de preocupações de Desenvolvimento Territorial.
É que por aqui, como no país, graça muito o conservadorismo, seja ao nível individual, seja colectivo e tanto vale nos partidos políticos, como nas empresas e demais instituições da sociedade.
Nos partidos, já se sabe, estamos fartos de saber, de dizer, escrever, ler e ouvir: - há necessidade destes se abrirem cada vez mais ao exterior, para junto das pessoas, das suas preocupações e assim promover o debate. Mas o que se verifica é muitas vezes o “fechamento” e o “afunilamento”, relegando para segundo plano o resto. E quanto a alargamentos, os mais caricatos a que se assistem, são as chamadas “chapeladas” que servem para dizer que se abrem os partidos às pessoas, fazendo dezenas e dezenas de militantes, mas isso todos nós sabemos como são e para que servem!? Ou não é?
Isto é na política de forma geral, no Distrito, no país e em muitos países da Europa e não é um exclusivo da nossa terra!
Outra questão essencial e aí sim, podemos dar como exemplo o nosso Distrito, é a quantidade de políticos reformados no activo, constando-se que quase metade dos 14 Presidentes de Câmara se encontram nessa situação, à semelhança de outros responsáveis políticos.
Isto não é crime e por ventura será uma mais valia, aproveitar o conhecimento e a experiência de quem sabe, mas também fica bem a tal abertura efectiva a outras gerações.
Nos outros sectores da sociedade o perigo que espreita é de facto o conservadorismo, aqui alargado á letra de Conformismo e Marasmo, ou seja, “como está, está bem” (obrigado!), “convém não mexer para não estragar”!
E aqui, não é preciso ser especialista para perceber que se ficamos na mesma, significa ficarmos cada vez mais longe dos Distritos que apresentam grandes índices de desenvolvimento, como tantos que conhecemos à volta. E não há nada mais desanimador para quem quer ver dinâmicas novas no fortalecimento dos tecidos sociais, económicos e culturais, do que estes estados de espírito apáticos. Nesse sentido, nunca fez tanta falta como agora o espírito de missão politica assim como a força da presença de novos Agentes de Desenvolvimento, no terreno, próximo das pessoas a fazer-fazer e a fazer-andar!
Mário Jorge Branquinho
"Crónica de Seia" no Jornal Terras da Beira
17/01/2008

quarta-feira, 16 de janeiro de 2008

Pavilhão Multiusos para Seia, porque não discutir o assunto?

No âmbito do debate que se deve instalar na nossa comunidade, subordinado ao tema “Seia que Futuro?”, entendo que uma das questões a colocar na ordem do dia será a eventual construção ou não de um Pavilhão Multiusos na cidade.
Eu entendo que faz todo o sentido falar abertamente deste assunto, daí ter também proposto recentemente na sede do partido a que pertenço a abordagem necessária, com a ponderação e bom senso devidos, que uma questão tão importante como esta carece.
Numa altura em que se discutem ideias no âmbito do QREN, um quadro comunitário que valoriza o espírito de parcerias, será oportuno estudar esta possibilidade, procurando eventualmente parceiros certos, e quem sabe criar uma plataforma publico-privada, entrando a Câmara com os terrenos.
O actual recinto da Feira será por ventura o lugar privilegiado para um complexo desta natureza, uma vez que se deve dar um uso correcto e adequado àquele espaço, além de ser necessário trazer mais pessoas e mais dinamismo comercial ao centro da cidade.
Seia é uma terra virada para o Turismo e um Pavilhão Multiusos, pode ser um pólo de desenvolvimento muito importante, uma vez que pode permitir a realização de grandes Congressos, concertos de maior dimensão, Bailes de Gala e ou finalistas, uma grande Festa de Fim-de-ano na Serra da Estrela, feiras sectoriais, a própria Fiagris e outras iniciativas de que a cidade necessita. E não é necessário criar-se uma grande máquina de funcionamento, porque há hoje formar de gestão leve e moderna, para evitar que o empreendimento seja um sorvedouro de dinheiros públicos só para manter.
Julgo que será agora ou nunca para lançar mãos á obra de um complexo tão arrojado mas eventualmente tão necessário á cidade. Façam-se os estudos que tenham que fazer-se, tracem-se os planos devidos, porque como é óbvio não estamos propriamente num concurso de ideias em que se lançam para o ar umas ideias desgarradas e já está!
A par disso, impõe-se procurar quem queira investir num empreendimento destes que contemple estacionamentos, eventualmente lojas e um grande espaço multiusos. E pode não ser uma obra já para amanhã, mas sem ela pode ser mais difícil. E há argumentos para ajudar a cativar investidores – um bom hospital em fase final de construção, boas escolas, Tribunal, o CISE, Museus, um tecido empresarial diversificado, etc. Por outro lado, há um parque hoteleiro razoável, que pode ser ampliado se um empreendimento destes for por diante. Com um pavilhão Multiusos, Seia pode ganhar mais hotéis!
Além disso, uma cidade deve ter em carteira projectos ousados, porque daí podem um dia advir melhorias evidentes para o progresso local, sobretudo quando falamos da última fase de financiamentos comunitários para grandes obras. Depois acabou-se!
Pode aparecer quem defenda que um Pavilhão destes ficaria melhor localizado á entrada de Seia, nas imediações da futura Zona da Feira, mas julgo que aí é atirar para fora da cidade o movimento que faz falta ao Centro.
Ficam as ideias, não passam disso, discuta-se o assunto, que há muita coisa em jogo!

Foto vencedora do Concurso "Arte no Jardim"

Esta foi a foto vencedora do concurso "Arte no Jardim", organizada pela Casa do Castelo em Seia. Tirei-a no Festival de Jardins em Porte de Lima, pelo que o mérito será do autor da "instalação", eu apenas captei o momento.

terça-feira, 15 de janeiro de 2008

"Rio das Flores", romance com história de Miguel Sousa Tavares

Como tinha prometido, aqui estou para falar um pouco de “Rio das Flores”, de Miguel Sousa Tavares.
Trata-se de um “calhamaço” de mais de 600 páginas, mas que se devora bem, com prazer e avidez para ver como é que tudo acaba.
No meio de um enredo de amores, paixões, apego à terra e às suas tradições bem como a vontade de mudar a ordem estabelecida das coisas, ficamos a perceber alguns fenómenos históricos situados entre 1915 e 1945, no Portugal de Salazar, na Espanha de Franco e no Brasil de Jetúlio Vargas e por consequência da turbulência da guerra provocada pela Alemanha Nazi.
Através da saga dos Ribera Flores, proprietários rurais alentejanos, somos transportados para esses anos tumultuosos da primeira metade de um século marcado por ditaduras e confrontos sangrentos, onde o caminho que conduz à liberdade parece demasiado estreito e o preço a pagar demasiado alto. Entre o amor comum à terra que os viu nascer e o apelo pelo novo e desconhecido, entre os amores e desamores de uma vida e o confronto de ideias que os separam, dois irmãos seguem percursos diferentes, cada um deles buscando à sua maneira o lugar da coerência e da felicidade.
Quem parece que não gostou muito do livro foi Vasco Pulido Valente, que em várias páginas do público, descascou a obra de alto a baixo, por supostos erros históricos. Sobre isto há quem diga que são inimigos de estimação e por isso se tratam assim, tão bem!
Por mim gostei e acho interessante um romance que se desenvolve tendo como pano de fundo uma época histórica, para assim aprendermos ou reaprendermos um pouco mais de história.
Agora estou a braços com "O Sétimo Selo" de José Rodrigues dos Santos, um enigma que partilharei convosco no final.

Texto picante

Pediram-me um texto picante. Voltaram a pedir-me picante e insistiram no picante.
Pois bem, adiante, aqui vai o picante.
Um pouquinho de picante, mais picante, mais um pouco de picante, outro bocadinho, e mais um pouco, mais um bocadinho de picante, mais picante, picante, mais ainda de picante, picante daqui, picante dali, mais picante, ainda mais picante, venha mais, picante, bota aí, picante, mais, mais um pouquinho, mais picante, picante, mais ainda de picante, picante daqui, picante dali, mais picante, ainda mais picante, venha mais, picante, picante, mais, mais um pouquinho, picante, picante, setenta vezes picante, mais picante, picante, mais ainda de picante, picante daqui, picante dali, mais picante, ainda mais picante, venha mais, picante, picante assim, picante assado, e mais e mais um pouquinho, picante daqui, picante dali, picante, viva o picante, picante e por aí adiante até ficar,... pecante! Só não percebo como é que o leitor chegou até aqui a ler no meio de tanto picante. Também deve gostar!! Deve ser daqueles que tem um fraquinho por textos picantes.
Nota picante: foi o que se pode arranjar.
Segunda nota picante: Se quiserem mais é só pedir.
Terceira nota: Espero ter correspondido á "pica" pedida, senão,... que pique quem quiser! Aceitam-se sugestões e nada de reclamações.